CONVENTO DE AROUCA REÚNE “NOTAS SOLTAS”

por jcerca em 17 de Julho de 2017

Organizado pela Associação Malong, com o apoio da Câmara Municipal de Arouca, realizou-se no dia 15 de julho de 2017, no magnífico espaço da igreja conventual de Arouca, um concerto vocal interpretado pelas 16 vozes (10 femininas e 6 masculinas) do Ensemble “Notas Soltas”, sob a direcção do seu maestro Pedro Sousa.

Trata-se de um grupo vocal de Câmara do Conservatório de Música da Maia  criado em 2009 e que, desde então, tem realizado vários concertos em diversas salas dentro e fora do país, tendo-lhe já sido atribuído algumas distinções internacionais.

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Apresentado por Olga Noronha da Malong o Grupo interpretou 16 temas musicais, sendo a primeira parte do programa constituída por 9 trechos de temática religiosa e a segunda parte por temas contemporâneos de música ligeira e popular, bem como de alguns espirituais.

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Reunidas num lindo cenário barroco que a igreja do Mosteiro de Arouca oferece, estas 16 “notas soltas” ofereceram ao público presente um excelente momento de arte e de harmonia vocal, revestido também de alguma espiritualidade que os temas sacros da primeira parte lhe conferiram.

Sendo este o 3º evento promovido em Arouca pela Malong, Olga Noronha aproveitou a ocasião para informar que o próximo evento será constituído pela 9º edição dos “Sons da Água” a ter lugar na aldeia da Paradinha, no dia 26 de Agosto próximo.

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No final do concerto, cada uma destas “notas soltas” foi adornada com uma clave de rosas vermelhas.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº448 de  28 de julho de 2017

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Com um programa que foi sendo gerido e adaptado às circunstâncias locais e temporais, realizou-se, no dia 8 de julho, em Mogofores, mais um encontro de antigos alunos que passaram, não só por esta casa salesiana, como também pelas casas de formação de Arouca e Manique.

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Depois do abraço do reencontro no pátio do Colégio, mesmo à sombra da branca torre do Santuário de Maria Auxiliadora, foi neste mesmo belo santuário, de tão gratas recordações para todos os presentes, que fomos acolhidos com o “Bom dia” e as palavras de saudação do Diretor desta comunidade que tão bem nos acolheu, o Pe. Aníbal Afonso que, dentro do grupo que recebeu encontrou não apenas seus antigos alunos, como também seus antigos professores, fazendo parte, quer uns, quer outros, desta grande família Salesiana.

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Depois de entoado o Hino a Maria Auxiliadora, seguiu-se a apresentação de um tema de reflexão pelo Delegado Nacional da Família Salesiana, o Pe. Joaquim Taveira.
Depois de recordar que fazemos todos parte de uma grande família e que  viemos ali , não só para conviver ou ficarmos retidos no saudosismo do passado, o Pe. Taveira referiu a necessidade  de reestruturação do Movimento dos Antigos Alunos salesianos, de modo a fazer dele uma força interveniente na sociedade, levando, com a alegria e o carisma de D.Bosco, Jesus Cristo ao mundo de hoje, fazendo deste movimento massa e fermento na sociedade em que vivemos.

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A Eucaristia

Inicialmente prevista para encerrar este encontro, a Eucaristia em honra de Maria Auxiliadora, foi deslocada, e bem, para o meio-dia, tornando-se assim, não apenas dentro do programa, mas de facto, o momento central deste 9ºencontro.

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O cuidado na preparação litúrgica e a animação musical vieram trazer a esta Eucaristia um grande brilho, que surpreendeu até os próprios celebrantes, graças à direcção do maestro Jorge de Amim e ao acompanhamento do organista Fernando Taveira que conseguiram fazer de toda a assembleia um bem participado coro o que contribuiu também para fazer daquele momento celebrativo o ponto mais alto daquele dia.

Evocação dos salesianos falecidos

No momento do Ofertório foi levado ao altar uma palma de flores, através da qual foi prestado tributo de saudade e gratidão a muitos salesianos e alguns colegas que já partiram para o Pai e cujos nomes, cerca de 70, foram evocados no momento próprio da Eucaristia.

