PROGRAMA “EU SOU DIGITAL”

por jcerca em 10 de Dezembro de 2021

ASARC é já um centro de formação

Um dos objetivos da Academia Sénior de Arouca é, entre muitos outros, proporcionar aos info-excluidos, o contacto com as novas tecnologias e, nomeadamente, o acesso aos imensos recursos da internet. Saber utilizar tais recursos é também contribuir para uma melhor qualidade de vida, aumentando a cultura e vencendo o isolamento.

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Perante tais objetivos, a ASARC não podia, pois, deixar de aderir ao Programa “EU SOU DIGITAL”.

Trata-se de um Programa de âmbito nacional que pretende iniciar os adultos na utilização da Internet, ensinando-os a pesquisar conteúdos, a criar e utilizar o correio eletrónico e a comunicar nas redes sociais.

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Neste sentido, a Academia Sénior de Arouca criou na sua sede um “Centro de formação” que foi oficialmente aberto no dia 7 de dezembro, com a presença de um dos coordenadores nacionais deste Programa.

Este “Centro de formação” estará aberto, não só aos alunos e associados da Asarc, mas também à comunidade.

A formação será individualizada e iniciar-se-á a partir do dia 10 de janeiro de 2022.

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Por isso, quem desejar iniciar-se na utilização da internet deverá dirigir-se à Secretaria da Academia Sénior, dentro do seu horário de atendimento, para fazer aí a sua inscrição gratuita, ou também através dos telefones 256941249, 936258945 ou 800210397.

Hoje saber utilizar a internet é tão importante como saber ler e escrever. Deixe de ser um analfabeto digital e um info-excluído. Nunca é tarde para aprender e a Academia Sénior dá-lhe uma ajuda, de modo a também pode dizer, dentro de algum tempo: EU SOU DIGITAL!

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O Desporto como escola de formação

por jcerca em 9 de Dezembro de 2021

Uma das várias vertentes do Centro Juvenil Salesiano que tem acompanhado esta Associação, desde a sua criação, ainda como “Oratório”, no tempo em que os Salesianos chegaram a Arouca, é o Desporto. Desporto não como um fim, mas como um meio, tal como D.Bosco o utilizava com os seus rapazes. Desporto não só como atividade física, mas também como escola de formação.

CJSA_logo_reduzEfetivamente, para D.Bosco a prática desportiva com os seus rapazes sempre ocupou um lugar importante no seu sistema educativo. Para ele, o desporto era, acima de tudo, uma escola de formação do caráter em que o respeito pelo outro, a solidariedade, o autocontrolo, a amizade e a alegria eram valores sempre presentes.

Na verdade, o desporto de grupo é um campo de relações, não só táticas, mas sobretudo interpessoais. E é no aproveitamento deste jogo de relações pessoais e humanas que reside o valor pedagógico e formativo da atividade desportiva. Em qualquer casa, ou instituição salesiana, como é o caso do Centro Juvenil Salesiano de Arouca, o desporto não pode ser encarado apenas como um fim, mas sim como um meio, tal como D.Bosco o utilizava, para chegar junto dos seus rapazes e melhor deles se aproximar com intuitos educativos e catequéticos.

Não nos podemos esquecer que o desporto é uma escola de formação que pode transmitir aos jovens um conjunto de valores que os moldam para a vida e que são verdadeiramente importantes ao longo do seu processo formativo.

1993_CJSA_equipaNa perspetiva da pastoral juvenil salesiana, o desporto pode e deve ser usado como um poderoso meio para combater alguns vícios, bem como certos excessos e abusos temperamentais. Na verdade, o desporto deve ser praticado sempre numa linha de fair-play, de modo a que a sua prática não seja apenas um fim em si, mas um meio através do qual a criança, o adolescente ou o jovem aprende a atingir objetivos; a treinar a tenacidade e a perseverança; a praticar o espírito de sacrifício e a resistência à adversidade; a desenvolver o espírito de equipa, a união, a solidariedade e a capacidade de entreajuda; a pôr em prática o respeito pelo outro e por si próprio. O desporto, quando pedagogicamente bem orientado, pode ser uma maneira do jogador aprender a melhorar-se constantemente; a desenvolver a competição leal; a praticar a rejeição da batota e a aprender na prática o saber ganhar e o saber perder.

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É evidente que a obtenção destes valores positivos do desporto por parte do desportista, tenha ele a idade que tiver, depende muito da atenção, da sensibilidade e da capacidade de liderança do adulto/treinador/formador que dirige e orienta a equipa, pois dele depende muito o saber utilizar o desporto para o crescimento e o desenvolvimento dos seus desportistas.

É por isso que o “pátio salesiano” como espaço de recreio, de lazer e de relações pessoais sempre desempenhou, na pedagogia salesiana, um importante papel formativo.

