O estranho caso da Agenda Europeia
Desde há vários anos que a Comissão Europeia publica uma Agenda que é distribuída gratuitamente aos alunos das escolas e colégios da União Europeia, atingindo a tiragem de mais de 3 milhões de exemplares.
Acontece que a edição deste ano causou estranheza e alguma revolta por nela figurarem as festas religiosas dos judeus, hindus, siks e muçulmanos, mas não haver nenhuma referência a qualquer festa cristã. A festa de Natal, por exemplo, entre outras festas cristãs e que acabou ainda recentemente de ser celebrada em todo o mundo, está simplesmente ausente nesta Agenda.
Esquecimento inaceitável
Mesmo conhecendo-se o importante papel da religião cristã na formação da Europa, e que tanto contribuiu, quer para a sua construção, quer para a sua unidade, o que é um facto histórico inegável e amplamente conhecido.
Mesmo sabendo-se que o cristianismo foi a primeira das religiões da Europa e que ele faz parte da história e da identidade da maior parte das nações europeias.
Mesmo sabendo-se isto tudo é incompreensível, revoltante e inaceitável este estranho «esquecimento», tanto mais que as festas cristãs, quer do Natal, quer da Páscoa estranhamente omitidas nesta agenda, são celebradas por toda a Europa por milhões de pessoas, muitas delas mesmo não cristãs.
Não há qualquer razão ou motivo válido para explicar esta ausência, mesmo assim exige-se uma explicação dos responsáveis para aquilo que não tem qualquer explicação possível.
É obvio que não se trata de um mero esquecimento, mas sim de uma intenção deliberada para ignorar as raízes cristãs da Europa.
Depois da aprovação europeia sobre a retirada dos crucifixos das escolas, depois da perseguição aos cristãos, um pouco por todo o mundo, o que levou Bernard-Henri Lévy, intelectual francês a afirmar, ainda recentemente, que hoje os cristãos constituem à escala planetária “a comunidade mais constante, violenta e impunemente perseguida”.
Depois disto tudo, surge esta agenda a assinalar mais um condenável acto de cristianofobia, perante a incompreensível indiferença de quem não deveria permitir tão lamentável e provocatória discriminação.
José Cerca
Publicado no Semanário “Discurso Directo” nº142 de 21 de Janeiro 2011
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Excelente, Sr. José Cerca! Certeiro.
Divulguei (colei o texto com os devidos créditos) num blog que mantenho (link acima, no registo deste comentário), mas no qual não publico nada faz muito tempo. Espero que não se importe.
Claro que não, caro José Roldão.
Atitudes vergonhosas como esta da Agenda Europeia são para denunciar o mais que seja possível e exigir responsabilidades a quem de direito.
Simplesmente vergonhoso!
Legal ou não legal, hoje mesmo raspo a bandeira da república socialista soviética da UE do meu carro e já divulguei a notícia por todos os meus contactos!