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O último nome a ser recordado foi o do sr. José dos Santos, mais conhecido por José de Semide, figura típica que marcou várias décadas de alunos que passaram por esta casa e cujo corpo acabara de ser sepultado, na véspera, no cemitério da Paróquia de Mogofores, depois de ter falecido em Manique com 86 anos de idade.

Embora nunca tendo professado, o  sr. Zé de Semide, ganhou o estatuto, na vida e na morte, de um autentico salesiano pela maneira como viveu a sua vida, também ela bem marcada pelo espírito de D.Bosco e de Maria Auxiliadora, de quem era grande devoto.

Gesto de solidariedade

Durante a Eucaristia foi lembrada também a tragédia humana e patrimonial que atingiu recentemente populações do centro do país, tendo sido feito o apelo à nossa solidariedade com as suas vítimas, no momento do Ofertório. Com autorização do Diretor desta comunidade, o produto das ofertas recolhidas, que totalizou 438.44€, foi depositado na conta pública da CGD, destinada a esse fim.

Momento cultural e artístico

Após a Eucaristia e feita a foto de grupo, diante da fachada do Santuário mariano, seguiu-se o almoço-convívio no refeitório do Colégio Salesiano.

A tarde foi passada no pavilhão do Colégio onde foram apresentados diversos momentos artísticos, num ambiente de grande alegria e muita descontracção.

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Um desses momentos, divertido e ao mesmo tempo rico de conteúdo, foi a saudação a todos os presentes, feita pelo Pe. João Bosco que encarnou na pessoa do “sr. Regedor”, vestido de batina e com uma improvisada cabeleira, a substituir o tradicional barrete italiano.

O discurso, num italiano  “quasi perfetto”, que o Hermínio Machado a todos dirigiu, no seu divertido estilo, mas ao mesmo tempo imbuído de um genuíno espírito salesiano, constitui também um ponto alto neste momento cultural que só não se prolongou mais, por falta de tempo.

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Mesmo assim, ainda se encontrou algum tempo para serem encontradas algumas medidas que possam garantir e reforçar a sobrevivência deste grupo, graças à constituição de uma equipa directiva aí encontrada mesmo no final do encontro.

Incidente cadeiral

O momento cultural e artístico foi, por repetidas vezes, interrompido por imprevistas quedas de um ou outro elemento do público.

Efectivamente, no decorrer do espectáculo, aconteceu que um ou outro espectador ficava, inesperadamente, de pernas para o ar, enquanto a sua cadeira ficava com as suas pernas escaqueiradas, fazendo os estilhaços das mesmas lembrar o estralejar de pequenas bombas de carnaval.

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E só não foram mais porque, perante tão frequentes incidentes, o “engenho e a arte” de alguns decidiu reforçar a fragilidade dos próprios assentos, empilhando uma ou mais cadeiras na mesma, travando assim o deflagrar de mais estilhaços cadeirais e impedindo, desse modo, o avanço de tamanho abate no mobiliário da casa.

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Mesmo assim, foram oito, oito, meus senhores, os incidentes ocorridos no decorrer do momento cultural. Felizmente que tais incidentes, que até poderiam ser trágicos, só se ficaram no lado cómico, pelas caricatas situações criadas com estas cadeiras à prova….de peso.

Afinal, trágica, trágica, só a cadeira de Salazar!…

José Cerca

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RUMO À CIDADE DOURADA

por jcerca em 2 de Julho de 2017

Passeio anual da Asarc

Teve lugar nos dias 29 e 30 de junho o passeio anual da Academia Sénior de Arouca, que, desta vez, escolheu Salamanca e a sua região, como meta principal da sua viagem.

Conhecida também com a Cidade Dourada, graças à cor predominante dos edifícios que apresentam um tom especial devido ao  tipo de pedra utilizado na sua construção, Salamanca foi declarada cidade Património Cultural da Humanidade pela Unesco em 1988.

Foi nessa cidade, que possui uma das universidades mais antigas da Europa,  criada por Afonso IX em 1218, que os alunos seniores pernoitaram.

