MENÇÃO HONROSA PARA AROUCA

por jcerca em 7 de Maio de 2017

Grupo de Jovens ADS do Centro Juvenil Salesiano de Arouca recebeu uma menção honrosa no Festival Clip D. Bosco 2017.

Este ano foi no Colégio Salesiano de Lisboa que se realizou, no dia 30 de abril de 2017, o Festival Clip Dom Bosco 2017, no qual participaram 5 curtas-metragens sobre o tema “Desafia-te#Fazer Maravilhas”, em sintonia com o tema pastoral 2016/2017 e o Centenário das Aparições de Fátima. O vencedor desta 5ª edição do festival, foi a curta-metragem “Procurasse”, realizado pela casa salesiana de Lisboa. Arouca recebeu, pela segunda vez, uma menção honrosa com a curta-metragem “Renascer”, que neste momento já conta com cerca de 2500 visualizações no canal Youtube.IMG_2916

O júri foi constituído pela Irmã Lídia Santos: Filha de Maria Auxiliadora, coordenadora provincial da comunicação; Fátima Lopes: Apresentadora / jornalista da TVI; João Ramalho. Fotógrafo e orientador de Workshops de produção audiovisual; Carlos Ribeiro: Educador e animador pastoral nos Salesianos de Évora.

Este Festival, onde Arouca esteve representada por 9 elementos, decorreu num ambiente muito alegre e descontraído. Nas suas intervenções o júri teceu largos elogios à curta de Arouca, destacando-se as palavras da apresentadora da TVI, Fátima Lopes, que realçou, entre outros aspetos, a mensagem de sensibilização associada à temática dos incêndios que o filme aborda e uma demonstração absoluta de fé.

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Para os jovens de Arouca o envolvimento das pessoas nas redes sociais, à volta desta iniciativa, foi muito positivo pois constituiu uma maneira de se darem a conhecer e de demostrarem aquilo de que são capazes. Foi um trabalho feito com alma e coração que ajuda a promover a partilha dos valores salesianos e também dar a conhecer o lema do grupo ADS (Alegre, Dinâmico e Serviçal) como D. Bosco ensinou.

O grupo agradece ao Centro Juvenil Salesiano de Arouca (Associação à qual pertence), aos Bombeiros Voluntários de Arouca, à Câmara Municipal de Arouca, ao Cine Clube de Arouca e ao Hélder Antunes pelo apoio prestado a este projeto. 

 

Victor Cruz

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DIA VICARIAL DA LITURGIA

por jcerca em 1 de Maio de 2017

 Formar para celebrar

Realizou-se na tarde do passado Domingo 30 de abril, no santuário de Santo António, em Vale de Cambra, o 1º dia vicarial da liturgia que reuniu, em tarde de formação, muitos dos agentes que desempenham os diversos serviços litúrgicos, na Vigararia de Arouca-Vale de Cambra.

Depois das palavras de receção  e acolhimento a todas os participantes, proferidas pelo assessor vicarial da liturgia, Pe. José Joaquim, da paróquia de Carregosa, este resumiu os objetivos desta tarde formativa neste slogan: formar para celebrar.

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E como o objectivo deste dia vicarial da liturgia era mesmo formar passou-se, de imediato, à constituição de 5 grupos, de acordo com os diversos serviços litúrgicos, cada um deles acompanhado do respectivo formador.

Do grupo dos leitores encarregou-se Joaquim Marçal. Os ministros extraordinários da comunhão e os animadores das assembleias dominicais na ausência do presbítero estiveram a cargo do diácono Álvaro Chaves. Os acólitos foram orientados pelo pe. José Emanuel Pereira e as zeladoras dos altares, comissões de capelas e sacristães, pelo diácono António Avelino. Os coralistas dos diversos coros das comunidades paroquiais foram,  simultaneamente, formados e ensaiados pelo Dr. Emanuel Pacheco.

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Esta tarde de formação culminou com a celebração da Eucaristia que foi presidida por D. António Augusto Azevedo acompanhado por diversos presbíteros e diáconos desta Vigararia.

Cuidadosamente preparada pelos diversos serviços litúrgicos esta Celebração do III Domingo pascal foi brilhantemente animada pelo numeroso coro dirigido por Emanuel Pacheco e acompanhado de um pequeno instrumental.

