LIXO ATRAI LIXO

por jcerca em 6 de Março de 2010

 Limpeza-piloto em Santa Maria do Monte

No Sábado passado tentaram, mas o mau tempo mandou-os de volta para casa, pois, atendendo aos alertas da Protecção Civil, seria arriscado e imprudente enfrentar as ameaças meteorológicas que abrangeriam todo o País.

Uma semana depois, foram 25 os que responderam, novamente ao desafio. Três deles, vindo mesmo do concelho vizinho de Santa Maria da Feira.

Todos eles responderam ao desafio, não motivados por regalias económicas, ou por interesses pessoais ou promocionais. Responderam ao desafio unicamente por um dever cívico e por acreditarem que vale a pena abraçar causas cuja única recompensa é a satisfação pessoal de terem contribuído para algo que a todos beneficia, dado que a defesa do ambiente a todos diz respeito e a todos deve responsabilizar.

Foi um sucesso pleno de alegria e de entusiasmo a limpeza-piloto de duas lixeiras localizadas em Santa Maria do Monte, mesmo à beira da estrada que conduz a Lourosa de Campos.

Ementa

Em pouco mais de 3 horas, 65 sacos grandes de lixo foram removidos daquelas lixeiras, distantes uma da outra, cerca de 100 metros.

Se tiverem curiosidade em conhecerem a ementa que dali saiu aqui vai ela:

Vidro, 8 sacos; metal, 5 sacos, plástico, 10 sacos, indiferenciado, 42 sacos.

Como sobremesa: 1 sofá,1 frigorifico, 1 colchão, 1 televisor, 1 sanita, 2 baterias de carro e…coelhos, muitos coelhos!

À beira da estrada ainda ficou amontoado, para ser removido com máquinas apropriadas, um monte de entulho de obras constituído por telhas, tijolos, mármores e restos de azulejos.

Tolerância zero

À medida que se ia descobrindo lixo e mais lixo, eram frequentes as exclamações de surpresa,  de revolta e de indignação dos voluntários que, numa manhã de sábado, conseguiram deixar completamente diferente aquele espaço.

O que se pretende é que, a partir de agora, ele não volte a assumir o espectáculo inicial que oferecia quando ali chegaram 25 pessoas para limpar a floresta daquela nódoa ambiental.

O que se pretende é que, a partir de agora, aos prevaricadores irresponsáveis e inconscientes, seja aplicada tolerância zero para com os seus gestos de agressividade contra o ambiente.

Dadas as facilidades que todas as Câmaras apresentam para a recolha de lixo, quer seja constituído por resíduos eléctricos e electrónicos, quer para entulho de pequenas obras, não se compreende como é que ainda se continuam a praticar tais actos de poluição ambiental.

Perante isto, impõe-se que as autoridades responsáveis pela preservação do nosso ambiente não fechem os olhos, nem sejam brandas perante toda e qualquer prevaricação que venha a ser detectada, seja lá onde for.

Hoje todo e qualquer lixo tem já o seu encaminhamento próprio, quer seja para reciclar, quer seja para aterro, por isso é completamente injustificável continuar a fazer-se das nossas florestas ou das bermas das nossas estradas o depósito escandaloso, irresponsável e oportunista de tanto lixo.

Tolerância zero, impõe-se para quem o vier a fazer!

José Cerca

Ver FOTOS  aqui:

