FESTIVAL INTERNACIONAL DE ÓRGÃO E MÚSICA SACRA

por jcerca em 1 de Novembro de 2025

Pelo 4º ano consecutivo que o Mosteiro de Arouca recebe o FIOMS, Festival Internacional de Órgão e Música Sacra, já na sua 5ª edição, e que se estende por 12 Municípios da Grande Área Metropolitana do Porto, envolvendo a realização de 40 concertos, de elevada qualidade artística, ao longo das duas temporadas em que decorre este Festival.
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Possuindo o Mosteiro de Arouca um raro exemplar de um órgão ibérico, datado de 1743, este Município não podia, pois, deixar de acolher este evento musical.
Depois de uma primeira parte preenchida com a interpretação de 3 peças para órgão de autores do sec. XVIII, pelo organista Fernando Miguel Jalôto e que permitiram exibir todas as potencialidades sonoras desta bela peça organeira, teve lugar a execução do Requiem de Mozart pelo grupo Ensemble Bonne Corde.
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Fundado em 2009, este grupo dedica-se ao estudo e divulgação de música antiga setecentista, tendo na sua direção artística a violoncelista e investigadora Diana Vinagre.
O Requiem de Mozart que este grupo interpretou foi uma das peças que alcançou grande popularidade no nosso País, no sec. XVIII, sendo a versão utilizada recolhida a partir de um manuscrito que faz parte do arquivo musical da Sé de Évora e no qual a orquestra é substituída por um grupo de instrumentos (baixo,violoncelo, fagote e órgão) que acompanham 8 vozes (2 sopranos, 2 contraltos, 2 tenores e 2 baixos).
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Calendarizado para a véspera de um fim de semana, profundamente de matriz religiosa, como são a festividade de Todos os Santos e a dos Fiéis Defuntos, este magnífico concerto bem mereceria ter uma maior divulgação, não só por parte das instituições religiosas, como também das Associações e grupos musicais de Arouca.
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Na verdade, foi pena que um concerto deste qualidade artística e exibido num espaço tão belo e artisticamente tão rico, tenha passado ao lado da grande parte do público a que se destinava.

José Cerca

Publicado in Voz Portucalense nº 39 de 5.11.2025

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“Mamã, podes escrever um livro a contar a minha história?”
Foi este pedido do pequeno Henrique, portador de uma doença rara, feito à sua mãe, que deu origem a este livro escrito pela arouquense Alice Ramos e que foi apresentado no dia 2 de agosto na Biblioteca D.Domingos de Pinho Brandão.
Trata-se de uma história real, cheia de emoção e perpassada por momentos de incertezas, receios, preocupações e angústias, mas também marcada por momentos de persistência, de confiança, de estímulo e de muita força de vontade do pequeno Henrique, personagem real e central desta narrativa.
Pela primeira vez a apresentação de um livro contou com a presença das personagens principais, neste caso o pequeno Henrique e o seu irmão Afonso, acompanhados de sua mãe, Alice Ramos, a autora desta publicação, com excelente apresentação gráfica e belas ilustrações de Flávia Medeiros.
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Na mesa da sessão de apresentação, além das personagens principais, estiveram os pais, a avó Júlia do Henrique que fez a apresentação do livro, bem como a Vice-Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Drª Cláudia Oliveira que se congratulou com mais uma publicação de autores arouquenses.
Durante a sessão de apresentação foi projetado um pequeno vídeo sobre a história de coragem, de inclusão e de força de vontade do pequeno Henrique.
Possuidor de uma doença rara que o impedia de caminhar, a história do pequeno Henrique prende a atenção do leitor ao longo da narrativa do seu breve percurso de vida, quer na Ilha das Flores, onde nasceu (Açores), quer no Continente, onde passou longos períodos de tratamento.
Além do acompanhamento dos pais, familiares e amigos juntou-se ao seu percurso de vida o irmão Afonso que viria a desempenhar um papel importante de estímulo, de motivação e de inspiração para os sucessivos progressos e para as pequenas grandes vitórias que o pequeno Henrique ia conquistando no seu dia a dia, com o apoio desvelado dos pais e sempre sob a tutela inspiradora da pequena estrelinha Matias que passou a brilhar no céu a partir do difícil processo de fertilidade pelo qual os seus pais tiveram de passar até à chegada tão esperada do Henrique.
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Sendo esta uma história real e de grande exposição familiar, ela deixará, contudo, de ser pessoal para passar a ser dos leitores, a partir do momento em que é editada e passa para o domínio público, transformando-se assim num emotivo testemunho de vida que poderá ajudar outras famílias a enfrentarem situações de superação de dificuldades e de confronto com desafios imprevisíveis como os que o pequeno Henrique teve de enfrentar, sempre apoiado pela sua corajosa família.
Situações de confronto com a incerteza angustiante e com o desconhecido perturbador vividos nesta historia real poderão ser um estímulo motivador e inspirador para outros pais que tenham que passar por idênticas situações de superação como as que acompanharam o pequeno Henrique.
“Mas esta história não acaba aqui. Continua.” Por isso, os leitores ficarão à espera da sua continuação para continuarem a acompanhar a caminhada de coragem, de determinação e de persistência do pequeno Henrique e do estímulo motivador do seu irmão Afonso.