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Antes da bênção final o Pe. José Manuel Araújo, Vigário e anfitrião deste encontro, agradeceu a presença do senhor Bispo, bem como dos diversos presbíteros e diáconos da Vigararia, como sinal de comunhão eclesial. Felicitou ainda o assessor vigarial da liturgia pela concretização desta iniciativa e agradeceu aos diversos animadores o seu contributo para que todos os diversos agentes litúrgicos da vigararia tomassem consciência da importância  e da necessidade do “formar para celebrar”.

José Cerca
Publicado no jornal “Discurso Directo” nº442 de 5 de maio de 2017

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Foram cinco os trechos musicais interpretados, pela primeira vez, pela Banda Musical de Arouca, para o vasto público que acorreu ao Auditório da Loja Intereativa para apreciar a qualidade artística desta centenária Banda, através deste Concerto de Apresentação que teve lugar na tarde do dia 23 de abril.

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Com 191 anos de actividade musical local e nacional, através da participação em numerosas festas e romarias pelo País fora, ou na participação de numerosos eventos concelhios, a Banda Musical de Arouca tem sido, não apenas um pólo de dinamização cultural no Concelho de Arouca, como também um embaixador cultural de Arouca, dentro e fora do nosso País, através da sua participação em concursos nacionais e internacionais de relevo.

Composta actualmente por cerca de 80 elementos esta Banda Musical tem vindo a ser  regenerada pela entrada de diversos novos elementos nos últimos anos, oriundos da sua Escola de Música, o que lhe permite apresentar uma média etária bastante baixa, conferindo-lhe, assim, uma característica visual bastante juvenil, embelezada ainda por numerosos jovens rostos femininos.

Este excelente Concerto de Apresentação, que tem nos seus bastidores centenas de horas de ensaio, serviu para, uma vez mais, a Banda Musical de Arouca evidenciar a sua elevada qualidade artística.

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Aberto com a marcha “Pérola” do compositor português Ângelo Moreira, foi com o pasodoble “Las Arenas” de Manuel Morales Martinez que este Concerto de Apresentação terminou, no entanto a exigência das palmas do público obrigou a acrescentar a este reportório de estreias mais uma peça que encerrou com Clave de oiro este Concerto da BMA, dirigido pelo seu maestro João Dias.

No final do Concerto foi entregue, pelo Presidente da Assembleia Geral, o crachá da Banda a uma nova percussionista, a Alexandra, que passará a enriquecer os quadros desta instituição musical e artística.

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Num pequeno folheto em que se fazia um breve historial da actividade desta Banda foi apresentada a calendarização da atuação da BMA, sendo 28 os eventos em que ela participará, até ao final deste ano.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº442 de 5 de maio de 2017

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A FLORESTA E OS INCÊNDIOS

por jcerca em 28 de Março de 2017

 Primeiras Jornadas da Floresta em Arouca

Depois do trágico incêndio que consumiu grande parte da floresta em território arouquense em agosto de 2016, impunha-se uma profunda reflexão e um sério debate sobre “a floresta e os incêndios”.

Numa iniciativa conjunta da Associação Circulo Cultura e Democracia e da Câmara Municipal de Arouca foi possível reunir um conjunto de agentes locais, profunda e dedicadamente empenhados no sector da floresta, bem como um naipe de reputados investigadores que, desde há muito, estudam o fenómeno dos fogos e das suas causas e consequências na floresta portuguesa.

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Foi assim que, nos dias 24 e 25 de março de 2017, surgiram em Arouca as primeiras Jornadas da Floresta.

Com uma formatação muito bem pensada e melhor conseguida, estas Jornadas permitiram, não só a partilha do testemunho de 10 agentes locais ligados à floresta e à problemática dos incêndios, bem como a divulgação do conhecimento científico partilhado por 6 investigadores ligados a diversas instituições universitárias e possuidores de uma vasta publicação sobre estas temáticas.

Testemunhos dos agentes locais

Realizadas no espaço do auditório municipal, na Loja intereativa de Turismo, estas jornadas foram abertas com a intervenção do Vereador Dr.Marcelo Pinho, em representação da Câmara Municipal, e do Dr. Manuel Brandão Alves pelo Circulo Cultura e Democracia.