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Antes de aí chegarem, tiveram a oportunidade de visitar a austera e granítica Sé da Guarda e de passearem pelo centro histórico da mais alta cidade portuguesa, fundada pelo pai da nossa rainha Santa Mafalda, o rei D.Afonso I, cuja imponente estátua se ergue, por isso mesmo, frente à Sé da Guarda.

Almeida (10)

Depois do almoço, e ainda antes de entrar em Espanha, nova paragem para visitar a vila fronteiriça de Almeida, conhecida pela sua fortaleza em forma de estrela de doze pontas.

A cidade dourada

Chegados a Salamanca e depois de alojados numa unidade hoteleira, situada   perto da zona histórica da cidade, os visitantes seniores partiram à descoberta desta imponente cidade, autentico museu a céu aberto, tantos são os deslumbrantes monumentos que surgem por todo o lado.

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Como em qualquer cidade espanhola, a Praça Maior de Salamanca, impõe-se pela sua majestosidade e é sempre um polo de atração turística, não só pela sua grandiosidade, como pela animação, quer diurna, quer nocturna, que a preenche.

Além da Praça Maior, também as numerosas igrejas e conventos que ocupam a zona histórica desta cidade, bem como os imponentes edifícios da Catedral Velha e Catedral Nova e da Universidade de Salamanca foram objecto de visita, na manhã do dia seguinte, muito embora o tempo fosse muito pouco para disfrutar de tão grande número de motivos turísticos a visitar.

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La Alberca

Se Salamanca impressiona pela majestosidade dos seus inúmeros edifícios e pala grandiosidade dos seus monumentos, a localidade de La Alberca cativa-nos pela agradável surpresa de todo o seu conjunto arquitectónico, com as suas casas típicas, ornamentadas de flores e as suas estreitas e sinuosas ruas ladeadas de lojas de comércio gastronómico e de artesanato da região, evidenciando, algumas delas, marcas da influência árabe naquela região.

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Situada no sopé da Serra de França esta pequena localidade é, na verdade, grande na sua beleza já muito antiga,aliás, pois já em 1940 foi declarada “Conjunto histórico-artístico”, tendo sido a primeira localidade espanhola a ser contemplada com tal distinção.

La Alberca

Depois do almoço e após terem percorridos as principais ruelas de La Alberca e visitado a sua igreja matriz e a sua Praça Maior, os visitantes subiram a Serra de França, onde a 1750 metros de altitude, puderam visitar o Santuário dominicano de Nossa Senhora da Penha de França e de onde se admira uma paisagem deslumbrante.

Serra de Françaurante a subida, por entre densa floresta de castanheiros, pinheiros e outras espécies autóctones, o prof. de Geografia da Asarc, Jorge Oliveira, foi fazendo a leitura geográfica e orográfica da paisagem, o que aliás aconteceu, por várias vezes, ao longo da viagem, contribuindo assim para uma melhor compreensão daquilo que se ia observando.

Ciudad Rodrigo

Antes do regresso a Portugal, mais uma paragem em Ciudad Rodrigo, contemplada também  ela com  a distinção de “Conjunto histórico-artístico” pela grande presença de monumentos e edifícios históricos, muitos deles datados dos sec.XV e XVI.

Pelo convívio humano que proporcionou, pela história e riqueza dos monumentos visitados, pela  diversidade de paisagens percorridas e pelas sábias e oportunas explicações do prof. de Geografia que nos acompanhou, esta visita de estudo anual da Asarc foi, seguramente, mais um sucesso, na linha, aliás, das viagens anteriores que a Academia Sénior anualmente vem proporcionando a todos os seus alunos e associados.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº447 de  14 de julho de 2017

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HINO DA ASARC

por jcerca em 18 de Junho de 2017

Primeira apresentação pública

O coro da Academia Sénior, acompanhado do seu grupo de cavaquinhos, tem sido o rosto mais visível desta instituição, através das numerosas atuações, não só dentro do Concelho de Arouca, como também fora do mesmo. Daí que se impunha a criação do hino da Academia Sénior, de modo a ser uma espécie de cartão de visitas desta instituição.

Asarc

Em boa hora o vice-presidente da direcção da Asarc, António Manuel Ferreira (Toneca) lançou mãos à obra e, articulando a métrica da letra com os acordes musicais, compôs o hino da Asarc que teve a sua primeira apresentação pública no passado dia 17 de junho, no auditório da Junta de Freguesia de S.Miguel de Souto e Mosteirô, do Concelho de Santa Maria da Feira.

