HINO DA ASARC

por jcerca em 18 de Junho de 2017

Primeira apresentação pública

O coro da Academia Sénior, acompanhado do seu grupo de cavaquinhos, tem sido o rosto mais visível desta instituição, através das numerosas atuações, não só dentro do Concelho de Arouca, como também fora do mesmo. Daí que se impunha a criação do hino da Academia Sénior, de modo a ser uma espécie de cartão de visitas desta instituição.

Asarc

Em boa hora o vice-presidente da direcção da Asarc, António Manuel Ferreira (Toneca) lançou mãos à obra e, articulando a métrica da letra com os acordes musicais, compôs o hino da Asarc que teve a sua primeira apresentação pública no passado dia 17 de junho, no auditório da Junta de Freguesia de S.Miguel de Souto e Mosteirô, do Concelho de Santa Maria da Feira.

I Concerto da Primavera

Organizado pelo Coro Sénior “Cantar é Viver” do Centro Social de Souto, a Academia Sénior de Arouca foi convidada a participar neste I Concerto da Primavera, ao qual se associou, além do grupo anfitrião, dirigido por António Ribeiro, também o Grupo de Cantares tradicionais do Museu Regional de Cucujães, dirigido por Mariana Adrega.

cantar é viver

Depois de interpretar algumas canções populares, muitas das quais fazem parte do Cancioneiro de Arouca, e que foram recolhidas pelo seu maestro, Ramiro Fernandes, o Grupo da Asarc terminou a sua atuação apresentando, pela primeira vez, o seu Hino que foi vivamente aplaudido por todo o auditório.

museu de cucujães

Com uma letra que retrata bem os objectivos desta instituição sénior e com uma música alegre e muito melodiosa, este hino constitui, certamente, mais uma importante referência na história desta instituição, nascida em 2010 para proporcionar a todos os seus alunos e associados uma melhor qualidade de vida física e mental.

maestros

Terminada a atuação dos grupos presentes foi entregue, pela Presidente da União de  Freguesias de S.Miguel de Souto e Mosteirô, a cada um deles, na pessoas dos respectivos maestros, uma placa comemorativa deste I Festival da Primavera, seguindo-se um lanche entre todos os intervenientes neste evento musical.

José Cerca

HINO DA ASARC

 

Asarc  Asarc, um cantinho onde podes aprender

Estudar, cantar, nem dás conta de que estás a envelhecer

A solidão foi-se embora porque aqui ninguém a quis

Cantar, estudar, sorrir que o nosso lema é ser feliz.

 

Amigo tu sozinho não és nada

Anda connosco ver o dia amanhecer

É bem mais fácil fazer esta caminhada

De braço dado a cantar a conviver

 

Toca viola agarra-te ao cavaquinho

Aprende línguas, inglês ou português

Em geografia viaja do Algarve ao Minho

E à história podes voltar outra vez

REFRÃO

Experimenta vir pintar uma aguarela

A tua vida numa tela de mil cores

Com os teus dedos vem abrir nova janela

P’ra mundos novos que são os computadores

 

É cedo ainda para dar a despedida

A juventude não será uma quimera

Se acreditares que o sonho comanda a vida

A mocidade voltará co’ a primavera.

REFRÃO

Letra e música: Toneca
FÁ+

publico

 

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PROCISÃO MARIANA ENCERRA MÊS DE MAIO

por jcerca em 5 de Junho de 2017

Tal como terá acontecido em muitas outras localidades do País, neste ano do Centenário das aparições em Fátima, também a paróquia de Arouca encerrou o mês de maio, no passado 31, com uma peregrinação nocturna, como tem acontecido, aliás, em anos anteriores.

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Com o andor da Senhora de Fátima, devidamente enfeitado e iluminado, a procissão passou pelas 3 capelas onde, durante todo o mês de maio, foi rezado o terço.

Saindo da capela da Senhora do Carmo, no Calvário, a procissão de velas passou pela capela de S.Pedro e pela capela de Santo António, terminando na igreja do Convento de Arouca. Pelo caminho, velas acesas em muitas casas davam mais brilho à procissão que teve a acompanhá-la sempre um belo luar. Algumas crianças vestidas com trajes populares figuravam as personagens dos pastorinhos de Fátima a quem, há cem anos, Nossa Senhora lhes apareceu na Cova da Iria, pedindo-lhes, entre outras coisas, que rezassem o terço todos os dias  “para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.

