CONCERTO DE NATAL

por jcerca em 1 de Janeiro de 2023

Arte e inovação

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Com a ampla nave da igreja do Mosteiro de Arouca, bem como o seu magnífico cadeiral, completamente cheios de gente, teve lugar no dia 30 de dezembro de 2022, o habitual Concerto de Natal, integrado na programação natalícia do Município de Arouca e que já se transformou num importante marco no panorama cultural arouquense.

Iniciado em 1999 e já na sua 25ª edição, este evento esteve suspenso desde 2019 devido à pandemia e regressou agora com a mesma qualidades artística a que já nos habituara e também com algumas inovações.

Efetivamente, além de algumas inovações técnicas relacionadas com a sua transmissão em direto, através do FaceBook e da projeção em ecrã gigante entre a nave da igreja conventual e o coro baixo, a maior inovação teve a ver com a integração de diversos quadros bíblicos, durante o decorrer do concerto.

 Quadros bíblicos

A recriação de algumas cenas bíblicas durante este concerto, levadas a efeito pelo Grupo Cultural e Recreativo de Rossas, foi a inovação de maior destaque na edição deste ano e que muito contribuiu para a qualidade artística e para o enriquecimento cenográfico deste evento.

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A dramatização das passagens bíblicas da anunciação, da visitação, do édito de César Augusto sobre o recenseamento, do nascimento de Jesus em Belém, da visita dos pastores e da adoração dos Reis Magos, integradas ao longo do desenrolar do concerto, transformaram este evento, não só num belo momento catequético, como contribuíram também para ajudar à compreensão do mistério do Natal, bem como para o enriquecimento deste evento, aliando a arte musical à arte dramática, tão bem conseguida com os figurantes do Grupo Cultural de Rossas.

Além deste grupo, o concerto de Natal, dirigido pelo maestro Ivo Silva, contou com a atuação da banda musical de Arouca e da interpretação vocal do grupo coral de Urrô e do Orfeão de Arouca, bem como da participação da solista arouquense Magda Brandão.

Refira-se que as duas últimas peças deste concerto foram dirigidas pelo maestro Paulo Bernardino do Grupo Coral de Urrô e por Ivo Brandão, do Orfeão de Arouca.

No final foi entregue um ramo de flores a cada um dos dirigentes dos grupos envolvidos neste Concerto de Natal.

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Dia Mundial da Paz

Na sequência desta simbólica entrega floral, a Presidente da Câmara, Margarida Belém, evocando o dia mundial da paz que ocorre no início de cada ano, entregou também um expressivo ramo de flores brancas a uma jovem ucraniana que, desde que chegou a Arouca, passou a integrar o grupo coral do Orfeão de Arouca, exprimindo assim a boa integração de ucranianos na comunidade arouquense.

Visivelmente emocionada, a Presidente da Câmara fez votos para que a Paz regresse bem depressa àquele país barbaramente invadido pela Rússia há cerca de 10 meses.

Texto: José Cerca

Fotos: Carlos Pinho

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IMAGEM DE NOSSA SENHORA AUXILIADORA NO MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 8 de Dezembro de 2022

Desde o dia 8 de dezembro de 2022, encontra-se exposta à devoção dos seus devotos, num dos altares laterais da igreja do Mosteiro de Arouca, uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora.

Trata-se de uma imagem-relíquia que fazia parte do altar da capela dos Salesianos que funcionou no antigo refeitório do Mosteiro de Arouca, até 1982, data em que o Colégio Salesiano foi encerrado e a Obra Salesiana saiu de Arouca.

Com autorização da Direção Regional de Cultura do Norte e da paróquia de S.Bartolomeu, esta imagem já tinha sido colocada nesse altar no dia 10 de setembro de 2022, por ocasião da celebração do 40º aniversário da saída dos Salesianos de Arouca.

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Como apresentava várias mutilações, a Associação dos Salesianos Cooperadores de Arouca mandou-a restaurar na oficina onde fora construída, há mais de meio século. Após ser benzida, durante a celebração da festividade da Imaculada Conceição esta imagem foi colocada, de novo, neste altar, no dia 8 de dezembro de 2022, assinalando assim, também o começo da Obra Salesiana iniciada pelo padre João Bosco em 1841, no dia da Imaculada Conceição, rezando uma Avé Maria com o pequeno Bartolomeu Garelli, jovem pobre, órfão e abandonado nas ruas de Turim.

