HOMENAGEM AO DR. SIMÕES JÚNIOR

por jcerca em 9 de Agosto de 2016

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Um homem plurifacetado da cultura arouquense

“O médico que apenas sabe medicina, nem medicina sabe”.

Este aforismo, atribuído a Abel Salazar, foi referido, por mais do que uma vez, na homenagem que Arouca fez ao Dr. Simões Júnior, no passado dia 6 de agosto, na Biblioteca memorial D.Domingos de Pinho Brandão e no refeitório conventual.

Na verdade, o Dr. Manuel Rodrigues Simões Júnior, tal como muitos outros médicos portugueses, desde Abel Salazar, Fernando Namora, Miguel Torga, Daniel Serrão, Levy Guerra, entre muitos outros, foi um arouquense cuja actividade profissional e cívica não se circunscreveu ao âmbito da Medicina, mas se alargou a outros múltiplos saberes que fizeram dele um autêntico homem renascentista, evidenciando uma enorme curiosidade sobre os mais diversos ramos do saber, desde a etnografia, à arqueologia, à  fotografia, à numismática, ao coleccionismo, à agricultura e à história local que fizeram dele uma das personalidades mais plurifacetadas da cultura arouquense. Por isso mesmo se justifica esta homenagem ao médico e ao homem arouquense que foi o Dr. Simões Júnior.

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Organizada conjuntamente pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda e pela Câmara Municipal de Arouca, esta homenagem contou, na mesa de honra, com a presença do Bispo do Porto, D.António Francisco dos Santos, Dr. Manuel  Sobrinho Simões, médico investigador e neto do homenageado, Drª Margarida Belém, vereadora da Câmara Municipal, Dr. Arnaldo Pinho, juiz da Real Irmandade, Pe. Alberto Brito, jesuíta e amigo da família e Dr. Afonso Veiga, do Comissariado da sessão de homenagem.

A sessão de homenagem iniciou-se com a 1ª balada de Chopin interpretada  ao piano pelo Dr. Angelo Martingo.

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Coube ao juiz da Real Irmandade justificar a justiça desta homenagem, até porque o Dr. Simões Júnior foi um dos obreiros da organização do Museu de Arte Sacra de Arouca, além de ter contribuído, com inúmeros escritos, para o conhecimento da história de Arouca e do seu rico património histórico e artístico.

Embora não tendo conhecido pessoalmente o homenageado, Afonso Veiga valeu-se da sua investigação e da leitura que fez de muitos dos escritos, deixados por Simões Júnior, para lhe traçar um breve perfil biográfico, tendo referido o papel que este médico arouquense teve, não só na instalação do Museu de Arte sacra, como na construção do Hospital de Arouca. Tendo tido um papel preponderante nas comemorações do 7º centenário da morte da beata Mafalda, foi também devido à sua iniciativa que se ficou a dever a mudança do feriado municipal de 4 de junho para o dia 2 de maio, mudança essa oficializada pelo decreto nº 40.558 de 19 de março de 1956, do então Ministério do Interior.

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Vizinho e amigo da família, o Pe. Alberto Brito (da casa da Lavandeira) evocou alguns episódios deste “médico de aldeia” e salientou o seu gosto como investigador e coleccionador de hábitos, usos e costumes que o levaram a desempenhar um importante papel na etnografia e na história de Arouca.

Sendo o neto mais velho e o único neto rapaz, Manuel Sobrinho Simões, médico de profissão e investigador por paixão, evoca com bastante saudade e ternura muitas das memórias que guarda não só do do seu avô, bem como da sua avó Luísa, descrevendo-o como um homem sério, trabalhador e muito reservado.

“O meu avô tinha um grande coração, embora se resguardasse num estilo seco e duro”.

Como historiador de Arouca que foi,  salienta não só o amor à verdade, o gosto pelo coleccionismo, como também  o gosto que o seu avô tinha pelas fontes primárias do conhecimento o que o levou a ler muitos documentos em latim e em português arcaico para desbravar a história sobre Arouca.

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Por sua vez, Margarida Belém, pelo conjunto diversificado de temas que o Dr. Simões Júnior abordou para desbravar a história do concelho de Arouca e do seu Mosteiro, considera-o “um dos maiores vultos da cultura arouquense”, definindo-o como um homem que tem “tanto de mérito, como de discreto”.

Coube ao Bispo do Porto encerrar esta sessão, depois de ter  manifestado a sua alegria por se poder associar a esta homenagem a um homem com quem Arouca se identifica  e se sente honrada por este médico que se dedicou, por inteiro, à sua terra. Considerando-o um humanista cujos interesses ultrapassaram o âmbito da medicina, D.António Francisco considera que esta homenagem é também uma homenagem à sua família, a Arouca e a todos os arouquenses que muito lhe ficam a dever por aquilo que o Dr.Simões Júnior foi e por aquilo que deixou escrito sobra a história e a cultura arouquenses.

