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Arquivo da Categoria ‘Mirante local’

Escola Segura

Quinta-feira, 31 de Julho, 2008

Alerta crianças em tempo de férias

Promovida pelo Centro Juvenil Salesiano de Arouca, Associação Cultural e Recreativa, através da sua secção de Tempos Livres, teve lugar no dia 24 de Julho, na Escola Secundária de Arouca, uma palestra sobre Segurança e na qual participaram 154 crianças e adolescentes, a frequentarem actividades de Ocupação de Tempos Livres, em diversas instituições de Arouca.

A sessão que despertou muito interesse junto das crianças foi conduzida por dois elementos da “Escola Segura” de Oliveira de Azeméis, e contou ainda com a presença do senhor Comandante do posto local da GNR.

Depois da projecção de um filme que abordou diversas situações de segurança, comuns a todos os destinatários desta palestra, foi estabelecido um diálogo entre o público e os elementos da “Escola Segura” que acabaram por esclarecer e reforçar alguns dos muitos conselhos referidos ao longo do documentário elaborado pela própria “Escola Segura”.

Sendo a Ocupação de Tempos Livres, um período não só de lazer e de convívio, mas também propício a aprendizagens diversificadas, congratulamo-nos com esta oportuna iniciativa que terá, certamente contribuído para equipar as crianças e adolescentes de atitudes e comportamentos de defesa pessoal, nas mais diversas situações por elas vividas em casa, na escola, na via pública, ou na sociedade em geral.

José Cerca

Notícia publicada no “Jornal de Arouca” nº de 1 de Agosto de 2008

Centro Juvenil Salesiano de Arouca

Sexta-feira, 25 de Julho, 2008

Organiza festa do OTL

O Centro Juvenil Salesiano organizou, no dia 13 de Julho, uma festa de variedades no Salão dos Bombeiros Voluntários de Arouca.

A festa foi constituída por algumas das actividades realizadas pelas crianças inscritas na Ocupação dos Tempos Livres que esta Associação cultural e recreativa está a organizar durante as férias de Verão, permitindo assim a ocupação útil e formativa de muitas crianças e adolescentes.

Além da dramatização de peça “Os dez anõezinhos da Tia Verde-Água” de Maria Alberta Meneres, foram apresentadas várias danças, alguns truques de magia e uma projeção sobre o Planeta Terra, elaborada a partir de pesquisas feitas sobre este tema.

A festa começou com a apresentação, através da projecção de imagens, de todas as actividades realizadas no Centro Juvenil Salesiano, no âmbito do estágio pedagógico das formandas Carla Santos e Joana Martins, da Escola Superior de Educação de Viseu.

Embora as actividades de Ocupação de Tempos Livres continuem sob a coordenação de Carla Costa, esta festa teve lugar a meio de mês, em virtude do estágio ter chegado ao fim.

José Cerca

Artigo publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 12 de 25 de Julho de 2008

Encontro de Antigos Alunos Salesianos em Arouca

Sexta-feira, 18 de Julho, 2008

Um reencontro de pessoas e de espaços sob o espírito de D.Bosco

Realizou-se no dia 12 de Julho, em Arouca o 3º encontro nacional de Antigos Alunos Salesianos que passaram pelas casas de Arouca, Mogofores e Manique.

Vindos de diversas partes do País, estiveram presentes, nesse encontro, cerca de 250 pessoas entre Antigos Alunos e familiares.

Depois de recebidos na sede do Centro Juvenil Salesiano de Arouca teve lugar, na igreja do Mosteiro de Arouca, a concelebração da Eucaristia presidida pelo Provincial Pe. João de Brito e que foi animada pelo grupo coral do Centro Juvenil salesiano e com a presença de muitas crianças desse Centro.

Após a Eucaristia todos os participantes se reuniram à volta do busto de S.João Bosco, situado no parque da Vila, adjacente ao Mosteiro. Foi um momento muito expressivo e carregado de salesianidade, dinamizado pelo Pe. Ramiro e ao qual as crianças do Centro Juvenil emprestaram um colorido e uma alegre animação, através dos seus cânticos.

