ENCONTRO NACIONAL DE ANTIGOS ALUNOS SALESIANOS

por jcerca em 10 de Maio de 2019

A Federação Nacional dos Alunos de D.Bosco escolheu Arouca para o encontro nacional deste ano. E a escolha está mais do que justificada, pois Arouca acolheu, em espaços do seu Mosteiro, a Obra Salesiana entre 1960 a 1982, tendo aí funcionado o Colégio Salesiano, por onde passaram, não só, muitos arouquenses, como também numerosos alunos, oriundos, sobretudo das Beiras e do Norte de Portugal.

entradas para o Colégio Salesiano

E mesmo depois de saírem de Arouca os Salesianos continuam a manter, junto dos arouquenses, uma grande estima que se vai alimentando através da vinda esporádica de diversos salesianos, para participarem em actividades promovidas pela Família Salesiana de Arouca que continua a manter vivo o espírito de D.Bosco nesta terra.

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O programa do encontro que decorrerá nos dias 1 e 2 de Junho constará de uma recepção na Loja Interactiva de Turismo,(LITA) onde será abordado um tema de discussão, seguindo-se a deposição de um ramo de flores no Busto de D.Bosco, no parque municipal.

Depois do almoço, em espaços do Mosteiro de Arouca, (antigo refeitório dos Salesianos) seguir-se-á uma passagem pelos espaços do ex-Colégio Salesiano, com destaque para a visita ao salão de estudo e de teatro do antigo Colégio Salesiano, onde hoje funciona a Biblioteca memorial D.Domingos de Pinho Brandão. Nesse espaço haverá um momento de partilha de vivências salesianas e a projecção de uma apresentação sobre a presença dos salesianos em Arouca.

Do programa do 1º dia constará ainda a subida à serra da Freita, a celebração da Eucaristia na igreja conventual, ao fim da tarde, e à noite, a possibilidade de assistirem a um encontro de coros na LITA , num espectáculo aberto à comunidade.

Para o segundo dia está programada uma caminhada pelos passadiços do Paiva, um almoço em Alvarenga e a visita ao Museu das trilobites.

Para mais informações: mail – fpaadb@gmail.com ; telefone – 936258945

 

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº492 de  17 de maio de 2019

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MÚSICA E POESIA PELA LIBERDADE

por jcerca em 2 de Maio de 2019

Declamação de poemas, interpretação polifónica de cantos populares e execução instrumental por um decateto de sopro foram os ingredientes artísticos que compuseram o espectáculo cultural e musical, integrado nas celebrações do 25 de Abril, promovido pela Associação Círculo Cultura e Democracia e pela Câmara Municipal de Arouca, em parceria com a Banda Musical de Arouca, o Grupo Coral de Urrô e a Escola Secundária de Arouca e que teve lugar na Loja Interativa de Turismo de Arouca, na tarde do dia 1 de maio.

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Este espectáculo que pretendeu celebrar a Liberdade, através do canto e da poesia, iniciou-se com declamação do poema “Não há machado que corte a raiz ao pensamento” da autoria de Carlos de Oliveira e que entrou para a memória colectiva através da interpretação vocal de Manuel Freire. Um poema com fortes conotações políticas intimamente ligadas à revolução dos cravos e que elege a liberdade de pensamento como uma das principais conquistas do 25 de Abril.

Ao longo do espectáculo outros poemas de Miguel Torga, Manuel Alegre e Jorge de Sena, declamados por alunos da Escola Secundária, reforçaram a importância desta “Liberdade que estais no céu, santificado seja o vosso nome” (Miguel Torga).

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Mas nem só de poemas que cantam a liberdade, constou este espectáculo. A música, quer na sua expressão polifónica, interpretada pelo Grupo Coral de Urrô, sob a direcção do seu maestro Paulo Bernardino, quer na sua execução instrumental pelo decateto de sopro da Banda Musical de Arouca, sob a regência de Ivo Silva, ofereceu belos momentos musicais que deram muita arte e beleza a este espectáculo integrado no 45º aniversário do 25 de Abril.

