Polémico durante a sua vida, o nome de Saramago continua a ser polémico mesmo após a sua cremação.
Com o objectivo de homenagear o polémico escritor quis a edição portuguesa de Julho da revista Playboy apresentar na sua capa Cristo rodeado de mulheres nuas ao lado do título de um dos livros de Saramago que mais polémica causou: «O Evangelho Segundo Jesus Cristo».
Evidentemente que esta capa em nada dignifica José Saramago, goste-se ou não se goste do polémico escritor. Estranha-se, no entanto é que os seus apaniguados defensores não se tenham insurgido contra este vergonhoso
aproveitamento, a pretexto de uma homenagem e de um «ensaio original» e «único» sobre o escritor. Mas como se trata de mais um ataque à religião está perfeitamente explicado o seu conivente silêncio.
Quem parece não ter gostado desta suposta homenagem foi «A Playboy Entertainment” que ameaça mesmo rescindir contrato com a edição portuguesa da revista devido à capa do seu último número já nas bancas.
José Cerca
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É espantoso observar como em Portugal se perdeu por completo a noção dos limites. Como é possível que se possa ofender os cristãos com um pretexto de uma (falsa) homenagem a uma personalidade que passou a vida num combate feroz contra a Fé e, em particular, contra a Igreja Católica?
Pelos vistos a vice-presidente da revista terá percebido a gravidade da situação e colocou um fim nesta insanidade escandalosa. E ainda bem que o fez pois se estivéssemos à espera na nossa justiça…
Este caso leva a que os católicos em Portugal devam, tal como acontece, por exemplo, nos EUA, combater com maior afinco a pornografia e o erotismo que grassam por todo o lado. As nossas crianças e os nossos adolescentes ficam expostos a este tipo de influência prejudicial (veja-se, por exemplo, o erotismo sub-reptício da série “morangos com açúcar”). Alem disso, o consumo compulsivo de pornografia (e o culto da pornografia) é um denominador comum em mentes perturbadas: psicopatas, violadores e pedófilos. A Igreja (incluindo os leigos) tem o dever de alertar para esta situação e encetar esforços no sentido de combater esta excessiva erotização da sociedade. Ou será que este aspecto não fará também parte da tão propagada educação sexual?
Publicada por O Inimputável