QUEM SERÁ O PRÓXIMO PRESIDENTE DA CÂMARA?

por jcerca em 13 de Setembro de 2017

QUEM SERÁ O PRÓXIMO PRESIDENTE DA CÂMARA?

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Algumas conclusões pouco políticas e nada científicas!

A menos de um mês das eleições autárquicas, e durante uma semana, esteve disponível no espaço do grupo Arouquenses, do Facebook uma sondagem para as pessoas deste grupo poderem manifestar aqui a sua preferência, ou fazer o seu prognóstico sobre o próximo Presidente da Câmara. Sobre esta sondagem aqui deixo algumas conclusões pouco políticas e nada científicas:

  1. Tal como a própria pergunta sugere, esta Sondagem facebokiana  foi não um exercício real de votação, mas sim um exercício de prognóstico ou de adivinhação.
  2. Não sendo anónima, essa Sondagem serviu apenas para a indicação das preferências dos participantes quanto à pessoa que gostariam que desempenhasse o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Arouca, no próximo mandato de 4 anos.
  3. Essa preferência não poderá ter o mesmo valor que uma escolha secreta e democrática no próximo dia 1 de outubro, até porque muitas das pessoas que participaram nesta sondagem, não votarão em Arouca, mesmo sendo arouquenses, pois muitas delas ou residem  fora de Arouca ou até no estrangeiro, e nem sequer aqui estarão recenseadas.
  4. Desde o primeiro dia do lançamento da sondagem (6 de Setembro) até ao último dia (12 de Setembro) a maioria das preferências foram sempre para a candidata feminina, Margarida Belém (PS), sendo a diferença relativamente ao  candidato seguinte, Fernando Mendes (PSD/CDS), de mais do dobro, tal como se pode ver na evolução dos dados, durante estes 7 dias. Refira-se que o único candidato que não obteve qualquer evolução foi Francisco Gonçalves (CDU):

Margarida Belém: 136-166-180-185-216-220-238

Fernando Mendes: 56-74-80-81-96-102-110

Victor Brandão:16-20-23-19-23-23-24

Costa Gomes: 16-20-17-15-18-22-21

Francisco Gonçalves: 4-4-4-4-4-4-4

Indecisos: 16-27-30-29-36-40-54

5. Os falsos indecisos. Os votos recebidos como indecisos poderão representar duas situações bem diferentes. A daqueles que ainda não têm a certeza em quem votarão, ou daqueles que, devido à falta de anonimato na configuração da sondagem, votaram mas não desejam que a sua opção seja conhecida a favor deste ou daquele candidato. E como não poderão anular o seu voto, mas apenas alterar a sua opção, acabaram por camuflar a sua verdadeira decisão nesta opção. São os tais falsos indecisos.

6. Independentemente  do resultado desta sondagem, que terá um valor relativo e nada científico, as preferências manifestadas ao longo destes 7 dias, poderão ser ou não validadas por voto secreto e democrático no próximo dia 1 de outubro.

7. Perante os resultados desta sondagem convirá não se entrar, nem em euforia, nem em depressão, pois apenas o voto secreto e democrático escolherá o próximo Presidente da Camara de Arouca no dia 1 de Outubro.

8. Independentemente do resultado que daí sairá, tenho a certeza de que todos os 5 candidatos que se apresentaram a este ato eleitoral sairão VENCE-DORES! Vencedores, porque todos eles, vencendo o seu comodismo e bem-estar pessoal e familiar, decidiram apresentar aos arouquenses novas ideias para o desenvolvimento de Arouca, através de projectos, debates, contactos pessoais, reuniões e numerosas intervenções nos mais diversos sectores da comunidade arouquense.

É por isso que a escolha do próximo Presidente da Câmara não deverá representar a derrota de ninguém, nem de nenhum movimento ou força partidária.

Como vencedores todos deverão merecer o nosso reconhecimento pela sua luta em prol de uma Arouca mais rica, mais bela e mais desenvolvida. É que, afinal, SOMOS TODOS AROUCA!