Depois de se congratular pela concretização desta iniciativa que conseguiu reunir um vasto e diversificado conjunto de pessoas, bem conhecedoras do universo florestal, que envolve cerca de 150 empresas, sendo um dos sectores económicos com mais futuro em Arouca, Marcelo Pinho informou das diligências, já em curso, por parte da Câmara Municipal, no sentido de vir a ser criado um “corredor ecológico” ao longo da estrada de Arouca a Alvarenga, para protecção de incêndios e ao mesmo tempo para embelezamento da paisagem.

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Por sua vez, Manuel Alves manifestou a sua convicção de que a maneira como tratarmos da floresta e cuidarmos do ambiente são importantes sustentáculos da nossa democracia. Reconheceu, no entanto, que a problemática da floresta e dos fogos é muito complexa, dada a geologia dos terrenos, a tipificação das árvores e a interacção humana com o ambiente.

Dois olhares sobre a floresta

Nos diversos testemunhos que compuseram o 1º painel destas Jornadas, moderado por Cláudia Oliveira, delinearam-se dois olhares diferentes, mas complementares, sobre a floresta.

Enquanto agentes locais ligados à indústria da extracção florestal em Arouca, falaram da floresta como importante suporte para a empregabilidade e para a economia local e nacional, dois movimentos cívicos, a “Matéria-Prima” e o “Movimento Gaio”, partilharam um interessante e animador conjunto de iniciativas, levadas a efeito nas encostas da Serra da Freita, no intuito de devolver à natureza a sua matéria-prima, destruída nos últimos incêndios, chamando, assim, a atenção para o envolvimento da comunidade local e para o importante papel da cidadania na reflorestação e na sensibilização à educação ambiental.

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No debate que se seguiu a este painel foram lançadas algumas interessantes sugestões, umas sobre a sobreirização da floresta arouquense, outras sobre a necessidade da reconversão do castanheiro bravo através da enxertia, bem como da importância da certificação da castanha arouquense. Ficou também no ar um alerta para os perigos da monocultura do eucalipto em detrimento das espécies autóctones.

O primeiro dia destas Jornadas  da Floresta foi encerrado por duas importantes palestras, uma sobre a gestão partilhada  da floresta, proferida pelo Dr. Américo Mendes, um especialista em economia e política florestal da Universidade Católica do Porto e a outra proferida pelo ex-Secretário de Estado, Eng. Victor Louro que abordou a mobilização dos cidadãos para a gestão eficiente da floresta. Constatando que grande parte das decisões políticas sobre a floresta parte mais dos gabinetes do que da auscultação dos cidadãos, Victor Louro defendeu um processo participativo que conduza a um maior papel dos cidadãos na gestão deste bem público que é a floresta portuguesa.

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O fogo, inimigo da floresta

Estruturalmente estas Jornadas da Floresta organizaram as suas temáticas à volta de dois grandes blocos. Se no primeiro dia o debate esteve centrado na floresta e na grande riqueza que ela representa para a economia local e nacional, o 2º dia dedicou a sua atenção e preocupação ao combate ao grande inimigo da floresta que são os incêndios.

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Nesse sentido, era indispensável a presença dos Bombeiros Voluntários no 2º painel destas jornadas, os quais estiveram representados pelo seu ex-comandante, Carlos Esteves e pelo segundo comandante José Filipe Amorim Pinho, tendo ambos fornecido, não só informações sobre a evolução dos meios de combate aos incêndios nesta Associação, como também uma análise à progressão e combate aos últimos grandes incêndios que assolaram a floresta arouquense em 2005 e 2016 e no último dos quais foi consumida cerca de 60% da área florestal de Arouca (21 mil hectares).

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De uma maneira menos histórica e menos técnica, mas muito mais testemunhal, foi a participação do Presidente da Junta de Tropeço, Adriano Soares Francisco que, desde há muitos anos, lidera um grupo de cidadãos da sua freguesia empenhados na preservação e na luta contra os incêndios. Na verdade, referiu este autarca, gastam-se milhões na luta contra os incêndios e pouco se faz na sua prevenção.

Este segundo painel contou ainda com a participação do Eng. Manuel Rainha, técnico superior do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e responsável pela gestão do perímetro florestal da Serra da Freita e da Mó e que apresentou algumas estratégias para a gestão de combustíveis nesses perímetros florestais.