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Daí a importância que os pátios e os recreios têm no projeto educativo de qualquer casa salesiana. Por isso, atrever-me-ia a dizer que os campos desportivos utilizados pelos numerosos atletas do Centro Juvenil Salesiano deveriam transformar-se, pela sua potencialidade educativa, em autênticos “pátios salesianos” sob o olhar pedagógico dos respetivos treinadores, o que acabaria por reforçar o selo e a marca salesiana desta Associação, nascida dentro do Mosteiro de Arouca há cerca de 60 anos.

José Cerca

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VISITA DE ESTUDO A COIMBRA

por jcerca em 25 de Outubro de 2021

Certificado de desconfinamento”

Esteve programada para o dia 11 de março de 2020, mas ficou cancelada devido à pandemia surgida pouco tempo antes. Posteriormente, já foi agendada por várias vezes, mas a incerteza da evolução pandémica impediu, sucessivamente, a sua realização. Finalmente, 18 meses depois, a 20 de outubro de 2021, realizou-se esta tão atribulada visita de estudo, que levou alunos e associados da Asarc a Coimbra, para buscarem aí o seu “certificado de desconfinamento”.

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 Visita de enriquecimento cultural

O próprio nome de Coimbra traz ligado a si uma conotação de cultura e conhecimento e foi isso que os alunos da Academia Sénior foram procurar nessa cidade estudantil, nos vários espaços percorridos.

Largados precisamente em pleno centro académico de Coimbra, os estudantes arouquenses começaram por visitar a Sé Velha de Coimbra e os respetivos claustros, sempre acompanhados pelo seu professor de História, Afonso Veiga que lhes foi fornecendo interessantes informações sobre os locais visitados.

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Terminada a visita e feita a foto de grupo diante da fachada deste emblemático monumento medieval, os estudantes seniores desceram a famosa Calçada do Quebra-Costas até à baixa da cidade para visitarem a igreja de Santa Cruz que alberga os restos mortais do avô e do pai da nossa santa Rainha Mafalda.

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A manhã terminou com um excelente almoço no restaurante Jardim da Manga, nas traseiras do Mosteiro de Santa Cruz, enquadrado por um belo cenário de pequenos lagos quadrados e de jogos de água que acrescentarem beleza e cultura ao almoço, num espaço que é considerado monumento nacional desde 1934.

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 Das ruínas de Conímbriga à quinta das Lágrimas

Depois de tão agradável almoço, nada melhor do que uma caminhada pelas ruínas da antiga cidade de Conimbriga, onde os visitantes seniores tomaram um banho de civilização romana, não só através do percurso por sobre as ruínas, como também através da observação de milhares de objetos aí recolhidos e que se encontram expostos no Museu monográfico de Conimbriga, criado em 1962 e que é constituído exclusivamente por materiais arqueológicos recolhidos através das escavações, nessa cidade romana, iniciadas a partir de 1929.

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Para terminar esta visita de estudo nada melhor do que uma pequena, mas muito agradável caminhada pela quinta das Lágrimas, ainda tão cheia, não só de misticismo, como também de romantismo, sobretudo através da “Fonte dos amores” e da “Fonte das lágrimas” datadas de 1326 e com fortes referências românticas aos amores de D.Pedro e de D.Inês de Castro, tão artisticamente imortalizados por Camões nos seus Lusíadas.

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Num belo ambiente romântico e sob frondosas árvores centenárias, foi aqui que os estudantes seniores de Arouca receberam o seu tão desejado “certificado de desconfinamento”.

José Cerca

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NOVA VIDA PARA O MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 3 de Outubro de 2021

 De Colégio a Hotel

Mosteiro de Arouca_de cima

O lançamento simbólico da 1ª pedra, no final do mês de setembro, numa cerimónia que contou com a presença da secretária de estado do Turismo, Rita Marques, marca o início da gestação da nova vida para o Mosteiro de Arouca.

Quase 40 anos depois de encerradas as portas do Colégio Salesiano, abrem-se agora as janelas da esperança de um Hotel de 5 estrelas que irá funcionar, sensivelmente, no mesmo espaço ocupado pelo Colégio Salesiano entre 1960 e 1982.

Embora diferente na sua função, o novo destino dado agora a esses espaços do Mosteiro de Arouca, ao abrigo do Programa “Revive”, que engloba mais 50 imóveis por todo o País, não será, naturalmente, livre, quer de críticas, por um lado, quer de aplausos e elogios por outro, tal como aconteceu, há bem poucos anos, com as obras de requalificação na zona histórica de Arouca, nomeadamente na Praça Brandão de Vasconcelos.

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Criticas e elogios à parte, a verdade é que é unânime a condenação do estado de abandono e de progressiva degradação em que esse espaço do nosso Mosteiro se encontrava, desde há muitos anos. Daí que dar-lhe uma ocupação que se enquadre, o melhor possível, na história antiquíssima deste imóvel é, sem dúvida alguma, de enaltecer, pois tal decisão contribuirá, não só, para a sua preservação, como também trará grandes benefícios para a comunidade local a que ele pertence desde há muitos séculos.

Temos que ter a capacidade de entender a vida deste tipo de imóveis, muitos deles monumentos nacionais, os quais, embora com algumas vicissitudes, se vão adaptando ao longo dos séculos, como agora está a acontecer, uma vez mais, com o nosso mais belo ex-libris.

