Autor reivindica direito a propriedade intelectual
No momento em que Arouca, através da Associação Geoparque Arouca festejava a sua entrada na Rede Europeia de Geoparques, partilhando assim com todo o Mundo, desde o passado dia 22 de Junho, um património geológico invulgar e detentor das maiores trilobites do Mundo, foi de um lamentável egoísmo e de uma intolerável deselegância vir o autor do logótipo do Geoparque reclamar direitos de “propriedade intelectual”, durante o Fórum que decorria no Auditório dos Bombeiros Voluntários de Arouca.
E essa deselegância tornou-se ainda mais grave e inoportuna, não só pelo momento em que tal reivindicação foi proferida, mas sobretudo por ter sido publicamente manifestada ao Coordenador da rede Europeia de Geoparques, Nickolas Zouros, da Grécia e perante o Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e do Presidente da Comissão Nacional da Unesco.
Ainda bem que o Presidente da AGA, Dr.Angelo Campelo, repudiou vivamente tal reivindicação e esclareceu que o trabalho encomendado pela Câmara lhe tinha sido integralmente pago.
É óbvio que tal repúdio foi corroborado por uma indignada salva de palmas que, de imediato, se levantou na plateia do Auditório.
Mesmo que se tratasse de um qualquer artista, mesmo que ele até tivesse motivos para reivindicar algo, o momento e a maneira de o fazer destitui-lo-iam logo de qualquer razão.
José Cerca
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Caro José Cerca quero agradecer-lhe a memória e o interesse pelo assunto em questão.
Logicamente que não espero que pessoas como o senhor percebam o alcance da iniciativa. Afinal o senhor nem sabe o que é a propriedade intelectual, nem distingue arte de design… enfim. É o que há.
Carpe diem e acredite que o mundo é um pouquinho mais complexo do que a EB 23 de Arouca.
Com os melhores cumprimentos
Mário Roboredo
Caro Mário Roboredo
No apontamento que escrevi não está, nem nunca esteve presente a abordagem de quaisquer noções de arte ou de design. Está em causa, isso sim, a maneira, o momento e a ocasião que usou para defender aquilo a que julga ter direito. Repare que, se leu com atenção aquilo que escrevi, nem sequer foi um problema de direitos ou de justiça que eu contestei, mas sim a deselegância da sua intervenção, atendendo ao momento que se vivia e às personalidades que vieram associar-se a esse momento festivo para Arouca.
Acredite, para terminar, que a complexidade do mundo está mais dentro dos nossos esquemas mentais e na maneira de encarar a realidade do que, muitas vezes, na própria realidade que nos rodeia.
José Cerca
Que eu tenha conhecimento, em Portugal, o registo de desenhos ou modelos só pode ser feito através do serviço do INPI Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Numa pesquisa rápida não consta o registo de nenhum desenho (logótipo) relacionado com Arouca ou o Geoparque Arouca por estranho que possa parecer. (existem contudo vários registos associados à marca/nome Geoparque Arouca) A não ser que use uma licença tipo Creative Commons não estou a ver que tipo de “propriedade intelectual” se refere.
Se o logótipo é seu, seu será mesmo que o senhor morra, ou seja, mesmo que tenha vendido o seu trabalho, se o registou antes de vender ele estará sempre associado à sua propriedade intelectual enquanto autor/criador da obra. Será esse o caso?
Por muita razão que o senhor tenha, e acredito que até possa ter, não me parece tenha sido o local nem o momento mais apropriado para dizer o que se diz que disse. Arrisco-me até a dizer que tenha sido vergonhoso para si enquanto profissional.
Caro Frank
Não faço ideia “o que se diz que disse”. Nem me parece que uma pessoa que fundamenta a sua opinião no ” que se diz que disse” mereça qualquer tipo de atenção ou crédito.
A pesquisa no site do INPI é tão fácil e básica que me leva a questionar que tipo de personagem será o senhor.
Os seus conhecimentos em termos de propriedade intelectual são manifestamente reduzidos. Se estiver interessado no tema peça ajuda à UNESCO que tem trabalho feito na área.
A adopção de um nome anglo-saxónico parece-me adequado, e de acordo, com o nível que evidencia – o nível do ” que se diz que disse” e da incapacidade de pesquisar no INPI.
Se tiver um pouco de cultura, pode observar que o direito herdado da tradição latina (romana) nunca esteve ao alcance da compreensão da maioria dos bárbaros. O que corrobora a boa escolha do nome de ascendência germânica para o tipo de comentário.
Quanto ao meu profissionalismo, meu caro, não é definitivamente o seu domínio.
Passe bem e boas tertúlias de “diz que disse”.
Bem,
Não sei se a entrega da realização do logotipo foi entregue por concurso público ou não, mas claramente os critérios de escolha daqueles que trabalham para a CMA ou para o Geoparque.
Mas uma coisa é certa… um teste à boa educação parece que se tinham imposto neste caso.
O Sr. Mário Reboredo não consegue fazer um post sem ser arrogante e mal educado com quem escreve, o que se lamenta.
Estou certo que, quer o prof. Cerca, quer o Frank, agradecem os seus doutos esclarecimentos, sem necessidade de serem insultados.
