O tema das uniões homossexuais, quer entre dois homens, quer entre duas mulheres, que nunca poderão, nem semanticamente, nem historicamente, serem denominados de casamento, ocupa, desde há muito, a comunicação social, quer escrita, quer audiovisual e até é tema dominante em redes sociais.
E de tão insistente que este tema aparece a dominar a comunicação social, até parece que, de uma “geração à rasca”, estamos a caminhar para uma “geração gay”, na qual quem ousar opor-se ou criticar tal opção de vida será, de imediato, apelidado de homofóbico, mesmo que apresente como motivo para a sua oposição, ou para a sua crítica, justificações bíblicas ou convicções religiosas. Nalguns países essa suposta homofobia até já pretende obter o estatuto de “crime”, de modo a travar toda e qualquer oposição a estes comportamentos homossexuais.
E se determinada comunicação social apoia esta chamada “revolução sexual” e promove até este tipo de uniões, considerado por muitos de antinatural, pois são uniões das quais nunca poderá surgir vida, uma vez que a natureza exige o masculino e o feminino para fecundar e não permite, biologicamente, que duas pessoas do mesmo sexo procriem, também é verdade que personalidades de relevo, no panorama mundial, manifestem publicamente o seu apoio a este tipo de opção de vida.
Ainda recentemente Barack Obama e sua mulher Michelle Obama, bem como o ex-presidente Bill Clinton, felicitaram publicamente, o jogador da NBA, Jason Collins por ter coragem em assumir a sua homossexualidade, considerando esse gesto – imagine-se - como “um enorme passo em frente para o nosso país!» e que terá deixado “orgulhosos” todos os americanos.
Embora grande parte da comunidade científica considere “a homossexualidade como um transtorno da personalidade, passível de cura e de correção” a verdade é que as fortes pressões do lobby gay sobre essa mesma comunidade científica, pretendem que seja declarada oficialmente a proibição de qualquer terapia para este transtorno da personalidade.
Seria caso para perguntar se um assumido homossexual conseguisse corrigir essa sua tendência e a assumisse publicamente, teria o apoio público de tais importantes personalidades, ou a mesma projeção mediática que teve o referido jogador.
Isto leva-nos a fortalecer a convicção da existência de forças empenhadas ativamente na construção desta “Geração Gay”, desde a promoção das famosas “Paradas Gay” , “marchas homossexuais” em diversas cidades do Mundo e altamente divulgadas pela comunicação social, até ao mais recente “Gay Days” realizado na própria Disney World.
A tão divulgada teoria da “identidade de género” coloca-se na defesa desta linha que visa a instauração de uma “Geração Gay”. E se já se tentou abolir a noção de que casamento é apenas entre um homem e uma mulher, quer-se agora também abolir as palavras pai e mãe, como está a acontecer em França, onde o formulário de inscrição para a escola já vem com as palavras “Parent 1″ e “Parent 2″ em vez de “Père” e “Mère”. Certamente que quem insistir em colocar “Pai” e “Mãe” será acusado, naturalmente, de “homofóbico”!…
Aliás ainda recentemente na Nova Zelândia, que também legalizou as uniões homossexuais, uma instituição de solidariedade pró-família foi notificada que perderá o seu estatuto de agência de caridade por ter feito campanha em favor do casamento natural. Tal decisão, altamente contestada, está a ser entendida como uma maneira de silenciar quem pense de forma diferente, ou defenda publicamente os valores da família, entendida como a união de um homem e de uma mulher.
Por mais que se inventem engenharias sociais ou se defenda a identidade de género, a verdade é que a identidade do ser humana é, e será sempre, feminina e masculina. Embora diferentes e complementares, têm igual dignidade e por mais conceitos que se inventem, não existirá outra forma de ser senão homem e mulher e é daí que resultará a vida e o futuro da própria humanidade. Portanto essa tão defendida “Geração Gay” estará condenada ao fracasso e à extinção, por mais apoios que receba de importantes personalidades ou de poderosos meios de comunicação social.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº259 de 31 de maio 2013

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Inteiramente de acordo!