Partilha do conhecimento científico

Além dos testemunhos destes agentes locais o segundo dia destas jornadas contou ainda com o contributo de três investigadores sobre a temática dos fogos florestais.
O primeiro foi o eng. José Miguel Pereira do Instituto Superior de Agronomia e que falou sobre os fogos rurais em Portugal e sobre as principais causas dos fogos investigados, bem como sobre os perfis dos incendiários.

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A problemática do fogo controlado, seus objectivos e regulamentação foi abordada pelo engenheiro florestal Paulo Fernandes da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Finalmente, o eng. Agrónomo Eugénio Sequeira falou sobre as condições de um combate eficaz e eficiente do fogo, referindo as consequências do despovoamento e do abandono das terras na propagação dos fogos, bem como o impacto que as imagens dos incêndios provocam junto dos pirómanos.

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O intenso programa destas jornadas terminou com a realização de uma mesa redonda, moderada por Brandão Alves, do Círculo Cultura e Democracia e em que participaram todos os palestrantes que vieram trazer importantes contributos científicos sobre “A floresta e os incêndios”, temática central destas primeiras jornadas da Floresta.

José Cerca

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Perante os tubos silenciosos de um magnífico órgão ibérico, datado de 1743, e num cenário acusticamente privilegiado e artisticamente embelezado por motivos barrocos, teve lugar no dia 25 de março, no cadeiral do Mosteiro de Arouca, um concerto pela “Cappella Musical Cupertino de Miranda”.

Desta vez, nem o órgão, nem qualquer outro instrumento musical, atuou para pôr em destaque a beleza e a harmonia polifónica das 8 vozes que compunham este grupo da Fundação Cupertino de Miranda, dirigido por Luís Toscano.

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Interpretando peças polifónicas de diversos autores dos sec.XVI e XVII, no coro alto do Mosteiro de Arouca, mesmo ao lado do seu imponente órgão de tubos, que desta vez assistiu em silencio, este concerto cativou o público presente pela beleza acústica que a harmonia da voz humana a todos conseguiu tocar, não só de uma maneira artística, como também espiritual.

Tendo tido lugar no dia 25 de março, dia liturgicamente dedicado à Anunciação a Nossa Senhora, e sendo realizado no Mosteiro de Santa Maria de Arouca, no ano em que se comemora o 1º centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, este concerto teve a particularidade de incluir no seu repertório uma peça mariana, o Magnificat do 8º tom, um inédito que se encontra no Códice polifónico de Arouca pertencente ao Mosteiro e que se guarda no Museu de Arte Sacra de Arouca.

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Pena foi que que este esplêndido espaço do Mosteiro de Arouca não tivesse estado tão cheio de gente como cheio de beleza vocal e artística ele esteve, neste excelente concerto que a “Cappella Musical Cupertino de Miranda” deu em Arouca.

Esperemos que outros concertos aconteçam proximamente, até porque, no final do espectáculo foi feita a atualização de  um protocolo existente entre a Câmara Municipal de Arouca e a Fundação Cupertino de Miranda com o intuito de serem promovidos futuramente mais concertos com a qualidade vocal e harmoniosa que este demonstrou.

O que é o Códice polifónico de Arouca?

O Códice polifónico de Arouca é um valioso documento musical que se encontra  guardado, no Museu de Arte Sacra de Arouca, ao lado de muitos outros manuscritos musicais de grande valor documental e histórico, à espera, desde há vários anos, de melhores condições de exposição ao público.

Trata-se de um livro de música polifónica copiado originalmente entre a primeira e segunda décadas do século XVII, para ser usado pelas freiras do Mosteiro de Arouca nos ofícios litúrgicos desta comunidade cisterciense.

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De entre os vários livros musicais guardados no Museu de Arte Sacra é considerado o único do mosteiro de Arouca com reportório exclusivamente polifónico, contendo peças de destacados compositores ibéricos dos séculos XVI e XVII, ligados sobretudo a Évora, a Coimbra e ao Brasil.

O material deste manuscrito composto por 103 fólios, distribuídos por catorze cadernos, é em papel de linho, com encadernação de carneira castanha.

Passar as partituras deste códice para a fruição auditiva do público é, certamente, também um dos objectivos do referido protocolo celebrado, nesta data, entre a Câmara Municipal de Arouca e a Fundação Cupertino de Miranda.

José Cerca

Fotos de Sandra Gomes

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº440 de 7 de abril de 2017

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