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	<title>Comentários em: “O Caderno” da cegueira iconoclasta de Saramago</title>
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	<description>Ver, Ouvir e Ler os sinais de um mundo em permanente mudança.</description>
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		<title>Por: António da Cunha Duarte Justo</title>
		<link>http://mirante.aroucaonline.com/2009/10/18/%e2%80%9co-caderno%e2%80%9d-da-cegueira-iconoclasta-de-saramago/comment-page-1/#comment-2531</link>
		<dc:creator>António da Cunha Duarte Justo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 14:12:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ao ler o texto uma segunda vez verifiquei que em vez de newoniana se leia newtoniana relativa ao grande físico Newton um grande da macro-física! Opasso dado em frente n através das teorias da relatividade e da física quântica são tão revolucionárias no mundo da física que talvez leve séculos a entrar na consciência popular, tal como aconteceu com a física de Newton! Se algo importante queremos encontrar de comum na física e na teologia trinitária é a lei da complementaridade.
António Justo]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Ao ler o texto uma segunda vez verifiquei que em vez de newoniana se leia newtoniana relativa ao grande físico Newton um grande da macro-física! Opasso dado em frente n através das teorias da relatividade e da física quântica são tão revolucionárias no mundo da física que talvez leve séculos a entrar na consciência popular, tal como aconteceu com a física de Newton! Se algo importante queremos encontrar de comum na física e na teologia trinitária é a lei da complementaridade.<br />
António Justo</p>
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		<title>Por: António da Cunha Duarte Justo</title>
		<link>http://mirante.aroucaonline.com/2009/10/18/%e2%80%9co-caderno%e2%80%9d-da-cegueira-iconoclasta-de-saramago/comment-page-1/#comment-2530</link>
		<dc:creator>António da Cunha Duarte Justo</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 14:02:57 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Aconselharia o senhor Roberto Barbieri a , sempre que fizer citações referêncie a sua autoria para na tentativa de se levar a braza à própria sardinha não se levantar areia para os olhos de quem não está atento. De resto também a dialética não é mais que um instrumento de trabalho limitado!
A física quântica e a teologia trinitária já há muito que questionaram a física tradicional (aplicação das leis da física newoniana para explicar toda a realidade) o que está na base do mecanicismo e do determinismo. De resto, para continuarmos o discurso antagónico, com mais seriedade aconselho-o a voltar a ler o meu texto. Não seria útil para a discussão confundirmos a semântica com a fonética.
Aconselho-o a ler o texto CAIM E ABEL – DUAS FACES DA MESMA REALIDADE no meu blog http://antonio-justo.blogspot.com/; na sua introdução melhor entenderá a minha tese de que tudo é processo, e até mesmo a dialética dirigida para o Bem! 
De resto tanto ateus como teistas são muito boas pessoas com a mesma origem, como se pode verificar nas nossas macaquices. O Mestre da Judeia já sabia disso e por isso dizia: pelas obras é que mostrareis o que sois.
António Justo]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Aconselharia o senhor Roberto Barbieri a , sempre que fizer citações referêncie a sua autoria para na tentativa de se levar a braza à própria sardinha não se levantar areia para os olhos de quem não está atento. De resto também a dialética não é mais que um instrumento de trabalho limitado!<br />
A física quântica e a teologia trinitária já há muito que questionaram a física tradicional (aplicação das leis da física newoniana para explicar toda a realidade) o que está na base do mecanicismo e do determinismo. De resto, para continuarmos o discurso antagónico, com mais seriedade aconselho-o a voltar a ler o meu texto. Não seria útil para a discussão confundirmos a semântica com a fonética.<br />
Aconselho-o a ler o texto CAIM E ABEL – DUAS FACES DA MESMA REALIDADE no meu blog <a  href="http://antonio-justo.blogspot.com/" rel="nofollow">http://antonio-justo.blogspot.com/</a>; na sua introdução melhor entenderá a minha tese de que tudo é processo, e até mesmo a dialética dirigida para o Bem!<br />
De resto tanto ateus como teistas são muito boas pessoas com a mesma origem, como se pode verificar nas nossas macaquices. O Mestre da Judeia já sabia disso e por isso dizia: pelas obras é que mostrareis o que sois.<br />
António Justo</p>
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	<item>
		<title>Por: Roberto Barbieri</title>
		<link>http://mirante.aroucaonline.com/2009/10/18/%e2%80%9co-caderno%e2%80%9d-da-cegueira-iconoclasta-de-saramago/comment-page-1/#comment-2524</link>
		<dc:creator>Roberto Barbieri</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 13:03:27 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A bem da possibilidade de emitir opinião, mesmo que diversa da maioria.