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Conhecida como a “Virgem de D.Bosco”, esta imagem aqui ficará exposta à devoção dos seus devotos, assinalando, deste modo, também a presença da Obra Salesiana em Arouca, de 1960 a 1982. Mesmo tendo saído de Arouca há 40 anos, o espírito de D.Bosco e a devoção a Maria Auxiliadora continuam presentes nesta terra.

No altar ficou esta informação para memória futura:

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VISITA A UMA ESCOLA DENTRO DE OUTRA ESCOLA

por jcerca em 17 de Novembro de 2022

Foi na antiga escola E.B.2,3 de Arouca, agora profundamente remodelada, que há cerca de 25 anos um grupo de professores ali trabalhou e conviveu e foi de tal modo marcante esse período que, passados 25 anos, alguns deles decidiram regressar a Arouca, evocando esse período das suas vidas vivido nesta terra e nessa escola.

Mas 25 anos depois ninguém esperaria encontrar a escola onde trabalhou e conviveu igual – e mal seria se assim fosse!

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Mas mais do que visitar o espaço físico o que contou, principalmente, neste encontro foi recordar e revisitar o espaço social, afetivo e de relações humanas que se criou nesse espaço físico agora completamente remodelado.

E esse espaço afetivo, passe o tempo que passar, dificilmente sofrerá alterações, como as que sofreu o espaço físico, pois tais vivências permanecem inalteradas no registo da memória coletiva daqueles que aí trabalharam e conviveram.

Foi a evocação desses belos tempos e desses espaços afetivos, humanamente muito ricos, que constituiu a essência e a motivação principais deste encontro.

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De referir que a visita a essa escola, dentro de uma outra escola, teve a presença da Presidente da Câmara Municipal de Arouca e da Vereadora do pelouro da Educação e foi precedida de uma receção musical pelo grupo coral e instrumental da Academia Sénior de Arouca, a quem o grupo de professores agradece, sensibilizado, tal gentileza musical.

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No final da atuação musical, a Presidente da Câmara ofereceu a cada professor a publicação “A tília da praça”, cuja narrativa se passa, quase toda ela, dentro daquela escola.

O autor, que também aí  foi professor, autografou, com dedicatória personalizada, o exemplar entregue a cada um dos participantes nesse encontro.

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Na noite do dia 10 de outubro os símbolos das JMS chegaram à capela de Santo António, na freguesia de Santa Eulália, vindos de Escariz com uma multidão de pessoas das diversas paróquias a recebê-los.

Depois de uma breve celebração da palavra diante da capela, presidida pelo Pe. José Pedro Novais, acompanhado de alguns sacerdotes e diáconos, deu-se inicio à procissão que iria percorrer cerca de 3 km até ao Mosteiro de Arouca.

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Com uma quantidade de cruzes, bandeiras e estandartes e muitas velas acesas, quer nas mãos das pessoas, quer em algumas janelas das casas, a procissão decorreu de uma maneira silenciosa e ordenada, acompanhada de alguns hinos de JMJ anteriores, bem como de algumas palavras em italiano do papa S.João Paulo II que deu origem a estas Jornadas em 1986, em Roma.

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À chegada à vila de Arouca e antes de serem recolhidos na igreja conventual, a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora “Salus populi Romani”, “acolhidos em clima de festa, em clima de comunhão e em clima de proximidade”, foram expostos na praça Brandão de Vasconcelos, mesmo em frente à fachada do Mosteiro. Rodeada por uma boa moldurada humana, que enchia todo o anfiteatro da praça, foi aí cantado o Hino da JMJ 2023 acompanhado de palmas por todos os participantes, e de uma pequena coreografia por alguns jovens, apesar de ser a primeira vez que muitos deles ouviam tão belo hino em que se proclamava que “Jesus vive e não nos deixa sós, não mais deixaremos de amar.”

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Presente no momento final da procissão, o bispo auxiliar do Porto, D. Vitorino Soares, numa breve intervenção referiu os três desafios que o Papa Francisco lançou aos jovens, para esta Jornada da Juventude, convidando-os a não olharem a vida a partir da varanda; a abraçarem um novo conceito de santidade que os leve a pensar bem, a ouvir bem e a viver bem e, finalmente, o desafio que os leve a arriscarem para poderem avançar. Seguidamente, foi rezada pelo Bispo auxiliar do Porto a oração das JMS.

