O dia 1 de dezembro é celebrado, desde 1988, como o Dia Mundial da SIDA, com o objetivo de chamar a atenção para esta grave infeção que já atingiu em Portugal mais de 33 mil pessoas.
Segundo dados da Organização Mundial de Saúde calcula-se que mais de 33 milhões de pessoas, em todo o mundo, tenham convivido já com o vírus do HIV.
Efetivamente, depois de inúmeros considerandos, abarcando de uma forma muito completa as numerosas medidas e os diversos os programas levados a cabo pela EU no combate à SIDA, surge, de uma maneira sectária e despropositada, uma referência ao aborto, numa completa contradição entre a defesa da saúde e da vida e a tentativa de justificação de práticas abortivas.
Após a longa enumeração de inúmeros considerandos propunha a Comissão que seja assegurado “o acesso à contraceção de emergência, e ao aborto seguro e legal, incluindo os cuidados pós-aborto, para evitar a transmissão vertical do VIH, designadamente entre os parceiros e as crianças”.
Seria certamente interessante que os deputados europeus explicassem à opinião pública com é que o aborto “seguro e legal” previne a SIDA. Claro que se trata de mais uma falsidade científica e uma prova de que o lobbi do aborto, tal como o do lobigay, está infiltrado em tudo quanto é tribuna de decisão, ou palco de comunicação social, pretendendo fazer do aborto um direito quando ele não passa de um crime, mesmo que sancionado por leis iníquas.
Mesmo com tais leis que pretendem fazer do aborto um direito, a defesa do direito à vida será uma luta que jamais será vencida por leis absurdas, pois a razão científica e ética sempre estarão ao lado dos seus defensores.
E a verdade é que vários Países da EU estão voltando atrás na legislação do aborto colocando-se ao lado da defesa da vida e da maternidade, graças a fortes movimentações cívicas, não só no espaço civil, como também no espaço virtual das redes sociais, que têm, ultimamente, desempenhado um forte poder de mobilização junto da opinião pública.
Apesar de aprovada por 369 votos a favor e 206 contra, esta proposta de resolução do Parlamento Europeu, muito embora importante na luta contra a SIDA, acabaria por perder muito do seu impacto, devido à injustificada inclusão da promoção do aborto como meio de luta contra a SIDA.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº185 de 9 de dezembro de 2011

{ 1 comentário… lê abaixo ou adiciona }
Os lóbbis e doutos decisores não explicarão nada – Falsa moral, e se formos por aí vale mais a esterilização dos putativos procriadores, e a ciencia também tem soluções para isso, do que o abate de vidas inocentes…digo eu.