ENCONTRO SALESIANO EM AROUCA

por jcerca em 28 de Abril de 2024

 Com um programa muito cheio, e rigorosamente cumprido, realizou-se no dia 27 de abril um encontro da Família Salesiana que congregou 60 membros (SSCC e ADMA) vindos do Porto, Mogofores, Balazar e Arouca.

A recepção dos participantes teve lugar no parque municipal, à volta do busto de D.Bosco aí presente desde 2007 e que atesta, não só a passagem da Obra Salesiana por Arouca, bem como a permanência do espírito de D.Bosco, 42 anos após o encerramento do ex-Colégio Salesiano que funcionou em espaços do Mosteiro de Arouca entre 1960 a 1982.

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Estando em Arouca para participar numa tertúlia sobre o “futuro dos grupos de jovens” organizada pelo grupo de jovens da Paróquia de Santa Eulália de Arouca, na comemoração dos seus 40 anos de existência, Bruno Leite da Pastoral Juvenil Salesiana e responsável pelas “Conversas no pátio”, associou-se ao encontro e falou um pouco deste seu projeto.

Momento formativo e cultural.

Após o cântico “Pai e mestre dos jovens”, os participantes deslocaram-se para a igreja do Mosteiro de Arouca para a oração da manhã, preparada pelo grupo de Mogofores, e que teve lugar diante do altar da “Virgem de D.Bosco” que, desde 2022, tem exposta à devoção dos seus fiéis a imagem de Maria Auxiliadora que fazia parte do altar da antiga “capela dos Salesianos” que funcionou no antigo refeitório da comunidade cisterciense até 1982.

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Seguidamente teve lugar, numa das salas do Mosteiro de Arouca, um momento de reflexão sobre a devoção a Maria Auxiliadora pelo Pe. Gabriel que acompanhou o grupo do Porto. Depois de falar sobre a história do título de Maria Auxiliadora, ao longo dos séculos, o palestrante considerou D.Bosco como um dos maiores devotos e propagadores da devoção a Maria Auxiliadora, a sua “Mestra” que “tudo fez” ao longo da sua intensa vida dedicada à educação e evangelização dos jovens. Antes, porém, e na impossibilidade de estar presente neste encontro, foi lida uma linda mensagem do Delegado nacional da Família Salesiana, Pe, Artur Pereira, dirigida a todos os participantes.

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Seguidamente teve lugar  uma visita aos espaços conventuais, alguns dos quais foram utilizados pelos alunos do ex-Colégio Salesiano. Esta visita que foi acompanhada e enriquecida com os comentários de um guia do Mosteiro de Arouca, terminou numa visita ao Museu de Arte Sacra, onde os visitantes puderam apreciar a riqueza e a variedade do seu numeroso espólio aí exposto desde 1933.

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Momento gastronómico e de convívio

Depois da enriquecedora visita guiada ao Mosteiro de Arouca, teve lugar o necessário momento gastronómico e de convívio que constou de um almoço servido na cantina da Escola EB1 de Arouca, amavelmente cedida para este encontro.

A seguir ao almoço, um momento cultural e de partilha com a participação de todos os grupos envolvidos neste encontro e que decorreu nas instalações da Academia Sénior de Arouca, cedidas graciosamente pela sua Direção.

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Um dos números surpresa foi a atuação de Simão Oliveira, vencedor nacional do “The Voice Kids” 2021 e que interpretou uma canção sobre o “sonho dos 9 anos” e que será apresentada na Peregrinação Nacional Salesiana a Fátima, acompanhada de uma coreografia por jovens do Centro Juvenil Salesiano de Arouca. Este momento terminou com a entrega de uma pequena lembrança, feita pelo grupo de Mogofores, a todos os presentes.

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No programa deste encontro constava ainda uma prova de doçaria conventual e que teve lugar na esplanada da casa “Doces conventuais” que amavelmente permitiu que os visitantes tivessem conhecimento e provassem uma boa parte dos doces com origem no Mosteiro de Arouca.

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O intenso programa deste encontro encerrou com a celebração da Eucaristia na capela da Senhora do Carmo, seguindo-se, no final, a foto de grupo que teve como cenário o famoso “Calvário de Arouca”, datado de 1643 e declarado imóvel de interesse público desde 1948.

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José Cerca

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VISITA NOTURNA AO MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 19 de Abril de 2024

Para assinalar o Dia Internacional dos monumentos e sítios, que ocorreu no dia 18 de abril, a gestão tripartida do Mosteiro de Arouca organizou uma visita noturna aos espaços conventuais, incluindo uma passagem pelo Museu de arte sacra para os cerca de 60 visitantes, previamente inscritos, poderem conhecer e apreciar o seu rico espólio.

