Será o aborto um valor europeu?

por jcerca em 20 de Junho de 2011

Que a natalidade na Europa está, desde há muitos anos, em progressivo declínio, é um facto que as estatísticas comprovam, sem quaisquer sombras de dúvida.

Que as medidas adoptadas pela maioria dos  governos europeus em nada promovem o aumento da natalidade,, antes pelo contrario vão no sentido de promoverem  aquilo a que já alguém chamou de “cultura da morte”, bem expressa através da defesa do aborto, da promoção da eutanásia e dos “casamentos” homossexuais.

Contra essa cultura da morte, lançou recentemente, o Governo da Hungría una campanha nacional a favor da vida recorrendo a fundos recebidos da Comunidade europeia e que consistiu na afixação de cartazes  representando  um bébé  não nascido pedindo que o deixem viver.

Chocada com essa campanha vice-presidente da Comissão Europeia exigiu que tais cartazes fossem imediatamente retirados, muito embora contenham, a bandeira da UE e o logotipo do Programa “Progresso”  que visa a promoção de medidas de  inclusão social na União Europeia e do qual foram canalizados tais fundos para esta campanha.

Uma  campanha  contra os valores europeus

Os cartazes desta campanha colocados em estações do metro, paragens de autocarros e em diversos lugares públicos contêm,  sob a imagen do bébé, esta frase “Entendo que  não estejas preparada para me ter, porém pensa  bem e dá-me em adoção. Deixa-me viver!

O cartaz refere ainda  que milhares de bébés  húngaros são assassinados por aborto todos os anos, enquanto que muitos casais na Hungría lutam por adotar crianças. Mesmo assim esta campanha pro-Vida lançada na Hungria provocou uma grande indignação em varios grupos parlamentares da UE devido à utilização de fundos do plano para a inclusão social na União Europeia, levando mesmo a vice-presidente da Comissão Europeia a afirmar que esta campanha “vai contra os valores europeus” chegando mesmo a ameaçar a Hungria  com medidas financeiras caso os cartazes não sejam retirados.

Parante esta campanha do Governo de Hungria que promove a protecção do direito à vida e a adoção de bebés como alternativa ao aborto, seria oportuno perguntar à senhora, Viviane Reding, vice-presidente da Comissão Europeia se o aborto será um valor europeu.

Estou plenamente convencido de que a grande maioria dos europeus não se identifica  com esses “valores europeus” a que se refere a  vice-presidente da Comissão Europeia.

Refira-se que no dia  18 de abril de 2011a Hungría adoptou uma nova Constituição que protege a vida humana desde o momento da conceção, o que abre  caminho para uma futura modificação da lei e assinala um primeiro passo num processo gradual de questionar o direito das mulheres ao aborto naquele País europeu.

José Cerca

Publicado no quinzemanário “Jornal de Arouca” nº789 de 30 de junho de 2011

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1 jcerca 4 de Julho de 2011 às 13:22

A POLÓNIA TAMBÉM CONTRA O ABORTO.
Grande exemplo nos vem também da Polónia.Para conseguirem a proibição total do aborto no Parlamento polaco, os defensores precisavam de recolher 100.000 assinaturas em três meses. Pois conseguiram obter 600.000 em apenas duas semanas.

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