O barulho e poeira levantados, normais, são decorrentes da opinião inicial onde se falou em “infelicidade e ousadia” , comparações tais como “qual fundamentalista, a apelar à guerra santa”,  “doença da cegueira de espírito que lhe terá roubado a lucidez intelectual”, “criticar  imbecilmente” e vai por aí.
Em todas estas afirmações fogem do campo da antítese para entrar na crítica ao elaborador da tese, o que invalida o processo dialético já no seu princípio.
Quando disse que na prática observada o debate religioso não é possível, isto se caracteriza pela postura adotada pela grande maioria das pessoas. 
Estaria eu fora da realidade? Ou o desejo de alguns sobrepuja o contexto encontrado.
Apesar de toda a lucidez e contemporização apresentadas nas idéias de Antonio Justo, retruco que numa discussão onde se estão defendendo posições entre ateus e teístas, temos que nos abster de basear nossos posicionamentos em conceitos que estão justamente sendo discutidos.
Exemplifico: ele separa as pessoas em “Caim e Abel” que é um exemplo mitológico puramente bíblico, e na frase “É humano e bíblico que a mesma luz do espírito vista da própria perspectiva apareça como luz e vista da perspectiva do outro se reduza a “cegueira de espírito” , entendo que seria uma posição apenas humana na discussão e não “bíblica”.
Afinal de contas a posição ateísta não considera a bíblia uma escritura sagrada e muito menos detentora de todas as verdades universais.
E para ocorrer uma discussão sobre a “bíblia” , há necessidade de suspender o julgamento da sua validade, podendo após uma eventual discussão o ateísta aceitá-la como verdadeira e o teísta desconsiderá-la como escritura sagrada, pois caso não haja esta pré-disposição em ambos, o debate torna-se inviável conforme afirmei.
Teriam que estar fora da discussão posições como: “A bíblia é sagrada porque é uma obra de Deus” e “Deus existe porque está atestado pela bíblia”.
A redução da chamada “realidade” bíblica a infantilismos atribuída a Saramago, é de fato uma reação crítica de quem não admite que a bíblia seja criticada.
Por outro lado não vejo nenhuma contradição em negar Deus e responsabilizá-lo pelo mal existente no mundo. Se o Deus antropomórfico não existe, nem o Deus Cristão ou Islâmico ou Judáico ou Induísta, ou qualquer outro, não significa que a sua imagem não exista e em nome dela tenham sido e continuem sendo cometidas atrocidades pelos homens.
Seria mais ou menos como dizer que Papai Noel não existe, porém atribuir a culpa de um consumismo natalino à sua imagem explorada pelo homem.
