ALUNOS DA ASARC EXPÕEM TRABALHOS ARTÍSTICOS

por jcerca em 6 de Junho de 2022

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Com a presença da Vice-presidente da Câmara Municipal de Arouca, Drª Cláudia Oliveira, teve lugar no dia 6 de junho a abertura da exposição de trabalhos manuais e de trabalhos de pintura, feitos pelos alunos da Academia Sénior, no decorrer deste ano académico, sob a orientação do mestre Afonso Costa e da prof.Dilma Pereira.

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Os trabalhos expostos na Biblioteca Municipal estarão patentes ao público até ao final deste mês e são uma prova de que nem o Covid conseguiu confinar a arte, a imaginação e a criatividade nesta instituição, mesmo que o seu funcionamento tenha também sido afetado pela pandemia, durante os dois últimos anos.

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Os trabalhos aí patentes constituem uma prova da resistência artística à pandemia e ao mesmo tempo um antídoto contra as limitações que esta pandemia veio impor a todos os setores da nossa sociedade. Estão, pois, de parabéns todos os artistas seniores pelos trabalhos que, no dizer da dirigente da autarquia, a Academia Sénior veio oferecer à comunidade e que são um testemunho da vitalidade desta instituição.

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POR TERRAS DO GEOPARK NATURTEJO

por jcerca em 5 de Junho de 2022

Passeio anual da Academia Sénior de Arouca

 Na Academia Sénior o passeio anual de dois dias tem sido, ao longo dos 12 anos da sua existência, um ponto alto das suas atividades.

Durante os dois últimos anos, por motivos da pandemia, não foi possível realizar-se tal atividade.

No entanto, e no lento regresso à normalidade, a Asarc decidiu realizar o seu passeio anual, nos dias 31 de maio e 1 de junho, com destino a Castelo de Vide.

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Uma viagem pelo rio Zêzere

A primeira paragem do itinerário deste passeio foi em Dornes, uma linda vila situada numa península banhada pelo rio Zêzere, no Concelho de Ferreira do Zêzere.

Um agradável passeio pelo rio Zêzere e um delicioso almoço tomado num dos restaurantes desta Vila, com vistas para o rio, enriqueceram esta primeira paragem.

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Após o almoço, uma visita à invulgar torre pentagonal, uma torre única no país e que parece ter sido construída, no sec. XII, pelos cavaleiros templários para vigiar o vale do Zêzere. Mesmo ao lado da torre, uma visita à igreja da Senhora do Pranto, de cujo adro se pode admirar uma bela vista sobre a albufeira do rio Zêzere, resultante da Barragem de Castelo de Bode construída em 1951.

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No lagar das varas

A segunda paragem foi em Vila Velha de Ródão para visitar o lagar das varas, nas margens da ribeira de Enxarrique e recuperado pela autarquia. Possui dois sistemas de extração de azeite: um mais antigo com 2 varas e pia de granito; e outro mecanizado. Foi um momento muito interessante e culturalmente muito enriquecedor, graças às explicações fornecidas pelo guia da autarquia.

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Depois do lagar, uma breve paragem no cais fluvial de Vila Velha de Ródão para se avistar, ao longe, as famosas portas de Ródão, no rio Tejo e para se visitar a Estação arqueológica da foz do rio Enxarrique, onde foram encontrados ossos dos últimos exemplares do elefante europeu, há cerca de 30 mil anos.

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Castelo de Vide

A tranquila e bem asseada vila de Castelo de Vide foi o local de pernoita da comitiva sénior arouquense. Depois de alojados no hotel ainda houve tempo para admirar alguns dos seus 14 lindos fontanários, bem como para uma visita ao castelo medieval, passando pela judiaria e percorrendo as suas ruas e ruelas, algumas delas ainda com marcas da antiga presença judaica.


