VISITA A UMA ESCOLA DENTRO DE OUTRA ESCOLA

por jcerca em 17 de Novembro de 2022

Foi na antiga escola E.B.2,3 de Arouca, agora profundamente remodelada, que há cerca de 25 anos um grupo de professores ali trabalhou e conviveu e foi de tal modo marcante esse período que, passados 25 anos, alguns deles decidiram regressar a Arouca, evocando esse período das suas vidas vivido nesta terra e nessa escola.

Mas 25 anos depois ninguém esperaria encontrar a escola onde trabalhou e conviveu igual – e mal seria se assim fosse!

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Mas mais do que visitar o espaço físico o que contou, principalmente, neste encontro foi recordar e revisitar o espaço social, afetivo e de relações humanas que se criou nesse espaço físico agora completamente remodelado.

E esse espaço afetivo, passe o tempo que passar, dificilmente sofrerá alterações, como as que sofreu o espaço físico, pois tais vivências permanecem inalteradas no registo da memória coletiva daqueles que aí trabalharam e conviveram.

Foi a evocação desses belos tempos e desses espaços afetivos, humanamente muito ricos, que constituiu a essência e a motivação principais deste encontro.

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De referir que a visita a essa escola, dentro de uma outra escola, teve a presença da Presidente da Câmara Municipal de Arouca e da Vereadora do pelouro da Educação e foi precedida de uma receção musical pelo grupo coral e instrumental da Academia Sénior de Arouca, a quem o grupo de professores agradece, sensibilizado, tal gentileza musical.

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No final da atuação musical, a Presidente da Câmara ofereceu a cada professor a publicação “A tília da praça”, cuja narrativa se passa, quase toda ela, dentro daquela escola.

O autor, que também aí  foi professor, autografou, com dedicatória personalizada, o exemplar entregue a cada um dos participantes nesse encontro.

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Na noite do dia 10 de outubro os símbolos das JMS chegaram à capela de Santo António, na freguesia de Santa Eulália, vindos de Escariz com uma multidão de pessoas das diversas paróquias a recebê-los.

Depois de uma breve celebração da palavra diante da capela, presidida pelo Pe. José Pedro Novais, acompanhado de alguns sacerdotes e diáconos, deu-se inicio à procissão que iria percorrer cerca de 3 km até ao Mosteiro de Arouca.

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Com uma quantidade de cruzes, bandeiras e estandartes e muitas velas acesas, quer nas mãos das pessoas, quer em algumas janelas das casas, a procissão decorreu de uma maneira silenciosa e ordenada, acompanhada de alguns hinos de JMJ anteriores, bem como de algumas palavras em italiano do papa S.João Paulo II que deu origem a estas Jornadas em 1986, em Roma.

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À chegada à vila de Arouca e antes de serem recolhidos na igreja conventual, a cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora “Salus populi Romani”, “acolhidos em clima de festa, em clima de comunhão e em clima de proximidade”, foram expostos na praça Brandão de Vasconcelos, mesmo em frente à fachada do Mosteiro. Rodeada por uma boa moldurada humana, que enchia todo o anfiteatro da praça, foi aí cantado o Hino da JMJ 2023 acompanhado de palmas por todos os participantes, e de uma pequena coreografia por alguns jovens, apesar de ser a primeira vez que muitos deles ouviam tão belo hino em que se proclamava que “Jesus vive e não nos deixa sós, não mais deixaremos de amar.”

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Presente no momento final da procissão, o bispo auxiliar do Porto, D. Vitorino Soares, numa breve intervenção referiu os três desafios que o Papa Francisco lançou aos jovens, para esta Jornada da Juventude, convidando-os a não olharem a vida a partir da varanda; a abraçarem um novo conceito de santidade que os leve a pensar bem, a ouvir bem e a viver bem e, finalmente, o desafio que os leve a arriscarem para poderem avançar. Seguidamente, foi rezada pelo Bispo auxiliar do Porto a oração das JMS.

Depois deste breve momento de reflexão e após a bênção episcopal, os símbolos deram entrada na igreja do Mosteiro de Arouca onde permaneceram até ao dia seguinte, com a exposição do Santíssimo sacramento, durante toda a noite.

IMG_5860 Num ambiente de muita luz e cor e com uma música de fundo, muito suave a facilitar a interiorização, a reflexão e a oração, houve, durante toda a noite, momentos de oração individual e de oração comunitária levados a cabo por pequenos grupos de fiéis das diversas comunidades cristãs, mas com pouca presença juvenil.

