Uma praça esventrada à espera de novo rosto
Completamente vedada aos olhares curiosos do público as obras de regeneração já chegaram ao ponto mais polémico e que provocou alguma contestação: a praça Brandão de Vasconcelos.
O chafariz já foi desmontado e as casas de banho destruídas tal como se pode ver nesta foto.
É curioso notar que apesar do buraco já aberto no meio da praça um dos cartazes contestatários lá continua no seu posto o que revela, certamente, uma atitude de respeito por quem entendeu não concordar com esta intervenção. É assim a democracia quando vivida com maturidade e com respeito pelas opiniões divergentes.
Desde o princípio que defendemos estas obras de regeneração na zona histórica de Arouca, desde que fossem devidamente enquadradas no respeito que o nosso melhor ex-libris nos merece. E tudo leva a crer que tal irá ser conseguido.
Acreditamos que estas obras irão oferecer aos arouquenses uma praça, mais airosa, moderna e funcional que muito contribuirá para a modernização do centro histórico de Arouca e até mesmo para a valorização visual da capela da Misericórdia e do edifício da antiga Câmara.
Seria certamente um tremendo erro avançar-se com as obras no parque, na avenida ou no terreiro de Santa Mafalda em que a reimplantação do imponente portal trouxe mais dignidade a um espaço histórico completamente devassado na sua privacidade pelo estacionamento de carros; seria, dizia, um erro imperdoável deixar intocável a praça, só porque não se quis deslocar um fontanário datado de 1901.
Os argumentos mesmo que “fora do prazo de validade” apresentados pelos opositores a estas obras talvez não tenham tido em conta a anacronia estética e urbanística que a praça representaria, no conjunto das obras envolventes, caso se lhe fosse atribuído o estatuto de intocável por este ou aquele motivo, mais emotivo do que racional, ou até mesmo histórico.
Como em tudo na vida, haverá sempre opiniões divergentes, mas a verdade é que essa divergência não pode de modo algum impedir a modernização que a evolução dos tempos a tudo imprime.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº196 de 24 de fevereiro de 2012
Publicado no “Jornal de Arouca” nº803 de 2 de março de 2012


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Acho que agora que as obras arrancaram á que andar rápido para não « matar» o comércio existente naquela zona.
Também acho que as casa de banho já deviam estar prontas antes das obras da praça.