Órgão de Tubos do Mosteiro de Arouca

por jcerca em 17 de Maio de 2009

Nicolas Roger é o seu organista titular

No dia em que a imagem de Nossa Senhora de Fátima peregrinou até à cidade de Almada para estar presente nas comemorações do 50º da inauguração do Monumento a Cristo Rei , Nicolas Roger, organista titular dos órgãos de tubos do Santuário de Fátima, esteve em Arouca para dar um Concerto, assinalando assim o último restauro do órgão de tubos do Mosteiro de Arouca, orçado em 380 mil euros.

Uma peça excepcional

orgao_aroucaExibindo a data de 1743 na sua fachada barroca, este órgão foi fabricado por Manuel Benito Gomez, e possui 1352 vozes, alimentadas por 24 registos, sendo considerado pelos especialistas um dos instrumentos mais importantes da escola de organaria ibérica em todo o mundo.

Tendo sido já objecto de obras de restauro há cerca de duas décadas, esta última intervenção foi feita em Barcelona, durante um ano e esteve a cargo da empresa Gerhard Grenzing, considerada  líder na recuperação de órgãos. Graças a um cuidadoso trabalho foi possível recuperar-se a sonoridade original deste órgão, uma vez que restauros anteriores lhe haviam adulterado a sua identidade sonora.

A visita do Ministro da Cultura

Embora anunciada a presença do Ministro da Cultura no Concerto inaugural, a verdade é que este membro do Governo, por motivos de agenda, só passou algumas horas em Arouca. Tendo chegado por volta das 14.30, o Ministro apenas teve ocasião de visitar o Museu de Arte Sacra, sob a guia do cónego Dr. Arnaldo de Pinho. Depois da visita ao Museu percorreu a cerca do Mosteiro, após o que foi servido um porto de honra na cozinha conventual. A curta visita encerrou por volta das 16 horas, pelo que não foi possível estar presente no Concerto inaugural.

À noite, antes do concerto, teve lugar na sala do capítulo, uma sessão solene presidida pela Directora Regional de Cultura do Norte, aberta a convidados da Câmara e aos irmãos da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda. No final do concerto a Câmara ofereceu aos convidados, um porto de honra, no lado norte dos claustros.

O concerto

O concerto foi aberto com uma peça do sec.XVI de António Carreira interpretada por Ivo Brandão, arouquense e aluno de órgão do prof. Nicolas Roger.

os-organistasCoube a este organista francês todo o restante programa do Concerto, durante o qual foram interpretadas várias peças dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Interpretadas num cenário magnífico, emoldurado por uma riquíssima talha dourada barroca, estas peças foram escutadas num religioso silêncio pelos numerosos ouvintes que enchiam, não só o coro baixo, como ainda o corpo da igreja conventual, espaços esses que se encheram com as múltiplas sonoridades que Nicolas Roger conseguiu fazer ecoar através dos tubos do órgão agora finalmente restaurado.

Refira-se que no dia seguinte, na Missa das 11.15h, a celebração dominical da Paróquia iniciou e terminou com a interpretação de uma peça de órgão, tocada por Nicolas Roger, para assinalar que, a partir desse dia, assumiria também o cargo de organista titular do órgão de tubos do Mosteiro de Arouca, em conjunto com os órgãos de tubos do Santuário de Fátima.

Ao serviço do culto religiosa e da cultura

Com o cuidadoso e dispendioso restauro desta rara peça de organaria, Arouca possui agora condições excepcionais para promover eventos culturais dedicados a este tipo de instrumentos.
Efectivamente, seria contraproducente e de consequências maléficas para esta peça, agora restaurada, se ela fosse abandonada ao esquecimento.

coro_baixoConstruído essencialmente para o serviço do culto da comunidade religiosa do Mosteiro, este órgão, pelo valor artístico e histórico que detém, será certamente rentabilizado também ao serviço de eventos culturais de grande qualidade.
Fazendo Arouca agora parte da rede europeia de Geoparques, este tipo de eventos musicais terá não só grande oportunidade, como também um extraordinário interesse para o desenvolvimento cultural e turístico de Arouca.

José Cerca

Publicado no“Jornal de Arouca” nº 742 de 30 de Maiode 2009

{ 44 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 António Simões 17 de Maio de 2009 às 15:24

Conheço este instrumento como poucos. Muitos anos corri para Arouca tentando melhorar e colocar o instrumento em condições de funcionamento. Inclusive, ali assisti e ajudei a gravar um CD de música religiosa com o prof e organista Gerhard Doderer.
Fui aluno de Gerhard Grenzing, o actual restaurador deste instrumento. Trabalhei na sua empresa, através de uma Bolsa de Estudos da F. Calouste Gulbenkian, no ano de 1983. Depois disso, muitos outros restauros fiz, como se poderá ver na minha página .
Não ponho em causa o trabalho de Gerhard Grenzing. O que ponho em causa é a falta de respeito de quem dirige, no Governo ou na Cultura, que deixa para trás aqueles que amam o seu País, que a ele se entregam, pura e simplesmente, porque incultos, unicamente analisam os projectos pelos milhões, porque as verbas não são do seu dinheiro, mas de todos nós. Lamento que nem sequer tenha sido chamado a dar um parecer ou orçamento para restauro deste instrumento. Isto é inadmissível. Eu sou Português e tenho direito ao respeito e consideração de quem Governa.