José Cerca

 

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SONS DA PRAÇA 100% EM PORTUGUÊS

por jcerca em 5 de Agosto de 2017

A 6ª edição de os “Sons da Praça” foi mais um extraordinário sucesso que evidenciou, uma vez mais, três grandes verdades:

A primeira tem a ver com a excelente qualidade da Banda Musical de Arouca que, tal como em anos anteriores, acompanhou brilhantemente os diversos artistas que passaram pelo palco, ao longo destas seis edições. A edição deste ano comprovou – e bem – o nível artístico com que esta centenária banda nos brindou.

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A segunda verdade, uma vez mais comprovada, refere-se à magnífica moldura humana que se reuniu neste emblemático espaço, cuja requalificação, despertou, na altura, alguma polémica, aliás compreensível, face à ousadia do projecto que foi pensado para esta zona histórica, mesmo à sombra do seu melhor ex-libris. Na verdade, seis anos depois, tal polémica já não alimentará muitos saudosistas da versão anterior desta praça, e a prova está no facto de ser completamente impossível nela congregar a moldura humana que esta 6ªedição, bem como as anteriores, o têm conseguido. E mesmo o polémico fontanário terá ficado contente, com a sua deslocação, pois assim até acabou por se tornar permanente figurante em todos os espectáculos que aí decorram.

A terceira nota tem a ver com uma louvável realidade que apenas terá acontecido nesta 6ª edição. Refiro-me ao facto de os “Sons da Praça” deste ano terem acontecido 100% em Língua portuguesa, desde os artistas convidados, aos poetas escolhidos e às melodias interpretadas. Tudo em bom Português!

Uma nota final, esta não apenas portuguesa, mas sobretudo bem arouquense, tem a ver com a interpretação do “Hino de Arouca” a fechar esta edição dos “Sons da Praça”. Foi, certamente, um belo momento visual e auditivo, ver toda aquela moldura humana, de pé, cantando esta bela melodia que identifica parte das potencialidades  e belezas de Arouca em qualquer parte do mundo em que seja ouvida.

No final do espectáculo, o Presidente da Câmara, Eng.Artur Neves subiu ao palco, juntamente com todos os artistas intervenientes nesta edição (Paulo de Carvalho, Ana Laíns, Joana Amendoeira e Maria Ana Bobone) e congratulou-se pelo elevado nível que estes artistas, brilhantemente acompanhados pela Banda Musical de Arouca, ofereceram ao numeroso público ali presente.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº449 de  11 de agosto de 2017

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DIÁLOGOS MUSICAIS NO MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 3 de Agosto de 2017

Teve lugar no fim de tarde do dia 30 de julho de 2017, na sala do Capítulo do Mosteiro  de Arouca, um recital para dois violinos, executado pelas violinistas Laura Rickard,  de nacionalidade inglesa e Matilde Loureiro, portuguesa, com raízes familiares em Arouca e de quem partiu a sugestão para este evento.

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Durante uma hora, e num lindo cenário como é a sala do Capítulo, estes dois violinos estabeleceram um belíssimo diálogo musical entre si, deliciando, certamente, todo o público que enchia este emblemático espaço conventual.

Destinado outrora ao diálogo da abadessa com as suas freiras, sobre o andamento da vida daquela comunidade cisterciense, este espaço foi, desta vez, palco de um interessante diálogo musical, conduzido pelas mãos de duas experientes violinistas, premiadas já com diversos troféus em concursos e festivais internacionais.

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Interpretando várias peças de diversos compositores dos sec.XVII, XVIII e XIX, tais como Haydn, Bach; Prokofiev e Bela Bartók, e que foram recebendo algumas breves notas explicativas pela violinista portuguesa, este diálogo musical que se foi desenvolvendo em andamentos, ora suaves e melodiosos, ora agitados e tumultuosos, constituiu um belíssimo momento musical que entusiasmou o vasto público aí presente.

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Até a presença virtual da abadessa, imaginariamente sentada na sua imponente cadeira abacial, não terá ficado indiferente ao belíssimo recital que estes “dois violinos no Mosteiro” ofereceram ao público, num fim de tarde de Domingo, graças à iniciativa da Associação Círculo Cultura e Democracia.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº449 de  11 de agosto de 2017

 

 

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A INVASÃO DO MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 24 de Julho de 2017

Durante 3 dias a Vila de Arouca e, de uma maneira especial, o seu Convento, foi  literalmente invadido por visitantes que aí acorreram para conhecerem a “História de um Mosteiro” que esta Recriação Histórica de 2017 lhes proporcionou.