Regresso ao passado

Um outro momento emotivamente gratificante para a maioria dos presentes, foi a visita aos espaços, outrora ocupados pelo antigo Colégio salesiano de Arouca , onde muitos terão passado alguns anos da suas vidas, crescendo fisicamente, enriquecendo-se culturalmente e moldando-se espiritualmente, sob a influência do espírito de D.Bosco. Para muitos foi um recuar de 30 ou 40 anos este percurso pelos espaços do ex-colégio e da própria quinta do Mosteiro. Cada canto estava carregado de vivências, ainda religiosamente guardadas na memória de cada um, apesar de algumas décadas já decorridas desde então.

Na senhora da Mó - Largada de pombosMas se a peregrinação pelos espaços do Convento foi algo que a todos tocou, a subida ao Monte da Senhora da Mó, no final do encontro, foi outro momento marcante do dia, não só pelas lindas paisagens que daí todos puderam contemplar sobre o vale de Arouca e através das serranias que o envolvem, mas também porque esse local fazia parte, décadas atrás, de um dos percursos mais apetecíveis nos passeios semanais que o Colégio proporcionava aos seus alunos, não apenas com o objectivo recreativo, mas também com uma excelente oportunidade de contacto com a natureza.

A largada de pombas, levando uma mensagem dos Antigos Alunos salesianos subscrita pela anterior, actual e futura organização destes encontros, foi um momento significativamente expressivo e que encerrou o programa deste dia que conseguiu reunir, sob o espírito de D.Bosco, o maior número de Antigos Alunos até hoje alcançado.

Unidos no espírito de D.Bosco

Todo o programa deste encontro esteve impregnado de salesianidade, como não poderia deixar de ser.

Desde a Celebração da Eucaristia, a partir da liturgia de S.João Bosco, desde os cantos à volta do seu busto, desde os nomes das mesas em que figuravam todas as casas salesianas de Portugal, bem como os nomes de todos os Directores do Ex-Colégio Salesiano, até ao porta-chaves oferecido a todos, como lembrança, tendo numa das faces a efígie de D.Bosco e na outra a fachada do Mosteiro de Arouca, tudo durante esse dia teve a marca do espírito de D.Bosco e da presença salesiana ainda tão marcante em Arouca.

Por isso mesmo, este encontro, de que Arouca foi a anfitriã, serviu não só para uma redescoberta e um reforço deste património humano, cultural e formativo que a todos uniu, sob a figura de D.Bosco, mas também para uma revitalização do espírito salesiano nesta terra que, durante 22 anos, acolheu a obra salesiana nas instalações do Mosteiro de Arouca.

Refira-se, finalmente, a presença discreta de D.Ximenes Belo neste encontro, que, tal como nos encontros anteriores, tem sido uma referência marcante de salesianidade e um apelo à actualização, pelos Antigos Alunos, do espírito de D.Bosco, nos próprios locais de intervenção familiar, social e profissional.

José Cerca

Texto publicado no “Jornal de Arouca” nº723 de 1 de Agosto de 2008

CEF, Curso de Educação ao Facilitismo

Sexta-feira, 18 de Julho, 2008

Depois das palavras violência e indisciplina nas escolas que surgiram, em catadupa, nos meios de comunicação social portugueses, sobretudo na sequência do conhecido caso do telemóvel na Escola Carolina Micaélis no Porto, a palavra que, presentemente, lhes veio ocupar o lugar nos média tem sido o vocábulo facilitismo.

E isso não terá apenas a ver com os resultados, quer das provas de aferição no 4º e 6º ano de escolaridade, quer dos exames do 9º e 12º ano, mas também com a proliferação de CEFs e de Centros de Novas Oportunidades, muitos dos quais, através de umas ligeiras pinceladas disto e daquilo, conferem diplomas a que, na maior parte dos casos, não corresponde uma adequada capacitação já não digo na cultura geral, mas nem sequer nos requisitos mínimos do ler , escrever e interpretar.

Penso que a filosofia que terá presidido à implementação dos Cursos de Educação e Formação, bem como aos Centros de Novas Oportunidades, não terá sido errada, mesmo tendo em mira a subida da estatística na qualificação académica e no sucesso escolar de muitos portugueses que, ou não tiveram ocasião de adquirirem essa qualificação, no tempo oportuno, ou que esbanjaram tais oportunidades para a adquirirem na altura certa.