Depois deste breve momento de reflexão e após a bênção episcopal, os símbolos deram entrada na igreja do Mosteiro de Arouca onde permaneceram até ao dia seguinte, com a exposição do Santíssimo sacramento, durante toda a noite.

IMG_5860 Num ambiente de muita luz e cor e com uma música de fundo, muito suave a facilitar a interiorização, a reflexão e a oração, houve, durante toda a noite, momentos de oração individual e de oração comunitária levados a cabo por pequenos grupos de fiéis das diversas comunidades cristãs, mas com pouca presença juvenil.

No dia seguinte, e após a celebração da Eucaristia, os símbolos peregrinaram pela Escola Secundária, Escola Básica de Arouca, Santa Casa da Misericórdia de Arouca e Centro Social de Canelas, seguindo depois para Carregosa.

Curiosidades sobre os símbolos das JMS

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por S.João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países. Tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé.

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Desde 2003 essa cruz peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora “Salus Populi Romani”, que foi introduzido ainda pelo Papa S.João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o original deste ícone encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº573 de 21 de  outubro de 2022

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“PATRIMÓNIO A NORTE” PASSOU POR AROUCA

por jcerca em 9 de Outubro de 2022

e trouxe cultura, gastronomia e música

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Numa iniciativa da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), em colaboração com o Município de Arouca, teve lugar, na tarde do dia 8 de outubro, um conjunto diversificado de atividades que decorreram em espaços do Mosteiro de Arouca.

Tendo como objetivo principal a valorização de espaços patrimoniais, o programa “Património a Norte” teve idênticas ações em monumentos de mais cinco concelhos: Bragança, Tarouca, Miranda do Douro, Alfândega da Fé e Felgueiras. Este projeto da DRCN pretende, não só dinamizar monumentos e museus do norte do País, como também aproximar a população local do seu património, captando assim novos públicos turístico-culturais.IMG_5708

A receção aos participantes teve lugar nos claustros do Mosteiro de Arouca, onde a Presidente da Câmara, Drª Margarida Belém deu as boas vindas ao público presente, destacando “a riqueza incalculável deste Mosteiro”, riqueza essa que muito se ficou a dever à presença de dona Mafalda Sanches que nele viveu no sec.XIII e onde se encontram os seus restos mortais.

Falou, de seguida, a Diretora Regional da Cultura do Norte, Drª Laura Castro, que referiu as principais atividades que iriam decorrer, seguidamente, no âmbito deste projeto. Salientou ainda, como muito positiva, a experiência da gestão tripartida do Mosteiro de Arouca e que está a decorrer entre a DRCN, o Município e a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, prometendo, para breve, o início da remodelação completa do Museu de Arte sacra nele instalado desde 1933.

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Depois de algumas palavras sobre a longa história deste Mosteiro, proferidas pelo Dr. Afonso Veiga, foi feita a apresentação prática, por Cláudio Rodrigues, de uma aplicação sobre a visita virtual interativa ao Mosteiro de Arouca, descarregada para os telemóveis a partir de um código QR entregue a todos os participantes e que, a partir de agora, passará a estar disponível para todos os visitantes, à entrada do Mosteiro de Arouca.

Cultura, gastronomia e música

Depois da visita guiada ao Mosteiro de Arouca, seguindo a nova Aplicação interativa, teve lugar na cozinha do Mosteiro um delicioso momento gastronómico que esteve a cargo das ChefsLígia Santos e Margarida Rego, sob a coordenação do chefe Renato Cunha.

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Depois de explicarem um pouco o conceito de “cozinha de proximidade” que tentaram aplicar no Mosteiro de Arouca, foi dado a provar a todos os presentes uma sopa de castanha e de abóbora, seguida de uma prova de vitela arouquesa que deliciaram todos os presentes.

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Da cozinha conventual passou-se para o coro baixo do Mosteiro (cadeiral) onde foi servido, como sobremesa musical, um brilhante concerto a cargo da fadista Sara Correia, que encerrou em beleza a edição deste ano de mais um “Património a Norte”.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº573 de 21 de  outubro de 2022

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