Tudo questão de interpretação.]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A bem da possibilidade de emitir opinião, mesmo que diversa da maioria.<br />
O barulho e poeira levantados, normais, são decorrentes da opinião inicial onde se falou em “infelicidade e ousadia” , comparações tais como “qual fundamentalista, a apelar à guerra santa”,  “doença da cegueira de espírito que lhe terá roubado a lucidez intelectual”, “criticar  imbecilmente” e vai por aí.<br />
Em todas estas afirmações fogem do campo da antítese para entrar na crítica ao elaborador da tese, o que invalida o processo dialético já no seu princípio.<br />
Quando disse que na prática observada o debate religioso não é possível, isto se caracteriza pela postura adotada pela grande maioria das pessoas.<br />
Estaria eu fora da realidade? Ou o desejo de alguns sobrepuja o contexto encontrado.<br />
Apesar de toda a lucidez e contemporização apresentadas nas idéias de Antonio Justo, retruco que numa discussão onde se estão defendendo posições entre ateus e teístas, temos que nos abster de basear nossos posicionamentos em conceitos que estão justamente sendo discutidos.<br />
Exemplifico: ele separa as pessoas em “Caim e Abel” que é um exemplo mitológico puramente bíblico, e na frase “É humano e bíblico que a mesma luz do espírito vista da própria perspectiva apareça como luz e vista da perspectiva do outro se reduza a “cegueira de espírito” , entendo que seria uma posição apenas humana na discussão e não “bíblica”.<br />
Afinal de contas a posição ateísta não considera a bíblia uma escritura sagrada e muito menos detentora de todas as verdades universais.<br />
E para ocorrer uma discussão sobre a “bíblia” , há necessidade de suspender o julgamento da sua validade, podendo após uma eventual discussão o ateísta aceitá-la como verdadeira e o teísta desconsiderá-la como escritura sagrada, pois caso não haja esta pré-disposição em ambos, o debate torna-se inviável conforme afirmei.<br />
Teriam que estar fora da discussão posições como: “A bíblia é sagrada porque é uma obra de Deus” e “Deus existe porque está atestado pela bíblia”.<br />
A redução da chamada “realidade” bíblica a infantilismos atribuída a Saramago, é de fato uma reação crítica de quem não admite que a bíblia seja criticada.<br />
Por outro lado não vejo nenhuma contradição em negar Deus e responsabilizá-lo pelo mal existente no mundo. Se o Deus antropomórfico não existe, nem o Deus Cristão ou Islâmico ou Judáico ou Induísta, ou qualquer outro, não significa que a sua imagem não exista e em nome dela tenham sido e continuem sendo cometidas atrocidades pelos homens.<br />
Seria mais ou menos como dizer que Papai Noel não existe, porém atribuir a culpa de um consumismo natalino à sua imagem explorada pelo homem.<br />
Tudo questão de interpretação.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Por: jcerca</title>
		<link>http://mirante.aroucaonline.com/2009/10/18/%e2%80%9co-caderno%e2%80%9d-da-cegueira-iconoclasta-de-saramago/comment-page-1/#comment-2521</link>
		<dc:creator>jcerca</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:31:03 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Parabéns, caro António Justo.
No meio de tanto barulho, de tanta poeira levantada com o caso Saramago, eis que surge um comentário sereno, sensato, não ofuscado, nem por preconceitos religiosos, nem por convicções ateístas, como muitos daqueles comentários que têm vindo a lume, não só neste blog, como por tudo quanto é ciberespaço.
Para mim &quot;O debate de idéias prós e contras não é inadmissível&quot;como pretendeu fazer crer RBarbieri. Mas qualquer debate tem regras, princípios e, sobretudo, deverá ser feito com uma postura intelectual como aque acabaste de manifestar. Que sirva de lição a quem se considera iluminado ou detentor de toda a verdade. 
Parabéns pela lucidez e inteligência do teu comentário.