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O percurso da visita teve inicio frente à parede de granito que resta do primitivo Mosteiro de Arouca, do sec X, e que está patente na nova entrada para o Mosteiro. Seguidamente os visitantes fizeram uma pequena paragem num dos vários locutórios para visualizarem um pequeno vídeo, em desenhos animados, sobre a vida de Mafalda Sanchez.

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A visita continuou em direção aos Claustros com uma paragem na entrada nobre do Mosteiro onde foi dada breve explicação sobre a função da roda dos enjeitados ou dos expostos e cujo funcionamento permitia o anonimato e a privacidade de qualquer pessoa que aí colocasse, fosse o que fosse, destinado às freiras do Mosteiro cisterciense. Ainda na entrada nobre uma referência à presença das estátuas de S.Bento e S.Bernardo que foram os patronos dessa comunidade religiosa e cuja mudança de regra para a Ordem de Cister ocorreu em 1226 durante o governo de Mafalda Sanchez.

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Os claustros

Como espaço central na arquitetura monástica e elo de ligação às diversas dependências conventuais o Claustro, devidamente iluminado com tochas, proporcionou aos visitantes a fruição da sua beleza e do seu silêncio, apenas acompanhado do cantar da água a cair no seu fontanário central.

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Depois de elucidados sobre a função deste importante e belo espaço, a visita avançou para a cozinha onde foi feita uma breve referência à doçaria conventual que aí teve origem e que, de certo modo, já exprimia, então, algum exagero gastronómico na alimentação regrada das freiras.

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Da ampla cozinha passou-se à sala do capítulo, onde foi feita, não só a explicação das diversas funções que aí decorriam, por parte da comunidade religiosa, como também foi chamada a atenção para os belos azulejos setecentistas que revestem as suas paredes com motivos paisagísticos tão belos como intrigantes.

A paragem no coro baixo ou cadeiral foi o ponto alto desta visita noturna, não só pela riqueza da arte barroca aí presente, como também pela beleza dos retábulos que o envolvem, alguns das quais evocando momentos da vida da rainha santa Mafalda.

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Com os seus 104 assentos em madeira do Brasil, os visitantes tiveram ocasião de perceberem a função das “misericórdias” presentes em cada um dos assentos e de conhecerem a particularidade de nenhuma delas ser igual nos motivos que as identificam.

O imponente órgão ibérico datado de 1743, embora silencioso, contribuiu para a beleza desta visita e motivou a que o guia recordasse a grande e valiosa coleção de antifonários existentes no Mosteiro de Arouca, estando muitos deles já digitalizados e disponíveis, nesse suporte, para consulta dos interessados.

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Esta interessante e rica visita noturna terminou com uma digressão dos visitantes pelas diversas salas do Museu de arte sacra, instalado nos dormitórios conventuais desde 1933 e preenchido com um rico e variado espólio artístico a merecer uma nova disposição e uma melhor exposição, processo esse que já está em andamento.

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Aproximar o público do seu património para melhor o conhecer, apreciar e preservar são iniciativas a incentivar e a enaltecer como esta com que se quis assinalar o Dia Internacional dos monumentos e sítios deste ano.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº603  de 3 de  maio de 2024

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MÚSICA BARROCA NO MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 13 de Abril de 2024

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Combinar o barroco musical com o barroco artístico só é possível fazê-lo em Arouca, no cadeiral do coro baixo do seu Mosteiro, todo ele revestido de uma rica arte barroca do sec.XVIII, onde se impõe uma bela peça organeira ibérica datada de 1743 e construída dentro de estilo em vigor no tempo de D.JoãoV.

Foi essa combinação que aconteceu no dia 13 de abril de 2024 com o concerto de música barroca pelo grupo Iberian Ensemble, fundado em 2012 por Alexandre Andrade, com o objetivo de pesquisar e interpretar música instrumental ibérica do sec. XVIII.

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Usando a flauta barroca (traverso), o violoncelo barroco e ainda a teorba e a guitarra barroca, este grupo interpretou quatro Sonatas, em vários andamentos, de três importantes compositores barrocos: Michel Blavet (1700-1768) de Besançon (França); Benedetto Marcello (1686-1739) de Veneza e Domenico Scarlatti (1685-1757) de Nápoles, ambos italianos. Refira-se que este último compositor chegou a trabalhar para a corte de D.João V tendo sido mestre da Capela Real, durante 9 anos.