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 As obras de transformação

Segundo o projeto as obras de adaptação irão permitir instalar, na ala sul do Mosteiro, um hotel de 5 estrelas, dotado com 56 quartos, spa, piscina interior e exterior, corte de padel e outros espaços de recreação, bem como um restaurante, num investimento de cerca de 6 milhões de euros, prevendo-se que tudo possa estar pronto a funcionar em 2023.

A concessão para a gestão e exploração deste espaço foi atribuída ao grupo Mesquita de Sousa Hotels & Resorts por 50 anos, ao abrigo do programa Revive. A execução das obras foi entregue a uma empresa arouquense A.Pimenta Construções.

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É óbvio que qualquer intervenção tão profunda, como a que vai acontecer, requer grandes cuidados técnicos e até mesmo bons conhecimentos históricos sobre a vida deste imóvel.

Sendo uma empresa arouquense a que terá essa responsabilidade de intervenção temos a certeza de que o irá fazer com os cuidados necessários para transformar, com qualidade e dignidade, tal espaço monástico.

E se outrora aí se hospedaram, distanciadamente no tempo, freiras e alunos, este espaço irá agora transformar-se para hospedar turistas de qualquer parte do País, quiçá do mundo, pois o nome de Arouca entrou, definitivamente, nos circuitos turísticos internacionais.

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Um orgulho para Arouca

Arouca deverá, pois, sentir-se orgulhosa por saber que um destino digno vai, finalmente, pôr fim a décadas de abandono, não só do espaço conventual, como da própria cerca do Mosteiro.

E se a ultima grande ocupação por parte dos Salesianos (1960-1982) muito veio contribuir, não só para a preservação do edifício  e da própria cerca, bem como para o enriquecimento cultural e religioso da comunidade arouquense, estamos certos de que a nova ocupação não lhe ficará atrás, quer em benefício do próprio imóvel, quer também em benefício da comunidade arouquense.

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Aliás, o próprio empresário já garantiu que irá criar na nova unidade hoteleira, mais de 50 postos de trabalho diretos, potenciando, ao mesmo tempo, emprego na comunidade local, nomeadamente através da aquisição de produtos regionais para fornecimento do restaurante.

Numa altura em que o Turismo nacional e internacional colocou Arouca na rota dos seus destinos, a criação deste alojamento de qualidade, em espaços conventuais, é de aplaudir e de deixar orgulhosos todos os arouquenses.

José Cerca

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UM CONCERTO MEMORÁVEL

por jcerca em 2 de Outubro de 2021

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Apesar de alguma passageira polémica levantada nas redes sociais e depois de adiado por motivos meteorológicos, o concerto com o artista catalão Carlos Nunez foi memorável. E foi-o por quatro motivos.

Em primeiro lugar, porque assinalou, de uma maneira internacional, o Dia Mundial da Música que ocorria neste dia 1 de outubro. Na verdade, um concerto composto por artistas galegos, irlandeses e portugueses não poderia ser mais adequado para assinalar essa efeméride criada pelo International Music Council e que se celebra desde 1974.

Realizado precisamente no dia em que se iniciava um novo e tão ansiado período de desconfinamento pandémico, este concerto de Carlos Nunez foi também memorável, pois com a sua extraordinária alegria e com o seu ritmo contagiante assinalava assim o enorme desejo de todos a um progressivo regresso à normalidade que durante cerca de dois anos a pandemia nos roubou.

Por outro lado, realizado dentro do belíssimo espaço da cerca do Mosteiro, mesmo nas costas da ala que irá ser intervencionada para a instalação de um hotel de cinco estrelas, este concerto tornou-se também memorável por assinalar, tal como referiu a Presidente da Câmara, Margarida Belém, o início de uma nova vida para o Mosteiro de Arouca.CONCERTO1

Finalmente, este concerto tornou-se também memorável porque conseguiu integrar, num mesmo palco e de uma maneira extremamente harmoniosa, melodias e instrumentos tão díspares e tão separados no tempo como o são, por exemplo, a gaita de foles com caraterísticas galegas e qualquer outro instrumento da centenária Banda Musical de Arouca.

A beleza das melodias galegas, a espiritualidade das músicas celtas e a extraordinária harmonia polifónica das vozes arouquenses, bem expressas pelo grupo de cantares de Santa Maria do Monte, fizeram deste Concerto do catalão Carlos Nunez, um concerto memorável, não só pelo espaço emblemático em que ocorreu, mas também pelo simbólico dia em que foi realizado.

E para assinalar tudo isto, nada melhor do que encerrar este memorável concerto com o “Hino de Arouca” cantado por todos os intervenientes neste magnífico espetáculo, cuja impecável organização teve mesmo o cuidado de colocar um pequeno cobertor de aconchego em cada uma das cadeiras.

Refira-se ainda que este Concerto foi cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional da União Europeia e pelo Programa Operacional Regional do Norte – Norte 2020, integrado no Portugal 2020.

José Cerca

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