José Cerca

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Precedendo, como preparação para o maior evento cultural de Arouca, que é a sua Recriação Histórica, o evento “Retratos do Barroco” é sempre uma ocasião e um pretexto para descobrir, estudar e dar a conhecer alguns dos mais importantes documentos da história de Arouca.
Se os “Retratos do Barroco” do ano passado trouxeram a Arouca o “Testamento da Rainha Santa Mafalda”, um importante documento do sec XIII guardado na Torre do Tombo e que esteve exposto ao público durante alguns dias, este ano foi a vez de trazer até ao Mosteiro de Arouca um outro importante documento histórico datado de 1649 e que é constituído pelas “inquirições de testemunhas e traslados de documentos respeitantes à beatificação e canonização de D.Mafalda, filha de rei D.Sancho I”.
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Trata-se de um documento com 142 páginas preenchidas com as inquirições de dezenas de testemunhas sobre a vida, santidade, virtudes e milagres atribuídos a D.Mafalda e que faz parte do processo canónico para a causa da sua beatificação e canonização iniciado pelas monjas do Mosteiro de Arouca, sob a direção da Madre Abadessa D. Bernardina de Melo, para enviar à Santa Sé para posterior estudo e aprovação, o que viria a acontecer 144 anos depois, a 27 de junho de 1793, com a sua beatificação pelo Papa Pio VI.
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A abertura da exposição deste importante documento da história de Arouca teve lugar na Biblioteca de D.Domingos de Pinho Brandão, no dia 11 de julho, com a presença da Presidente da Câmara Municipal de Arouca, Drª Margarida Belém, bem como do prof. Luís Miguel Pinho que está a fazer a transcrição paleográfica deste documento para melhor se compreender e estudar.
Segundo referiu a Presidente da Câmara, além deste documento, agora exposto temporariamente em Arouca, muitos outros documentos originais sobre a história de Arouca aí permanecem guardados sendo de Arouca o segundo documento mais antigo guardado na torre do Tombo.
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Refira-se que esta deslocação temporária de documentos da torre do Tombo ao encontro dos locais da sua origem, tal como já aconteceu o ano passado, foi uma iniciativa inédita da Câmara Municipal de Arouca, apesar dos enormes cuidados e encargos que tal deslocação exige.
Esta exposição estará patente ao público de 11 a 16 de julho.

O díptico-relicário de D.Mafalda

Além deste importante e raro documento da Torre do Tombo, outros dois documentos, também eles relacionados com a Rainha Santa Mafalda, o acompanham e que fazem parte do acervo do Museu de Arte Sacra de Arouca.
Um deles, o diptico-relicário de D.Mafalda do sec. XIII e que faz parte do seu testamento, é considerado o mais antigo retábulo-relicário constante nos acervos nacionais e que, juntamente com o tripico-relicário do sec. XVI, constituem dois dos objetos de ourivesaria mais valiosos guardados no Museu de Arte Sacra de Arouca.
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Com 25 cm de altura, as faces exteriores deste díptico-relicário em prata dourada representam a Anunciação, estando o anjo à esquerda e a Virgem à direita. As faces interiores, também em prata dourada, contêm, do lado esquerdo, alvéolos quadrados destinados às relíquias, sendo o lado direito ocupado por um belo Calvário traçado a buril.