José Cerca]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Parabéns, caro António Justo.<br />
No meio de tanto barulho, de tanta poeira levantada com o caso Saramago, eis que surge um comentário sereno, sensato, não ofuscado, nem por preconceitos religiosos, nem por convicções ateístas, como muitos daqueles comentários que têm vindo a lume, não só neste blog, como por tudo quanto é ciberespaço.<br />
Para mim &#8220;O debate de idéias prós e contras não é inadmissível&#8221;como pretendeu fazer crer RBarbieri. Mas qualquer debate tem regras, princípios e, sobretudo, deverá ser feito com uma postura intelectual como aque acabaste de manifestar. Que sirva de lição a quem se considera iluminado ou detentor de toda a verdade.<br />
Parabéns pela lucidez e inteligência do teu comentário.<br />
José Cerca</p>
]]></content:encoded>
	</item>
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		<title>Por: António da Cunha Duarte Justo</title>
		<link>http://mirante.aroucaonline.com/2009/10/18/%e2%80%9co-caderno%e2%80%9d-da-cegueira-iconoclasta-de-saramago/comment-page-1/#comment-2520</link>
		<dc:creator>António da Cunha Duarte Justo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 04 Nov 2009 16:05:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Caim e Abel, duas faces da mesma medalha que somos cada um se nós!
O problema é que ateus como teistas viram em militantes, dado seu credo se tornar parte da própria identidade expressa sem a perspectiva do outro! Por outro lado quem cala não conta. Infelizmente cada qual defende apenas o reino dos seus interesses e não há a cultura dum pensar justo! A perspectiva de Caim terá de integrar nela a perspectiva de Abel e Abel terá de reconhecer nele a perspectiva de Caim. Querer ter a razão final é tornar-se só Caim.
Todos os crentes, quer creiam em Deus ou não, não conseguem abdicar da sua crença  ateia ou religiosa em processo. Problema se tornaria se a uma tese apresentada por Saramago não fosse possível a antitese duma dialética construtiva interessada numa síntese! Problema é também o facto do senhor Saramago ter apresentado a sua compreensão da Bíblia como a compreensão pura e simplesmente. Naturalmente que cristãos possam reagir e tentar explicar outras maneiras de compreender os 73 livros da Bíblia. Assim seria lógico que tenha havido tentativas de explicar outras leituras da Bíbila numa dialética que a acompanha sempre. Assim era necessário explicar que na Biblia está documentada a dialética entre a cultura pastoril e a cultura sendentária, entre a cultura do campo e a das cidades, tal como se vê em Caim e Abel. Como sempre, na luta entre a província e a cidade há interesses muito concretos a defender. Saramago tal como Caim não aceita a mundivisão do seu irmão Abel. A imagem de Deus que Saramago ataca é naturalmente também a sua. Querer reduzir a realidade bíblica a infantilismos e cair na contradição de negar Deus e ao mesmo tempo responsabilizá-lo pelo mal e por fim chamá-lo &quot;filho da puta&quot;, tal como Saramago faz na página 82 di seu livro. Quem ele quer atingir não será naturalmente Deus mas os filhos do tal &quot;filho da p.&quot; que não serão melhor que o seu Deus a destruir! Que em cada cultura, nos antagonismos que lhe são próprios e até benéficos, esteja presente Caim e Abel em disputa, é muito natural e benéfico, o problema é não nos darmos conta de que somos os dois e não notarmos o papel que representamos em cada momento em que falamos ou agimos! Naturalmente que quem vai à missa de Saramago não goste de outras missas e vice-versa. Desumano seria se não nos respeitássemos uns aos outros, conscientes de que todos andamos encostados a algo que não queremos reconhecer. É a nossa liberdade de escravos, mas esta escravidão pode tornar-se libertadora! Ao fogo do inferno sucede-se o fogo das palavras e dos próprios interesses e a agressão é também uma naeira de libertar a consciência, como nos ensina Caim! A continuarmos assim não haverá infernos para uns e paraísos para outros mas democraticamente inferno para todos, salvem-se os nossosBelzebus, esses gozam de imunidade!
Quem faz a guerra não pode lavar-se nas águas da inocência. Naturalmente que Saramago sabia muito bém que quem ataca não é vingativo, vingativo tornam-se os outros. A divindade Nobel ofendida exige o louvor dos seus devotos. No fim há muita beatice ateia e crente ao serviço dos respectivos dogmatismos e da própria seriedade. A grandeza dos que se destinguem precisa da pequenez dos que os fazem!...
