VISITA DE ESTUDO DA ASARC

por jcerca em 24 de Março de 2018

percorreu espaços emblemáticos da história de Portugal

As visitas de estudo da Asarc são sempre uma maneira de se conviver e enriquecer culturalmente.

A última destas visitas, promovida pela aula de “Cultura e Sociabilidade da Asarc” e aberta a todos os associados, teve lugar no dia 21 de março com destino à cidade dos Templários, tendo como objetivo principal a visita ao famoso Convento de Cristo e, seguidamente, ao não menos famoso Mosteiro da Batalha.

castelo de tomar (1)

Com construção iniciada no sec.XII, o primeiro e no sec.XIV, o segundo e fazendo ambos parte do Património Mundial da UNESCO, desde 1983, a visita a estes dois lugares históricos permitiu aos alunos e associados da Asarc calcorrear importantes e emblemáticos espaços da história de Portugal, evocando momentos do seu passado histórico e admirando a beleza artística e a grandiosidade arquitectónica que ficou materializada, ao longo de vários séculos, nestes dois monumentos nacionais.

castelo de tomar (3)

Depois da subida ao castelo de Tomar, os visitantes iniciaram a visita ao Convento de Cristo, entrando e admirando a famosa charola que era o oratório privativo dos cavaleiros templários no interior das fortalezas.

Com o acompanhamento didático do professor de história, Afonso Costa, os visitantes seniores puderam apreciar a beleza arquitectónica deste espaço conventual, em forma octogonal, que apresenta uma confluência de diversos estilos, desde o românico ao gótico. Nele se pode admirar ainda alguns elementos decorativos manuelinos, bem como um importante conjunto de pinturas e esculturas quinhentistas.

charola (1)

Da charola, que no reinado de D. Manuel I passou a funcionar como capela-mor da igreja conventual, a visita seguiu para os diversos espaços do Convento de Cristo, desde os diversos claustros, à sala do capítulo, aos dormitórios, noviciado, refeitório e cozinha.  Mereceu ainda especial atenção dos visitantes a famosa janela manuelina que foi objecto, como não podia deixar de ser, de inúmeras selfies.

janela manuelina

Depois da visita a este conjunto monumental uma pausa gastronómica num dos restaurantes da região de Tomar.

O mosteiro da Batalha

No Ano Europeu do Património Cultural, designado pelo Parlamento Europeu para chamar a atenção para a importância, para a valorização e para o papel que o vasto património cultural desempenha na sociedade, esta visita de estudo da Asarc a estes dois importantes exemplares do Património Arquitectónico Nacional veio ao encontro destes objectivos, pois permitiu aos seus participantes percorrer dois dos espaços profundamente ligados à história de Portugal.

Batalha (3)

Na verdade, o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais vulgarmente conhecido como Mosteiro da Batalha, está intimamente ligado a um dos períodos críticos da nossa história, nomeadamente com a Batalha de Aljubarrota e a sua construção ficou mesmo a dever-se a um voto de D.João I, enquanto Mestre de Avis, relacionado com essa vitória contra os castelhanos.

Batalha (4)

Depois de admirada a imponência exterior do edifício e o rendilhado da sua fachada principal, a visita a este monumento considerado como o expoente máximo da arte gótica em Portugal onde, inclusive, terá nascido  o estilo manuelino, começou com a visita  à capela do fundador, onde repousam os restos mortais não só de D.João I e de D.Filipa de Lencastre, como também  dos seus filhos.

Batalha (1)

Depois da visita a este que foi o primeiro panteão régio nacional e após a passagem pela igreja com três naves, os visitantes seniores percorreram os principais espaços deste mosteiro. Num desses espaços, a famosa sala do capítulo, imortalizada por Alexandre Herculano através do seu conto “A Abóbada”, puderam ver não só o monumento ao soldado desconhecido, como também a famosa imagem do “Cristo das trincheiras” que acompanhou as tropas portuguesas nos campos de batalha da I Grande Guerra.

capelas imperfeitas (1)

A visita a este belo exemplar gótico, cuja construção percorreu cerca de seis séculos, terminou nas célebres “capelas imperfeitas” mandadas construir por D.Duarte para panteão privativo  da sua família e seus descendentes.

Nesse espaço, também de forma octogonal puderam os visitantes seniores admirar o belíssimo e exuberante pórtico manuelino, diante do qual fica a capela com o mausoléu de D.Duarte e D.Leonor de Aragão.

capelas imperfeitas (3)

 José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº464 de  6 de abril de 2018

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