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Efetivamente, de 21 a 23 de julho, as portas do Mosteiro estiveram totalmente escancaradas aos seus visitantes com os diversos espaços conventuais animados por dezenas de figurantes que pretenderam evocar, de alguma maneira, a vida desta comunidade cisterciense em princípios do sec.XIX.

Criadas a limpar, freiras a rezar, noviças a trabalhar na cozinha, na sala da cera, na rouparia, na sala de aprendizagem, na botica, ou no celeiro; freiras reunidas em Capítulo para discussão dos problemas surgidos na comunidade, ou para aplicar as admoestações a quem prevaricasse contra a regra foram algumas das cenas recriadas, durante estes dias, dentro dos espaços conventuais.
Diversas cenas nos locutórios, na enfermaria, na roda dos expostos e na Casa do despacho da Abadessa diversificaram e animaram a recriação da vida conventual.

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A eleição da nova abadessa, bem como a ceia do encerramento dos festejos da beatificação, para a qual foram convidados ilustres personalidades, enriqueceram também toda esta recriação histórica.

Mas não foram só os espaços conventuais que foram animados com diversas cenas da vida quotidiana daquela comunidade cisterciense.

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Cá fora, quer no terreiro, frente à casa dos padres, quer nas ruas da Vila de Arouca, a animação é enorme e, por entre centenas de visitantes, misturam-se nobres e fidalgos, com gente humilde, pobres e mendigos.

A prisão de Frei Simão, figura liberal da guerra civil entre miguelistas e liberais, bem como a sua deportação para Lamego, foi uma das cenas que mais animaram a vida fora do Convento. Por outro lado, a recriação do cortejo da beatificação pelas ruas da vila, com a presença dos tradicionais anjinhos, sem o incómodo acompanhamento dos seus papás, como actualmente acontece, foi também um dos momentos bem conseguidos desta recriação.

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Divertido e muito animado foi ainda o torneio poético em que diversos fidalgos ou estudantes mostraram os seus talentos, através de quadras populares, supostamente improvisadas em animado despique.

Por outro lado, o despique entre bandas musicais contribuiu também para a animação do ambiente exterior, à sombra do Convento de Arouca.

A invasão dos franceses

Estando historicamente comprovado que os franceses não chegaram à Vila de Arouca, embora assim o pretendessem, com mira na riqueza que o Convento albergava, a verdade é que a evocação da luta entre as tropas francesas de Napoleão, em 1908 e as tropas portuguesas, comandadas pelo capitão Luís Paulino, constituiu o ponto mais alto da recriação deste ano, não só pelo brilhantismo da batalha em si, como também pelo medo e pelas consequências que tal ameaça provocou na comunidade das freiras.

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Na verdade, se o aparato da batalha com os vistosos uniformes das tropas em litígio, com o potente estrondo dos canhões e das espingardas a fazerem fogo, e com o espesso fumo que os rodeava, constituiu em belo espectáculo bélico, por outro lado, a fuga das freiras, bem como o seu posterior regresso ao Convento, completaram e enriqueceram muito a edição da recriação histórica deste ano.

A música na recriação

Qualquer recriação histórica não deixa de recorrer à música, nos seus diversos estilos, quer simplesmente para animar a público, quer também para ilustrar a evocação de cenas do passado. Foi o que aconteceu também na edição deste ano em que a música desempenhou um papel importante, não só no espaço exterior ao convento, como também na evocação de algumas cenas da vida conventual.

Há, porém, dentro deste âmbito musical um aspecto que nos parece que poderia e deveria ter merecido um maior cuidado na sua concretização. Trata-se da interpretação da “Messe pour les Couvents”, uma peça para órgão de François Couperin, datada de 1690 e muito usada na França nos sec.XVI e XVII.

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Estando anunciada como um concerto de canto gregoriano e de órgão, esperava-se um pouco mais deste momento musical, não só porque era uma excelente ocasião para o público apreciar, não só a beleza artística e arquitectónica da igreja conventual, traçada pelo arquitecto maltês Carlos Gimac, presente também nesta recriação, como era sobretudo um raro momento para se poder apreciar a extraordinária sonoridade do órgão ibérico datado de 1743. Embora houvesse suficiente tempo entre este anunciado concerto e o próximo evento da recriação histórica (o regresso das freiras) a verdade é que este mini-concerto deixou no público que enchia a igreja conventual um sabor a pouco, pois apenas durou cerca de 15 minutos.