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Apesar da noite fresca, a “serenata” noturna, junto ao edifício da Câmara municipal, foi um momento alegre e de boa disposição e que ajudou a esquecer a súbita baixa de temperatura que prenunciava já as alterações climáticas para o dia seguinte.

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Na verdade, o 2º dia iniciou-se com chuva, o que impediu a visita ao Castelo de Marvão. Do itinerário constava ainda a visita a Alpalhão e a Niza e a melhoria das condições meteorológicas permitiram que o restante programa fosse cumprido sem quaisquer restrições.
Assim, em Alpalhão visitou-se a Casa-Museu, o Museu do brinquedo (era dia da criança) e a igreja matriz de Nossa Senhora da Graça, onde a maior devoção é a Nossa Senhora da Redonda,
cuja imagem muito antiga e valiosa possui mais de 50 mantos.

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Niza, uma bela vila alentejana, com as suas casas brancas e com algumas das suas ruas ornadas de flores vermelhas, penduradas em vasos de barro, foi a última visita deste itinerário. Em Niza, além de percorrerem as suas principais ruas e o centro histórico, os turistas arouquenses tiveram ainda ocasião de visitar o Museu do bordado e do barro.

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Culturalmente enriquecedor e socialmente cheio de bons momentos de alegre convívio e de sã camaradagem, este itinerário que a Direção da Asarc escolheu para os seus alunos e associados cumpriu fielmente os seus objetivos, dois anos após a sua interrupção por motivos da pandemia.

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº565 de  09 de junho de 2022

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FAMÍLIA SALESIANA DE AROUCA RECEBE VISITA DO BISPO

por jcerca em 26 de Maio de 2022

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Foi num ambiente de muita alegria, que sempre se vive nos espaços salesianos, que a Família salesiana de Arouca recebeu o Bispo auxiliar do Porto, D.Vitorino Soares, no dia 25 de maio, integrada na visita pastoral que este pastor fez à comunidade da paróquia de Arouca, de 25 a 29 de maio, e durante a qual visitou as diversas instituições desta paróquia.

O bispo foi recebido no relvado do parque Milenium, junto à sede do Centro Juvenil Salesiano, com a interpretação do Hino do Centro Juvenil da autoria do Pe. Carlos Reis que foi o 2º diretor do ex-Colégio Salesiano, de 1963 a 1969.

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Depois do hino, cantado intergeracionalmente por um grupo de Salesianos Cooperadores e por um grupo de crianças do Centro Juvenil, o delegado local da Família Salesiana, prof. José Cerca, deu as boas vindas ao sr. Bispo, apresentando-lhe, muito resumidamente, as razões históricas que justificam a presença destas duas Associações em Arouca e que, em conjunto, formam a Família Salesiana que pretende manter vivo, nesta terra, o espírito de D.Bosco, 40 anos após a saída dos Salesianos.

Seguidamente, falou o representante de cada uma dessas Associações que apresentaram os objetivos e as atividades das instituições que dirigem.

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Na breve conversa que o sr. Bispo teve com os elementos da Família Salesiana presentes, congratulou-se pelo trabalho de manterem vivo em Arouca o espírito de D.Bosco, mesmo na ausência dos Salesianos. Dirigindo-se ao grupo de crianças do CJSA pediu-lhes para terem todos os dias um momento de intimidade com Jesus, pedindo ajuda ou agradecendo por cada dia vivido.

Qual D.Bosco no meio dos seus rapazes, a atitude do Bispo, colocando-se ao nível das crianças, constituiu um momento muito expressivo e belo desta visita.

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Depois foi entregue ao sr. Bispo uma pequena lembrança constituída por uma peça em vidro com a gravura dos logótipos de cada uma das Associações. Coube ao delegado local da Família Salesiana a explicação do significado dos elementos de cada um desses emblemas.

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O encontro terminou com o cântico “Pai e mestre dos jovens” e com a repetição do Hino do Centro que, de tão alegre e fácil de aprender, até o sr. bispo acabou por o cantar, juntamente com toda a Família Salesiana presente.

