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1 Mário Roboredo 13 de Maio de 2009 às 14:44

Caro José Cerca quero agradecer-lhe a memória e o interesse pelo assunto em questão.
Logicamente que não espero que pessoas como o senhor percebam o alcance da iniciativa. Afinal o senhor nem sabe o que é a propriedade intelectual, nem distingue arte de design… enfim. É o que há.
Carpe diem e acredite que o mundo é um pouquinho mais complexo do que a EB 23 de Arouca.

Com os melhores cumprimentos
Mário Roboredo

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2 jcerca 13 de Maio de 2009 às 15:42

Caro Mário Roboredo
No apontamento que escrevi não está, nem nunca esteve presente a abordagem de quaisquer noções de arte ou de design. Está em causa, isso sim, a maneira, o momento e a ocasião que usou para defender aquilo a que julga ter direito. Repare que, se leu com atenção aquilo que escrevi, nem sequer foi um problema de direitos ou de justiça que eu contestei, mas sim a deselegância da sua intervenção, atendendo ao momento que se vivia e às personalidades que vieram associar-se a esse momento festivo para Arouca.
Acredite, para terminar, que a complexidade do mundo está mais dentro dos nossos esquemas mentais e na maneira de encarar a realidade do que, muitas vezes, na própria realidade que nos rodeia.
José Cerca

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3 Frank 15 de Maio de 2009 às 19:30

Que eu tenha conhecimento, em Portugal, o registo de desenhos ou modelos só pode ser feito através do serviço do INPI Instituto Nacional de Propriedade Industrial. Numa pesquisa rápida não consta o registo de nenhum desenho (logótipo) relacionado com Arouca ou o Geoparque Arouca por estranho que possa parecer. (existem contudo vários registos associados à marca/nome Geoparque Arouca) A não ser que use uma licença tipo Creative Commons não estou a ver que tipo de “propriedade intelectual” se refere.

Se o logótipo é seu, seu será mesmo que o senhor morra, ou seja, mesmo que tenha vendido o seu trabalho, se o registou antes de vender ele estará sempre associado à sua propriedade intelectual enquanto autor/criador da obra. Será esse o caso?

Por muita razão que o senhor tenha, e acredito que até possa ter, não me parece tenha sido o local nem o momento mais apropriado para dizer o que se diz que disse. Arrisco-me até a dizer que tenha sido vergonhoso para si enquanto profissional.

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4 Mário Roboredo 16 de Maio de 2009 às 17:45

Caro Frank
Não faço ideia “o que se diz que disse”. Nem me parece que uma pessoa que fundamenta a sua opinião no ” que se diz que disse” mereça qualquer tipo de atenção ou crédito.
A pesquisa no site do INPI é tão fácil e básica que me leva a questionar que tipo de personagem será o senhor.
Os seus conhecimentos em termos de propriedade intelectual são manifestamente reduzidos. Se estiver interessado no tema peça ajuda à UNESCO que tem trabalho feito na área.
A adopção de um nome anglo-saxónico parece-me adequado, e de acordo, com o nível que evidencia – o nível do ” que se diz que disse” e da incapacidade de pesquisar no INPI.
Se tiver um pouco de cultura, pode observar que o direito herdado da tradição latina (romana) nunca esteve ao alcance da compreensão da maioria dos bárbaros. O que corrobora a boa escolha do nome de ascendência germânica para o tipo de comentário.
Quanto ao meu profissionalismo, meu caro, não é definitivamente o seu domínio.
Passe bem e boas tertúlias de “diz que disse”.

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5 Pedro Sousa 17 de Maio de 2009 às 15:37

Bem,

Não sei se a entrega da realização do logotipo foi entregue por concurso público ou não, mas claramente os critérios de escolha daqueles que trabalham para a CMA ou para o Geoparque.
Mas uma coisa é certa… um teste à boa educação parece que se tinham imposto neste caso.
O Sr. Mário Reboredo não consegue fazer um post sem ser arrogante e mal educado com quem escreve, o que se lamenta.
Estou certo que, quer o prof. Cerca, quer o Frank, agradecem os seus doutos esclarecimentos, sem necessidade de serem insultados.

