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	<title>Comentários em: Descontos na Gasolina</title>
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	<description>Ver, Ouvir e Ler os sinais de um mundo em permanente mudança.</description>
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		<title>Por: Carlos Pinho</title>
		<link>http://mirante.aroucaonline.com/2010/04/27/descontos-na-gasolina/comment-page-1/#comment-8111</link>
		<dc:creator>Carlos Pinho</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 08 May 2010 04:24:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Pela primeira vez que o grande Toscano se aprofunda em um assunto, gostei pois o assunto é super importante.E geralmente seus comentários são curtos e ironicos,meus parabens]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Pela primeira vez que o grande Toscano se aprofunda em um assunto, gostei pois o assunto é super importante.E geralmente seus comentários são curtos e ironicos,meus parabens</p>
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		<title>Por: joaquim toscano</title>
		<link>http://mirante.aroucaonline.com/2010/04/27/descontos-na-gasolina/comment-page-1/#comment-4791</link>
		<dc:creator>joaquim toscano</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 27 Apr 2010 22:02:15 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[E Tudo não passa de uma questão de formato ou formatação:
A violenta falta de …a chocante falta de nível….o violento
 anticlecarismo…. Tudo ética (ou falta de) , a coisa certa no lugar certo!!!
Tendo a ética esta dupla filiação etimológica, e significando o sentido de carácter e o sentido de hábito ou costume e por extensão o lugar certo de todas as coisas, a ética implica uma reflexão crítica sobre os comportamentos e começou com Aristóteles que, sendo um dos grandes mestres da filosofia grega, curiosamente não deixou escrito nenhum grande tratado orgânico ou obra específica; “as obras que chegaram até nós compreendem sómente escritos que Aristóteles compôs para as necessidades do seu ensino”, escritos chamados acroamáticos ou esotéricos …provávelmente não queria cristalizar na escrita o seu pensamento, antes queria pôr os seus alunos a pensar…
“Ética Cristã”
Embora o espírito nos seja disso revelador, não é fácil apresentar de modo adequado o contributo do cristianismo para a história da ética; será pacífico dizer que o cristianismo é de uma ordem diferente da moral: ele não é própriamente uma lei embora contenha na sua doutrina muitas leis orientadoras da conduta humana, e, por outro lado, preocupa-se com a moral: não depende dela, enquadra-a, integra-a e transforma-a.
Dentro dos racionalistas cristãos merecem destaque os doutores da igreja Sto Agostinho e S. Tomás de Aquino pelo mérito do seu esforço de integração das éticas gregas no cristianismo( mas S Paulo também tem culpa no cartório).
Devido à continuidade que tem com a ética grega, a ética cristã continua a ser uma ética da felicidade e beatitude, uma ética de excelência e das virtudes, de harmonia com a natureza, e…mostrada a continuidade é necessário mostrar as transformações que o cristianismo introduziu nessas mesmas éticas.
Isto posto e em prática…nem as portas do inferno pervalecerão1
A primeira foi em relação à lei: no Sermão da Montanha (Bem-Aventuranças) Cristo retoma os mandamentos da lei moral judaica; outra foi a radicalização do universalismo ético e a exigência igualitária muito para além dos elementos universalistas e igualitários já existentes nas éticas grega e judaica pois que em Aristóteles há uma desigualdade entre escravos e homens-livres, entre homens e mulheres e uma diferença civilizacional entre gregos e não gregos (bárbaros) e no judaísmo há uma desigualdade entre os receptores privilegiados da mensagem (os membros do Povo Eleito) e os outros. O  cristianismo, que se pretende religião de uma mensagem de conteúdo universal (daí o sentido etimológico de kathólikós) suprime todas essas diferenças, facto que terá importantes consequências éticas. Há também uma revisão/revolução face ao espírito da ética grega na tabela das virtudes: enquanto que na tabela aristotélica nos lugares cimeiros pontuavam a sabedoria, a coragem ou a grandeza da alma, no cristianismo passam a figurar virtudes que Aristóteles acharia estranhas: o amor ao próximo, sem limites, inclusivé aos nossos inimigos, a humildade e a caridade. Finalmente a transformação das éticas da vida boa; enquanto na ética grega o bem e a vida boa eram em função de um cosmos sem além, de uma finitude, no cristianismo é inserida a noção de além e de salvação e a problemática do mal e do pecado inerentes á carne Esta perspectiva salvífica ligada á questão do pecado introduz um novo problema: poderá o indivíduo, na procura da salvação a sós, querer desinserir-se da comunidade humana? ; ora essa atitude que leva a privilegiar a relação pessoal e directa do indivíduo com Deus está na origem de experiências místicas e pode explicar filosofias que se resumem sob o conceito de irracionalismo cristão; no entanto o cristianismo também desenvolveu éticas que privilegiam o elemento comunitarista numa atitude que aliás se adequa naturalmente com o supremo mandamento do amor ao próximo; estas éticas de que S.Tomás é um bom exemplo com o seu imperativo “faz o bem, evita o mal” ou Sto Agostinho com o seu “ama e faz o que quiseres” são pela sua natureza de um carácter prudencial e  racionalista.
