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Arquivo da Categoria ‘Vários’

Centro Juvenil Salesiano de Arouca

Sexta-feira, 25 de Julho, 2008

Organiza festa do OTL

O Centro Juvenil Salesiano organizou, no dia 13 de Julho, uma festa de variedades no Salão dos Bombeiros Voluntários de Arouca.

A festa foi constituída por algumas das actividades realizadas pelas crianças inscritas na Ocupação dos Tempos Livres que esta Associação cultural e recreativa está a organizar durante as férias de Verão, permitindo assim a ocupação útil e formativa de muitas crianças e adolescentes.

Além da dramatização de peça “Os dez anõezinhos da Tia Verde-Água” de Maria Alberta Meneres, foram apresentadas várias danças, alguns truques de magia e uma projeção sobre o Planeta Terra, elaborada a partir de pesquisas feitas sobre este tema.

A festa começou com a apresentação, através da projecção de imagens, de todas as actividades realizadas no Centro Juvenil Salesiano, no âmbito do estágio pedagógico das formandas Carla Santos e Joana Martins, da Escola Superior de Educação de Viseu.

Embora as actividades de Ocupação de Tempos Livres continuem sob a coordenação de Carla Costa, esta festa teve lugar a meio de mês, em virtude do estágio ter chegado ao fim.

José Cerca

Artigo publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 12 de 25 de Julho de 2008

CEF, Curso de Educação ao Facilitismo

Sexta-feira, 18 de Julho, 2008

Depois das palavras violência e indisciplina nas escolas que surgiram, em catadupa, nos meios de comunicação social portugueses, sobretudo na sequência do conhecido caso do telemóvel na Escola Carolina Micaélis no Porto, a palavra que, presentemente, lhes veio ocupar o lugar nos média tem sido o vocábulo facilitismo.

E isso não terá apenas a ver com os resultados, quer das provas de aferição no 4º e 6º ano de escolaridade, quer dos exames do 9º e 12º ano, mas também com a proliferação de CEFs e de Centros de Novas Oportunidades, muitos dos quais, através de umas ligeiras pinceladas disto e daquilo, conferem diplomas a que, na maior parte dos casos, não corresponde uma adequada capacitação já não digo na cultura geral, mas nem sequer nos requisitos mínimos do ler , escrever e interpretar.

Penso que a filosofia que terá presidido à implementação dos Cursos de Educação e Formação, bem como aos Centros de Novas Oportunidades, não terá sido errada, mesmo tendo em mira a subida da estatística na qualificação académica e no sucesso escolar de muitos portugueses que, ou não tiveram ocasião de adquirirem essa qualificação, no tempo oportuno, ou que esbanjaram tais oportunidades para a adquirirem na altura certa.

Até aqui, tudo bem quanto aos princípios, mas tudo mal quanto às metodologias e às estratégias seguidas de se enveredar, a maior parte das vezes, pelo caminho do facilitismo, em prejuízo da exigência, do rigor e da responsabilidade que a sociedade requer para o salto qualitativo que, cada vez mais, se exige em todos os sectores.

Baixar o insucesso escolar pela via do facilitismo ou por métodos burocráticos será, por um lado, colocar os professores perante situações de flagrante injustiça; criar falsas ilusões aos alunos detentores de diplomas ou de certificados que pouco correspondem ao desempenho cultural da maior parte dos seus detentores.

Tal como escrevia Filomena Mónica, numa análise contundente aos exames de Português, recentemente aplicados a alunos do 9º e do 12º ano, com todo este facilitismo “estamos a formar uma geração incapaz de pensar, de falar e de escrever”.

Um caso concreto

Tem funcionado na Escola E.B.2,3 de Arouca, desde há seis anos, Cursos de Educação e Formação (CEF) nomeadamente na área de acabamentos de madeira.

No final do 2º ano do curso, que dá equivalência ao 9º ano, aos alunos que o frequentarem, há sempre um mês de estágio, em empresas locais, para uma transição para a vida activa.

Numa dessas empresas, como se necessitava de admitir novo pessoal, o gerente, em vez de abrir concurso para o preenchimento dessas vagas, perguntou aos 3 formandos estagiários se estariam interessados em trabalharem na empresa, após concluído o estágio.

Com a falta de oportunidades de emprego que existe por todo o lado, pensava o gerente que lhes estava a oferecer uma excelente oportunidade de ocupação, para mais na área para a qual supostamente se prepararam tecnicamente durante dois anos.

A verdade é que nenhum deles mostrou interesse na oferta, o que dá para pensar que, em muitos casos, não será a especificidade do curso que interessa aos alunos que nele se inscrevem, mas sim a facilidade com que podem obter o diploma do 9º ano.

Um deles, aliás, acabou mesmo por abandonar o estágio, pois, na verdade, nunca fora o curso o que lhe interessou, mas sim obter, pela via do facilitismo, o mesmo diploma que outros obtêm com muito mais trabalho, rigor e exigência.

Não será pela via do facilitismo que a escola prepara cidadãos para as exigências de uma sociedade cada vez mais competitiva. O sucesso escolar poderá, deste modo, subir nas estatísticas, mas a verdade é que baixarão, inevitavelmente, as competências mínimas necessárias para um integral sucesso na vida.