O espectáculo terminou com a actuação conjunto do coro de Urrô e do instrumental de sopro que interpretaram uma das canções mais emblemáticas do 25 de Abril e que foi até uma das senhas da revolução dos cravos: “Grândola Vila Morena” orquestrada por Miguel Brandão.

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No início do espectáculo, e em representação da Associação Circulo Cultura e Democracia, foi feita pela drª Maria Antónia, uma breve evocação sobre o 25 de Abril e sobre os valores da liberdade e da democracia, valores esses que, não estando ainda plenamente alcançados, deverão ser objecto permanente de uma conquista na senda dos ideais de Abril.

A referida dirigente informou ainda que a “Caminhada da liberdade” prevista para a manhã do dia 25 de Abril, até à Senhora da Mó, será realizada no dia 11 de maio, uma vez que as condições climatéricas não o permitiram fazer no dia programado.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº492 de  17 de maio de 2019

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UMA MISSA SEM PADRE, MAS COM MUITA ARTE

por jcerca em 28 de Abril de 2019

Em pleno Domingo de Pascoela (2º Domingo de Páscoa) teve lugar na igreja do Mosteiro de Arouca um Concerto composto pela “Missa Brevis” de Jacob de Haan.  Trata-se de uma missa para Coro e Orquestra de Sopros composta a pedido do Conselho para a Música e a Cultura da Alta Alsácia, em Éguisheim, na França, por ocasião das celebrações dos mil anos do nascimento do Papa Leão IX. A estreia mundial teve lugar a 23 de Junho de 2002 sob a direcção do compositor, nascido em 1959 na Holanda e considerado “um dos mais conhecidos compositores contemporâneos de música para instrumentos de sopro”.

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Este concerto só foi possível graças ao intercâmbio cultural entre o coro paroquial de Santa Eulália de Oliveira do Douro e do Orfeão de Arouca, acompanhados pela Orquestra de sopro da Academia de Música de Vilar do Paraíso.

Antes da interpretação dos diversos trechos musicais desta “Missa Brevis”,  o público teve ocasião  de assistir à interpretação de três peças de meados do sec.XVII em que a trompete e o órgão ibérico do Mosteiro de Arouca foram as vedetas que ecoaram brilhantemente no belíssimo espaço barroco, como o são a igreja e o coro das freiras do Mosteiro de Arouca.

A direcção dos coros esteve a cargo de Patrícia Quinta e de Ivo Brandão, sendo a orquestra dirigida por Filipe Pinho.

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No final desta “Missa Brevis” foi entregue um ramo de flores aos respectivos maestros e dirigentes dos coros intervenientes, tendo a Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Margarida Belém, enaltecido o trabalho de intercâmbio artístico entre estas duas entidades que proporcionaram a todos um concerto que, no dizer da autarca arouquense, “esteve à altura deste belíssimo espaço que é património nacional”.

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Refira-se que este concerto teve lugar ontem à noite, na igreja de Santo Ovídio em Gaia, sendo repetido, no próximo dia 30 de Abril, na igreja paroquial de Oliveira do Douro.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº491 de  03 de maio de 2019

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PELA ROTA DO ROMÂNICO

por jcerca em 13 de Abril de 2019

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No dia 12 de Abril de 2019 um grupo de alunos da Academia Sénior de Arouca visitou mais um monumento integrado na Rota do Românico: o Mosteiro de Santa Maria Maior de Pombeiro, em Felgueiras. O anterior tinha sido o Mosteiro de Santo André de Ancede em Baião, ambos, infelizmente, em adiantado estado de degradação, à excepção das respectivas igrejas, por se encontrarem ao serviço do culto paroquial.

Interessante foi a visita guiada ao CIR – Centro de interpretação do Românico, inaugurado em 2018 em Lousada e no qual, através de meios digitais interactivos os visitantes puderam tomar conhecimento dos 58 monumentos desta rota, distribuídos por 12 municípios dos vales do Sousa, Douro e Tâmega.