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6 Mário Roboredo 18 de Maio de 2009 às 4:52

Caro Pedro Sousa

Tem razão no seu comentário, tem havido alguma arrogância desnecessária nos meus comentários. Vou fazer por eliminar essa percepção.
O logótipo do geoparque foi retirado de um projecto de desenvolvimento económico de Arouca que fiz (com uma equipa) para a CMA. É um projecto estrutural que deveria gerar para Arouca cerca de 5 a 6 milhões de euros/ano (usando os valores do PENT). Na estratégia de desenvolvimento económico de Arouca consta a imagem corporativa do destino Arouca de onde foi retirado o logo do geoparque. Constam ainda logótipos para um bike parque, um trekking parque, e demais elementos de desenvolvimento estrutural. Pode ver a demo do portal do projecto em http://www.madideias.com/design
(contém ainda o primeiro logo do geoparque)
A circunferência recortada com cores é o logótipo do destino Arouca, e deveria ser a marca de qualidade e excelência de Arouca a atribuir a entidades que conseguissem atingir o patamar de excelência desejado para Arouca.
Acontece que os elementos do geoparque Arouca, tiveram acesso ao meu projecto e simplesmente têm vindo a usurpar e contrafazer partes do meu trabalho.
Alem disso a marca de excelência de Arouca foi usada pela primeira vez na feira das colheitas como papel de absorção de gorduras… porque o presidente da Câmara quis… porque viu isso numa feira de queijos…
É uma pena os Arouquenses terem de ir amargar a crise da pior maneira nos próximos tempos porque o presidente e vice presidente da Câmara não tem mais visão e conhecimentos do que estes que demonstraram até agora.
O geoparque Arouca não tem capacidade nem para se manter a ele próprio (vive às custas do dinheiro dos Arouquenses, ~260 mil euros/ano) muito menos para gerar capital para Arouca. Além disso ainda anda a destruir o trabalho que foi feito para se tentar desenvolver Arouca e permitir um futuro menos negro para os Arouquenses.
É com custo que se vê este tipo de coisas acontecerem e este tipo de desprezo e gozo para com o futuro das pessoas de Arouca.

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7 Paulo Santos 19 de Maio de 2009 às 18:44

AFINAL O SR MÁRIO RESOLVEU DAR A CONHECER O POSSÍVEL VERDADEIRO AUTOR DO LOGOTIPO DO GEOPARQUE DE AROUCA: MADIDEIAS, LDA – UMA EMPRESA DE DESIGN DE AVEIRO, QUE TERÁ PRODUZIDO O DITO PROJECTO ESTRUTURAL OU MELHOR IMATERIAL!

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8 Mário Roboredo 21 de Maio de 2009 às 6:30

Caro Paulo Santos
O uso de letras maiúsculas deve resumir-se ao início das frases, ou aos títulos. Não se esqueça disso nos próximos comentários. É importante que os Arouquenses se apresentem sempre como pessoas instruídas.
Quanto à autoria do projecto, a madideias participou efectivamente na apresentação do projecto. Não é a autora, mas a sua equipa esteve ao meu serviço, contribuiu para realização do projecto, e disponibilizou o alojamento do site. Como não é autora do projecto, ele não aparece no portfólio da madideias. Sabe, um projecto de desenvolvimento económico de uma região é um trabalho grande e exigente, que obriga à formação e contratação de equipas de suporte ao projecto. Peça à autarquia para ver o projecto, para saber melhor do que é que se está a falar.
Quanto à imaterialidade do projecto, infelizmente essa imaterialidade vai repercutir-se na imaterialidade económica dos Arouquenses no futuro próximo. E é esse o ponto da questão, e foi para isso que foi feito o projecto do destino Arouca – para resolver a imaterialidade económica dos Arouquenses no futuro. E falo inclusivamente da sobrevivência dos Arouquenses que vivem de expedientes relacionados com a educação. Se não fizerem a preparação do futuro e não tiverem uma estratégia para o futuro de Arouca, os Arouquenses não vão ter nem para onde imigrarem, porque a crise é global. O projecto foi feito para tratar de coisas sérias – o futuro económico dos Arouqenses – não foi feito para brincar às trilobites, nem para fazer com que os Arouquenses paguem 10 mil euros/ano para deslocações de um ou dois professores universitários, que nem sequer são de Arouca. Não é só a mim que o geoparque usurpa património. Espero que não seja ingénuo ao ponto de pensar que o geoparque existe para beneficiar os Arouquenses. Dê uma vista de olhos nas contas do geoparque e descubra você mesmo para quem é que foi feito o geoparque. Repare: Se o geoparque é para beneficiar os Arouquenses porque é que os membros da UTAD não só não pagam para terem acesso ao espólio Arouquense, como ainda recebem dinheiro dos Arouquenses? Porque é que o geoparque tem um coordenador científico que é um desses cientistas que precisam de pagar para ir aos congressos? Porque é que o geoparque não está associado a um cientista de renome internacional, desses em que são os congressos que pagam pela sua presença? Só nisso o geoparque poupava 10 mil euros /ano aos Arouquenses, e ficava associado ao nível de excelência que se deve exigir em Arouca.
É capaz de não ser má ideia repararem melhor no que se está a passar à vossa frente, e com o vosso dinheiro.

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