O processo da beatificação

Intimamente ligado a este documento da Torre do Tombo está patente nesta exposição um dos dois volumes do longo processo referente à beatificação e canonização da rainha D.Mafalda Sanchez e que, embora cópia do processo original, faz também parte do acervo deste Museu de Arte Sacra.
Sabe-se que o processo de beatificação de D. Mafalda “Lusitana Servae Dei Maphaldae” foi longo, complexo e algo acidentado, estendendo-se por séculos, apesar da fama de santidade e dos milagres atribuídos a ela já serem amplamente reconhecidos pelo povo, mesmo antes da sua beatificação oficial. 
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Para nos falar desses milagres, o prof.Luis Miguel Pinho fez uma interessante comunicação, logo após a abertura da referida exposição. A partir da transcrição paleográfica que este professor arouquense está a fazer do documento da Torre do Tombo, Luís Miguel revelou-nos alguns dos muitos milagres atribuídos a D.Mafalda e que constam nesse documento do sec. XVII. Esta comunicação foi ainda enriquecida com curiosas informações sobre as diversas tentativas de se iniciar este processo canónico, bem como a referência aos diversos intervenientes neste longo processo. Curiosas foram ainda as informações sobre a transladação do corpo da rainha santa do seu túmulo em pedra para uma urna-relicário em ébano, cristal, prata e bronze dourado, encimada pela coroa real e pelas armas de Portugal e de Espanha, realizado pelo ensamblador e arquiteto portuense José Francisco de Paiva em colaboração com o ourives António Pereira Soares.
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A exposição ao público destes três raros documentos da história de Arouca e todos eles ligados à sua padroeira, é uma ocasião única para os arouquenses poderem conhecer, apreciar e valorizar a riqueza do nosso rico património histórico, muito do qual está guardado no seu belo ex-libris, o magnífico Mosteiro de Arouca.
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José Cerca

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MS COLLECTION MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 7 de Maio de 2025