José Cerca
Fotos de Hugo Xavier

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº565 de  09 de junho de 2022

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SANTA FRANCISCA CABRINI OU S. JOÃO BOSCO?

por jcerca em 20 de Maio de 2022

Quem entra na igreja do Mosteiro de Arouca depara-se, num dos seus altares laterais, a seguir ao altar da rainha Santa Mafalda, com a imagem de Santa Francisca Cabrini e interroga-se sobre quem seja tal santa e por que motivo aí se encontra, uma vez que nada tem a ver com a cultura de Arouca, ou com a história do seu Mosteiro e muito menos com a religiosidade ou a devoção dos arouquenses.

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Quem foi esta santa?

Francisca Cabrini nasceu no dia 15 de julho de 1850 na região da Lombardia, Itália, sendo a penúltima de entre quinze filhos. Seus pais eram camponeses pobres da região. Desde pequena Francisca gostava de ler a vida dos santos. Sua história preferida era a vida de São Francisco Xavier.

Ao ficar órfã de pai e mãe, quis retirar-se para um convento, mas o seu pedido foi rejeitado por causa da sua frágil saúde. Então, decidiu cuidar de um orfanato.

Tendo-se formado como professora fundou, com algumas companheiras, o Instituto das Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus, sob a proteção do missionário São Francisco Xavier. Mais tarde, a Congregação recebeu o apelido de “Irmãs Cabrinianas”

Em trinta anos de trabalho intenso, Santa Francisca Cabrini fundou sessenta e sete Casas em países como Itália, França, Américas do Norte e do Sul, inclusive no Brasil.

Faleceu na cidade de Chicago, Estados Unidos, no dia 22 de dezembro de 1917, tendo sido canonizada em 1946. Desde então, passou a ser invocada e festejada como padroeira dos Imigrantes.

Por que motivo chegou ao Mosteiro de Arouca a imagem desta santa?

Não tendo nada a ver com a história do nosso Mosteiro, nem com a devoção dos arouquenses a esta santa, a verdade é que a sua imagem continua, há mais de meio século, exposta no altar lateral do Senhor dos Aflitos, sem que a grande maioria dos arouquenses saiba porquê.

Ao que apurámos, tal imagem foi aí colocada devido a uma promessa de um casal arouquense, residente no Rio de Janeiro, Maria Helena dos Santos Ribeiro e José António Alves Ribeiro. O filho deste casal tendo sofrido um grave acidente, naquela cidade brasileira, terá sido salvo por intercessão desta santa. Durante vários anos da década de 50 do século passado este casal promoveu, na paróquia de Arouca, a festa a santa Francisca Cabrini que constava de missa cantada, sermão e procissão no fim da missa, após a qual era dada a beijar uma relíquia da santa que o casal oferecera à igreja, dentro de um lindo relicário em prata. Certamente que poucos  arouquenses se lembrarão ainda desses festejos. 

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Numa das últimas festas realizada no ano de 1963 a imprensa local fez questão de referir que “esta festa é feita a expensas dos grandes devotos desta Santa, a srª D. Maria Helena dos Santos Ribeiro e o seu marido sr. António Alves Ribeiro, arouquenses ausentes no Brasil.”

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Santa Francisca ou S.João Bosco?

Pelo que se conclui, a presença desta imagem num dos altares laterais da igreja do Mosteiro de Arouca e a festa que, durante alguns anos, aí foi realizada, terá a ver apenas com uma devoção particular e suportada pelo poder económico que era habitual ser ostentado por essa classe de emigrantes portugueses no Brasil, classe essa que chegou mesmo a ser caricaturizada pelo nosso escritor Camilo Castelo Branco em alguns dos seus romances.