http://www.arouca.biz/comunidade/fotos/photo?userid=511&albumid=103#photoid=1134

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Uma escola desumanizada

por jcerca em 5 de Março de 2010

Enquanto Mário Nogueira e demais dirigentes sindicais  enalteciam orgulhosamente a “adesão extraordinária à greve entre professores e pessoal auxiliar”, um adolescente de 12 anos, aluno de uma das muitas escolas do nosso País tinha afogado a sua revolta, a sua dor, o seu medo pelas agressões de colegas seus, nas águas geladas do rio Tua, em Mirandela. Pelo que me dei conta na minha escola e o mesmo terá acontecido possivelmente entre milhares de professores de outras escolas e que ontem não puderam dar aulas, por falta de condições no funcionamento dos seus diversos serviços, não me parece que o tema tenha sido objecto de grandes comentários ou tenha proporcionado debates sobre este grave problema da violência que afecta o relacionamento pessoal em muitas comunidades escolares. E se fico triste e dorido com a morte, sem sentido, do Leandro, dou por mim a aperceber-me desta trágica realidade: as nossas escolas estão a ficar cada vez mais desumanizadas! E isto pouco parece preocupar não só os dirigentes sindicais, como os próprios responsáveis pela (des) educação do nosso País. E que País se poderá construir com uma escola violenta e desumanizada?

José Cerca

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Limpar Portugal-Limpar Arouca

por jcerca em 20 de Fevereiro de 2010

 Lixeiras: uma realidade incómoda 

 Integrado no Projecto cívico “Limpar Portugal” criado na sequência de uma experiência idêntica ocorrida na Estónia, realizou-se no passado dia 19 de Fevereiro a 2ª reunião pública no Salão dos Bombeiros Voluntários de Arouca, com o objectivo de preparar a operação de limpeza das lixeiras ilegais dispersas pelas diversas freguesias do Concelho de Arouca e que terá lugar no próximo dia 20 de Março. 

Embora já estejam inscritos no Grupo de Arouca 85 voluntários para essa limpeza, apenas compareceram à reunião 25 pessoas. Tal facto levanta à Coordenação local do Projecto a dúvida se será possível contar com todas as pessoas inscritas no grupo ARC (Arouca) disponível na Plataforma da Internet : http://limparportugal.ning.com/group/arcarouca 

Daí que se apela a quem efectivamente não pretenda colaborar na limpeza do dia 20 de Março, o favor de se retirar do grupo, de modo a poder equacionar-se a logística material com os recursos humanos disponíveis. 

Estiveram representadas nesta reunião as Freguesias de Albergaria, Alvarenga, Covelo de Paivó, Canelas, Espiunca, Santa Eulália e Tropeço.

De entre as empresas ou associações, estiveram também presentes: Fuga e Evasão, Naturveredas, BTT, AGA, (Geoparque)  e a Câmara Municipal de Arouca, através da Veradora do pelouro do Ambiente, eng.Isabel Vasconcelos.  Limpeza-piloto  

Embora ainda esteja a decorrer o processo da inventariação e registo de lixeiras em cada uma das freguesias de Arouca, cujo trabalho conta com a imprescindível colaboração das respectivas Juntas de Freguesia, vai realizar-se no próximo Sábado, dia 27 de Fevereiro a limpeza-piloto de uma dessas lixeiras já registadas na Plataforma 3rdblock.net: http://www.3rdblock.net/event.aspx?id=c8197a2c-bd59-44de-9302-479482e39f87 

Pretende-se com esta acção treinar a recolha selectiva dos materiais depositados na lixeira, testar a logística e a coordenação dos recursos humanos e materiais. A lixeira escolhida para este teste encontra-se no lugar de Santa Maria do Monte, na freguesia de Santa Eulália, junto à estrada de Santa Maria do Monte para Lourosa Matos.  

Haverá dois locais de concentração dos voluntários: Praça Brandão de Vasconcelos, na Vila e junto ao Monumento, situado no jardim de Santa Eulália. A partida desses locais em direcção à lixeira será às 9.00h. A coordenação local do PLP em colaboração com a Câmara Municipal e respectiva Junta de Freguesia fornecerá sacos, luvas e o transporte do lixo removido. Os voluntários inscritos na Plataforma poderão através dela fazer a sua confirmação nesta limpeza-piloto: http://limparportugal.ning.com/events/limpezapiloto-arc-santa O balanço desta acção terá lugar no dia 5 de Março, durante a 3ª reunião pública a efectuar nessa data. 