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2 António Simões 17 de Maio de 2009 às 15:35

Este foi o comentário que enviei a um amigo de Arouca. Como ele é sucinto e diz o que penso, aqui o transcrevo:
“Eu não estava informado sobre essa inauguração e por isso tinha outros compromissos, não podendo, deste modo assistir á inauguração do ilustre Organista de Fátima.
No entanto, sinto muito que este meu País, pobre, a cair na miséria, deixe para trás todos aqueles que apostam no País, e venham a entregar trabalhos a ESTRANGEIROS, por muito que a gente os respeite. De facto sinto muito ter abraçado uma actividade que é controlada por pessoas que nada dela sabem e o que querem é dividendos culturais e políticos. É lastimável trabalhar, como eu, e ter que ser contratado por pessoas que usam o dinheiro público. Para elas tanto faz ser de fora como não. Não conta o preço. Mas não é isso que fazemos em nossas casas. É lamentável que eu, que abracei esta actividade e que até fui aluno de Gerhard Grenzing, que foi chamado para esse trabalho, nem sequer seja chamado a dar uma estimativa. E eu teria todo o direito nisso, pois abracei esta actividade e é através dela que pago os impostos.
Actualmente, sinto uma grande revolta pela forma como somos governados, por uma autêntica cambada sem o mínimo respeito pelos outros.
É só isto que tenho a dizer.”

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3 Cristina Saavedra 17 de Maio de 2009 às 18:45

Mais uma vez Arouca está de PARABÉNS.
Temos de volta o nosso órgão e pelo que pude ouvir, agora estará em boas mãos.

Parabéns ao Ivo Brandão, ao Prof. Nicolas Roger e também ao restaurador deste instrumento magnífico o Sr.Gerhard Grenzing.

Não é possível esquecer a responsabilidade da Autarquia, assim como do Juiz da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, cónego Dr. Arnaldo de Pinho, pois sem a sua força , vontade e perseverança, este projecto poderia não se concretizar.

Obrigada.

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4 António da Cunha Duarte Justo 18 de Maio de 2009 às 8:52

Caro António Simões,
Infelizmente costuma dizer-se que santos da porta não fazem milagres!
Arouca e a província tem muitos créditos a dar!
Pena é que os de longe, os emboçados do poder é que os recebam.
Apesar de tudo Arouca cresce!
António Justo

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5 Armando Pinho 18 de Maio de 2009 às 13:46

Caro Antonio Simões,felismente o sor teve o orgão nas mãos, e por diverças veses o sor o reparou , isto foi muito importante, pois se não fosse seu trabalho hoje não tinhamos mais o Orgão tão importante , ja tinha apodressido ou se detiurado, já fiz meu comentario no blog Ponto por Ponto, mas como leio todos os blog do Arouca Biz ,principalmente o Do Meu Mirante, pois eu ademiro muito o sor Jose Cerca , não poderia de deixar aqui meu comentario e agradecimentopor tudo que o sor Antonio Simões Fez por o Orgão do mosteiro, que para mim e uma das maravilhas de Arouca ,e claro junto com muitas outras da minha Arouca ,o mais importante e que ele esta ,sendo ademirado por todos os Arouquenses,não importa quem reparou. Armando Pinho

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6 Sine Nomine 20 de Maio de 2009 às 14:14

Desde já felicito todos os que tornaram possível a restauração do Orgão do Mosteiro de Arouca, que sem dúvida, é um Património que não existe igual, e felizmente é Português.
Não posso deixar de referir que a própria restauração do Orgão foi um trabalho incalculável, mas executado com um grande profissionalismo da parte do Sr. Gerhard Grenzing que ressuscitou e redescobriu a alma que, há muito tempo no Órgão, estava apagada. Por tal feito agradecemos á pessoa que lhe propôs o Projecto de Restauro, porque sem dúvida alguma, sabia em quem estava a confiar.

Sem mais.

Cumprimentos

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7 António Simões 20 de Maio de 2009 às 17:27

Não está em causa o saber em que se está a confiar. O que está em causa é as pessoas que controlam os dinheiros públicos desconfiarem de quem é Português e sempre confiarem no que vem de fora. Como é que alguém em Portugal pode dar provas se quando estão em causa grandes obras elas são confiadas a pessoas fora do País. Porque é que na política não se faz o mesmo? Porque é que só no restauro é que há gente que tem que dominar e controlar e fazer a seu belo prazer. E como é que sabe que o órgão tem alma? E a alma de quem? De um alemão, G. Grenzing, de um Catalão, G. Grenzing? A música é universal, mas se todos pensassem como alguns políticos e seus apêndices, os Portugueses já não existiam. Dêem-me as condições e a confiança que põem , por exemplo em G. Grenzing e eu farei tão bem ou melhor que ele. Não tenho as menores dúvidas.

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8 Sine Nomine 21 de Maio de 2009 às 9:13

Em primeiro lugar, o Senhor António Simões como organeiro deveria de ter conhecimento de que um bom Órgão de tubos tem alma: Não evidentemente em termos físicos mas algo sentimental. A alma de um Orgão assemelhace a um sentimento, ao carácter, que dele sai e que autocamaticamente torna-se agradavel.
Mas o Sr. deve saber isso não é?
Outra coisa lhe digo, se me permite, nada se faz sem áquilo a que se chama humildade, e o Sr. deveria pelo menos prestar um sentimento de respeito em relacção aquele que afinal de contas foi o seu professor, Sr. Gerhard Grenzing.
Tenho a certeza que se fosse melhor que o seu mestre (Sr. Gerhard Grenzing), não tinha a necessidade mostrar o seu descontentamento por não ter sido o Sr. a restaurar o Órgão.

Sem mais.