José Cerca

Texto publicado no Semanário “Discurso Directo” nº11 de 18 de Julho de 2008

Afogados em papel

Quinta-feira, 17 de Julho, 2008

Li recentemente que os bilhetes de avião em papel vão deixar de existir no fim de Junho, em muitas empresas de aviação que passarão a utilizar apenas bilhetes electrónicos.

Calcula a Associação Internacional de Transportes Aéreos (IATA), que engloba 240 companhias aéreas em todo o mundo, que tal medida representará uma poupança na ordem dos 2.200 milhões de euros por ano e evitará o abate de 50 mil árvores.

Ora aí está uma medida economicamente inteligente e ecologicamente eficaz e oportuna, que bem mereceria ser seguida por muitos sectores da nossa sociedade, a começar pelas escolas e repartições públicas.

Numa altura em que a informatização da sociedade vai avançando, numa altura em que concursos públicos, declarações de IRS e outros procedimentos administrativos, vão sendo feitos, cada vez mais, electronicamente, poupando resmas e resmas de papel e evitando o abate de centenas de árvores, não se compreende que nas escolas, que deveriam ser as instituições mais vocacionadas para promover estas medidas económicas e ecológicas, junto dos alunos, os professores se vejam, cada vez mais, literalmente afogados em papel, muitos dos quais ninguém lerá.

Como instituição formadora das novas gerações, caberá à escola, a começar pelos seus professores e pessoal administrativo, ir libertando-se, sempre que possível, da informação em suporte papel, em benefício daquela em formato electrónico ou digital.

É que, de facto, esta é mais fácil de utilizar, é mais barata e poupa milhões de euros e de….. árvores.

José Cerca

Artigo publicado no “Jornal de Arouca” nº722 de 15 de Julho 2008

Monumento às trilobites

Terça-feira, 1 de Julho, 2008

“A big moment for Arouca”


“Ao falarmos de fósseis estamos a referirmo-nos a restos ou vestígios de seres vivos que viveram em épocas geológicas mais ou menos remotas e que ficaram preservadas nas rochas que então se formaram. Desta forma, a sua descoberta e estudo científico contribuíram para o conhecimento e compreensão de diversos capítulos da História da Vida na Terra”.

Carlos Dias

Das pedras parideiras às trilobites

Logo do Geoparque AroucaFoi devido à descoberta deste tipo de fósseis - as trilobites - na louseira de Canelas que Arouca despertou a atenção da comunidade científica internacional, passando a dar-lhe notória visibilidade também no campo científico.

Se já antes das trilobites, o fenómeno geológico das pedras parideiras, no lugar da Castanheira, em plena Serra da Freita, despertara a curiosidade científica, a descoberta de raros exemplares destes fósseis do período Ordovícico, em Canelas, acabaria por redobrar e alargar essa atenção científica internacional.

Como corolário de tudo isto, surge o projecto do “Geoparque Arouca” em que o Município tem vindo a colocar todo o seu empenho.

A big moment for Arouca

Foi perante o Salão Nobre da Câmara Municipal de Arouca, completamente cheio, que no passado dia 17 de Junho, o Município deu as boas vindas a um conceituado grupo de especialistas mundiais em Geologia, oriundos da França, Alemanha, República Checa, Inglaterra, Escócia, China, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Argentina, Estónia, Noruega, Espanha e Portugal.

Foram 47 investigadores no âmbito da Geologia que participaram na 4.ª Conferência Internacional de Trilobites, a “Trilo 08″ que decorreu em Toledo, Espanha e que, como trabalho de campo prévio, se deslocaram a Arouca, antes do início dessa conferência, para tomarem contacto com os fenómenos geológicos das trilobites, das pedras parideiras e das pedras boroas.

Durante a recepção oficial a este grupo de cientistas, que manifestou todo o seu apoio à candidatura do projecto “Geoparque Arouca” às redes Europeia e Global de Geoparks, tomaram posse os corpos sociais da Associação Geoparque Arouca (AGA) que passará a ser, a partir de agora, a entidade responsável pelas acções do projecto, sendo seus principais objectivos conservar, valorizar e promover o património natural e geológico, bem como a promoção turística do Concelho.

O Prof. Dr. Artur Sá, coordenador científico do Projecto do”Geoparque Arouca”, considerou este momento, um grande momento para Arouca, para Portugal e, sobretudo, para o projecto que coordena há cerca de dois anos e meio.
Por sua vez, o Presidente da Câmara, Eng. Artur Neves, manifestou a esperança de que, no próximo ano, possamos contar com a chancela da Unesco a validar, finalmente, o projecto Geoparque Arouca.

“Vida: uma biografia não autorizada”

Estando a decorrer, no presente ano, as comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra, fez parte da mesa que se constituiu para a recepção do grupo de investigadores, no âmbito da geologia e que visitaram Arouca nos dias 17 e 18 de Junho, a Prof. Dr. Maria Helena Henriques, coordenadora da Comissão Executiva do Comité Português para as comemorações do Ano Internacional do Planeta Terra.