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Após a visita ao CIR, foi a vez de conhecer mais um dos monumentos desta rota do Românico, o Mosteiro de Pombeiro que chegou a ser um dos mais importantes mosteiros beneditinos do território de Entre-Douro-e-Minho.

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A manhã deste dia foi ocupada com a visita à fábrica de produção de formas para bolos em Campo – Valongo, a fábrica A Metalúrgica, gerida por um empresário arouquense, o Comendador Agostinho Santos. Esta já foi a maior fábrica do mundo de formas para bolos e ainda é a referência mundial para a indústria de pastelaria e panificação. De salientar o excelente e generoso acolhimento com que os visitantes arouquenses foram brindados pelo proprietário desta empresa, o Dr.Agostinho Santos, natural de Tropeço (Arouca) e sua filha DrªRaquel Santos.

IMG_7525Conhecer o enorme e complexo trabalho que está por detrás da produção de uma simples forma, foi para os visitantes uma enriquecedora surpresa.

Para terminar o intenso dia de visitas uma subida ao monte de Santa Quitéria em Felgueiras e uma visita ao respectivo santuário, construído onde se crê tenha sido enterrada a mártir Santa Quitéria.

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A seguir uma breve paragem para compra do famoso pão-de-ló de Margaride no centro de Felgueiras.

José Cerca

 Publicado no jornal “Discurso Directo” nº490 de  19 de abril de 2019

 

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VISITA DE ESTUDO A BAIÃO

por jcerca em 5 de Março de 2019

No dia 27 de fevereiro a Academia Sénior de Arouca realizou mais uma visita de estudo com o objectivo de proporcionar aos seus alunos e associados, não apenas novos enriquecimentos culturais, como também momentos de convívio social.

Desta vez a visita de estudo organizada pela disciplina de “Cultura e Sociabilidade” teve como meta o Concelho de Baião  e nela participaram 44 pessoas.

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O Mosteiro de Santo André de Ancede

Depois de uma breve paragem técnica no centro de Cinfães, o primeiro local de visita foi o Mosteiro de Santo André de Ancede fundado no século XII, mas grande parte dele hoje em ruínas, depois de ter sido adquirido em hasta pública pelo barão de Ancede em inícios do sec.XIX.

De todo este conjunto monástico, além da igreja aberta ao culto paroquial, destaca-se a riquíssima capela do Senhor do Bom Despacho do séc. XVIII. De forma octogonal, a decoração do seu interior, todo em madeira, tipicamente barroco e em estilo joanino, surpreendeu os visitantes seniores pela riqueza artística que encerra, centrada na temática dos diversos mistérios do Rosário.

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Estando o Mosteiro de Ancede, desde a sua fundação, ligado à produção e comercialização de vinho que, na época, já era exportado para a Europa, os seus antigos celeiros, lagar e adega estão hoje transformados no Centro Interpretativo da Vinha e do Vinho, cujos espaços os visitantes puderam  também conhecer.

Visita guiada à Casa de Tormes

Depois de um agradável e bem servido almoço num dos restaurantes de Ancede, os visitantes seniores dirigiram-se para Santa Cruz do Douro para visitarem a Casa de Tormes, intimamente ligada ao romance “A Cidade e as Serras” e hoje sede da Fundação Eça de Queiroz.

Nessa visita guiada pelo espaço que constituiu o cenário real/ficcional do último romance de Eça de Queiroz, puderam os visitantes apreciar um valioso espólio de mobiliário e objectos pessoais que pertenceram ao escritor.

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A visita pelo  interior deste espaço permitiu, além disso, conhecer alguns  aspectos curiosos da vida e obra de Eça, tais como a metodologia de trabalho do escritor bem como os locais onde residiu e as viagens que realizou como cônsul.

A capela e a adega foram também objecto de visita, assim como os jardins que rodeiam a Casa de Tormes.

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Terminada esta visita queiroziana, uma paragem no centro de Baião para uma breve visita ao Núcleo de Arqueologia do Museu Municipal de Baião.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº487 de  08 de março de 2019

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