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9 Mikel GOIKOETXEA 21 de Maio de 2009 às 16:32

21-MAI-2009
Sou espanhol, originário do chamado «País» Vasco, residente en Salamanca, tendo já vivido en Portugal durante algun tempo, país adonde vou com muita frequência.
Lendo a notícia e os vários comentários que a mesma despertou, por parte de inúmeros leitores, desde já declaro estar absolutamente de acordo com as opiniöes formuladas pelos leitores «Cristina Saavedra» (provavelmente, também ela de origem Espanhola, dado o seu apelido «Saavedra»…) e «Sine Nomine», felicitando, desde logo, näo só o Mestre de Organería, Sr. Gerhard Grenzing, mas também o Prof. Nicolas Roger, Organista Titular do Santuário de Fátima, pelo magnífico Concerto de Inauguraçäo do Orgäo do Mosteiro de Arouca, e näo só, mas também pelo facto de ter sido ele o impulsionador do restauro ahora levado a cabo pelo Mestre Grenzing. Trata-se de un Orgäo Ibérico (de oitava curta), un Património Histórico que se enquadra perfeitamente no ambiente Místico e Histórico do Mosteiro de Arouca e que, como tal, deve ser devidamente conservado e respeitado.
Lamento que o Sr. António Simöes comente pela negativa o facto de o Orgäo ter sido restaurado por un estrangeiro, e näo terem o terem convidado a ele (António Simöes) a levar a cabo esse trabalho. A verdade é que se o Sr. António Simöes fosse täo bom (ou melhor) que o seu Mestre, seguramente tería sido chamado para tal tarefa de täo grande responsabilidade… Ora, por que será que o Sr. António Simöes nem sequer foi «ouvido nem achado» en tal matéria? Muito provavelmente, as várias Entidades Estatais, nomeadamente o «IPPAR», devem saber quem é e a que actividade se dedica o Sr. António Simöes e o Estado terá preferido näo o contratar para fazer un trabalho de tal responsabilidade, como o restauro do Orgäo Histórico do Mosteiro de Arouca. Mas isso näo é caso para ficar täo melindrado! Suponho que há mais organeiros en Portugal, além do Sr. António Simöes (näo muitos, evidentemente, mas há-os, seguramente): eles tampoco foram convidados e nenhum deles se queixou por tal facto! Por que será que só o Sr. António Simöes se sentiu täo ofendido?
Parabéns ao Prof. Nicolas Roger e ao Mestre Gerhard Grenzing e que Deus conserve a ambos por muitos anos.
Respeitosos cumprimentos do MIKEL GOIKOETXEA.

Responder

10 Ismael Hernández 22 de Maio de 2009 às 8:16

22-V-2009
Sinto muito não ter podido estar presente na Audição Inaugural do Orgão do Mosteiro de Arouca, mas… os meus compromissos assumidos para com o Santuário de Fátima não me permitem “veleidades” de poder ir a Concertos e/ou a outros eventos de carácter Cultural…
No entanto, tal impedimento não me inibe de me congratular, efusiva e vivamente, com tal e tão importante acontecimento para a vida Cultural e Histórica de Portugal, pelo que, por esta vía, quero dar os meus parabéns, quer ao Sr. Gerhard Grenzing, pela sua obra de restauro de tal e tão importante e magnífica peça de Arte Sacra Musical e Histórica deste país, quer ao meu Distinto e Ilustre colega, Prof. Nicolas Roger, o qual, ainda há cerca de uma hora, me fez ouvir uma gravação “in loco” de uma “Batalla de VI Tom”, tocada ao final da Missa Dominical das 11:15, no passado 17 de Maio: Magnífico… en todos os sentidos! PARABENS!
E parabéns também ao Sr. Ministro da Cultura, que se dignou visitar o Mosteiro (e, inclusivamente, “entrar” dentro do próprio Orgão – uma autêntica “Catedral Sonora”, nas palavras do Prof. Nicolas Roger), tendo manifestado sumo interesse, não só no instrumento en sí, mas também na Arte e, muy concretamente, na Arte Musical, que, infelizmente, tão olvidada (para não dizer “desprezada”…) tem sido ao longo de já há muitos e longos anos a esta parte…!
E também parabéns ao IPPAR, que financiou o restauro de tal e tão bela e monumental peça de Organería, que apenas se poderá igualar ao Orgão do Mosteiro de S. Vicente de Fora, en Lisboa (este, de dois teclados, também de Oitava curta).
Finalmente, parabéns ao Município e à “Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda” que, graças também à sua constância e perseverança, vêem hoje, restituído às suas origens, un Património Histórico, Religioso e Cultural, que vai dignificar ainda mais o bom nome de Arouca.
En tudo o mais, subscrevo as opiniões manifestadas ut supra pelos comentadores Cristina Saavedra, Sine Nomine e Mikel Goikoetxea.
Cordiais saudações e PARABENS a todos!
Ismael Hernández (II.º Organista do Santuário de Fátima).

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11 Ivan Ivanovich Rastapopoulos 22 de Maio de 2009 às 8:46

Lidos os varios comentarios a respeito do grande acontecimento Cultural que foi o recente Concerto de inauguraçao do Orgao de Arouca, faço minhas as palavras dos leitores Cristina Saavedra, Sine Nomine, Mikel Goikoetxea e Ismael Hernandez: en suma, Parabéns ao Organeiro Sr. Grenzing e ao Organista Prof. Nicolas Roger!
Quanto ao Sr. Antonio Simoes, fica-lhe muito mal manifestar publicamente a sua inveja por nao ter sido escolhido para restaurar o Orgao Historico de Arouca. Alias, segundo varios testemunhos, o Sr. Antonio Simoes tem tido un comportamento condenavel, en relaçao a certas reparaçoes, restauros & etc… levados a cabo en varias igrejas en Portugal. En face disso, tem o Sr. Antonio Simoes idoneidade e/ou autoridade para criticar o trabalho daquele que foi o seu Mestre, ou ate mesmo a decisao do proprio IPPAR en nao o haver contratado para uma tarefa de tal e tao grave responsabilidade? Suponho que nao!
Felicitaçoes (a quem de direito, bem entendido!) e cumprimentos a todos do Rastapopoulos.

