Laicismo versus Cristianismo

por jcerca em 30 de Abril de 2010

Quem tem acompanhado, desde há alguns meses, a comunicação social em Portugal conclui, sem grande esforço, que tem havido, por parte de determinados média, uma programação rigorosa em, não só atacar o Papa, como a Igreja católica, o Cristianismo e, de uma maneira geral, a religião e os sentimentos religiosos do povo português.

São as notícias sobre pedofilia (todas elas centradas exclusivamente nos padres); são notícias sobre a homossexualidade, casamentos gays e afins; são notícias sobre as campanhas que se estão a organizar para perturbar a visita de Sua Santidade o Papa Bento XVI ao nosso País, com destaque para a campanha de distribuição de preservativos nos locais de concentração à volta do Papa; são notícias, vindas do Reino Unido, anunciando que o Papa devia ser preso e julgado, ou outras ainda mais ridículas e com contornos de estupidez, que até originaram a um pedido de desculpas por parte do Ministério dos Negócios Estrangeiros ao Vaticano.

E como se está a aproximar a visita do papa a Fátima, era obrigatório, nessa cuidadosa programação laicista de certos média, uma entrevista ao maior crítico e detractor das aparições de Fátima, Mário de Oliveira, outrora conhecido por pároco da Lixa e que, embora desligado da actividade pastoral, desde há muitos anos, continua a intervir na comunicação social como de padre e de teólogo em funções na igreja católica se tratasse.

E perante a falta de sentido crítico da maior parte dos consumidores da informação mediática que chega ás casas de todos os cidadãos, é natural que, mesmo os maiores disparates históricos ou teológicos de uma pessoa assim, sejam aceites, não como meras opiniões, mas como verdades irrefutáveis, pois até são atribuídas a um “padre” ou a um “católico”, o que contribui, deliberadamente, para a desinformação ou para a confusão ideológica junto de quem não tem capacidade para distinguir opinião de doutrina.

E é nestas contradições, neste confusão doutrinária, nesta incongruência entre a vivência cristã autêntica e o desejo de protagonismo provocatório aliado a uma generalizada ausência de espírito crítico  da maior parte dos leitores que o laicismo fundamentalista aposta, como se tem vindo a verificar desde há muito.

Mas uma coisa a história nos ensina. Se nem a violência ideológica de um ateísmo marxista que imperou durante décadas, em certos países dominados por esta ideologia que apregoava a “morte de Deus” e visava a erradicação da religião como sendo  o “ópio do povo”, conseguiu atingir os seus objectivos, também não será agora que o irá conseguir, por mais campanhas que façam.

De facto, a História ao longo dos séculos tem ensinado que a luta do homem contra Deus será sempre uma luta perdida, como perdida foi a luta do orgulhoso Golias, contra o pequeno e humilde David.

Será este o destino da luta do laicismo contra o Cristianismo, por maiores lavagens ao cérebro que os seus “apóstolos” tentem fazer, sobretudo através dos média.

 José Cerca

 

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1 António da Cunha Duarte Justo 1 de Maio de 2010 às 11:55

De facto,”na terra dos cegos quem tem um olho é rei”, diziam já os nossos antepassados! O bem do Cristianismo é que “na casa do meu Pai há muitas manções”! Pena é que o padre mário, por vezes seja tão fanático, pondo-se com uma crítica demasiado monocausal ao serviço dos que querem ver a instituição mais universal e mais antiga do mundo em descrédito. Esquecem-se que todos precisamos duma memória histórica e duma mãe para podermos subsistir historicamente. Sem a mãe, mesmo prostituta não há cultura, não há procriação.
Um abraço cordial
António Justo

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2 José Cerca 9 de Maio de 2010 às 7:03

Sobre este tema aconselho a leitura deste artigo escrito por um arouquense a trabalhar na Alemanha:
http://blog.comunidades.net/justo/

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