Até aqui, tudo bem quanto aos princípios, mas tudo mal quanto às metodologias e às estratégias seguidas de se enveredar, a maior parte das vezes, pelo caminho do facilitismo, em prejuízo da exigência, do rigor e da responsabilidade que a sociedade requer para o salto qualitativo que, cada vez mais, se exige em todos os sectores.

Baixar o insucesso escolar pela via do facilitismo ou por métodos burocráticos será, por um lado, colocar os professores perante situações de flagrante injustiça; criar falsas ilusões aos alunos detentores de diplomas ou de certificados que pouco correspondem ao desempenho cultural da maior parte dos seus detentores.

Tal como escrevia Filomena Mónica, numa análise contundente aos exames de Português, recentemente aplicados a alunos do 9º e do 12º ano, com todo este facilitismo “estamos a formar uma geração incapaz de pensar, de falar e de escrever”.

Um caso concreto

Tem funcionado na Escola E.B.2,3 de Arouca, desde há seis anos, Cursos de Educação e Formação (CEF) nomeadamente na área de acabamentos de madeira.

No final do 2º ano do curso, que dá equivalência ao 9º ano, aos alunos que o frequentarem, há sempre um mês de estágio, em empresas locais, para uma transição para a vida activa.

Numa dessas empresas, como se necessitava de admitir novo pessoal, o gerente, em vez de abrir concurso para o preenchimento dessas vagas, perguntou aos 3 formandos estagiários se estariam interessados em trabalharem na empresa, após concluído o estágio.

Com a falta de oportunidades de emprego que existe por todo o lado, pensava o gerente que lhes estava a oferecer uma excelente oportunidade de ocupação, para mais na área para a qual supostamente se prepararam tecnicamente durante dois anos.

A verdade é que nenhum deles mostrou interesse na oferta, o que dá para pensar que, em muitos casos, não será a especificidade do curso que interessa aos alunos que nele se inscrevem, mas sim a facilidade com que podem obter o diploma do 9º ano.

Um deles, aliás, acabou mesmo por abandonar o estágio, pois, na verdade, nunca fora o curso o que lhe interessou, mas sim obter, pela via do facilitismo, o mesmo diploma que outros obtêm com muito mais trabalho, rigor e exigência.

Não será pela via do facilitismo que a escola prepara cidadãos para as exigências de uma sociedade cada vez mais competitiva. O sucesso escolar poderá, deste modo, subir nas estatísticas, mas a verdade é que baixarão, inevitavelmente, as competências mínimas necessárias para um integral sucesso na vida.

José Cerca

Texto publicado no Semanário “Discurso Directo” nº11 de 18 de Julho de 2008

Monumento às trilobites

Terça-feira, 1 de Julho, 2008

“A big moment for Arouca”


“Ao falarmos de fósseis estamos a referirmo-nos a restos ou vestígios de seres vivos que viveram em épocas geológicas mais ou menos remotas e que ficaram preservadas nas rochas que então se formaram. Desta forma, a sua descoberta e estudo científico contribuíram para o conhecimento e compreensão de diversos capítulos da História da Vida na Terra”.

Carlos Dias

Das pedras parideiras às trilobites

Logo do Geoparque AroucaFoi devido à descoberta deste tipo de fósseis - as trilobites - na louseira de Canelas que Arouca despertou a atenção da comunidade científica internacional, passando a dar-lhe notória visibilidade também no campo científico.

Se já antes das trilobites, o fenómeno geológico das pedras parideiras, no lugar da Castanheira, em plena Serra da Freita, despertara a curiosidade científica, a descoberta de raros exemplares destes fósseis do período Ordovícico, em Canelas, acabaria por redobrar e alargar essa atenção científica internacional.

Como corolário de tudo isto, surge o projecto do “Geoparque Arouca” em que o Município tem vindo a colocar todo o seu empenho.

A big moment for Arouca

Foi perante o Salão Nobre da Câmara Municipal de Arouca, completamente cheio, que no passado dia 17 de Junho, o Município deu as boas vindas a um conceituado grupo de especialistas mundiais em Geologia, oriundos da França, Alemanha, República Checa, Inglaterra, Escócia, China, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Argentina, Estónia, Noruega, Espanha e Portugal.