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12 António Simões 22 de Maio de 2009 às 11:01

Não respondo ao sr “sem nome”, porque detesto a cobardia de as pessoas terem sempre palavra crítica, mas refugiarem-se no anonimato. De igual, para o Sr. Mikel Goikoetxea. O nome sem uma identificação de email válido ou url, pode ser uma coisa qualquer.
De qualquer forma, serei sucinto. Não me preocupa nada que G. Grenzing tenha efectuado este restauro. Seria até o único organeiro fora de Portugal que indicaria para o referido restauro, porque o conheço e conheço o seu trabalho. Como, também não estaria em causa eu efectuar o trabalho, porque, pessoalmente, seria impossível fazê-lo nesta altura. Aquilo que disse foi o facto de não me ser pedida qualquer informação, face ao passado de relacionamento com o referido instrumento.
Não é uma questão de humildade, porque não preciso de vir para esta página alterar o que quer que seja em relação quer à minha pessoa, quer ao sistema viciado em que temos que nos desenrolar. Quem me conhece sabe bem quem sou e isso é-me suficiente para me sentir orgulhoso de mim.
Quanto às relações com o IPPAR (IGESPAR), como diz este sr, que se identifica por Mikel Goikoetxea, elas têm a ver pura e simplesmente com o sistema político que nos domina. É que as verbas da CEE são geridas por pessoas e institutos que somente sabem de papéis e de milhões. Para eles, poupança, só se for a lá de casa, porque pela forma como este País se governa, infelizmente, estou muito longe da sua compreensão. Enquanto pessoas responsáveis, se desculparem, com um simples “Foi um Lapso” (como hoje, acerca dos aumentos dos administradores do Banco de Portugal), não vale a pena andarmos aqui a discutir o que quer que seja, porque as moscas variam, mas o resto é sempre do mesmo….
Quanto à alma, levar-nos -ia para questões muito mais filosóficas e só as discuto com pessoas conhecidas e bem identificadas.

Responder

13 António Simões 22 de Maio de 2009 às 11:08

Em resposta aosr. Rasta…
Não vale a pena comentar, porque, como disse atrás, o País em que estamos está cheio de falsas informações, e tudo o que este Sr. diz de atitudes condenáveis, deveria conhecer o processo correctamente para se resignar ao seu analfabetismo informativo.
Por aqui me fico.
Para uma melhor compreensão, clicar no link do meu nome e ter a paciência de ler tudo que lá está.

Responder

14 IDCosta 22 de Maio de 2009 às 11:36

Esclarece-se que, para o restauro do órgão de Arouca, foi seguido o procedimento legalmente estabelecido para o efeito: “concurso público intenacional, com anúncio publicitado no JOUE (Jornal Oficial da União Europeia) e no DR (Diário da Républica), bem como em dois jornais de distribuição nacional”.

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15 António da Cunha Duarte Justo 22 de Maio de 2009 às 12:56

Se houve concurso público e publicado, não haverá razão para críticas, desde que a escolha tenha sido transparente.
António justo

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16 António Simões 22 de Maio de 2009 às 13:40

Mal seria que não se efectuassem todos os procedimentos legais. Há muitos anos que se procede desse modo. Não é aí que está o problema. Nós, administrativamente, burocraticamente, somos do “melhor” da Europa. O problema são as voltas finais… e por aqui me fico.

Responder

17 António Simões 22 de Maio de 2009 às 13:43

Voltando ainda à informação de IDCosta:
E foram só essas as informações prestadas? E não houve nenhuma informação particular? Quantos e quais foram os concorrentes desta obra?

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18 António Simões 22 de Maio de 2009 às 13:50

E ainda insisto: E já agora, informem correctamente de quais as verbas em que importou este restauro e analisem e equiparem com restauros, por exemplo, em França, ou até mesmo em Espanha…. perguntem aos organeiros Franceses…

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19 António da Cunha Duarte Justo 23 de Maio de 2009 às 5:02

Eu conheço bom constructor (firma) de órgãos na alemanha!