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E, na verdade, entre cada uma das capelas percorridas foi rezado  o terço, dirigido pelo pároco Luís Mário e  acompanhado de cantos marianos.

Além de numerosos fiéis, incorporaram-se nesta procissão mariana elementos da irmandade do Santíssimo Sacramento, acompanhados das respectivas opas e cruzes.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº445 de 16 de junho de 2017

Voz Portucalense nº22 de 07 junho de 2017

 

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CONCERTO MARIANO NO CONVENTO DE AROUCA

por jcerca em 28 de Maio de 2017

Promovido pela assessoria vicarial da Liturgia, da Vigararia de Arouca/Vale de Cambra realizou-se, na tarde do domingo 28 de maio, um concerto mariano integrado nas comemorações do Centenário das Aparições de Fátima.

S.Eulália

O concerto teve como palco a igreja do Convento de Arouca que se encheu com os seis coros participantes e com o público que os acompanhou.

A iniciativa tinha como objectivo reunir o maior número possível de coros que animam a liturgia nas diversas comunidades cristãs da Vigararia. Responderam ao desafio os coros de Cepelos, Vila Cova de Perrinho, Carregosa, Chave, Santa Eulália e Urrô.

3coros

No dizer do assessor da liturgia, Pe. José Joaquim, não se tratou de nenhum concurso, mas sim de uma pequena amostra do trabalho que cada grupo coral vai fazendo, semanalmente, nas suas comunidades.

Este concerto, mais do que um momento de arte e partilha, foi sobretudo um momento de oração mariana, através do canto, ao qual a própria assembleia se associou cantando “Senhora nós vos louvamos”.

plateia

Entre a atuação de cada um dos grupos foram evocadas algumas passagens das memórias da irmã Lúcia sobre as diversas aparições de Nossa Senhora que ocorreram na Cova da Iria há 100 anos.

Cepelos

O Encontro terminou com o Hino do Centenário, composto pelo Pe. José Joaquim Ribeiro, sobre um texto de Marco Daniel Duarte e que foi interpretado por todos os coros sob a regência do próprio autor da música.

urrô

No final foi entregue ao representante de cada um dos coros participantes um pequeno troféu alusivo ao evento e ao centenário das aparições.

troféu

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº444 de 2 de junho de 2017

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COMO HABITAR A TERRA E MERECER O FUTURO

por jcerca em 26 de Maio de 2017

Arouca, graças à iniciativa das “Conferências de Arouca” promovidas pela Associação Círculo Cultura e Democracia, tem beneficiado da presença de um conjunto de relevantes personalidades, nos mais diversos campos, que têm contribuído com as suas palestras para a enriquecimento cultural e social dos arouquenses e para a promoção do debate sobre temas da actualidade que têm percorrido os mais diversos campos.

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A última dessas conferências contou com a presença de um bem conhecido pensador, filósofo jornalista e comentador, com presença habitual nos mais diversos meios de comunicação social, desde a imprensa, à rádio e à televisão.

Referimo-nos ao professor catedrático de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Viriato Soromenho-Marques que, desde há vários anos, vem desempenhado diversas funções em organizações da sociedade civil e órgãos consultivos na área ambiental, tanto em Portugal como no quadro europeu, sendo também autor de uma vasta bibliografia sobre temas filosóficos, ambientais, políticos e estratégicos.

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A apresentação do Dr. Soromenho-Marques esteve a cargo do vereador da Câmara Municipal, Dr. Marcelo Pinho que começou por realçar o “trabalho notável levado a cabo pela Associação Circulo Cultura e Democracia nesta iniciativa das “Conferências de Arouca”.

Depois de passar em revista o seu vasto e variado currículo, Marcelo Pinho considerou o palestrante “um conhecedor profundo do mundo em que vivemos”, tendo sido já considerado, por algumas revistas, um dos 200 portugueses mais influentes e uma das 30 personalidades mais relevantes nas últimas décadas e com grande responsabilidade na construção da opinião pública.

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Tendo como tema geral desta sua Conferência “Como habitar a Terra e merecer o futuro”, Soromenho-Marques, ao longo da sua exposição, abordou algumas “tarefas de desafios da sustentabilidade num Mundo Globalizado”, considerando que o maior desafio que a humanidade enfrenta não pode significar uma rotura com a globalização, mas sim uma reforma revolucionária do processo de mundialização, colocando os mercados ao serviço do interesse universal da sobrevivência da civilização e das condições de habitabilidade do planeta Terra.