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Terminada a sessão de homenagem seguiu-se a abertura da exposição Biobliográfica sobre o Dr.Manuel Rodrigues Simões Júnior. Esta exposição que foi acompanhada de um excelente catálogo,  estará patente no espaço do refeitório conventual até Setembro. A sua organização e montagem  esteve a cargo de técnicos da Câmara Municipal de Arouca sob a orientação do respectivo comissariado composto pelos professores Afonso Veiga, Adelaide Peres e Angelina Noites.

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Seguiu-se um porto de honra, na cozinha do Mosteiro, acompanhado de uma variada amostra da doçaria conventual.

José Cerca

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ENTREVISTA AO PE. JOÃO PEDRO BIZARRO

por jcerca em 3 de Agosto de 2016

Nomeado a 18 de julho de 2005 pároco de Arouca e de Santa Eulália, depois de já ter paroquiado as comunidades cristãs de Rossas, Canelas e Espiunca, desde 21 de Setembro de 2003, o Pe. João Pedro Bizarro deu entrada como pároco das paróquias de Arouca e de Santa Eulália no dia 18 de Setembro de 2005. No dia 23 e 24 de julho passado anuncia às 4 comunidades paroquias que dirigia, a sua saída de Arouca, em obediência às novas tarefas de que o Bispo do Porto o incumbira. Será substituído pelo Pe. Luís Mário Araújo Ribeiro, natural da freguesia de Árvore, em Vila do Conde e ordenado a 9 de julho de 2006.

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Antes de partir para Roma, onde irá aprofundar os seus estudos em Direito Canónico na Pontifícia Universidade Gregoriana, Discurso Directo, através do nosso colaborador José Cerca, fez uma breve entrevista ao Pe. João Pedro.

1. Um dia após ter completado 43 anos de vida, 13 dos quais passados em Arouca, à frente das comunidades paroquiais que tinha sob a sua responsabilidade, estas  foram  surpreendidas pela noticia da sua saída, em obediência ao Bispo do Porto. Esta decisão foi também surpresa para si, ou já estava à espera que tal mudança acontecesse?

A possibilidade de um dia sair de Arouca era real. Com o meu trabalho no Tribunal Eclesiástico do Porto seria de prever uma aproximação à cidade do Porto. A ida para Roma foi, de certa forma uma surpresa. Com a necessidade de tomar conta da Paróquia de Salvador, e tendo isto ocorrido há pouco tempo, não contava com mudanças este ano.

2. Numa altura de grande carência de presbíteros que orientem as comunidades cristãs da grande diocese do Porto, não lhe parece que a ida de alguns deles para Roma, como é o eu caso, não será um desperdício de recursos humanos e pastorais?

Em tempo de carestia a Igreja deve ser mais exigente, não só com os candidatos ao ministério sacerdotal mas também com a formação do seu presbitério. Não se prevê, num curto espaço de tempo, um aumento vocacional, pelo que, deste modo, não é um desperdício o Bispo do Porto apostar no futuro da Diocese pela formação do seu clero.

3. Responsável pela orientação pastoral de três grandes comunidades paroquiais, às quais viu, recentemente, acrescentada ainda a paróquia de S.Salvados do Burgo,  será possível fazer um breve balanço desta sua actividade pastoral em terras de Arouca?

O balanço será realizado pelas pessoas que servi. Dei o meu melhor, com as minhas virtudes e limitações, por isso dou graças a Deus pelo meu ministério e pelo povo de Deus a mim confiado.

4. Dos inúmeros acontecimentos que ocorreram, ao longo desta década, nas suas comunidades paroquiais,  quer destacar algum ou alguns deles?

Destaco aqueles acontecimentos que não fazem manchete de jornais. As alegrias, as realizações pessoais, as tristezas e lágrimas choradas pelo povo a mim confiado e que Deus me deu a graça de acompanhar nesta peregrinação da VIDA a caminho da casa do Pai.

5. De entre as inúmeras actividades em que esteve envolvido, o movimento dos escuteiros mereceu-lhe um especial carinho. Está confiante que os escuteiros não irão ficar “órfãos” e acredita que o movimento irá sobreviver após a sua saída?

Os escuteiros não me mereceram um carinho especial. Ao fim de 34 anos de escutismo é normal que me sinta mais à vontade com este movimento. E não, não vão ficar órfãos pois o pároco que vier terá como missão ser assistente do agrupamento, como eu fui até à data.