Além dela, do Coordenador do Projecto do Geoparque e do Presidente da Câmara fez também parte da mesa Richard Fortey, considerado uma sumidade internacional no mundo geológico e autor do best-seller Vida: uma biografia não autorizada”.

Nessa obra, já traduzida em Português, mas ainda não existente na Biblioteca Municipal, o cientista Richard Fortey apresenta a história dos últimos quatro biliões de anos de vida na Terra, desde quando a Terra era um globo desolado, girando no espaço até à origem do Homo sapiens.

Refira-se que Richard Fortey é paleontologista do Museu de História Natural de Londres e membro da Royal Society, sendo também autor de vários livros científicos.

O monumento às trilobites

Desde que as rotundas foram inventadas, muitas delas têm sido, em qualquer terra que as possua, espaços dedicados a personagens ou a temas característicos da região em que se situam.

Aconteceu isso também em Arouca, na nova rotunda situada no cruzamento, a seguir ao Hotel S. Pedro.

Após a sessão solene de recepção, no Salão Nobre da Câmara Municipal, seguiu-se a cerimónia de inauguração do monumento às trilobites, localizado na referida rotunda.

Construído com duas enormes lajes de ardósia de Canelas, nas quais foram afixadas algumas reproduções de trilobites em metal, que se espera não venham a ter o mesmo destino que tiveram os potentes binóculos da Freita, este monumento veio embelezar mais uma das rotundas de Arouca com um motivo adequado à região e arquitectonicamente bem concebido, destacando assim uma das temáticas que está a projectar Arouca internacionalmente, no campo cientifico, através de alguns dos seus raros fenómenos geológicos, nomeadamente o das trilobites.

Trilobites & Arte

Este “big moment for Arouca” terminou com a inauguração de uma exposição, subordinada à temática das trilobites e que contou com a presença de trabalhos de expressão plástica do português Carlos Dias, bem como uma interessante colecção de trilobites, muitas das quais por ele recolhidas em Valongo.

Nessa exposição, aberta ao público na delegação de Turismo de Arouca, até dia 15 de Julho, está também presente um conjunto de trabalhos do checo Radko Saric, inspirados no fascinante mundo das trilobites.

Perante tão variado grupo de cientistas, atraídos a Arouca pelos seus fenómenos geológicos, o Município não poderia, de modo algum, deixar de os brindar com um Porto de honra, acompanhado da nossa variada doçaria conventual e regional.

Foi deste modo que terminou este “big moment for Arouca” no passado dia 17 de Junho.

José Cerca

Artigo publicado no “Jornal de Arouca” nº721 de 1 de Julho de 2008

Centro Juvenil Salesiano de Arouca

Sexta-feira, 27 de Junho, 2008

Apresentação do Projecto de OTL

A ocupação formativa dos tempos livres de crianças, adolescentes e jovens, no período de férias, é uma necessidade que vai ao encontro da preocupação de muitos pais.

Consciente disso e sabendo que as actividades recreativas, culturais e desportivas podem ser uma das maneiras de ocupar formativamente o tempo livre de jovens, desviando-os da ociosidade perigosa, do sedentarismo prejudicial e desenvolvendo, ao mesmo tempo, muitas das suas potencialidades, o Centro Juvenil Salesiano, seguindo a pedagogia de D.Bosco, organizou, durante as férias de Verão, um conjunto de actividades com o objectivo de ocupar crianças e jovens no período não escolar.

Academia Cultur’arte


Aproveitando a presença de duas estagiárias do Instituto Politécnico de Viseu, a Carla Susana e a Joana que elaboraram o Projecto “Academia Cultur’arte” a implementar no Centro Juvenil, em colaboração com outros animadores, foi feita no passado dia 20 de Junho, no auditório dos Bombeiros de Arouca, a apresentação desse projecto aos pais dos inscritos.

Segundo esse projecto, pretende-se proporcionar às crianças e jovens um conceito diferente de Ocupação de Tempos Livres, fazendo desses tempos livres, espaços formativos e enriquecedores, quer individual, quer colectivamente, baseados no brincar, no criar, na exploração, na descoberta. As crianças terão a oportunidade de explorar variadas áreas, desde o teatro, o desporto, a música, até à expressão plástica, e actividades de ar livre, entre outras.

Presente Cultural

De entre as várias actividades, a programar semanalmente, foi referida a ideia do “presente cultural” que cada criança levará para casa, no final do dia.

Exemplos desses presentes poderiam ser a apresentação em casa, de um truque ou de uma habilidade, narração de uma história, reprodução de uma anedota, de um provérbio, de uma curiosidade, entrega de um texto livre ou de um desenho, elaborados durante o dia. Tais presentes teriam como objectivo, não apenas desenvolver a expressão oral, a criatividade e a auto-estima das crianças, mas também promover uma maior ligação entre o OTL e a família.

Depois da apresentação do Projecto elaborado pelas estagiárias, foi feita pela animadora Carla Costa, que coordenou o OTL do Verão passado, uma breve retrospectiva, apoiada na projecção de imagens, das principais actividades então realizadas.

José Cerca

Artigo publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 7 de 27 de Junho 2008