Caro Pedro Sousa
Tem razão no seu comentário, tem havido alguma arrogância desnecessária nos meus comentários. Vou fazer por eliminar essa percepção.
O logótipo do geoparque foi retirado de um projecto de desenvolvimento económico de Arouca que fiz (com uma equipa) para a CMA. É um projecto estrutural que deveria gerar para Arouca cerca de 5 a 6 milhões de euros/ano (usando os valores do PENT). Na estratégia de desenvolvimento económico de Arouca consta a imagem corporativa do destino Arouca de onde foi retirado o logo do geoparque. Constam ainda logótipos para um bike parque, um trekking parque, e demais elementos de desenvolvimento estrutural. Pode ver a demo do portal do projecto em http://www.madideias.com/design
(contém ainda o primeiro logo do geoparque)
A circunferência recortada com cores é o logótipo do destino Arouca, e deveria ser a marca de qualidade e excelência de Arouca a atribuir a entidades que conseguissem atingir o patamar de excelência desejado para Arouca.
Acontece que os elementos do geoparque Arouca, tiveram acesso ao meu projecto e simplesmente têm vindo a usurpar e contrafazer partes do meu trabalho.
Alem disso a marca de excelência de Arouca foi usada pela primeira vez na feira das colheitas como papel de absorção de gorduras… porque o presidente da Câmara quis… porque viu isso numa feira de queijos…
É uma pena os Arouquenses terem de ir amargar a crise da pior maneira nos próximos tempos porque o presidente e vice presidente da Câmara não tem mais visão e conhecimentos do que estes que demonstraram até agora.
O geoparque Arouca não tem capacidade nem para se manter a ele próprio (vive às custas do dinheiro dos Arouquenses, ~260 mil euros/ano) muito menos para gerar capital para Arouca. Além disso ainda anda a destruir o trabalho que foi feito para se tentar desenvolver Arouca e permitir um futuro menos negro para os Arouquenses.
É com custo que se vê este tipo de coisas acontecerem e este tipo de desprezo e gozo para com o futuro das pessoas de Arouca.
AFINAL O SR MÁRIO RESOLVEU DAR A CONHECER O POSSÍVEL VERDADEIRO AUTOR DO LOGOTIPO DO GEOPARQUE DE AROUCA: MADIDEIAS, LDA – UMA EMPRESA DE DESIGN DE AVEIRO, QUE TERÁ PRODUZIDO O DITO PROJECTO ESTRUTURAL OU MELHOR IMATERIAL!
Caro Paulo Santos
O uso de letras maiúsculas deve resumir-se ao início das frases, ou aos títulos. Não se esqueça disso nos próximos comentários. É importante que os Arouquenses se apresentem sempre como pessoas instruídas.
Quanto à autoria do projecto, a madideias participou efectivamente na apresentação do projecto. Não é a autora, mas a sua equipa esteve ao meu serviço, contribuiu para realização do projecto, e disponibilizou o alojamento do site. Como não é autora do projecto, ele não aparece no portfólio da madideias. Sabe, um projecto de desenvolvimento económico de uma região é um trabalho grande e exigente, que obriga à formação e contratação de equipas de suporte ao projecto. Peça à autarquia para ver o projecto, para saber melhor do que é que se está a falar.
Quanto à imaterialidade do projecto, infelizmente essa imaterialidade vai repercutir-se na imaterialidade económica dos Arouquenses no futuro próximo. E é esse o ponto da questão, e foi para isso que foi feito o projecto do destino Arouca – para resolver a imaterialidade económica dos Arouquenses no futuro. E falo inclusivamente da sobrevivência dos Arouquenses que vivem de expedientes relacionados com a educação. Se não fizerem a preparação do futuro e não tiverem uma estratégia para o futuro de Arouca, os Arouquenses não vão ter nem para onde imigrarem, porque a crise é global. O projecto foi feito para tratar de coisas sérias – o futuro económico dos Arouqenses – não foi feito para brincar às trilobites, nem para fazer com que os Arouquenses paguem 10 mil euros/ano para deslocações de um ou dois professores universitários, que nem sequer são de Arouca. Não é só a mim que o geoparque usurpa património. Espero que não seja ingénuo ao ponto de pensar que o geoparque existe para beneficiar os Arouquenses. Dê uma vista de olhos nas contas do geoparque e descubra você mesmo para quem é que foi feito o geoparque. Repare: Se o geoparque é para beneficiar os Arouquenses porque é que os membros da UTAD não só não pagam para terem acesso ao espólio Arouquense, como ainda recebem dinheiro dos Arouquenses? Porque é que o geoparque tem um coordenador científico que é um desses cientistas que precisam de pagar para ir aos congressos? Porque é que o geoparque não está associado a um cientista de renome internacional, desses em que são os congressos que pagam pela sua presença? Só nisso o geoparque poupava 10 mil euros /ano aos Arouquenses, e ficava associado ao nível de excelência que se deve exigir em Arouca.
É capaz de não ser má ideia repararem melhor no que se está a passar à vossa frente, e com o vosso dinheiro.