I Concerto da Primavera

Organizado pelo Coro Sénior “Cantar é Viver” do Centro Social de Souto, a Academia Sénior de Arouca foi convidada a participar neste I Concerto da Primavera, ao qual se associou, além do grupo anfitrião, dirigido por António Ribeiro, também o Grupo de Cantares tradicionais do Museu Regional de Cucujães, dirigido por Mariana Adrega.

cantar é viver

Depois de interpretar algumas canções populares, muitas das quais fazem parte do Cancioneiro de Arouca, e que foram recolhidas pelo seu maestro, Ramiro Fernandes, o Grupo da Asarc terminou a sua atuação apresentando, pela primeira vez, o seu Hino que foi vivamente aplaudido por todo o auditório.

museu de cucujães

Com uma letra que retrata bem os objectivos desta instituição sénior e com uma música alegre e muito melodiosa, este hino constitui, certamente, mais uma importante referência na história desta instituição, nascida em 2010 para proporcionar a todos os seus alunos e associados uma melhor qualidade de vida física e mental.

maestros

Terminada a atuação dos grupos presentes foi entregue, pela Presidente da União de  Freguesias de S.Miguel de Souto e Mosteirô, a cada um deles, na pessoas dos respectivos maestros, uma placa comemorativa deste I Festival da Primavera, seguindo-se um lanche entre todos os intervenientes neste evento musical.

José Cerca

HINO DA ASARC

 

Asarc  Asarc, um cantinho onde podes aprender

Estudar, cantar, nem dás conta de que estás a envelhecer

A solidão foi-se embora porque aqui ninguém a quis

Cantar, estudar, sorrir que o nosso lema é ser feliz.

 

Amigo tu sozinho não és nada

Anda connosco ver o dia amanhecer

É bem mais fácil fazer esta caminhada

De braço dado a cantar a conviver

 

Toca viola agarra-te ao cavaquinho

Aprende línguas, inglês ou português

Em geografia viaja do Algarve ao Minho

E à história podes voltar outra vez

REFRÃO

Experimenta vir pintar uma aguarela

A tua vida numa tela de mil cores

Com os teus dedos vem abrir nova janela

P’ra mundos novos que são os computadores

 

É cedo ainda para dar a despedida

A juventude não será uma quimera

Se acreditares que o sonho comanda a vida

A mocidade voltará co’ a primavera.

REFRÃO

Letra e música: Toneca
FÁ+

publico

 

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº446 de 30 de junho de 2017

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PROCISÃO MARIANA ENCERRA MÊS DE MAIO

por jcerca em 5 de Junho de 2017

Tal como terá acontecido em muitas outras localidades do País, neste ano do Centenário das aparições em Fátima, também a paróquia de Arouca encerrou o mês de maio, no passado 31, com uma peregrinação nocturna, como tem acontecido, aliás, em anos anteriores.

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Com o andor da Senhora de Fátima, devidamente enfeitado e iluminado, a procissão passou pelas 3 capelas onde, durante todo o mês de maio, foi rezado o terço.

Saindo da capela da Senhora do Carmo, no Calvário, a procissão de velas passou pela capela de S.Pedro e pela capela de Santo António, terminando na igreja do Convento de Arouca. Pelo caminho, velas acesas em muitas casas davam mais brilho à procissão que teve a acompanhá-la sempre um belo luar. Algumas crianças vestidas com trajes populares figuravam as personagens dos pastorinhos de Fátima a quem, há cem anos, Nossa Senhora lhes apareceu na Cova da Iria, pedindo-lhes, entre outras coisas, que rezassem o terço todos os dias  “para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra”.

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E, na verdade, entre cada uma das capelas percorridas foi rezado  o terço, dirigido pelo pároco Luís Mário e  acompanhado de cantos marianos.

Além de numerosos fiéis, incorporaram-se nesta procissão mariana elementos da irmandade do Santíssimo Sacramento, acompanhados das respectivas opas e cruzes.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº445 de 16 de junho de 2017

Voz Portucalense nº22 de 07 junho de 2017

 

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