No dia seguinte, e após a celebração da Eucaristia, os símbolos peregrinaram pela Escola Secundária, Escola Básica de Arouca, Santa Casa da Misericórdia de Arouca e Centro Social de Canelas, seguindo depois para Carregosa.

Curiosidades sobre os símbolos das JMS

Com 3,8 metros de altura, a Cruz peregrina, construída a propósito do Ano Santo, em 1983, foi confiada por S.João Paulo II aos jovens no Domingo de Ramos do ano seguinte, para que fosse levada por todo o mundo. Desde aí, a Cruz peregrina, feita em madeira, iniciou uma peregrinação que já a levou aos cinco continentes e a quase 90 países. Tem sido encarada como um verdadeiro sinal de fé.

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Desde 2003 essa cruz peregrina conta com a companhia do ícone de Nossa Senhora “Salus Populi Romani”, que foi introduzido ainda pelo Papa S.João Paulo II como símbolo da presença de Maria junto dos jovens. Com 1,20 metros de altura e 80 centímetros de largura, o original deste ícone encontra-se na Basílica de Santa Maria Maior, em Roma e é visitado pelo Papa Francisco que ali reza e deixa um ramo de flores, antes e depois de cada viagem apostólica.

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº573 de 21 de  outubro de 2022

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“PATRIMÓNIO A NORTE” PASSOU POR AROUCA

por jcerca em 9 de Outubro de 2022

e trouxe cultura, gastronomia e música

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Numa iniciativa da Direção Regional de Cultura do Norte (DRCN), em colaboração com o Município de Arouca, teve lugar, na tarde do dia 8 de outubro, um conjunto diversificado de atividades que decorreram em espaços do Mosteiro de Arouca.

Tendo como objetivo principal a valorização de espaços patrimoniais, o programa “Património a Norte” teve idênticas ações em monumentos de mais cinco concelhos: Bragança, Tarouca, Miranda do Douro, Alfândega da Fé e Felgueiras. Este projeto da DRCN pretende, não só dinamizar monumentos e museus do norte do País, como também aproximar a população local do seu património, captando assim novos públicos turístico-culturais.IMG_5708

A receção aos participantes teve lugar nos claustros do Mosteiro de Arouca, onde a Presidente da Câmara, Drª Margarida Belém deu as boas vindas ao público presente, destacando “a riqueza incalculável deste Mosteiro”, riqueza essa que muito se ficou a dever à presença de dona Mafalda Sanches que nele viveu no sec.XIII e onde se encontram os seus restos mortais.

Falou, de seguida, a Diretora Regional da Cultura do Norte, Drª Laura Castro, que referiu as principais atividades que iriam decorrer, seguidamente, no âmbito deste projeto. Salientou ainda, como muito positiva, a experiência da gestão tripartida do Mosteiro de Arouca e que está a decorrer entre a DRCN, o Município e a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, prometendo, para breve, o início da remodelação completa do Museu de Arte sacra nele instalado desde 1933.

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Depois de algumas palavras sobre a longa história deste Mosteiro, proferidas pelo Dr. Afonso Veiga, foi feita a apresentação prática, por Cláudio Rodrigues, de uma aplicação sobre a visita virtual interativa ao Mosteiro de Arouca, descarregada para os telemóveis a partir de um código QR entregue a todos os participantes e que, a partir de agora, passará a estar disponível para todos os visitantes, à entrada do Mosteiro de Arouca.

Cultura, gastronomia e música

Depois da visita guiada ao Mosteiro de Arouca, seguindo a nova Aplicação interativa, teve lugar na cozinha do Mosteiro um delicioso momento gastronómico que esteve a cargo das ChefsLígia Santos e Margarida Rego, sob a coordenação do chefe Renato Cunha.

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Depois de explicarem um pouco o conceito de “cozinha de proximidade” que tentaram aplicar no Mosteiro de Arouca, foi dado a provar a todos os presentes uma sopa de castanha e de abóbora, seguida de uma prova de vitela arouquesa que deliciaram todos os presentes.

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Da cozinha conventual passou-se para o coro baixo do Mosteiro (cadeiral) onde foi servido, como sobremesa musical, um brilhante concerto a cargo da fadista Sara Correia, que encerrou em beleza a edição deste ano de mais um “Património a Norte”.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº573 de 21 de  outubro de 2022

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EVOCANDO A PRESENÇA DA OBRA SALESIANA EM AROUCA

por jcerca em 14 de Setembro de 2022

Com um programa muito intenso e variado decorreu, no dia 10 de setembro, em Arouca a evocação dos 40 anos do encerramento do Colégio Salesiano, que funcionou em espaços de Mosteiro de Arouca, entre 1960 a 1982.

