OS EVANGELHOS DA INFÂNCIA

por jcerca em 31 de Janeiro de 2024

Curso bíblico on line

Organizado pelo Pe. José Pedro Novais das paróquias de Santa Eulália, Janarde, Moldes e Tropeço pertencentes à vigararia de Arouca – Vale de Cambra, e tendo como base o livro “A infância de Jesus” de Bento XVI, Joseph Ratzinger, decorreu em Arouca, durante 8 sessões, um curso bíblico, sobre os Evangelhos da infância.

Recorrendo à plataforma Zoom este curso foi seguido à distância por cerca de 80 pessoas, incluindo pessoas de outras comunidades cristãs que manifestaram o desejo de aprofundarem a sua formação bíblica, através destas tecnologias que facilitam a comunicação e acrescentam algum conforto na sua obtenção.

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Objetivos do curso

Segundo o promotor deste curso, o seu principal objetivo foi “possibilitar aos leigos em idade adulta uma oportunidade de formação cristã e de aprofundamento na Sagrada Escritura, da forma o mais clara e cómoda possível.” Daí a opção pela plataforma Zoom, o que permitiu que pessoas de outras paróquias, e até emigrantes, pudessem frequentar este curso, cujas sessões nunca ultrapassaram os 40 minutos.

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Referira-se ainda que além do objetivo geral da formação de leigos, o seu formador pretendeu também com este curso “a capacitação de catequistas”, promover “uma maior familiaridade dos cristãos leigos com a Bíblia” e fomentar ainda “uma cultura de interparoquailidade” o que fez com que o curso acabasse por alargar-se a outras paróquias e vigararias.

Encerramento do curso

A última sessão foi prioritariamente presencial e teve lugar no dia 29 de janeiro no auditório da creche da paróquia de Santa Marinha de Tropeço.

Sendo transmitida igualmente pela plataforma Zoom para quem não se pode deslocar a Tropeço, esta última sessão contou com a presença do bispo auxiliar do Porto, D. Roberto Mariz que se encontrava a fazer a visita pastoral àquela paróquia. Terminada a exposição do formador, D.Roberto agradeceu a iniciativa deste curso, bem como a participação de um bom grupo de cristãos desejosos de aprofundarem a sua formação bíblica, salientando que tudo o que contribua para o aprofundamento da nossa fé é de louvar e de apoiar.

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Esta última sessão terminou com um agradável momento de convívio social e gastronómico, vindo assim acrescentar um pouco de socialização humana às restantes sessões à distância pelo Zoom.

Refira-se que este é o 2º curso bíblico realizado pelo Pe. José Pedro Novais, nesta modalidade, tendo sido o primeiro sobre a “introdução ao livro dos Salmos”. Segundo desejos do formador, o próximo curso terá como tema a figura de Nossa Senhora, onde será feita uma aproximação à figura e à missão de Maria a partir do Antigo Testamento.

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José Cerca

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JORNADAS DA CIÊNCIA 2023

por jcerca em 16 de Dezembro de 2023

Em jeito de balanço

Decorreu nos dias 15 e 16 de dezembro de 2023 a 7ª edição das Jornadas de Ciência, iniciadas em 2015 pela Associação Circulo Cultura e Democracia, em colaboração com a Autarquia e as Escolas de Arouca.

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A edição deste ano foi suportada por duas poderosas colunas que trouxeram uma interessante marca de intercâmbio intergeracional em que os conhecimentos de duas gerações se intercruzaram e enriqueceram mutuamente.

A primeira coluna foi constituída pela apresentação de diversos projetos feitos por alunos do 10º e 11º anos da Escola Secundária de Arouca e também da Escola de Escariz.

Foi surpreendente a qualidade desses projetos e a mestria com que foram apresentados ao público pelos respetivos alunos que os integraram.

A segunda coluna destas Jornadas de Ciência foi composta por brilhantes palestrantes que encantaram a plateia (um pouco flutuante ao longo destes intensos dia e meio de jornadas) pela sua capacidade comunicativa e pelos seus entusiasmantes testemunhos de vida.

Entre esses, destaque-se a comunicação da drª Verónica Orvalho, especialista em computação gráfica, pela sua mensagem de luta, pelo seu estímulo à inovação suportado por uma atitude de esforço, de estudo e de dedicação que quis deixar a todos os que a escutaram com imenso interesse.

Além desta brilhante oradora, sustentaram esta coluna outros palestrantes em diversas áreas, tais como a drª Adélia Adélia Almeida do Município de Arouca que falou da 2ª revisão do PDM concelhio; a drª Eva Malta Pinto, no campo da biodiversidade; a eng. Cecília Silva no campo da acessibilidade e mobilidade; a drª Sara Duarte Correia no campo do turismo em espaços rurais.

As Jornadas terminaram com uma brilhante comunicação feita pelo dr. Álvaro Domingues sobre uma interessante e enriquecedora visão do “Território como política”.

