A emblemática Sala do Capítulo do Mosteiro de Arouca foi o espaço que acolhei no passado dia 8 de junho, os participantes nas Jornadas Nacionais de Geoturismo, organizadas pela AGA (Associação Geoparque Arouca) em parceria com a Câmara Municipal.
Depois de, em Novembro passado, Arouca ter sido palco do Congresso Internacional de Geoturismo que ficou marcado pela “Declaração de Arouca”, desta vez a temática do Geoturismo regressou a Arouca , em contexto nacional, através da organização deste encontro que contava com a presença da Secretária de Estado do Turismo, Cecília Meireles, mas que, por motivos de última hora, não pôde comparecer.
Ao longo de três mesas redondas, por onde passaram diversos oradores, foi debatida a importância do Geoturismo no contexto nacional, bem como apresentados alguns casos de estudo em Geoturismo, nomeadamente o do Geoparque Arouca, o Geoparque da Naturtejo, o Geoparque Açores e o Geoparque Terra de Cavaleiros.
Considerando que o Geoturismo, como mercado turístico emergente, pode representar uma estratégia de desenvolvimento sustentável para os territórios do interior, já que apresenta uma oferta turística muito específica e uma alternativa ao turismo massificado de praia e sol, estiveram também presentes nesta jornada não só operadores turísticos, agentes de marketing, bem como representantes do Turismo de Portugal, da Entidade Regional do Turismo do Douro, da Associação Turismo do Porto e da Associação para o Desenvolvimento Regional Peneda Gerês.
Dois estabelecimentos de ensino superior, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto-Douro (UTAD) e a Universidade de Aveiro deram também o seu contributo na abordagem desta temática do Geoturismo que cada vez mais apresenta alternativas ao tradicional turismo de sol e praia.
Este encontro em que foram debatidas ideias e apresentados produtos e atividades diversas à volta do Geoturismo encerrou com a intervenção da Drª Margarida Belém da AGA e simultaneamente vereadora da Câmara Municipal de Arouca, que, depois de criticar as mudanças constantes das políticas nacionais de turismo e da sua falta de consolidação, defendeu a importância do apoio de profissionais num setor que está a dar os seus primeiros passos, pois entende que o profissionalismo, nesta área, é condição essencial para a satisfação do turista que é muito sensível ao acolhimento e à hospitalidade dos mais diversos agentes turísticos que o Geoturismo envolve.
De referir que o Encontro não se limitou a mesas redondas. Nos intervalos dos debates os participantes passaram a outra mesa bem diferente, situada na cozinha do Mosteiro, onde lhes foi servido um “Geo-break” e um “Geo-drink” dando a conhecer a todos algumas das variedades não só da doçaria conventual e regional, como também da gastronomia arouquesa.
Em Setembro próximo, de 19 a 21, Arouca voltará a ser palco de mais um encontro internacional sobre esta temática, pois decorrerá cá a 11ª Conferencia Europeia de Geoparks, organizada pela AGA e pela Câmara Municipal de Arouca.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº212 de 15 de junho de 2012



