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Arquivo da Categoria ‘Vários’

Centro Juvenil Salesiano de Arouca

Sexta-feira, 27 de Junho, 2008

Apresentação do Projecto de OTL

A ocupação formativa dos tempos livres de crianças, adolescentes e jovens, no período de férias, é uma necessidade que vai ao encontro da preocupação de muitos pais.

Consciente disso e sabendo que as actividades recreativas, culturais e desportivas podem ser uma das maneiras de ocupar formativamente o tempo livre de jovens, desviando-os da ociosidade perigosa, do sedentarismo prejudicial e desenvolvendo, ao mesmo tempo, muitas das suas potencialidades, o Centro Juvenil Salesiano, seguindo a pedagogia de D.Bosco, organizou, durante as férias de Verão, um conjunto de actividades com o objectivo de ocupar crianças e jovens no período não escolar.

Academia Cultur’arte


Aproveitando a presença de duas estagiárias do Instituto Politécnico de Viseu, a Carla Susana e a Joana que elaboraram o Projecto “Academia Cultur’arte” a implementar no Centro Juvenil, em colaboração com outros animadores, foi feita no passado dia 20 de Junho, no auditório dos Bombeiros de Arouca, a apresentação desse projecto aos pais dos inscritos.

Segundo esse projecto, pretende-se proporcionar às crianças e jovens um conceito diferente de Ocupação de Tempos Livres, fazendo desses tempos livres, espaços formativos e enriquecedores, quer individual, quer colectivamente, baseados no brincar, no criar, na exploração, na descoberta. As crianças terão a oportunidade de explorar variadas áreas, desde o teatro, o desporto, a música, até à expressão plástica, e actividades de ar livre, entre outras.

Presente Cultural

De entre as várias actividades, a programar semanalmente, foi referida a ideia do “presente cultural” que cada criança levará para casa, no final do dia.

Exemplos desses presentes poderiam ser a apresentação em casa, de um truque ou de uma habilidade, narração de uma história, reprodução de uma anedota, de um provérbio, de uma curiosidade, entrega de um texto livre ou de um desenho, elaborados durante o dia. Tais presentes teriam como objectivo, não apenas desenvolver a expressão oral, a criatividade e a auto-estima das crianças, mas também promover uma maior ligação entre o OTL e a família.

Depois da apresentação do Projecto elaborado pelas estagiárias, foi feita pela animadora Carla Costa, que coordenou o OTL do Verão passado, uma breve retrospectiva, apoiada na projecção de imagens, das principais actividades então realizadas.

José Cerca

Artigo publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 7 de 27 de Junho 2008

Fumando acima das nuvens

Sábado, 31 de Maio, 2008

Dizem os manuais básicos de jornalismo que se um cão morder um homem não será motivo de notícia jornalística, mas se um homem morder um cão já o poderá ser, pela invulgaridade do acontecimento.

Também fumar um simples cigarro não será, obviamente, objecto de matéria jornalística ou assunto para notícia televisiva ou radiofónica. Mas o facto do Primeiro Ministro, José Sócrates e o ministro da Economia terem fumado a bordo do avião em que viajavam até à Venezuela, numa visita oficial àquele país, já foi motivo de amplas e desenvolvidas notícias, nos mais diversos média portugueses.

Apesar da tentativa de explicação dada pela empresa que fretou o avião que levava a comitiva oficial portuguesa a Caracas, no sentido de justificar um acto que não tinha qualquer justificação, face à legislação recentemente aprovada no nosso parlamento, o Primeiro Ministro, mais uma vez se saiu airosamente deste recente desaire político, muito embora cometido fora do País e bem longe do território habitado pelos seus concidadãos.

Embora praticando um acto que lhe manchou a sua imagem de rigor e de exigência no cumprimento da lei, José Sócrates teve, pelo menos, a humildade de assumir o seu erro e, sobretudo, a coragem de afirmar, publicamente, que deixava de fumar.

Se, na sequência deste desaire tabagista, muitos outros fumadores lhe seguirem o exemplo, no que se refere à sua acertada decisão de deixar de fumar, estou convencido de que qualquer antitabagista dará por bem empregue a ilegalidade cometida pelo Primeiro Ministro e se prontificará, mesmo, a pagar-lhe a coima, caso ele venha a ser multado por esse seu acto, mesmo que praticado a grandes alturas e escondido por detrás das nuvens.