A perfeita harmonia das peças interpretadas com o o cenário barroco envolvente, fizeram deste concerto um belo momento artístico em que a música interpretada nos conduziu a ambientes do sec.XVIII que muito ficaram a dever a D. João V, grande melómano e cuja política cultural fez dele o maior mecenas da Europa setecentista, tendo sido mesmo considerado como rei sol português.

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Este concerto foi organizado pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda com o apoio da Direção Geral das Artes, da Câmara Municipal de Arouca, bem como do Mosteiro de Arouca.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº603  de 3 de  maio de 2024

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DIA MUNDIAL DOS CHAPÉUS EM BICO

por jcerca em 10 de Março de 2024

Apresentação de um conto infantil

 Começou a publicar poesia com “Como um grão de areia”. Depois iniciou-se na literatura infantil com a publicação de “A magia da cidade do arco-íris”. Agora, com o “Dia mundial dos chapéus de bico”, Maria de Lurdes Duarte oferece-nos mais uma obra infantil, através da qual a autora exprime o desejo e a sua preocupação em transmitir valores às novas gerações e motivá-las ao gosto da leitura, numa época em que o digital parece querer sobrepor-se ao suporte em papel.

Foi com a Biblioteca municipal completamente cheia que, no dia 9 de março de 2024, decorreu a apresentação pública desta obra, em cuja génese e edição estão duas professoras do 1º Ciclo do Ensino Básico de Arouca: a autora do texto, Maria de Lurdes Duarte e a ilustradora, Joana Magalhães, que se estreou assim na ilustração de uma obra infantil.

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A abrir e a encerrar a sessão de apresentação deste conto infantil, nada melhor do que uma breve atuação musical feita por um grupo de crianças de Moldes que fazem parte do grupo “Malucos da concertina” dirigido pela sua professora de acordeão Margarida Quintas.

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Depois de referir a marca arouquense desta obra infantil, a Vice-Presidente da autarquia, DrªCláudia Oliveira, chamou a atenção para a intenção deste conto motivar os seus leitores a olharem para os outros e salientou o contributo solidário desta publicação para causas sociais, através da cedência dos direitos de autor para duas instituições que visam apoiar crianças internadas em hospitais por motivos cancerígenos: a Operação nariz vermelho e a Associação “Acreditar”.

A apresentação da obra coube à professora Marta Brandão que fez uma breve análise ao texto, que foi, seguidamente, completada pela ilustradora que explicou a metodologia que esteve na base das ilustrações que enriqueceram este conto infantil e que estavam todas elas afixadas nas paredes da Biblioteca municipal.

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Por sua vez, a autora, depois de referir que a poesia e a escrita para crianças são dois temas que a apaixonam desde há muito, salientou o papel importante que a ilustração representa numa obra infantil, salientando que o texto e a ilustração deste conto visam contribuir para a felicidade dos outros, através da generosidade, da amizade, da alegria e do consolo veiculados por um pequeno chapelinho. Na verdade, o desaparecimento do Chapelinho de Aniversário, é o ponto de maior suspense na narrativa deste conto, pois ele acaba por justificar o seu desaparecimento para poder ir amenizar a dor e a solidão de muitas crianças no IPO.

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E é assim que uma cidade com tantos chapéus generosos só pode ser uma cidade feliz, até porque “não há maior felicidade do que fazer a felicidade de alguém”

A sessão de apresentação terminou com os autógrafos da autora e da ilustradora, seguindo-se um pequeno momento gastronómico, com produtos regionais na varanda da Biblioteca municipal.

José Cerca

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FESTA DE S. JOÃO BOSCO EM AROUCA

por jcerca em 5 de Fevereiro de 2024

Embora o dia de S.João Bosco seja celebrado liturgicamente a 31 de Janeiro, a Família Salesiana de Arouca evocou a memória de S.João Bosco, no dia 4 de fevereiro, com a presença do novo Provincial, Pe. Tarcízio Morais e do Delegado nacional da família salesiana, Pe. Artur Pereira.

O programa da festa começou com uma concentração à volta do busto de D.Bosco, no parque municipal, onde foi cantado o Hino do Centro Juvenil Salesiano da autoria do 2º diretor do ex-Colégio Salesiano, Pe. Carlos Reis (1963-1969) e que faz parte do património imaterial salesiano de Arouca.

