Contador de geoestórias

por jcerca em 10 de Maio de 2009

Ao abordar histórias de personalidades do nosso passado histórico, ou relacionadas com determinadas localidades, lendas ou monumentos, José  Hermano Saraiva, através da sua grande capacidade comunicativa, consegue captar a atenção de qualquer pessoa para histórias que, à partida, até nem teriam grande interesse para a generalidade do público.

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Artur Sá, explicando o fenómeno das pedras parideiras na Castanheira

Embora num plano diferente e recuando no tempo milhões de anos, as histórias relacionadas com capítulos antiquíssimos do nosso Planeta e contadas pelo Dr. Artur Sá, a partir das trilobites descobertas em Canelas, acabam por prender a atenção, motivar o interesse  e despertar a curiosidade de pessoas de qualquer idade, graças também à capacidade comunicativa e ao grande entusiasmo com que o Coordenador Científico do Geoparque Arouca as  consegue transmitir, quer a crianças e jovens, quer a adultos.

As suas diversas intervenções por ocasião das comemorações organizadas pela AGA, neste fim de semana, para assinalar a entrada de Arouca na rede europeia de Geoparques acabaram por evidenciar e confirmar essa sua capacidade comunicativa.

E sendo a componente educativa e científica do Geoparque Arouca uma das suas vertentes fundamentais, não há dúvida nenhuma de que um bom contador de geoestórias é, certamente, uma considerável mais valia para este projecto.

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Contando geoestórias junto à pedra boroa, na Freita

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Geovocábulos

Desde que foram descobertas  as trilobites na pedreira de ardósias em Canelas,  e se começou a falar do Geoparque de Arouca, começaram a aparecer, com certa frequência, na comunicação social local termos iniciados com o prefixo geo que vem da palavra grega ge que significa terra.

E com o geoparque, veio o geossítio, o geoturismo, a geoconservação, o geodésico,  a geoestratégia.

Embora estivéssemos já habituados a um conjunto de palavras iniciadas com o prefixo geo, como geografia, geógrafo, geográfico, geologia, geofísica a verdade é que, sob a influência do Geoparque Arouca, não tardará a aparecerem mais palavra iniciadas com este prefixo, pois já se fala no geobife para almoçar e na georecordação para levar, após uma visita ao Geoparque de Arouca.

Pelos vistos até o léxico português vai beneficiar com o nosso Geoparque.

José Cerca

Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº 56 de 29 de Maiode 2009

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