Estão, há dezenas de anos, espalhadas pela Serra da Freita e, desde há muito, completamente abandonadas, sofrendo assim, de ano para ano, as consequências desse inexplicável abandono, irremediavelmente agravadas por actos de vandalismo que lhes foram partindo os vidros, arrancando as portas, destruindo as casas de banho e expoliando-as de todo o seu recheio.

Estamos a falar das “preciosas” casas florestais da Serra da Freita, há tantos anos escandalosamente abandonadas e condenadas à sua total destruição, tal como aconteceu ao património do complexo mineiro de Regoufe e de Rio de Frades.
É com revolta, tristeza e indignação que temos vindo a assistir à progressiva degradação deste património que bem deveria ter sido rentabilizado ao serviço de estruturas turísticas de Arouca.
Tentativa de compra frustrada
Pelo que nos informou o ex-presidente da Câmara de Arouca, Dr. Armando Zola, com quem comentámos esta lamentável situação, a Autarquia, durante o seu último mandato, terá desencadeado, junto do Ministério da Agricultura, o processo de aquisição de tais casas para lhes ser dada uma utilidade turística.

Só que, no próprio dia da abertura das propostas, foi, da parte do Governo, então presidido pelo Dr. Santana Lopes, comunicado, aos representantes das câmaras municipais, entre elas a de Arouca, que se deslocaram a Braga, para assistir a esse acto, que o processo de alienação das casas tinha sido dado sem efeito, sem que fosse adiantada qualquer explicação para esse facto.
Infelizmente, isto só acontece em Portugal. Em qualquer outro País que dispusesse das magníficas condições naturais que a Freita apresenta, certamente que tal escândalo no desaproveitamento de tão excelentes condições, jamais se verificaria.
As escolas primárias
A seguir à destruição do património do complexo mineiro que marcou uma importante época da história não só arouquense, como do País; a seguir ao desaproveitamento das magníficas casas florestais e à sua escandalosa degradação patrimonial; a seguir a tudo isto, virá, muito proximamente, a degradação de um bom número de escolas primárias devolutas, se não forem tomadas medidas urgentes que impeçam que a este património lhe suceda o mesmo que aconteceu às casas florestais e ao complexo mineiro: o abandono e a destruição.
E não somos um Concelho tão rico que se dê ao luxo de esbanjar tão valioso património.

Que a triste lição do passado impeça que idênticos crimes de abandono patrimonial continuem a acontecer nesta terra tão rica de invejáveis recursos naturais e de um rico património cultural, histórico e gastronómico.
José Cerca
{ 7 comentários… lê abaixo ouadiciona }
Um crime de lesa-pátria!!
Para quem, como eu, nascido e a morar até ir para o serviço militar, com visitas esporáricas, numa casa destas , ver o estado dedegradação a que deixaram chegar este património,podem crer que dói ainda mais.
Floresta sem guadas florestais, mais uma invenção socialista, GNR, a vigiar matas pura ilusão, não é com passadores de multas distantes a quem a mesma nada diz que vai haver floresta, de facto este património merecia outra dignidade, estes governantes, optaram pela máxima, se não os podes vencer junta-te a eles, fê-lo com os criminosos da quinta do mocho e cova da moura, espero vê-los fazer um desfile com os incendiários, de facto já não se sabe como distinguir.
Esta degradação, é prenúncio com dezenas de anos para o que estamos a assistir no país em geral,a política do porreiro pá!!!!..,não mais é que fascistas pá saqueadores pá………..////… a mamar na teta do orçamento.
A propósito de uma pseudo decisão de pseudo tribunal que entende que as casas florestais ,habitadas á dezenas de anos não são pertença do Estado, não podendo vendê-las, pergunto,o uso capião não se aplica no país em todos os casos, onde se encontra descrita a excepção,ou é aplicado por interesse,a sede desse tribunal e a casa se tiverem dos que proferiram tal decisão são de quem ? da junta de freguesia? da assembleia de compartes,do administrador do bairro ou do regedor,é que está construído em pé de igualdade, com os demais imóveis, urge que se acabe com esta política caciquista anti-estado, e de ruína do mesmo
Pois é com muita indignação que venho desta forma informar, que tenho vindo a comentar com algumas pessoas ligadas á autarquia da câmara de Arouca, que as casas florestais da Serra da Freita estão em grande estado de degração, e viradas ao vandalismo, e nomeadamente propôs á autarquia um projecto ligado ao turismo rural (Passeios a cavalo pela serra, contemplando nete projecto, vigia á serra a cavalo e outra actividades de protecção e actividades ) No entanto e como todos sabem os presidentes de câmaras lamentavelmente não podem fazer nada, vendo assim tal como todos nós este património que é de todos nós a degradar-se.
Infelizmente, e como todos nós sabem o nosso património é abandalhado pelos nosso governantes que ao invés de o protegerem, preferem usar a nossa pouca riqueza que nos resta como trunfo para as suas politiquices.
Os políticos pós 25 de Abril, são uns autênticos bandalhos, sacrificaram o país para defender interesses próprios e de amigos, resultado, tudo o que di estado, ou seja pago por todos nós é para abater e nascem as tais empresas criadoras de riqueza zero para o país, apenas para a chulice se banquetear com os nossos impostos.