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Após o hino do Centro Juvenil, José Cerca, como delegado local da Família Salesiana, deu as boas vindas ao Provincial que, pela primeira vez veio a Arouca, acompanhado do Delegado nacional da FS. Depois de explicar resumidamente a história deste busto e o seu significado para os arouquenses, o delegado local desejou que a presença em Arouca dos dois principais representantes da Congregação Salesiana em Portugal, contribua para ajudar a reforçar e a dinamizar o espírito e o carisma de D.Bosco junto de toda a Família Salesiana de Arouca, ali presente através dos Salesianos Cooperadores e de alguns jovens do Centro Juvenil Salesiano de Arouca.

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Seguidamente, o Provincial manifestou a sua satisfação por estar em Arouca pela primeira vez e exprimiu a sua alegria por sentir vivo o espírito de D.Bosco numa terra que albergou a Obra Salesiana durante 22 anos e que passados 42 anos da sua saída tem conseguido manter presente o carisma do Apóstolo da Juventude neste terra.

A homenagem a D.Bosco, junto do seu busto, terminou com o cântico “Pai e mestre dos jovens” cantado por todos os presentes e acompanhado pelo grupo juvenil da Banda Musical de Arouca.

A Eucaristia evocativa do Apóstolo da Juventude

O momento alto desta festa a D.Bosco foi a Eucaristia dominical concelebrada pelos dois sacerdotes salesianos e que foi animada pelo grupo coral da Associação dos Salesianos Cooperadores, que, além desta participação litúrgica, coordenou também todo o programa desta festa.

No momento de ação de graças foi evocado o sonho profético e orientador que D.Bosco teve aos 9 anos e que traçou o destino da sua vida dedicada à educação dos jovens. Durante esse momento foi depositado no altar de Nossa Senhora Auxiliadora e de D.Bosco um ramo de flores como expressão da beleza, da riqueza e da gratidão que foi a vida deste grande santo da Igreja Católica, totalmente dedicada à educação dos jovens pobres e abandonados.

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Refira-se que antes da Eucaristia o Pe. Tarcízio Morais teve ocasião de percorrer os principais espaços conventuais e de conhecer ainda o valioso recheio artístico guardado no Museu de Arte Sacra. Foi uma maneira, embora rápida, de poder conhecer a grandiosidade do Mosteiro de Arouca e poder calcorrear alguns dos espaços outrora utilizados pelo ex-Colégio Salesiano, entre os anos de 1960 a 1982.

Momento formativo, informativo e recreativo.

Depois do almoço num dos restaurantes da Vila e que reuniu cerca de meia centena de membros da Família Salesiana teve lugar nas instalações da Academia Sénior de Arouca, gentilmente cedidas pela sua Direção, um momento cultural e de convívio, aberto pelo Pe. Artur Pereira que aproveitou para dar algumas informações sobre as próximas atividades direcionadas para a Família Salesiana e apelando à participação nas mesmas.

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Seguiu-se depois a evocação do sonho dos 9 anos através da leitura dramatizada deste episódio do folhetim “O apostolo da Juventude” emitido para todo o País, em 1967, através da antiga Emissora Nacional e cujo texto foi da autoria da escritora Odette de Saint-Maurice.

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Na sequência da evocação deste profético sonho do pequeno João Bosco, Helena Almeida, responsável pela formação no núcleo local dos Salesianos Cooperadores, apresentou uma interessante reflexão/testemunho sobre a importância dos sonhos na vida de cada um.

Esta sessão foi ainda preenchida com alguns momentos musicais, de poesia e de teatro, criando em todos um ambiente de alegria e de boa disposição. Ao encerrar a festa, o Provincial manifestou a sua satisfação por este dia passado em Arouca e deixou uma mensagem de estímulo e de encorajamento para continuarmos a manter vivo o espírito de D.Bosco numa terra tão salesiana como o é Arouca.

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Não é com pancadas….”

Atendendo à comemoração dos 200 anos do sonho dos 9 anos foi entregue a todos os presentes, no final desta sessão, um santinho contendo alguns sábios conselhos de D.Bosco sobre os castigos e que, certamente, terão tido origem no conselho que recebeu nesse seu intrigante sonho:Não é à pancada, mas com bons modos que deves conquistar-lhes a amizade”.

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Por sua vez, o Delegado da Família Salesiana ofereceu a todos um postal contendo no verso a oração a S.João Bosco com que foi encerrada a sua festa em Arouca.

Uma festa que foi composta por momentos de evocação da vida de D.Bosco; momentos de oração e de ação de graças; momentos de formação e informação e também momentos de convívio e de muita alegria, à boa maneira salesiana.

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