Responder

20 L. S. Coelho 24 de Maio de 2009 às 11:54

Não posso – nem seria justo – deixar de manifestar publicamente uma palavra de reconhecimento a propósito do restauro e inauguração do Órgão histórico do Mosteiro de Santa Mafalda, em Arouca. Assim, aqui a deixo, desinteressada, à maneira de testemunho, a bem da verdade dos factos…
Em primeiro lugar é justo que felicite o meu professor, NICOLAS ROGER, pelo magnífico concerto do passado dia 16 e, sobretudo, pelo empenho que desde há já alguns anos tem vindo a colocar na sensível questão do restauro do supra-citado órgão. Ademais, muito me alegro por saber que doravante acumulará, com o cargo de organista titular do Santuário de Fátima, o cargo de organista titular do magnífico instrumento de Arouca e que, assim, assegurará a vitalidade deste.
Em segundo lugar, ao senhor G. GRENZING se deve, penso eu, uma palavra de parabéns pelo trabalho de extrema competência realizado em Arouca, o qual pude testemunhar de perto. Aliás, – e para arrumar de uma vez por todas esta questão, – a competência do senhor G. GRENZING é um dado adquirido e, como tal, está isenta de toda e qualquer discussão!
O sr. António Simões, pelo que pude ler, lamenta-se por não lhe ter sido pedido qualquer juízo a propósito do restauro do órgão de Arouca. Regozijamo-nos!
O sr. António Simões, com efeito, a bem do nosso património organístico deveria abester-se de tais lamentos, pois que já deu suficientes provas – e que provas – de que não é pessoa competente na área em que teimosamente se assume como “mestre”. A afirmação que faço pode ser considerada agressiva, insurrecta talvez, mas a verdade dos factos, lamentavelmente, comprovam-na.
O restauro realizado no órgão histórico da Igreja de São Sebastião , em Setúbal, ditou a morte do instrumento. Acaso, alguém conhece um órgão ibérico, de escola portuguesa, com pedaleira? Pois é… Para conseguir tal proeza o sr. António Simões teve de sacrificar o “Flautado 24″ do teclado, provocando naturalmente o desequilíbrio nos jogos do instrumento. Inútil será dizer que o que temos agora é um instrumento descaracterizado; já para não falar nos problemas de alimentação de ar, etc… Enfim… Só visto…
Por isso – joelho em terra – este país deve penhoradamente uma palavra de gratidão a esses a quem o sr. António Simões, tão despropositadamente, apelida de “estrangeiros”. Se entre nós não há quem, com acuidade, estime e ame o nosso próprio património, haja, ao menos, quem ensine e preserve o que é nosso! Dixit.

Responder

21 GAS 24 de Maio de 2009 às 14:13

O Grupo dos Amigos do Sensa (GAS) vem aqui felicitar publicamente todos os envolvidos no restauro, em particular o comentador precedente que, sendo grande promessa nestas lides, sabe bem do que fala. Mais afirmamos, decretamos e fazemos saber que, em nome de quem luta diariamente pela difusão do Sensa, classificamos esta intervenção com a categoria de “Giga Ultra Mega SENSA”, pela qual deve ser conhecida e referida “per omnia secula seculorum”. Assim Deus queira e nós estejamos cá…

SEMPRE SENSA!

Responder

22 António Simões 24 de Maio de 2009 às 19:42

Isto até parece um julgamento. Continuo a dizer que não gosto de falar para siglas. LSCoelho não está identificado. Por isso, não lhe responderei directamente, uma vez que, as insinuações que faz são demasiado graves e só estando dentro dos assuntos se poderá analisar da ignorância deste tal LSCoelho acerca do órgão da Ig. de S. Sebastião, em Setúbal. Em Portugal, há muitos doutores chamados”da mula russa” que de tudo percebem, de tudo falam, tipo, treinadores de bancada. Dizer o que diz sobre o referido órgão é crítica gratuita, porque só quem esteve por dentro de todo o assunto desde o início poderia ter algo a dizer. Com efeito, e neste caso, a pedaleira pode não ser uma pedaleira tipo, mas foi uma opção na altura, para aproveitar alguns tubos (poucos) porque a maioria são tubos novos. Além disso o instrumento estava já muito alterado e nunca teve de origem qualquer registo de 16 pés. A pedaleira é aqui um teclado de apoio e nunca um recurso de um órgão moderno. E dizer que os órgãos ibéricos não têm pedaleira, é evidente que todos sabemos que na generalidade isso assim era, mas há muitos mais instrumentos em que se colocaram pedaleiras, muitas vezes, simples acoplamentos ao teclado único. Outras, e poderíamos citar órgãos conhecidos, foram totalmente alterados e hoje têm pedaleira, como o caso da Ig. de S. Roque, ou da Misericórdia em Coimbra. Não gostaria de fazer deste local uma análise sobre organaria, mas este sr. Coelho, da forma como diz estas coisas deve ser uma sumidade em Portugal. Possivelmente, Coelho, de cartola… Por isso, me limitarei ao que escrevi, porque não é o sr Coelho que dita ou faz análise do meu curriculum, porque não lhe dou esse direito. E resumindo, e voltando ao início, nunca esteve em causa que fosse o Sr. G Grenzing a efectuar o trabalho do restauro, o que está em causa são outros assuntos de cariz administrativo. Ao longo dos tempos, a nossa história está cravejada de influências culturais. Umas vezes, de Itália, outras da Holanda, outras, da Alemanha, outras de Espanha e os Portugueses vão comendo as migalhas. E por isso somos o povo que somos. A nossa evolução é directamente proporcional à ambição. A ambição fica-se pelas inaugurações, que têm que ser muito bonitas, para glória de todos os envolvidos e depois, não há dinheiro para substituir uma telha partida, por exemplo, e, quanto a concertos, ficamos por um de vez em quando, quando o rei faz anos… E por aqui me fico.

Responder

23 L. S. Coelho 25 de Maio de 2009 às 15:57

Para responder ao sr. António Simões, só duas palavras, muito breves.
A primeira para dizer que, se em Portugal existem muitos “doutores da mula russa”, o sr. , pela obra com que nos tem presenteado, se encontra entre o seu número. E com isto quero somente dizer que não lhe admito o vexame e a exasperação das suas palavras. O sr. não me conheçe e como tal não lhe fica nada bem tecer quaisquer comentários sobre a minha pessoa.
Eu, porém, não o conhecendo a si, posso dar testemunho válido da obra que o sr. lamentavelmente tem vindo a realizar, pois falo com conhecimento de causa.
A outra palavra é um convite. Para que as minhas afirmações não venham a ser consideradas tendenciosas, deixo aqui o convite para uma visita ao órgão da Igreja de São Sebastião em Setúbal, para que, deste modo, se comprove aquilo que anteriormente afirmei.
E termino. Este é um sítio para dignificar e louvaminhar o trabalho de restauro do órgão de Arouca e a nova que por este lhe foi trazida. Somente espero que ela se afigure venturosa pelos tempos fora.
Fica, pois, terminada a discussão. Dixi.