De lamentar seria que se formassem grupos incompatíveis, dum lado súbditos republicanistas e e do outro súbditos  teistas  uns contra os outros.  
Quem diz o que quer ouve o que não quer.... Importante é que todos são pessoas honradas se não querem assumir o papel de Caim!
António Justo]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Caim e Abel, duas faces da mesma medalha que somos cada um se nós!<br />
O problema é que ateus como teistas viram em militantes, dado seu credo se tornar parte da própria identidade expressa sem a perspectiva do outro! Por outro lado quem cala não conta. Infelizmente cada qual defende apenas o reino dos seus interesses e não há a cultura dum pensar justo! A perspectiva de Caim terá de integrar nela a perspectiva de Abel e Abel terá de reconhecer nele a perspectiva de Caim. Querer ter a razão final é tornar-se só Caim.<br />
Todos os crentes, quer creiam em Deus ou não, não conseguem abdicar da sua crença  ateia ou religiosa em processo. Problema se tornaria se a uma tese apresentada por Saramago não fosse possível a antitese duma dialética construtiva interessada numa síntese! Problema é também o facto do senhor Saramago ter apresentado a sua compreensão da Bíblia como a compreensão pura e simplesmente. Naturalmente que cristãos possam reagir e tentar explicar outras maneiras de compreender os 73 livros da Bíblia. Assim seria lógico que tenha havido tentativas de explicar outras leituras da Bíbila numa dialética que a acompanha sempre. Assim era necessário explicar que na Biblia está documentada a dialética entre a cultura pastoril e a cultura sendentária, entre a cultura do campo e a das cidades, tal como se vê em Caim e Abel. Como sempre, na luta entre a província e a cidade há interesses muito concretos a defender. Saramago tal como Caim não aceita a mundivisão do seu irmão Abel. A imagem de Deus que Saramago ataca é naturalmente também a sua. Querer reduzir a realidade bíblica a infantilismos e cair na contradição de negar Deus e ao mesmo tempo responsabilizá-lo pelo mal e por fim chamá-lo &#8220;filho da puta&#8221;, tal como Saramago faz na página 82 di seu livro. Quem ele quer atingir não será naturalmente Deus mas os filhos do tal &#8220;filho da p.&#8221; que não serão melhor que o seu Deus a destruir! Que em cada cultura, nos antagonismos que lhe são próprios e até benéficos, esteja presente Caim e Abel em disputa, é muito natural e benéfico, o problema é não nos darmos conta de que somos os dois e não notarmos o papel que representamos em cada momento em que falamos ou agimos! Naturalmente que quem vai à missa de Saramago não goste de outras missas e vice-versa. Desumano seria se não nos respeitássemos uns aos outros, conscientes de que todos andamos encostados a algo que não queremos reconhecer. É a nossa liberdade de escravos, mas esta escravidão pode tornar-se libertadora! Ao fogo do inferno sucede-se o fogo das palavras e dos próprios interesses e a agressão é também uma naeira de libertar a consciência, como nos ensina Caim! A continuarmos assim não haverá infernos para uns e paraísos para outros mas democraticamente inferno para todos, salvem-se os nossosBelzebus, esses gozam de imunidade!<br />
Quem faz a guerra não pode lavar-se nas águas da inocência. Naturalmente que Saramago sabia muito bém que quem ataca não é vingativo, vingativo tornam-se os outros. A divindade Nobel ofendida exige o louvor dos seus devotos. No fim há muita beatice ateia e crente ao serviço dos respectivos dogmatismos e da própria seriedade. A grandeza dos que se destinguem precisa da pequenez dos que os fazem!&#8230;<br />
De lamentar seria que se formassem grupos incompatíveis, dum lado súbditos republicanistas e e do outro súbditos  teistas  uns contra os outros.<br />
Quem diz o que quer ouve o que não quer&#8230;. Importante é que todos são pessoas honradas se não querem assumir o papel de Caim!<br />
António Justo</p>
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