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº757 de  18 de Fevereiro 2010

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Todos pela 2ª Fase da Via Estruturante Arouca-Feira

por jcerca em 17 de Fevereiro de 2010

Criado Movimento de pressão e de luta

 

Lutar por aquilo a que temos direito e que publicamente nos foi garantido é, não só uma urgente necessidade, como um dever de todos os arouquenses, independentemente das suas opções politico-partidárias.

Está neste momento a correr numa das redes sociais da internet (Facebook) a recolha de elementos para aderirem ao grupo “Todos pela 2º Fase da Via Estruturante Arouca-Feira” contando neste momento com mais de 800 aderentes.

Este movimento foi apresentado à comunicação social no Hotel S.Pedro, tendo ficado decidido, como primeira iniciativa, o envio de um texto reivindicativo sobre a conclusão da Variante aos deputados eleitos por Aveiro e aos deputados membros da Comissão das Obras Públicas.

Este é um movimento que deve unir todos os arouquenses, independentemente das suas opções político-partidárias, tal como afirmou Pedro Magalhães o criador deste movimento do qual fazem parte também, António Jorge, Carlos Costa, Pedro Sousa e Victor Mendes.

Este movimento pretende ainda recolher assinaturas entre todos os arouquenses de modo a serem enviadas à Assembleia da República no mais curto espaço de tempo.

 José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº757 de  18 de Fevereiro 2010

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A variante e o Orçamento

por jcerca em 15 de Fevereiro de 2010

Causou verdadeira decepção, para não dizer revolta e indignação em todos os arouquenses a notícia de que as obras da 2ª fase da Variante, integradas na Concessão Vouga, não iriam estar contempladas no Orçamento da República a aprovar na próxima 4ª feira, mesmo depois desta fundamental obra para todo o Município de Arouca nos ter sido prometida pessoalmente pelo Chefe do Governo, no Verão passado, quando aqui se deslocou em campanha eleitoral.

Daí que a indignação seja ainda maior, perante a falta de palavra do Primeiro Ministro e do próprio partido do Governo.

Para quem trabalha em Arouca e para os arouquenses que trabalham fora de Arouca esta é uma obra de suma importância e que corre o risco de, mais uma vez, ficar adiada, não obstante todas estas promessas e  garantias dadas publicamente e por quem de direito.

Todos pela 2º Fase da Via Estruturante Arouca-Feira

Lutar por aquilo a que temos direito e que publicamente nos foi garantido é, não só uma urgente necessidade, como um dever de todos os arouquenses, independentemente das suas opções politico-partidárias.

Está neste momento a correr numa das redes sociais da internet (Facebook) a recolha de elementos para aderirem ao grupo “Todos pela 2º Fase da Via Estruturante Arouca-Feira” e hoje à tarde será apresentada à comunicação social , no Hotel S.Pedro, as reivindicações deste movimento cívico.

Desta incansável luta todos ficaremos a ganhar, sem qualquer pretensão de se colherem dividendos, sejam quais forem eles. O único dividendo aceitável desta luta é contribuir para o justo e merecido bem-estar de toda uma população distante, desde há tantos anos, das rápidas vias de comunicação rodoviária.

Propostas de solução

Entendemos que as reivindicações, num caso como este, não podem ficar limitadas ao folclore mediático do corte de estradas, de manifestações mais ou menos ruidosas à frente da Assembleia da República ou do boicote e actos eleitorais.

Como se trata de falta de dinheiro para concluir uma obra, com menos de duas dezenas de quilómetros, a solução passa, obviamente, pela redistribuição de verbas dentro do bolo orçamental.

Já que se conseguiu uma surpreendente união solidária (mais politica e vingativa do que solidária, cremos nós) da oposição em relação à Madeira, pensamos ser dignos também desse generoso olhar da oposição no momento da aprovação do Orçamento de estado e no que se refere à conclusão da Variante.

