MÚSICA E POESIA PELA LIBERDADE

por jcerca em 2 de Maio de 2019

Declamação de poemas, interpretação polifónica de cantos populares e execução instrumental por um decateto de sopro foram os ingredientes artísticos que compuseram o espectáculo cultural e musical, integrado nas celebrações do 25 de Abril, promovido pela Associação Círculo Cultura e Democracia e pela Câmara Municipal de Arouca, em parceria com a Banda Musical de Arouca, o Grupo Coral de Urrô e a Escola Secundária de Arouca e que teve lugar na Loja Interativa de Turismo de Arouca, na tarde do dia 1 de maio.

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Este espectáculo que pretendeu celebrar a Liberdade, através do canto e da poesia, iniciou-se com declamação do poema “Não há machado que corte a raiz ao pensamento” da autoria de Carlos de Oliveira e que entrou para a memória colectiva através da interpretação vocal de Manuel Freire. Um poema com fortes conotações políticas intimamente ligadas à revolução dos cravos e que elege a liberdade de pensamento como uma das principais conquistas do 25 de Abril.

Ao longo do espectáculo outros poemas de Miguel Torga, Manuel Alegre e Jorge de Sena, declamados por alunos da Escola Secundária, reforçaram a importância desta “Liberdade que estais no céu, santificado seja o vosso nome” (Miguel Torga).

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Mas nem só de poemas que cantam a liberdade, constou este espectáculo. A música, quer na sua expressão polifónica, interpretada pelo Grupo Coral de Urrô, sob a direcção do seu maestro Paulo Bernardino, quer na sua execução instrumental pelo decateto de sopro da Banda Musical de Arouca, sob a regência de Ivo Silva, ofereceu belos momentos musicais que deram muita arte e beleza a este espectáculo integrado no 45º aniversário do 25 de Abril.

O espectáculo terminou com a actuação conjunto do coro de Urrô e do instrumental de sopro que interpretaram uma das canções mais emblemáticas do 25 de Abril e que foi até uma das senhas da revolução dos cravos: “Grândola Vila Morena” orquestrada por Miguel Brandão.

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No início do espectáculo, e em representação da Associação Circulo Cultura e Democracia, foi feita pela drª Maria Antónia, uma breve evocação sobre o 25 de Abril e sobre os valores da liberdade e da democracia, valores esses que, não estando ainda plenamente alcançados, deverão ser objecto permanente de uma conquista na senda dos ideais de Abril.

A referida dirigente informou ainda que a “Caminhada da liberdade” prevista para a manhã do dia 25 de Abril, até à Senhora da Mó, será realizada no dia 11 de maio, uma vez que as condições climatéricas não o permitiram fazer no dia programado.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº492 de  17 de maio de 2019

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