O programa teve três momentos importantes que decorreram em três espaços diferentes.

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 Homenagem junto ao busto de D.Bosco.

Foi com a presença de elementos da banda musical de Arouca, a tocarem o excerto de uma marcha, que se abriram as cerimónias evocativas do 40º aniversário do encerramento do Colégio Salesiano, precisamente à volta do busto de D.Bosco, no parque municipal, num local tão significativo para os arouquenses e em especial para a Família Salesiana de Arouca, por este busto constituir um sinal visível da passagem dos Salesianos por Arouca, e, ao mesmo tempo, exprimir também a presença do espírito de D.Bosco nesta terra, 40 anos após a sua partida.

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As cerimónias começaram com a deposição de uma coroa de flores aos pés deste busto para evocar a memória de todos os salesianos que passaram por Arouca e aqui trabalharam, muitos dos quais já partiram.

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Seguidamente, um grupo de adolescentes do Centro Juvenil Salesiano cantou o hino do Centro cuja letra e música é da autoria do Pe. Carlos Reis que foi o 2º diretor do Colégio Salesiano (de 1963 a 1969) e que foi também um dos grandes impulsionadores do então Oratório, que mais tarde passaria a designar-se por Centro Juvenil Salesiano.

Associando-se às comemorações, a Presidente da Câmara, Margarida Belém, acompanhada pelo Delegado Nacional da Família Salesiana, Pe. Joaquim Taveira e por um jovem do Centro Juvenil Salesiano, descerraram uma placa comemorativa afixada na coluna do busto, seguindo-se o hino de Arouca tocado pela banda musical de Arouca.

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Sobre a construção deste busto, inaugurado em 2007 pelo bispo salesiano e prémio Nobel da Paz, D. Ximenes Belo, falou o eng. José Manuel Noites, proprietário da empresa SOMEFE de Évora responsável pela maior parte dos bustos de D.Bosco existentes em Portugal.

Depois das palavras da Presidente da Câmara e do Delegado nacional da Família Salesiana foi cantado, por todos os presentes, o cântico “Pai e mestre dos jovens” acompanhado pela Banda musical de Arouca que veio trazer a este momento evocativo um brilho especial.

Terminado o cântico, as pessoas deslocaram-se para a sala do Capítulo do Mosteiro de Arouca para se iniciar a sessão oficial de boas vindas num espaço que, nos anos 60, chegou a funcionar, durante algum tempo, como ginásio do ex-Colégio salesiano.

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Após a mensagem de boas-vindas dada por “D.Bosco”e dirigida, especialmente, aos antigos alunos aí presentes, a Presidente da Câmara abriu a sessão, salientando a importância da Obra salesiana em Arouca e evocando mesmo algumas recordações da sua juventude.

A evocar o seu tempo vivido no ex-Colégio salesiano esteve um dos seus professores externos (Prof.Dario Tomé) e um antigo aluno dos anos de 1971 a 1973 (Dr. Adriano Sousa). Os seus depoimentos só comprovam a boa qualidade da formação salesiana e do método educativo de D.Bosco seguido, então, neste colégio. Encerrou a sessão o Delegado nacional da família salesiana que vincou, por mais de uma vez, que os Salesianos não saíram de Arouca com o encerramento do Colégio Salesiano. Quem saiu foi um dos ramos da Família Salesiana, os salesianos de D.Bosco (SDB), mas ficou cá um outro ramo desta vasta família que são os Salesianos Cooperadores/Centro Juvenil e os antigos alunos.

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Seguiu-se depois, no emblemático espaço do cadeiral, um mini concerto de órgão que foi precedido de uma breve explicação, pelo organista Paulo Bernardino, sobre a bela peça organeira que aí se ergue desde 1734 e que a todos brindou com a sua magnífica sonoridade.

 Geração Salesiana em Arouca – o livro

Depois do almoço, que reuniu perto de uma centena de pessoas, realizou-se, na Loja interativa, a apresentação do livro “Geração Salesiana em Arouca” de José Cerca. Esta sessão de apresentação contou com a presença da Presidente da Câmara, drª Margarida Belém. Além do autor e do apresentador, esteve ainda na mesa o Dr. Guilhermino Pires em representação, não só da Gráfica que editou esta obra, mas também representando a Federação Portuguesa dos Antigos Alunos de D.Bosco, em substituição do seu Presidente.