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É óbvio que a devoção a Santa Francisca Cabrini não tem qualquer comparação possível, até porque é inexistente, com a de um outro santo, também ele nascido em Itália, 35 anos antes desta santa e que começou a ser conhecido nesta terra, a partir da chegada dos salesianos ao Mosteiro de Arouca em 1960. Referimo-nos, como é óbvio, a S.João Bosco, o fundador dos Salesianos. Mesmo após a sua saída, em 1982, esta devoção continua viva no coração de muitos arouquenses, nomeadamente daqueles que pertencem à Família Salesiana de Arouca e que é constituída por duas Associações: a Associação do Centro Juvenil Salesiano e a Associação dos Salesianos Cooperadores. Por isso, seria interessante e oportuno que, ao celebrar-se, em setembro próximo, o 40º aniversário da saída de Arouca da Obra de D.Bosco esse altar fosse destinado à veneração deste santo tão querido dos arouquenses e que o Papa S.João Paulo II proclamou como “Pai e Mestre da Juventude” em 1988, por ocasião do 1º centenário da morte de D.Bosco.

Aqui fica o desafio, aberto à discussão..

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº565 de  12 de junho de 2022

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Integrado nas comemorações dos 230 anos da beatificação da rainha santa Mafalda, realizou-se na tarde de domingo, dia 15 de maio, no cadeiral do Mosteiro de Arouca, o Concerto Schola Cantorum pelo Orfeão de Arouca. O acompanhamento esteve a cargo de Ricardo Toste, organista titular da Sé de Aveiro e na direção do grupo coral esteve Ivo Brandão.

Num magnífico espaço, revestido de um belo cenário barroco e enriquecido de retábulos com pinturas referentes a diversos momentos da vida da rainha santa Mafalda, este concerto não poderia ter melhor local para evocar os 230 anos da beatificação da padroeira de Arouca.

No coro alto, mesmo ao lado do órgão, foi interpretada a “Missa para uso dos conventos” de François Couperin, nascido e falecido em Paris (1668-1733).

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No coro baixo, foram interpretadas algumas peças transcritas a partir de antifonários que fazem parte do espólio musical do Mosteiro de Arouca. Entre eles, destaque-se o Hino a S.Bernardo, cantado a duas vozes, descoberto há alguns anos num manuscrito do Mosteiro de Arouca e que tem sido objeto de vários estudos.

Segundo um desses estudos, trata-se, não só de uma composição inédita, como da mais antiga música polifónica documentada em território português, datável de 1225, sendo também um dos primeiros exemplos de polifonia conservada em manuscritos cistercienses.

 Outros eventos

 Para assinalar os 230 anos da beatificação da filha de D.Sancho I, Mafalda Sanchez, que ocorreu a 27 de junho de 1792, pelo Papa Pio VI, quis o município de Aroucaprogramar um conjunto de eventos, ao longo dos meses de maio a julho.

Além da exposição “Mafalda Sanchez, rainha santa de Arouca”, patente no Museu Municipal até dia 3 de julho, esteve também no átrio dos Paços do Concelho uma pequena exposição iconográfica da Rainha santa Mafalda.

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Por sua vez, na Biblioteca Municipal continua patente ao público, até ao fim do mês, uma exposição coletiva de ilustrações subordinadas ao tema “Lendas e milagres da Rainha Santa Mafalda”.

Trata-se de uma interessante exposição em que três artistas arouquenses, Clara Santos, de Moldes, Joana Magalhães, de Santa Eulália e Paula Pinto, do Burgo, nos apresentam a sua visão artística sobre alguns milagres e lendas atribuídos a santa Mafalda: o milagre do incêndio no Mosteiro de Arouca, a lenda das laranjeiras do Burgo e a lenda das pegas de santa Mafalda.

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Além destes eventos já realizados, refira-se ainda que a Recriação histórica deste ano, a ter lugar de 15 a 17 de julho, dará destaque à beatificação da Rainha Santa Mafalda.

Este conjunto de eventos comemorativos será encerrado a 27 de julho com a apresentação, no Mosteiro de Arouca, da curta metragem “Mafalda”.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº564 de  27 de maio de 2022

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