6. Conhecedor que é da realidade arouquense, após 13 anos de contacto com as diversas camadas sociais, que conselhos desejaria deixar ao seu substituto?

Não me atrevo a deixar conselhos. Eles, pois são 3, vão observar a realidade que os rodeia e saberão servir o povo a eles confiados com toda a generosidade das suas vidas.

7. Na hora da partida para novas responsabilidades que mensagem desejaria deixar às comunidades que teve sob a sua orientação pastoral e aos arouquenses em geral?

Um grande obrigado por me terem acolhido aqui, nesta terra onde sempre me senti em casa. Faço dois pedidos: continuem a rezar por mim (eu rezarei por vós) e acolhei os meus sucessores tão bem ou melhor do que me acolheram a mim (mas acho impossível esta segunda hipótese). Continuai com esse coração grande e acolhedor como até hoje e abri-o ao Amor de Deus.

Bem-haja a todos vós.

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 HOMENAGEM DE DESPEDIDA E AGRADECIMENTO

Tal como irá acontecer nas restantes comunidades paroquiais, a comunidade de S.Bartolomeu de Arouca irá prestar, na missa das 11.15, celebrada na igreja do Mosteiro de Arouca, no dia 15 de agosto, uma singela homenagem de despedida e de agradecimento ao Pe. João Pedro Bizarro que, durante uma década, presidiu à orientação pastoral desta comunidade.

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº417

de 7 de agosto de 2016

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Encontro em Manique

por jcerca em 13 de Julho de 2016

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Decorreu no dia 9 de julho mais um encontro de Antigos alunos das casas de formação de Arouca, Mogofores e Manique. Tendo sido iniciado este tipo de encontros pelo José Gonçalves Oliveira, de Fátima, em 2006, dos 7 encontros anteriores, 3 realizaram-se em Mogofores, 2 em Arouca, 1 em Fátima e outro em Vila Real, no Colégio da Boavista.

Das três casas de formação por onde passou a maior parte dos participantes destes encontros faltava Manique, o que aconteceu neste 8º encontro.

Embora não se tivesse atingido o número participantes ocorrido em encontros anteriores, penso que quem nele participou, não terá dado por mal empregue o esforço da deslocação e certamente que saiu de lá mais enriquecido pelos momentos de amizade, de reflexão, de evocação do passado e de convívio que este encontro a todos proporcionou.DSCN0429

Depois de alguns momentos para o “abraço do reencontro”, à maneira que os participantes se iam cruzando e reconhecendo no pátio da Escola Salesiana de Manique, o Delegado Nacional da Família Salesiana, Pe. Jerónimo Rocha Monteiro, deu as boas vindas a todos os que responderam à convocatória para este encontro.

Seguiu-se uma visita aos espaços da Escola Salesiana de Manique, que, para a maior parte dos participantes, apresentava grandes transformações, relativamente ao espaço que, muitos anos depois, ainda permanecia intacto na memória da maior parte deles. Esta visita foi guiada por Celso Nogueira, Presidente dos antigos alunos de Manique e que fez parte da equipa local da organização do encontro, juntamente com Fremioth Viegas.DSCN0432

Após a visita teve lugar, num dos auditórios da Escola, um momento de reflexão, conduzido pelo Pe. Rocha, sobre os “caminhos da misericórdia”.

Seguiu-se o almoço na cantina da escola, ao qual se associaram os salesianos residentes naquela comunidade salesiana. Mais tarde, chegariam também alguns dos salesianos da Comunidade das Oficinas de S.José, o que proporcionou a todos um momento, mutuamente  gratificante, pelo reviver de vivências do passado, interrompidas há décadas.

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Este reviver do passado seria mais tarde alimentado através da projecção de fotos antigas de diversos grupos de “filósofos” que frequentaram esta casa, enquanto Seminário maior, desde a sua construção em 1953, até 1980.

Este momento de “Memória” foi antecedido de uma breve intervenção do Presidente nacional dos AAS, arquitecto Daniel Lago, bem como do testemunho de dois jovens do MJS de Manique que estiveram envolvidos no Projeto Clip D.Bosco. Foi ainda feita uma breve apresentação do Projeto “Rádio D. Bosco FM” pelo empresário e antigo aluno salesiano Paulo Jorge Aires Ribeiro.

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Homenagem ao Pe. Zé Maria Ribeiro

Um dos momentos fortes deste encontro de Manique, foi a homenagem ao Pe. Zé Maria Ribeiro.
Na verdade, muitos dos participantes neste encontro  tiveram o privilégio de conviver com este missionário salesiano, não só em Arouca, como também em Mogofores. E certamente que desse contato algo de bem profundo terá ficado a marcar as suas vidas, através da sua maneira de estar na vida, da sua simplicidade encantadora, da sua alegria contagiante, da sua cativante capacidade de comunicação, da sua profunda espiritualidade, da sua dedicação à formação dos jovens e da sua entrega à Congregação Salesiana e à Igreja. Os seus últimos 30 anos passados em Moçambique são como que uma espécie de colorário que resume toda uma vida entregue à evangelização em terras de Missão.