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A apresentação do livro esteve a cargo do Dr. Hermínio Machado que foi um dos alunos da primeira fornada que veio abrir, em 1960, o Colégio Salesiano.

Antes, porém da apresentação do livro, foi projetado o pequeno excerto de um vídeo que resumiu a homenagem de despedida que o povo de Arouca prestou aos salesianos, no dia 5 de setembro de 1982.

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Considerado pelo autor como um livro de “memórias marcadas pelo espírito de D.Bosco” ao longo destes 40 anos, este livro constitui também um subsídio para a história da Obra salesiana em Arouca. A sessão de apresentação encerrou com um belo momento musical a cargo do duo “Acoustic Soul”. Seguiu-se a sessão de autógrafos acompanhada de um porto d’honra.

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Uma relíquia salesiana

O programa das comemorações do 1º dia terminou com a celebração da Eucaristia na igreja do Mosteiro de Arouca, concelebrada por 4 sacerdotes salesianos, entre os quais o Provincial, Pe. Aníbal Mendonça.

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Durante a Eucaristia, além da renovação das promessas dos Salesianos Cooperadores de Arouca, foi exposta, permanentemente, ao público, num dos altares laterais da igreja conventual, uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, a Virgem de D.Bosco, que há mais de 40 anos era utilizada na antiga “capela dos Salesianos”, instalada no antigo refeitório do Mosteiro de Arouca, durante o funcionamento do Colégio Salesiano e aberta à comunidade local.

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Antigos Alunos Salesianos

A Federação Portuguesa dos Antigos Alunos de D.Bosco quis também associar-se a esta evocação dos 40 anos do encerramento do Colégio Salesiano, realizando, nesse fim de semana, o seu encontro anual em Arouca.Nesse sentido, foi organizado um programa especial para o dia seguinte e que consistiu numa visita à serra da Freita, num almoço convívio num restaurante localizado nas encostas da Serra e na travessia da ponte suspensa Arouca 516.

Ponte

Para a concretização deste programa, que foi do total agrado dos participantes, contou-se com a colaboração da Câmara Municipal de Arouca e do Centro Juvenil Salesiano a quem a organização do evento agradece publicamente.

Refira-se, finalmente, a realização de uma “serenata salesiana” na noite de sábado e que constituiu um agradável momento de convívio entre o grupo de antigos alunos que decidiu ficar para o dia seguinte. Com cantos dos “bons velhos tempos”, acompanhados a viola e a acordeão; com a declamação de poesias e muita, muita alegria, este momento encerrou em beleza o primeiro dia do encontro anual dos Antigos Alunos Salesianos, ocorrido, pela 4ª vez, em Arouca.

Detrelo da malhadaFotos de Luís Pinto.

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FAMÍLIA SALESIANA DE AROUCA CANTA PARABÉNS A D.BOSCO

por jcerca em 18 de Agosto de 2022

Foi a 16 de agosto de 1815 que nasceu, no norte de Itália, aquele que viria a ser proclamado, muitos anos depois, pelo Papa João Paulo II “Pai e Mestre da Juventude”.

Para assinalar os 207 anos do nascimento de D.Bosco a Família Salesiana de Arouca reuniu-se no Centro Cultural de Santa Maria do Monte para assistir ao filme “D.Bosco” realizado pela Televisão italiana em 2004.

Antes da projeção foi lida uma pequena mensagem do Delegado Nacional da Família salesiana, Pe. Taveira, na qual dizia que “S.João Bosco deve amar Arouca de uma maneira especial, pois mantém vivo em vós o seu espírito. Vós, por vossa parte, também o amais muito porque conservais esse espírito vivo no coração e na vida. Alegremo-nos, pois, por pertencermos à família deste grande santo.” E termina com o desejo de que “Nossa Senhora Auxiliadora nos conserve sempre muito unidos ao redor deste tão grande Pai e sempre debaixo do seu manto materno. Viva D.Bosco!”

Filme D (2)

No final da projeção da 1ª parte, que foi seguida com muito interesse, cantou-se o Parabéns a D.Bosco, seguindo-se a distribuição de um bolo oferecido pela Padaria da Vila.

No dia seguinte foi projetada a segunda parte do filme no fim da qual foi cantado o “Pai e mestre dos Jovens” e consumido o resto do bolo aniversariante.

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Organizado pelo núcleo local dos Salesianos Cooperadores, com o apoio do Centro Juvenil Salesiano, este foi um momento de enriquecimento formativo e de convívio social vivido com muita alegria à volta da figura de D.Bosco.

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº570 de 09 de  setembro de 2022

 

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