Responder

24 António Simões 25 de Maio de 2009 às 18:08

Tem muita razão, sr. Coelho. Marquemos então uma visita ao órgão da Ig. de S. Sebastião, em Setúbal. Eu lá estarei, “como doutor da Mula Russa” , para lhe explicar os trabalhos que lá foram feitos.
O sr. só pode não admitir as minhas palavras, desde que se identifique correctamente e tenha respeito pelo trabalho dos outros.
Terei todo o gosto em falar directamente consigo, e explicar-lhe aquilo que desconhece. Identifique-se correctamente e a partir daí teremos em igualdade de circunstâncias.
E em relação a tudo isto, seria bom que lesse correctamente aquilo que eu escrevi inicialmente, para que não se deturpe o pensamento e a razão da minha escrita.

Responder

25 João Linhares de Sousa Couto 16 de Julho de 2009 às 14:16

O sr. António Simões deveria ter consciência daquilo que fala. Sabe muito bem, que oportunidades não lhe faltaram para mostrar um “bom trabalho” na area do restauro de órgãos. Infelizmente grande parte do seu trabalho foi tudo menos “bom”. Quando conseguir fazer um trabalho, suficientemente digno, de ser comparado ao do Sr. Grenzig, poderemos continuar a discussão entre si e a pessoa acima referida.

Responder

26 Antonio Simoes 16 de Julho de 2009 às 17:10

Não sei quem é o sr Linhares Couto e também, como ja disse, seria bom que aparecesse a identificação da pessoa-email-para que se pudesse falar directamente e rebater o que se diz aqui, fazendo análises baratas, que só demonstram irresponsabilidade e desconhecimento da área.
Se alguém conhece G Grenzing sou eu, pois com ele trabalhei durante um ano em vários órgãos históricos. Por isso, o admiro há quase 30 anos. Falar em comparações nem tem o mínimo sentido, porque as circunstâncias da vida de ser Português e Alemão são muito diferentes. Por isto mesmo. Nós nunca prestigiamos o que é nosso, a não ser depois de morto. E se está vivo, tentamos matá-lo seja de que forma for. E esta imbecilidade de vir para a praça pública falar dos outros desconhecendo a matéria é, infelizmente, apanágio do ser português. E começamos por aqui para vermos que não há termos de comparação, porque elas só são possíveis se, superiormente, formos considerados como iguais, e isto tem que servir para as verbas em causa. Atribuam-me verbas como as que atribuiram para este restauro e depois comparemos. O problema está aqui. Os Portugueses são sempre considerados de segunda, a não ser que venham de escolas germânicas. E é contra isto que luto há mais de 20 anos. Este sr. Couto não se dá conta de que está a fazer esse jogo.
Porque, diga lá, dos cerca de 150 restauros que já fiz, a qual se refere? Foi tudo menos bom, diz o sr. Couto.
Quem é o Sr. Couto, já agora?
E porque razão se vem aqui pôr a falar de mim?
Mas, acaso sou eu o motivo desta notícia?
Agradeço que se reconsidere.
Para informação, comecei hoje mais um restauro. E isso, para mim é o mais importante. Tudo menos bom? Com a mesma coragem e a mesma entrega do primeiro dia em que comecei, em Janeiro de 1984.

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27 Rodrigo de Sá Nogueira 20 de Julho de 2009 às 12:52

Toquei o órgão de Arouca antes do restauro. Era um instrumento maravilhoso. Os principais (flautados) eram lindíssimos, o plenum, muito plástico, permitia quer um cheio muito polifónico quer um cheio majestoso, com os 24 palmos voluntariamente lentos (a nota correspondente, no falutado de 12, era sempre mais rápida que a oitava tocada no 24 palmos, o que mostra que houve vontade de fazer o 24 digno e grandioso).

As palhetas estavam bastante desafinadas, mas recordo uma maravilhosa trombeta marinha.

Não sei como o instrumento está agora. Independentemente do sentimento do Sr. António Simões, que de resto conheço pessoalmente e cujo trabalho também conheço bem, temos de aceitar que Gerhard Grenzing é um restaurador excepcional. Nomes tão importantes quanto Gustav Leonhardt, Marie Claire Alain, André Isoir, recomendam o seu trabalho com os adjectivos mais expressivos.

Recordo também que foi Grenzing que restaurou o famoso órgão de Palma de Maiorca (Jordi Bosch) e que esse trabalho foi considerado uma obra prima.

Embora compreenda a mágoa do Sr. António Simões, a verdade é que ninguém pode contestar o nome de Grenzing para o restauro de um instrumento tão importante como o do órgão de Arouca.

Portugal está de parabéns. É um dos órgãos mais belos, em termos de sonoridade (e mesmo de caixa) da Península e foi restaurado por um mestre competentíssimo. Falta-me agora ouvir o instrumento no seu estado actual. E por isso não tomo partido no debate.