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Embora sabendo que o homenageado é adverso a qualquer tipo de homenagens à sua pessoa, esta singela homenagem foi considerada como um imperativo de gratidão para aqueles que a promoveram, pois ela permitiu que lhe manifestassem o apreço, a admiração e o agradecimento pelo testemunho da sua vida e pela sua entrega generosa à causa da educação dos jovens pobres e tão carenciados de Moçambique, bem como à causa da evangelização dessa porção do Povo de Deus em África.

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O texto emoldurado que lhe foi entregue, “O missionário passou por aqui”, traduz, não só a postura perante a vida deste missionário salesiano, como exprime também o Kanimambo (obrigado em ronga) dos proponentes desta homenagem ao homem, ao sacerdote e ao missionário salesiano com quem muitos tiveram o privilégio de conviver.

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O canto do Kanimambo que acompanhou as palavras de agradecimento, proferidas pelo homenageado, e que foi cantado por todos os presentes, encerrou assim esta singela homenagem que representou um dos momentos mais sentidos deste encontro de Manique.

José Cerca

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A União de freguesias de Arouca e Burgo promoveu, no passado dia 3 de julho, um passeio convívio aberto a todos os arouquenses seniores residentes em ambas as freguesias.

O local escolhido foi Fátima e para lá se dirigiram, na manhã daquele domingo, mais de 500 arouquenses, distribuídos por 10 autocarros.

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A primeira parte do passeio consistiu na participação nas cerimónias religiosas da peregrinação que todos os domingos ocorre no recinto do Santuário de Fátima e à qual este grupo de arouquenses se quis associar.

Antes do início das cerimónias, e para quem o desejou fazer, ainda houve algum tempo para conhecer a basílica da Santíssima Trindade ou visitar a exposição temporária “Terra e Céu” integrada na celebração do centenário das aparições de Fátima.

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Após as cerimónias, que terminaram com o habitual “Adeus”, os arouquenses foram conduzidos para o Complexo turístico D.Nuno, a cerca de 6 km do centro de Fátima, onde passaram a tarde de domingo em alegre e animado convívio, proporcionado pela excelente qualidade do serviço gastronómico oferecido, bem como pela animação musical que o acompanhou.

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No decorrer do convívio, o Presidente da união de freguesias, Fernando Mendes, manifestou a sua entusiasmada satisfação pela maneira como os arouquenses participaram na primeira parte do convívio, no recinto do santuário, e exprimiu o seu regozijo por sentir o ambiente de alegre convívio que tal iniciativa da Junta veio proporcionar a este grupo de seniores arouquenses. Como garantiu, o seu presidente, este evento será para continuar e melhorar enquanto estiver à frente da Junta, pois entende que tal investimento social nesta camada etária de arouquenses cada vez mais se justifica.

Em nome dos participantes foi dirigida uma palavra de agradecimento ao Presidente da Junta e a todos aqueles que trabalharam na organização deste evento  que proporcionou a todos um domingo de alegre convívio, num espaço tão querido a todos os portugueses: Fátima, altar do Mundo!

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº413

de 8 de julho de 2016

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A HERANÇA DA DONA ISABELINHA

por jcerca em 30 de Junho de 2016

Depois de se ter iniciado como autor, através do livro de poemas “Amar é viver”, apresentado ao público em Abril passado, Hélder Antunes tentou agora o texto teatral com “A Herança da dona Isabelinha” que foi levado ao palco do auditório da Loja interativa de turismo no dia 29 de junho. Apesar de ser uma 4ªfeira, a verdade é que a sala encheu-se de gente que se quis habilitar à “Herança da dona Isabelinha”.

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Dividiram essa herança com o público um grupo de jovens atores, todos eles alunos do 12º ano do curso de Artes Visuais da Escola Secundária de Arouca e que, apesar de amadores, conseguiram mostrar uma boa presença em palco, criando diversas situações hilariantes que contagiaram os espectadores com frequentes gargalhadas.

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A representação terminou com um momento musical composto pelo autor do texto e que foi fortemente acompanhado pelas palmas do público.

Dividida “a herança da dona Isabelinha” todos os herdeiros que a ela se habilitaram regressaram a casa satisfeitos pelos momentos de boa disposição que ela lhes proporcionou.

José Cerca

 

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº413

de 8 de julho de 2016

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