Cultura on line versus cultura in loco

por jcerca em 12 de Maio de 2012

A secretaria de Estado da Cultura encerrou a plataforma “culturaonline.pt”, um espaço criada pelo Ministério da Cultura, no Governo anterior. Lançado em Setembro de 2009, este projecto contou com um investimento inicial de 700 mil euros e foi contratado à Portugal Telecom, acarretando um custo mensal superior a quatro mil euros.

Argumentando que esta plataforma estava muito desactualizada e considerando também a relação custo/benefício a Secretaria de Estado da Cultura decidiu encerrá-la. FELIZMENTE!

Este é um dos muitos projetos, ao lado de dezenas de institutos, para tudo a para nada, que continuam a absorver dinheiros públicos sem que se veja a sua utilidade prática, a não ser a de dar emprego a pessoas da cor política de quem os criou ou mantém.

Quanta cultura in loco se poderia apoiar e promover por este País fora com estas verbas tão mal aplicadas. Só que o ângulo de visão da maior parte dos nossos dirigentes políticos continua a não ir além da capital e a utilidade de tantos projetos e institutos circunscreve-se ao universo partidário. INFELIZMENTE!

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº808 de 15 de maio 2012

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