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28 Antonio Simoes 20 de Julho de 2009 às 18:27

Para R S Nogueira,
Não há qualquer mágoa. Antes pelo contrário. G Grenzing seria a única pessoa que eu aconselharia para este restauro. Nem estava na minha mente efectuar o restauro, porque até nem, de momento, teria hipóteses de o fazer. O facto de eu falar, só tem a ver com o sistema que esquece os nossos.
Porque é que não faz o mesmo com os políticos e com os gestores? Porque é que para a cultura temos que estar sempre dependentes de gente de fora do País?
E isto não é estar contra ninguém.
Vamos ser francos!
Temos ou não temos bons organistas em Portugal?
Claro que temos!
Nicolas Roger é incontestavelmente um bom organista.
Mas temos necessidade de tê-lo como organista titular deste órgão?
E então os nossos organistas formados deste que morreu Joaquim Simões da Hora?
Sabem uma coisa? Faz cá muita falta gente como Joaquim Simões da Hora!
Lamento ser a figura principal destes comentários, só porque não fico calado perante a forma como nos analisamos a nós próprios.
Quero com isto também dizer que, felizmente, poderemos comparar o instrumento actual com o instrumento antes, dado que existem gravações do mesmo. E se elas são melhores actualmente, era isso mesmo que eu esperava de Gerhard Grenzing, com quem trabalhei no famoso órgão de Jordi Bosch em Santanyi, Maiorca.

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29 Antonio Simoes 20 de Julho de 2009 às 18:46

Estava aqui a rever alguns comentários, pois isto já vai longo e veio-me à mente um facto muito simples. Muita pompa, muita sumptuosidade para determinados actos. Mas para o dia a dia não existem verbas. Quero com isto dizer que, para órgãos muito mais importantes que o de Arouca, para receber uma simples quantia de 100 euros para efectuar uma afinação de palhetas para um concerto se espera quase um ano, só porque os serviços não têm verba. No passado sábado estive a corrigir um determinado órgão para um concerto. Fiz 200 Kms. Verba para este serviço? A minha boa vontade de colaborar. E esta é que é a realidade!

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30 Rodrigo de Sá Nogueira 21 de Julho de 2009 às 16:08

Pois, caro António Simões. Concordo com a irritação que causa a mania dos estrangeiros em Portugal. Já reparou que mesmo os nossos organistas tocam muito mais reportório renacentista espanhol do que português? E se temos reportório!!

Não conheço o Nicolas Roger, mas certamente que temos bons organistas, e cada vez mais.

E sim, que falta faz cá o Simões da Hora. Um grande músico e um amigo fiel. O renascimento do órgão histórico em Portugal deve-se-lhe em grande parte.

Cordiais saudações

R. de Sá

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31 Antonio Simoes 23 de Julho de 2009 às 3:54

Ora até que enfim que aparece alguém que compreende onde eu queria chegar desde início! De facto deixamos para 2º plano a nossa autoestima e é por isso que este país não vai a lado nenhum. Parece que ainda não esquecemos o antes de 1640! Demasiada submissão e pouca autodeterminação. Como dizia um casal de Ingleses ontem numa fila para reclamar uma factura da EDP: os portugueses “allways smile” mesmo para reinvindicar os seus direitos.

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32 Antonio Simoes 23 de Julho de 2009 às 4:00

Ao Sr. R Sá Nogueira,
É verdade o que diz. Quantos programas sem uma única obra Portuguesa?! Será desconhecimento ou vergonha de sermos Portugueses (à nossa maneira)?
Foi preciso vir Santiago Kastner para acordarmos sobre um enorme património musical abandonado ao pó das prateleiras das principais Sés deste País. E Carlos Seixas aqui tão perto!

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33 Antonio Simoes 23 de Julho de 2009 às 4:11

E só um acrescento ao anterior comentário:
Quando falo de Santiago Kastener não posso também esquecer uma pessoa importantíssima neste assunto: Calouste Gulbenkian. A ele se deve o muito da diferença do conhecimento da nossa cultura, a partir dos anos 50 do séc. passado. Nenhum destes dois admiráveis cultores tem origem Portuguesa, mas admiravam e respeitavam a nossa cultura como poucos mais.

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34 António freitas 5 de Julho de 2010 às 19:24

Sou organista amador na minha paróquia, em Guimarães. Assisti recentemente a dois concertos integrados no 2º festival de Orgão Ibérico. Os organistas que escutei foram Paolo Di Rosa e o promissor Rui Soares do Porto. O orgão de Tubos da Igreja de Santo António dos Capuchos foi restaurado. Só quem dá valor ao Património e restaura estes sublimes instrumentos é que tem voto na matéria. Quem não tem obre feita deveria abster-se de comentar, pois de discursos bem elaborados e de uma erudição peculiar está o Portuguê saturado. Falar e criticar não custa!!!

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35 Armando Pinho 9 de Julho de 2010 às 7:03

Sr António Freitas este assunto já foi encerrado á um Ano atrás ( acorda)

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36 Cecília BLAIS-MANZONI 2 de Outubro de 2011 às 13:11

Boa noite
Estando a preparar uma tournée de Concertos para o Organista Francês Eric Saint-Marc, entre os dias 21 e 31 outubro, venho propôr um “Recital de Orgão” ou um Concerto “Orgão e Voz” no vosso belo Orgão.
No dia 22 de outubro damos um concerto “Orgão e Voz” na Paróquia de São Tomás de Aquino, no dia 23 Eric dará um “Recital de Orgão” no Mosteiro dos Jerónimos e no dia 29 estaremos na Basílica dos Mártires, em Lisboa. Todos os concertos serão dados gratuitamente e só pedimos ajuda na divulgação desse acontecimento. Costumamos oferecer um Programa a cada pessoa que assistirá ao Concerto.
Ficamos à vossa disposição para outras informações. Seria para nós uma grande alegria se pudéssemos ir a Aveiro como fazemos em Lisboa, mesmo que fôsse só para ter a alegria de poder tocar nesse belo
Orgão.
Desde já lhes agradeço pela atenção dispensada.
Com os melhores cumprimentos
Cecilia Blais-Manzoni