Ao contrário do Bloco de Esquerda que defende para Sócrates uma “multa exemplar” eu, como antitabagista, defendo mesmo que a Organização Mundial de Saúde, ou pelo menos a Confederação Portuguesa de Prevenção do Tabagismo o devia condecorar pelo sua pública decisão de abandonar, definitivamente, o hábito de fumar.

Que muitos outros o imitem…..pelo menos nisto!

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº719 de 30 de Maio 2008

Uma “infoética” nos meios de comunicação social

Domingo, 4 de Maio, 2008

Consciente do grande poder e da enorme responsabilidade que os meios de comunicação social desempenham no mundo de hoje e conhecendo as suas grandes potencialidades no campo da informação, da formação e da comunicação, desde há muito que a Igreja lhes vem dedicando uma especial atenção.

A prova disso está no Dia Mundial das Comunicações Sociais, instituído pela Igreja Católica, desde há 42 anos e que este ano ocorreu no dia 4 de Maio, dia em que se celebrou, no mundo cristão, a Ascensão de Cristo.

Na sua mensagem para este 42º Dia Mundial das Comunicações Sociais, Bento XVI lança o desafio para a necessidade da criação de uma “INFOética” por parte de todos aqueles que trabalham nos diversos meios de comunicação social (MCS).

Se os rápidos desenvolvimentos no campo científico, com as suas profundas implicações na vida do homem, criaram a necessidade de se estabelecer uma BIOética, também a omnipresença dos MCS em todos os sectores da sociedade levaram o Papa a propor a criação de uma “INFOética” para este imenso, poderoso e indispensável sector da sociedade de hoje que são os MCS.

É que, tal como Bento XVI alerta na sua mensagem para este ano, os meios de comunicação social podem, por vezes desvirtuar a sua função essencial que é comunicar e informar, quando “em certos casos os media são utilizados, não para um correcto serviço de informação, mas para criar os próprios acontecimentos”.

Considerando as potencialidades extraordinárias dos MCS, no que se refere à circulação das notícias, ao conhecimento dos factos, à difusão do saber e à livre circulação do pensamento, bem como à sua influência extraordinária na vida das pessoas e da sociedade, a mensagem de Bento XVI manifesta ainda a sua preocupação para um outro perigo que é servir-se do poder dos MCS para manipular, ou influir negativamente sobre as consciências, condicionando a liberdade de opção ou de decisão.

Um terceiro perigo que pode surgir na utilização dos MCS e que bem justifica a necessidade de se estabelecer uma INFOética junto dos responsáveis e operadores do sector, é a defesa exacerbada que muitos deles fazem do “materialismo económico e do relativismo ético” a que o Papa apelida de “verdadeiras chagas do nosso tempo”.

Embora acentuando os imensos aspectos positivos e as suas inúmeras potencialidades no desenvolvimento global da sociedade, este documento do Papa para o 42º Dia Mundiais das Comunicações não deixa de ignorar os reais perigos que lhes estão subjacentes e propõe, por isso mesmo, a institucionalização de uma INFOética para este fundamental sector da sociedade moderna.

Pensamos que este documento, será um bom contributo que a Igreja apresenta no sentido de fazer dos MCS instrumentos não apenas ao serviço da difusão da informação, mas também ao serviço da construção de uma sociedade mais justa e solidária.

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº 719 de 30 Maio 2008


Mistério Madeleine McCann : um ano depois

Sábado, 3 de Maio, 2008

Perguntas sem resposta

Um ano depois, o caso mais mediático que alguma vez já se viu sobre o desaparecimento de uma menina britânica, numa praia de Algarve e que emocionou o mundo, continua a apaixonar a opinião pública e a mobilizar enormes meios mediáticos em toda a Europa.

Mesmo assim, parece não ter havido grande progresso nas investigações de tal modo que, um ano depois, seria legítimo perguntar:

E se o caso Madie fosse uma espantosa mentira de um poderoso e influente casal inglês, disfarçada por um incrível aparato mediático e por uma impressionante teia de influências?

E se o caso Madie fosse uma dolorosa tragédia de um casal que revela uma incrível esperança em reaver a sua filha?

E se o caso Madie desembocasse, mais dia menos dia, num final feliz, como prémio à tenaz e indefectível esperança em encontrar a pequena Madie?

Como reagiria a opinião pública perante qualquer destas hipóteses, ainda perfeitamente viáveis, ao fim de ano de investigações?

José Cerca