Variante: a porta de entrada no Geoparque Arouca

Tendo o Município de Arouca saltado, nos dois últimos anos, para a ribalta internacional e mundial, graças à riqueza e diversidade geológica do seu Geoparque, que entrou na Rede Europeia de Geoparks, trazendo elevado prestigio científico e cultural para o nosso País, não entendemos mesmo esta falta de palavra dos nossos Governantes no que se refere à conclusão desta tão ansiada obra.

Embora esta obra não seja em função do Geoparque, mas sim para justo e merecido benefício de toda uma população, tão isolada das principais vias rápidas, a verdade é que têm sido numerosos os cientistas que o Geoparque tem trazido a Arouca, além de numerosos turistas que, de ano para ano, têm vindo a aumentar e a deparar-se com as reais dificuldades de acesso a uma terra cultural e historicamente tão rica, paisagisticamente tão bela e gastronomicamente tão sedutora.

O Orçamento da Assembleia da República

Como dizia sempre um amigo meu, perante qualquer obra com que se deparasse para realizar, “o dinheiro já está feito, preciso é juntá-lo” também no caso da Variante se poderia dizer o mesmo. O dinheiro existe, o que é preciso é redistribuí-lo justa e equilibradamente.

Dentro do imenso bolo que é o Orçamento do Estado, e sem me considerar minimamente perito no assunto, olhemos apenas para uma dessas substanciais fatias: a do Orçamento para a Assembleia da República, onde estão todos aqueles políticos que elegemos nas últimas eleições e que  deveriam representar e zelar pelos interesses dos seus eleitores.

Pois, para sustentar o funcionamento da Assembleia da República, os nossos políticos acautelaram a módica quantia de  191 405 356, 61 Cêntimos (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) segundo consta na Folha 372 do Diário da República nº 28 – 1ª Série – de 10 de Fevereiro de 2010.

Agora dividam este belo número por cada um dos deputados e vejam o resultado!

Só para curiosidade, seguem algumas rubricas orçamentais que podem dar uma maior transparência a este orçamento da AR e que constam da  Resolução da Assembleia da República nº 11/2010,publicada no referido Diário da República:

1 – Vencimento de Deputados : 12 milhões e 349 mil €

2- Ajudas de Custo de Deputados: 2 milhões e 724 mil €

3 - Transportes de Deputados: 3 milhões 869 mil €

4 – Deslocações e Estadas: 2 milhões e 363 mil €

5 – Assistência Técnica: 2 milhões e 948 mil €

6 - Outros Trabalhos Especializados: 3 milhões e 593 mil €

7 – Serviço restaurante, refeitório, cafetaria: 961 mil €

8 – Subvenções aos Grupos Parlamentares: 970 mil €

9 - Equipamento de Informática: 2 milhões e 110 mil €

10 – Outros Investimentos:2 milhões e 420 mil €

11 – Edifícios: 2 milhões e 686 mil €

12 – Transfer’s Diversos:13 milhões e 506 mil €

13 – subvenção aos partidos representados na AR:16 milhões e 977 mil €

14 -subvenções  para campanhas  eleitorais:73 milhões e 798 mil €

A solução para a Variante

Se a crise a todos diz respeito e por todos deve ser partilhada e não apenas para alguns, a solução para a conclusão da 2ª fase da Variante seria fácil de se encontrar se ao substancial bolo do orçamento da Assembleia da República que totaliza 191 405 356, 61 Cêntimos fosse deduzido uns míseros 10% . Por que motivo o apertar do cinto não começa por aqueles que nos representam na Assembleia da Republica?

Mas se os 10% não chegassem por que não abdicar este ano do 13ºmês de todos os políticos e funcionários do estado com vencimentos superiores a 1500€?

Afinal, o dinheiro existe. Falta é coragem e justiça na sua distribuição.

José Cerca

Só para recordar promessas e mais promessas:

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