Um outro aspecto que poderia ter sido mais cuidado foi o facto dessa “messe pour les couvents” ter apenas público na igreja, quando seria suposto que o coro baixo (o cadeiral) estivesse também ocupado pelas freiras, já que se tratava de uma recriação histórica.

Da recriação ao rigor histórico

Uma recriação histórica é sempre um espectáculo, uma permanente sessão de teatro, com muitas das cenas a céu aberto e também com alguma improvisação, no entanto há que obedecer também a algum rigor histórico, não só nos factos recriados, como também nas roupas e adereços utilizados na mesma.

A coordenação técnica da edição deste ano, tal como os ensaios e a encenação foram diferentes das edições anteriores, bem como a coordenação científica que este ano esteve a cargo do Prof. Afonso Veiga e cuja supervisão dos textos nos garantiu algum rigor histórico.

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De uma maneira geral, a coordenação entre as diversas cenas e o cumprimento dos horários previamente estipulados, pareceu-nos bem conseguida.

Por outro lado, foi pena que não tivesse sido usado o espaço próprio da “Casa da Cera” e se tenha optado por improvisar um outro num exíguo corredor de passagem, mesmo ao lado do espaço original, onde funciona actualmente o salão paroquial.

Um outro aspecto que nos parece ter sido melhorado foi o recurso a amplificação sonora em determinadas cenas que, em anos anteriores, perdiam muito do seu efeito por deficiente audição, como era o caso das cenas nos locutórios ou na sala do Capítulo.

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Para terminar este apontamento, uma palavra de louvor a todos os numerosos figurantes que, durante três dias, e após muitas horas de ensaio prévio, contribuíram para o brilho de mais uma edição desta recriação histórica, a qual, pelo elevado número de visitantes que atraiu a Arouca, começará a fazer forte concorrência com a Feira das Colheitas.

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É, por isso mesmo, e pela ocasião que Arouca tem de mostrar a todos os que a visitam, de uma maneira viva e animada, a riqueza do seu melhor ex-libris, um evento a apostar fortemente pela autarquia, seja ela dirigida por quem quer que seja.

O nosso Mosteiro precisa dessa aposta e o orgulho dos arouquenses merece-o.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº448 de  28 de julho de 2017

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CONVENTO DE AROUCA REÚNE “NOTAS SOLTAS”

por jcerca em 17 de Julho de 2017

Organizado pela Associação Malong, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca, realizou-se no dia 15 de julho de 2017, no magnífico espaço da igreja conventual de Arouca, um concerto vocal interpretado pelas 16 vozes (10 femininas e 6 masculinas) do Ensemble “Notas Soltas”, sob a direcção do seu maestro Pedro Sousa.

Trata-se de um grupo vocal de Câmara do Conservatório de Música da Maia  criado em 2009 e que, desde então, tem realizado vários concertos em diversas salas dentro e fora do país, tendo-lhe já sido atribuído algumas distinções internacionais.

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Apresentado por Olga Noronha da Malong o Grupo interpretou 16 temas musicais, sendo a primeira parte do programa constituída por 9 trechos de temática religiosa e a segunda parte por temas contemporâneos de música ligeira e popular, bem como de alguns espirituais.

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Reunidas num lindo cenário barroco que a igreja do Mosteiro de Arouca oferece, estas 16 “notas soltas” ofereceram ao público presente um excelente momento de arte e de harmonia vocal, revestido também de alguma espiritualidade que os temas sacros da primeira parte lhe conferiram.

Sendo este o 3º evento promovido em Arouca pela Malong, Olga Noronha aproveitou a ocasião para informar que o próximo evento será constituído pela 9º edição dos “Sons da Água” a ter lugar na aldeia da Paradinha, no dia 26 de Agosto próximo.

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No final do concerto, cada uma destas “notas soltas” foi adornada com uma clave de rosas vermelhas.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº448 de  28 de julho de 2017

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