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A conjugação destas duas importantes colunas, além de lhe darem uma marca de intergeracionalidade, fizeram destas Jornadas de Ciência, uma autêntica Jornada de empreendedorismo e de auto-motivação tão importantes para quem se quer lançar no mundo da inovação que abre horizontes imensos num mundo em profunda transformação, não só tecnológica e científica, como também social e cultural.

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No encerramento destas jornadas refira-se, não só as palavras, com profunda marca arouquense, da Presidente da Câmara, drª Margarida Belém, em congratulação com este encontro de debate e de enriquecimento científico, como também as do Dr. Sobrinho Simões que não consegue esconder nunca o entusiasmo que tem, não só por Arouca, mas também por estas Jornadas de Ciência, iniciadas há 7 anos pela Associação Circulo Cultura e Democracia, da qual é um dos fundadores.

Parabéns aos organizadores de mais esta edição e a todos os que contribuíram para o seu sucesso.

José Cerca

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SALESIANOS COOPERADORES DE AROUCA EVOCAM MÃE MARGARIDA

por jcerca em 25 de Novembro de 2023

Formação sobre mãe Margarida_mesa

Ocorrendo a 25 de novembro o 167º aniversário da morte da mãe de D.Bosco, Margarida Occhiena, o núcleo local dos Salesianos Cooperadores de Arouca quis evocar a memória desta extraordinária mulher, declarada Venerável por Bento XVI em 2006.

O primeiro momento teve lugar no espaço de formação mensal em que foi projetado e comentado um vídeo sobre Mãe Margarida, ela que foi a primeira cooperadora de Bosco. No sonho que o seu filho Joãozinho Bosco teve aos 9 anos, ela mostrou já a sua sábia intuição maternal, ao interpretar o significado desse sonho como uma possível indicação de que o seu filho poderia vir a ser padre: “Quem sabe se não serás padre?”

Formação de novembro

O segundo momento teve lugar, após a formação, na igreja do Mosteiro de Arouca, onde foi rezado o terço com meditação sobre a venerável Mãe Margarida, em frente ao altar da outra mãe de D.Bosco, Maria Auxiliadora, justamente designada por “Virgem de D.Bosco”.

Reza do terço

Refira-se que a imagem que aí se encontra, ao lado de um pequeno busto de D.Bosco, é a mesma imagem que durante muitos anos esteve na capela dos Salesianos, no tempo em que a obra salesiana esteve presente em Arouca. Depois de devidamente restaurada essa imagem foi aí colocada à veneração dos seus devotos, em setembro de 2022, durante a evocação do 40º aniversário da saída dos Salesianos de Arouca.

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ASARC VISTA CASA DE CAMILO

por jcerca em 3 de Novembro de 2023

No dia 31 de outubro a Academia Sénior de Arouca realizou uma visita de estudo à casa onde Camilo Castelo Branco passou os últimos 26 anos da sua vida e onde escreveu grande parte das suas obras, em S.Miguel de Seide, no concelho de Famalicão.

Numa altura em que a figura de Camilo trouxe para a comunicação social uma desnecessária e inoportuna polémica, relacionada com o pedido para a retirada do espaço público de uma estátua deste escritor, frente a Cadeia da relação do Porto, proposta à Câmara do Porto, por um grupo de personalidades, a escolha deste 1º itinerário literário da Asarc não poderia ter sido mais adequada e oportuna.

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A casa de Camilo

Recentemente remodelada, a 16 de março de 2022, essa casa habitada por Camilo e Ana Plácido desde 1863 a 1890, abriu ao público em 1922 como Museu camiliano e conserva algum mobiliário, utensílios pessoais do escritor, centenas de cartas, bem como uma grande parte da sua biblioteca particular.

Toda pintada exteriormente com um amarelo vivo para exprimir o poder económico de quem a mandou construir em 1830, Manuel Pinheiro Alves, um português que ganhou avultada fortuna no Brasil e que foi casado com Ana Plácido que viria a apaixonar-se por Camilo, com quem acabaria por casar e aí viver, após a morte do seu primeiro marido.

 A casa-museu: do espólio às vivências

Atendendo ao numeroso grupo arouquense, a visita foi desdobrada em dois grupos simultâneos, acompanhado cada um pelo respetivo guia.

E mais do que o recheio e o ambiente camiliano que esta casa encerra, foram importantes e marcantes as vivências que os guias conseguiram despertar nos visitante seniores, através, não só de uma grande interação com os mesmos, como também mediante a declamação de alguns sonetos de Camilo e através da interpretação de excertos de algumas das suas obras, como, por exemplo, a “Maria Moisés” das Novelas do Minho. Isso permitiu mesmo aos curiosos e atentos visitantes saborear também um pouco da riqueza vocabular da prosa camiliana.

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Foi graças à maneira viva e entusiasmante com que os guias foram percorrendo os diversos espaços desta casa-museu que os visitantes puderam sentir e vivenciar que, dentro daquela casa, coexistiu a luz artística de um génio literário com a escuridão da loucura e do desespero que viria a ter o seu desenlace dramático no dia 1 de junho de 1890, com o suicido do escritor, certamente desencadeado pela sua irrecuperável cegueira.