Partindo da constatação de um pessimismo cultural existente em boa parte da população mundial (15%) que acredita na ocorrência de catástrofes, ainda no seu tempo de vida, Soromenho-Marques passou em revista alguns dos fenómenos que contribuem para esse pessimismo, nomeadamente a crise do ambiente à dimensão planetária, com as suas alterações climáticas e o efeito estufa na atmosfera, bem como a biodiversidade e a segurança alimentar. Por outro lado, a fragmentação da violência, com os frequentes atos de terrorismo, as diversas guerras civis e o aumento de refugiados para a Europa fazem com que estejamos a passar da “era do risco” para a “era da incerteza”, agravada pela crise económica e financeira e pela insegurança hídrica, alimentar e energética.

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Feito este diagnóstico e esta constatação, o conferencista abordou, de uma maneira clara mas muito profunda, “uma nova perspectiva para a governança global”, defendendo a necessidade de uma cooperação para gerir os bens comuns; apostando no imperativo de regular e humanizar a globalização e acentuando a necessidade do combate à pobreza e à desigualdade.

Para reforçar essa sua perspectiva global citou o Papa Francisco que, na sua encíclica “Ladato si” (Louvado sejais), defende que “Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. Pelo contrário, o mundo do consumo exacerbado é, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas ”.

Viriato Soromenho-Marques concluiu a sua reflexão socorrendo-se de mais uma citação em que Franklin  Roosevelt  afirma que “Aprendemos que não podemos viver em paz sozinhos; que o nosso bem-estar depende do bem-estar de outras nações longínquas (…) Aprendemos a ser cidadãos do mundo, membros da comunidade humana”.

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Terminada a sua exposição, coube ao Prof. Doutor Victor Martins do ISEG, da Universidade de Lisboa, tecer alguns comentários sobre a mesma, abrindo depois o debate à plateia, debate esse que só não se prolongou por mais tempo devido ao adiantado da hora, pois o tema abordado não deixou de ser aliciante para todos os que tiveram ocasião de assistirem a mais esta “Conferência de Arouca”, a 16ª promovida pela Associação Círculo Cultura e Democracia.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº444 de 2 de junho de 2017

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CORO DA ORDEM DOS MÉDICOS ATUA EM AROUCA

por jcerca em 22 de Maio de 2017

Tendo como cenário de fundo o retábulo barroco do altar-mor da igreja conventual de Arouca, realizou-se, ao final da tarde do dia 20 de maio, um concerto pelo coro da Ordem dos Médicos do Porto, dirigido pela drª Luisa Vilarinho.

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Fez a apresentação do coro o maestro António Costa que, depois de agradecer os diversos apoios que permitiram a realização deste concerto, num espaço tão belo como o é a igreja do Mosteiro de Arouca,  referiu que a organização deste evento esteve a cargo da Malong, uma associação sem fins lucrativos que foi fundada para promover  e organizar a realização dos Concertos “Sons da Água” no lugar da Paradinha, na época do verão.

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António Costa aproveitou  a ocasião para informar também que a próxima iniciativa desta associação terá lugar  no dia 3 e 4 de junho na Paradinha, com a realização de diversos ateliers de pintura, escultura e cerâmica que, através de diversos artistas contemporâneos, pretendem colocar «arte na paisagem», neste belo lugar onde os rios Paivó e Paiva se encontram.

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Este concerto musical consistiu numa viagem pela história da música e pelos vários géneros musicais, do século XV à actualidade, sendo também enriquecido com a participação de duas bailarinas (Mariana Tato e Teresa Saraiva) que atuaram no corredor central da igreja  acrescentando, assim, ao concerto musical novas formas estéticas.coro ordem dos médicos (1)

No final do concerto, e por insistência dos aplausos do público, foi repetido mais um tema musical, o que provou o agrado geral que tal concerto teve junto do vasto público que a ele assistiu, muito embora, grande parte do mesmo fosse de fora de Arouca.

Após o concerto seguiu-se o jantar no refeitório do Convento de Arouca e que foi oferecido pela Gertal. O transporte e a divulgação do concerto esteve a cargo da Câmara Municipal de Arouca.

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº444 de 2 de junho de 2017

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