Foram 47 investigadores no âmbito da Geologia que participaram na 4.ª Conferência Internacional de Trilobites, a “Trilo 08″ que decorreu em Toledo, Espanha e que, como trabalho de campo prévio, se deslocaram a Arouca, antes do início dessa conferência, para tomarem contacto com os fenómenos geológicos das trilobites, das pedras parideiras e das pedras boroas.

Durante a recepção oficial a este grupo de cientistas, que manifestou todo o seu apoio à candidatura do projecto “Geoparque Arouca” às redes Europeia e Global de Geoparks, tomaram posse os corpos sociais da Associação Geoparque Arouca (AGA) que passará a ser, a partir de agora, a entidade responsável pelas acções do projecto, sendo seus principais objectivos conservar, valorizar e promover o património natural e geológico, bem como a promoção turística do Concelho.

O Prof. Dr. Artur Sá, coordenador científico do Projecto do”Geoparque Arouca”, considerou este momento, um grande momento para Arouca, para Portugal e, sobretudo, para o projecto que coordena há cerca de dois anos e meio.
Por sua vez, o Presidente da Câmara, Eng. Artur Neves, manifestou a esperança de que, no próximo ano, possamos contar com a chancela da Unesco a validar, finalmente, o projecto Geoparque Arouca.

“Vida: uma biografia não autorizada”

Estando a decorrer, no presente ano, as comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra, fez parte da mesa que se constituiu para a recepção do grupo de investigadores, no âmbito da geologia e que visitaram Arouca nos dias 17 e 18 de Junho, a Prof. Dr. Maria Helena Henriques, coordenadora da Comissão Executiva do Comité Português para as comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra.

Além dela, do Coordenador do Projecto do Geoparque e do Presidente da Câmara fez também parte da mesa Richard Fortey, considerado uma sumidade internacional no mundo geológico e autor do best-seller Vida: uma biografia não autorizada”.

Nessa obra, já traduzida em Português, mas ainda não existente na Biblioteca Municipal, o cientista Richard Fortey apresenta a história dos últimos quatro biliões de anos de vida na Terra, desde quando a Terra era um globo desolado, girando no espaço até à origem do Homo sapiens.

Refira-se que Richard Fortey é paleontologista do Museu de História Natural de Londres e membro da Royal Society, sendo também autor de vários livros científicos.

O monumento às trilobites

Desde que as rotundas foram inventadas, muitas delas têm sido, em qualquer terra que as possua, espaços dedicados a personagens ou a temas característicos da região em que se situam.

Aconteceu isso também em Arouca, na nova rotunda situada no cruzamento, a seguir ao Hotel S. Pedro.

Após a sessão solene de recepção, no Salão Nobre da Câmara Municipal, seguiu-se a cerimónia de inauguração do monumento às trilobites, localizado na referida rotunda.

Construído com duas enormes lajes de ardósia de Canelas, nas quais foram afixadas algumas reproduções de trilobites em metal, que se espera não venham a ter o mesmo destino que tiveram os potentes binóculos da Freita, este monumento veio embelezar mais uma das rotundas de Arouca com um motivo adequado à região e arquitectonicamente bem concebido, destacando assim uma das temáticas que está a projectar Arouca internacionalmente, no campo cientifico, através de alguns dos seus raros fenómenos geológicos, nomeadamente o das trilobites.

Trilobites & Arte

Este “big moment for Arouca” terminou com a inauguração de uma exposição, subordinada à temática das trilobites e que contou com a presença de trabalhos de expressão plástica do português Carlos Dias, bem como uma interessante colecção de trilobites, muitas das quais por ele recolhidas em Valongo.

Nessa exposição, aberta ao público na delegação de Turismo de Arouca, até dia 15 de Julho, está também presente um conjunto de trabalhos do checo Radko Saric, inspirados no fascinante mundo das trilobites.

Perante tão variado grupo de cientistas, atraídos a Arouca pelos seus fenómenos geológicos, o Município não poderia, de modo algum, deixar de os brindar com um Porto de honra, acompanhado da nossa variada doçaria conventual e regional.

Foi deste modo que terminou este “big moment for Arouca” no passado dia 17 de Junho.

José Cerca

Artigo publicado no “Jornal de Arouca” nº721 de 1 de Julho de 2008