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37 Armando Pinho 2 de Outubro de 2011 às 15:00

Cara Amiga Cecília,fico Maravilhado pela sua atenção , e por tanta dedicação á Musica ,e fico gratificado em saber que se pôs a disposição dos Arouquenses responsáveis pelas realizações de concertos ,no Órgão do nosso Convento,e espero se isto venha acontecer ,tenham a iniciativa de gravar o mesmo e Postar aqui para que os Arouquenses que residem Alem Mar como eu ,possam desfrutar desta maravilha que é o Órgão do nosso Convento de Arouca. Armando Pinho

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38 jcerca 2 de Outubro de 2011 às 15:33

Será certamente uma grande honra para Arouca poder assistir, no magnífico cadeiral do seu Mosteiro, a um concerto de órgão com a soprano portuguesa Cecília Blais-Manzoni e o organista francês Éric Saint-Marc . Já comuniquei esta intenção, não só ao organista titular do órgão do Mosteiro de Arouca, sr. Nicolas Roger, bem como à Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, responsável pela sua utilização.

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39 Armando Pinho 2 de Outubro de 2011 às 18:31

Obrigado, prof.José Cerca,por esta informação e, como citei no comentário anterior, se possível gravar em Video e postar aqui. Seu Amigo que agora só está no Arouca Biz,vai-lhe agradecer muito não só eu como disse mas todos os Arouquenses de Alem Mar vão ficar radiantes com tal acontecimento.Então vamos ficar aguardando. Armando Pinho

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40 rui farinho 15 de Agosto de 2013 às 5:28

Eu não conheço esta magnífico Órgão. Tampouco conneço o MOsteiro d Arouca. Vivo no Sul do País, talvez essa a desculpa para uma falha destas. Poderei ser informado se o Órgão mantem concertos regulares ou se toca nas celebrações religiosas. Estou muito desejoso de (nem que seja só para tal) conhecer Tarouca e o Mosteiro.

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41 José Cerca 17 de Agosto de 2013 às 4:37

Em resposta ao seu pedido de informação esclareço que são organizados ao longo do ano diversos concertos de órgão, o último dos quais foi no passado dia 27 de junho de 2013.
O órgão acompanha as celebrações litúrgicas apenas nas festividades mais importantes e sempre no dia 2 de Maio, feriado municipal e festa da padroeira de Arouca, a rainha Santa Mafalda (neta do 1º rei de Portugal e filha de D.Sancho I) e cujos restos mortais se encontram depositados num belíssimo túmulo-relicário localizado num dos altares laterais da igreja conventual (hoje igreja paroquial de Arouca). Este túmulo data de 1793 ano em que foi declarada beata pela Igreja Católica.
O organista titular do órgão é Nicolas Roger, antigo organista dos órgãos do Santuário de Fátima.
Além dos espaços conventuais merecerá também uma visita o Museu de Arte sacra de Arouca aberto todos os dias, exceto à 2ª feira, entre as 9.30 e as 17.30h.

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42 Carlos Pozuelo 5 de Agosto de 2016 às 13:55

He leído con atención los comentarios vertidos acerca de la restauración
del órgano da Mosteiro de Arouca, lo que me recuerda una controversia
surgida sobre la restauración del órgano del Evangelio de la Catedral de
Segovia. Hubo manifiestos, artículos de prensa, exhortos de organistas
y organeros de Castilla y León en contra de la elección de un organero
foráneo.La prensa local se sumó a la “gresca dialética” , dedicando una parte importante a resaltar las virtudes del instrumento y ofreciendo
un detalle exhaustivo de los trabajos realizados, su coste, el tiempo in-
vertido, etc., pero ocultando el nombre del organero, afincado en la provincia de Cuenca, aún cuando dicha información procedía de la
Memoria redactada a tal efecto por el propio organero.
Aquí, también ocurren cosas parecidas, fruto de un acusado provincia-
nismo.

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43 Carlos Pozuelo 5 de Agosto de 2016 às 13:57

He leído con atención los comentarios vertidos acerca de la restauración
del órgano da Mosteiro de Arouca, lo que me recuerda una controversia
surgida sobre la restauración del órgano del Evangelio de la Catedral de
Segovia. Hubo manifiestos, artículos de prensa, exhortos de organistas
y organeros de Castilla y León en contra de la elección de un organero
foráneo.La prensa local se sumó a la “gresca dialética” , dedicando una parte importante a resaltar las virtudes del instrumento y ofreciendo
un detalle exhaustivo de los trabajos realizados, su coste, el tiempo in-
vertido, etc., pero ocultando el nombre del organero, afincado en la provincia de Cuenca, aún cuando dicha información procedía de la
Memoria redactada a tal efecto por el propio organero.
Aquí, también ocurren cosas parecidas, fruto de un acusado provincia-
nismo. ¡Viva el instrumento rey!

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44 MANUEL DA COSTA 9 de Dezembro de 2016 às 3:09

Embora sendo mais um dos pretensiosos “Consultores ” sem qualquer acreditação técnica em restauro, pelo menos estou de acordo quanto se refere aos “restauradores de órgãos” em Portugal.

http://www.snpcultura.org/vol_orgaos_historicos_restauros_pouca_qualidade.html

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