Um mês de funcionamento

Foi há cerca de um mês que o Hotel MS Collection instalado no Mosteiro de Arouca, ao abrigo do Programa “Revive”, entrou em funcionamento, iniciando assim um importante reforço na oferta turística de Arouca, com um conjunto diversificado de serviços que complementam a vertente de alojamento.
Quem, ao longo deste 1º mês, passasse pelo parque municipal, facilmente notaria a presença constante de carros estacionados junto ao Mosteiro de Arouca, o que evidenciava um novo ciclo de vida que este monumento nacional iniciou com a abertura do novo hotel de 5 estrelas.
Um mês depois de entrar em funcionamento colocámos  algumas questões ao Diretor do novo Hotel, Dr. João Moita da Silva:
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1. Qual o balanço global deste primeiro mês de funcionamento? 
Tivemos um balanço bastante positivo. Estamos ainda num período de soft opening, mas a procura tem sido elevada e a expectativa de quem esteve connosco superada.
2.Além da Páscoa, ocorreu neste 1º mês de funcionamento, a celebração do 25 de abril, os festejos da Rainha Santa Mafalda e os concursos nacional e internacional de saltos de cavalos. Qual a repercussão destes eventos na ocupação do hotel?
Todos os dias festivos refletem-se sempre positivamente na ocupação do hotel, principalmente tratando-se de feriados que se transformam em fins de semana prolongados. Os concursos nas Quintãs Equestrian Center foram também bastante positivos para a nossa taxa de ocupação, fruto também do ótimo relacionamento que existe entre nós de parceria e entreajuda.
3. Qual a origem predominante dos utentes neste 1º mês de funcionamento?
Mercado Português. Este hotel e esta reconstrução acarreta muita curiosidade interna e temos sentido isso neste primeiro mês.
4.Além dos hóspedes, houve procura dos serviços do hotel por pessoas da comunidade local? Quais os serviços mais procurados?
Bastante procura, distribuindo-se pelo Bar do Hotel, restaurante Heritage e o nosso Spa Moments.
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5. A suite real já foi reservada por alguns clientes?
A nossa Suite Real tem tido bastante procura, mas ainda não a colocamos à venda. Será algo único e muito especial que terá o seu momento de ser colocada à disposição dos nossos hóspedes.
6.As reservas de alojamento foram feitas prioritariamente on line, por telefone, ou presencial?
Maioritariamente directas por telefone e também online no nosso site.
7. Houve alguns constrangimentos no funcionamento do hotel neste 1º mês? Quais?
Este é ainda um período chamado de soft opening, onde estamos a “afinar o processo” para darmos o melhor aos nossos clientes. Não podemos dizer que houve constrangimentos, mas sim que é um período de constante melhoramento para estarmos a 200% o mais rapidamente possível. O feedback dos clientes, até agora, tem sido ótimo, mesmo tendo o hotel entrado em funcionamento há cerca de um mês. Estamos felizes por podermos servir clientes num hotel único e numa Vila fantástica.   
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Segundo a opinião que colhemos junto de vários turistas que procuraram alojamento neste novo hotel a satisfação é geral, não só quanto à qualidade e conforto das instalações, mas também quanto ao acolhimento e à simpatia dos funcionários.
Houve até quem tivesse vindo a Arouca, não tanto para visitar a Vila, mas sobretudo com a curiosidade de conhecer e experimentar os serviços deste novo hotel.
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Ao folhearmos o livro de comentários presente na receção do Hotel constata-se igual satisfação deixada nas mensagens escritas.
“Excelente recuperação e boa adaptação. Muito bom gosto. Parabéns.”
“Fez-se novamente história no Convento. Parabéns pelo empreendimento e por trazerem para Arouca algo tão inovador. Muito sucesso. Funcionários do melhor.”
Alguém vindo de Inglaterra recomenda que “Nunca percam o encanto que têm. É uma equipa de uma simpatia única. Muito sucesso e parabéns por este lugar incrível.”
Outro turista deixou escrito que “tudo era muito bom. A decoração bem escolhida num edifício magnífico que é este Convento.” E acrescenta que “todo o staff é incansável e sempre atento aos hóspedes para lhes proporcionar todo o conforto e bem estar.”
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Houve quem considerasse esta adaptação do espaço conventual a hotel como “um excelente trabalho de recuperação do nosso património cultural” e qualificasse os funcionários como “pessoas muito simpáticas e prestáveis”, encontrando “muito charme e simplicidade em tudo”. E a satisfação foi tanta que “espero voltar aqui outras vezes”.
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Estando Arouca e o seu vasto e diversificado território do Geopark, cada vez mais no destino turístico de muitas pessoas, quer de origem nacional, quer mesmo do estrangeiro, é natural que a aposta no desenvolvimento turístico tenha motivado alguns empresários a investirem em Arouca. E o recém hotel MS Collection Mosteiro de Arouca e a sua parceria, não só com o Quintãs Equestrian Center, mas também com a Doçaria Conventual, parece-nos uma boa aposta, não só para o desenvolvimento de Arouca, como também para a preservação e divulgação do seu melhor ex-libris que é o magnífico Mosteiro de Arouca.
José Cerca

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CONCERTO DE PÁSCOA 2025

por jcerca em 15 de Abril de 2025

Um turbilhão de Hossanas sonoros ecoou esta tarde de Domingo de Ramos,13 de abril de 2025, na Igreja jubilar do Mosteiro de Arouca, cujo amplo e belo espaço barroco se encheu com a extraordinária e vibrante sonoridade deste magnífico Concerto de Páscoa, executado pela Banda Musical de Arouca, sob a direção do seu maestro Ivo Silva, em plena comemoração do seu bicentenário.

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O palco para este evento não podia ser mais bem escolhido, nem mais adequado para este Concerto de Páscoa.

Constituído pela interpretação de 4 peças, criteriosamente selecionadas para esta quadra pascal, este Concerto, através de uma perfeita combinação dos seus diversos naipes, desde os instrumentos de corda e de sopro, até aos metais, às madeiras e à percussão, ofereceu momentos de uma extraordinária sonoridade que pretendiam despertar no público, ora sentimentos de suave melancolia e de profunda introspeção, ora sentimentos de esperança, de otimismo e de alegria.

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Uma breve explicação de cada uma das peças, antes da sua execução, pretendeu ajudar os ouvintes à descodificação interpretativa das diversas sonoridades que os envolvia e os tocava na sua sensibilidade artística.

A beleza musical das peças interpretadas, aliada à riqueza artística do cenário barroco envolvente fizeram deste Concerto um momento alto, não só desta quadra pascal, que hoje se iniciou com a Semana Santa, como também do programa do bicentenário da Banda Musical de Arouca, que está a decorrer ao longo deste ano.

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 José Cerca

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