JToscano]]></description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>E Tudo não passa de uma questão de formato ou formatação:<br />
A violenta falta de …a chocante falta de nível….o violento<br />
 anticlecarismo…. Tudo ética (ou falta de) , a coisa certa no lugar certo!!!<br />
Tendo a ética esta dupla filiação etimológica, e significando o sentido de carácter e o sentido de hábito ou costume e por extensão o lugar certo de todas as coisas, a ética implica uma reflexão crítica sobre os comportamentos e começou com Aristóteles que, sendo um dos grandes mestres da filosofia grega, curiosamente não deixou escrito nenhum grande tratado orgânico ou obra específica; “as obras que chegaram até nós compreendem sómente escritos que Aristóteles compôs para as necessidades do seu ensino”, escritos chamados acroamáticos ou esotéricos …provávelmente não queria cristalizar na escrita o seu pensamento, antes queria pôr os seus alunos a pensar…<br />
“Ética Cristã”<br />
Embora o espírito nos seja disso revelador, não é fácil apresentar de modo adequado o contributo do cristianismo para a história da ética; será pacífico dizer que o cristianismo é de uma ordem diferente da moral: ele não é própriamente uma lei embora contenha na sua doutrina muitas leis orientadoras da conduta humana, e, por outro lado, preocupa-se com a moral: não depende dela, enquadra-a, integra-a e transforma-a.<br />
Dentro dos racionalistas cristãos merecem destaque os doutores da igreja Sto Agostinho e S. Tomás de Aquino pelo mérito do seu esforço de integração das éticas gregas no cristianismo( mas S Paulo também tem culpa no cartório).<br />
Devido à continuidade que tem com a ética grega, a ética cristã continua a ser uma ética da felicidade e beatitude, uma ética de excelência e das virtudes, de harmonia com a natureza, e…mostrada a continuidade é necessário mostrar as transformações que o cristianismo introduziu nessas mesmas éticas.<br />
Isto posto e em prática…nem as portas do inferno pervalecerão1<br />
A primeira foi em relação à lei: no Sermão da Montanha (Bem-Aventuranças) Cristo retoma os mandamentos da lei moral judaica; outra foi a radicalização do universalismo ético e a exigência igualitária muito para além dos elementos universalistas e igualitários já existentes nas éticas grega e judaica pois que em Aristóteles há uma desigualdade entre escravos e homens-livres, entre homens e mulheres e uma diferença civilizacional entre gregos e não gregos (bárbaros) e no judaísmo há uma desigualdade entre os receptores privilegiados da mensagem (os membros do Povo Eleito) e os outros. O  cristianismo, que se pretende religião de uma mensagem de conteúdo universal (daí o sentido etimológico de kathólikós) suprime todas essas diferenças, facto que terá importantes consequências éticas. Há também uma revisão/revolução face ao espírito da ética grega na tabela das virtudes: enquanto que na tabela aristotélica nos lugares cimeiros pontuavam a sabedoria, a coragem ou a grandeza da alma, no cristianismo passam a figurar virtudes que Aristóteles acharia estranhas: o amor ao próximo, sem limites, inclusivé aos nossos inimigos, a humildade e a caridade. Finalmente a transformação das éticas da vida boa; enquanto na ética grega o bem e a vida boa eram em função de um cosmos sem além, de uma finitude, no cristianismo é inserida a noção de além e de salvação e a problemática do mal e do pecado inerentes á carne Esta perspectiva salvífica ligada á questão do pecado introduz um novo problema: poderá o indivíduo, na procura da salvação a sós, querer desinserir-se da comunidade humana? ; ora essa atitude que leva a privilegiar a relação pessoal e directa do indivíduo com Deus está na origem de experiências místicas e pode explicar filosofias que se resumem sob o conceito de irracionalismo cristão; no entanto o cristianismo também desenvolveu éticas que privilegiam o elemento comunitarista numa atitude que aliás se adequa naturalmente com o supremo mandamento do amor ao próximo; estas éticas de que S.Tomás é um bom exemplo com o seu imperativo “faz o bem, evita o mal” ou Sto Agostinho com o seu “ama e faz o que quiseres” são pela sua natureza de um carácter prudencial e  racionalista.<br />
JToscano</p>
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