Provas de aferição

por jcerca em 21 de Maio de 2009

Tiveram lugar em todo o País as provas de aferição para os alunos do 4º e do 6º anos de escolaridade. Cerca de 230 mil alunos, distribuídos por 6883 escolas, realizaram no dia 19 de Maio a prova de Língua Portuguesa e no dia 20 a prova de Matemática. No Agrupamento de Escolas de Arouca essas provas foram realizadas por 197 alunos do 4º ano e por 220 do 6º ano.

Como impressão geral, quer entre alunos, quer junto dos professores de Português e de Matemática, a ideia é que as provas se revelaram acessíveis, exigindo, sobretudo a Língua Portuguesa uma boa compreensão dos textos e das perguntas, sendo consideradas muito fáceis as questões sobre o funcionamento da Língua.
Quanto a Matemática a opinião aproxima-se da da prova de Português, havendo até alguns alunos que a tenham considerado ainda mais fácil do que esta.

A polémica do Manual do Aplicador

Não tendo mais nada que criticar sobre as provas de aferição, Mário Nogueira, o secretário-geral da Fenprof  escolheu desta vez insurgir-se  contra um  o Manual do Aplicador, um pequeno caderno, elaborado pelo Ministério desde há 10 anos e contendo instruções, tipo guião, que os professores deviam seguir durante a aplicação das provas de aferição aos alunos do 4º e 6º anos.

Mário Nogueira entende que tal guião, não só é ridículo, como revela falta de respeito e de confiança  pelos professores.

Para os professores que aplicam as provas de aferição a existência de um documento assim tão detalhado permite ajudar a uniformizar actuações em todas as escolas, de modo a contribuir para uma situação de rigor naquilo que tais provas pretendem aferir.

Referindo-se a esta crítica da Fenprof, Maria de Lurdes Rodrigues explica que aquele instrumento de trabalho “não é nada que os outros países não façam” ou “não é nada que escolas e professores não apreciem, por lhes dar mais confiança, segurança e rigor no seu trabalho.

É por demais evidente que, por detrás desta crítica à existência de um manual do aplicador estão mais motivos políticos do que pedagógicos, o que acaba por a esvaziar completamente.

José Cerca

Publicado no“Jornal de Arouca” nº 742 de 30 de Maiode 2009

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