E se lá dentro, ao lado da secretária de dupla face onde Camilo escrevia, em companhia de Ana Plácido, continua presente a cadeira balouçante que acolheu o desfecho trágico daquele que foi o 1º profissional a viver da escrita, lá fora, diante da casa, permanece a imponente “Acácia do Jorge” a perpetuar outra das muitas vicissitudes da conturbada vida do escritor: a loucura de um dos seus filhos.

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E se o espólio desta casa-museu poderá, facilmente, ser guardado no telemóvel de cada visitante que o deseje, a verdade é que serão as vivências, despertadas pelos guias, a melhor e mais indelével recordação que cada visitante levará consigo na sua memória.

E se tal visita despertar ainda o desejo de conhecer ou revisitar algumas das obras camilianas, tanto melhor. Será oiro sobre azul.

Belezas do Minho

Esta visita à casa de Camilo foi completada com uma breve digressão pela região de Guimarães com uma paragem na Tasca da Carroça para o agradável momento gastronómico que faz sempre parte de qualquer visita de estudo organizada pela Asarc.

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Após almoço, seguiu-se um breve percurso pela zona histórica de Guimarães e uma visita guiada ao Palácio dos Duques de Bragança, com explicação sobre os hábitos e costumes aí vividos pela nobreza no sec. XV, nomeadamente pelo 1º Duque de Bragança, D.Afonso que foi filho (ilegítimo) do rei D.João I.

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E com este recuar no tempo, quer à época camiliana, quer ao período da nossa monarquia medieval, se completou mais uma visita de estudo turístico-cultural organizada pela Asarc e que enriqueceu todos os que nela tiveram o privilégio de participar.

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José Cerca

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PEREGRINAÇÃO SALESIANA A BALASAR

por jcerca em 30 de Setembro de 2023

Realizou-se no dia 30 de setembro de 2023 uma peregrinação a Balasar para conhecer melhor a vida e os espaços onde viveu Alexandrina da Costa, Salesiana Cooperadora, beatificada a 25 de abril de 2004, pelo Papa S. João Paulo II.

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Esta peregrinação foi organizada pela Associação dos Salesianos Cooperadores de Arouca e nela participaram 64 pessoas, entre Salesianos Cooperadores e amigos da Obra Salesiana.

A peregrinação começou com o acolhimento no Centro Internacional Salesiano de Espiritualidade, dirigido pela Salesiana Cooperadora Maria Rita Scrimieri que dirigiu a todos palavras de boas-vindas e acompanhou os peregrinos pelos diversos espaços referentes à beata Alexandrina de Balasar.

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O primeiro espaço visitado foi a casa onde viveu e morreu Alexandrina, a 13 de outubro de 1955. Esta visita, em pequenos grupos, foi antecedida de uma explicação sobre vários aspetos da sua vida mística, conduzida por Maria Rita, nos espaços do jardim da casa, um espaço muito acolhedor e repleto de larga informação, com painéis muito bem esquematizados, sobre os principais aspetos da sua vida.

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A capela da Santa Cruz

Após o almoço, muito bem servido no refeitório do Centro Internacional Salesiano, os peregrinos continuaram a sua visita guiada a outros espaços relacionadas com a beata Alexandrina.

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Um desses espaços foi a capela da Santa Cruz, próxima do igreja paroquial, e onde em 1832, no dia do Corpo de Deus (21 de junho), terá aparecido uma grande cruz desenhada na terra. Mesmo após várias tentativas para a esbater, não conseguiram apagá-la do chão, tendo posteriormente sido edificada, sobre ela, a atual capela da Santa Cruz.

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Acredita-se que tal milagre da cruz terá sido um sinal de Deus a preparar esta comunidade  para a mensagem futura da beata Alexandrina, cuja vida mística foi um permanente apelo à conversão e ao arrependimento, tal como ficou registado nos seus numerosos escritos.

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O túmulo da beata Alexandrina.

Depois da explicação sobre a origem desta capelinha e da sua ligação à vida de Alexandrina, os peregrinos arouquenses visitaram o cemitério paroquial onde esteve sepultada Alexandrina e cujos restos mortais foram trasladados para a igreja matriz em 1977.

20230930_160921Foi perante este túmulo que o grupo arouquense terminou a sua digressão pelos diversos espaços relacionados com a beata Alexandrina, tendo aí sido rezada, coletivamente, a oração para a sua canonização e em cujo processo estiveram envolvidos dois sacerdotes salesianos, o Pe. Humberto Pasquale e o Pe. Heitor Calovi.

A peregrinação terminou com a celebração vespertina da Eucaristia dominical, presidida pelo pároco de Balasar, Pe. Manuel Neiva.

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Além de uma jornada de salutar convívio entre todos, esta peregrinação foi, sobretudo, um excelente momento de enriquecimento cultural e espiritual para todos os que nela tiveram o privilégio de participar.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº596 de 6 de  outubro de 2023

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