Histórias de vida

por jcerca em 1 de Julho de 2009

Todas as pessoas, por mais simples e humildes que sejam, têm um papel na comunidade a que pertencem. Muitas delas, mercê da sua longa experiência de vida e da Universidade da Vida que frequentaram, ao longo dos seus anos, são autênticas bibliotecas vivas que urge preservar para o futuro. Ouvir as suas histórias, escutar a sua experiência é, não só uma maneira de promover a sua integração pessoal e social, como também preservar um rico património humano que, não sendo registado, se tornaria numa irremediável perda para a memória colectiva de toda uma região.

O Projecto MemoriaMedia  surgiu deste necessidade de se proceder à recolha, registo  e difusão da literatura tradicional/ oral/ popular e de todas as formas de manifestação desta cultura enquanto parte do património imaterial, nacional e universal da humanidade. Iniciado há dois anos este Projecto pretende transformar-se no futuro  e-Museu do Património Imaterial.

 

Uma bofetada misteriosa: uma história passada em Arouca


De entre os inúmeros registos em vídeo realizados no âmbito deste projecto e já disponíveis na Internet, fomos encontrar um, passado em Arouca, há cerca de meio século e que nos é narrado por José Quaresma dos Santos que, pela sua capacidade narrativa aí evidenciada, se revela um autêntico contador de histórias.

O narrador desta misteriosa bofetada  que aconteceu na sua infância, mora presentemente em Pedroso, Vila Nova de Gaia e gravou essa história integrada num Curso realizado no âmbito das Novas Oportunidades.

José Cerca

Vejam o vídeo aqui: 

 

Uma  bofetada misteriosa

  

{ 6 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 António da Cunha Duarte Justo 2 de Julho de 2009 ás 13:42

Senhor Quaresma, Parabéns!
Uma vivência rica de expressão rica.
Penso que mais que o “contexto traumático” se está perante um coração aberto às várias realidades que a vida tem. A sociedade tinha lugar também para o mistério e possibilitava-o.
Atenciosamente
António da Cunha Duarte Justo
Alemanha

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2 Ana Oliveira 3 de Julho de 2009 ás 17:49

Sem dúvida, este contador de histórias – sejam elas há muito vivenciadas ou actuais – constitui uma mais-valia para todos aqueles que se encontram receptivos a uma aprendizagem fora de contextos formais da mesma!
É notoriamente contagiante a forma como empresta a sentimentalidade aos assuntos que aborda! A história é tão simples quanto rica e faz-nos transportar para uma realidade que, mesmo não sendo nossa, nos faz sentir sua pertença!
Sinto orgulho por ter tido o privilégio de o conhecer pessoalmente, de o ter acompanhado numa pequena “viagem” e, desejando-lhe as maiores felicidades, espero sinceramente que muitos mais o descubram e se deliciem com a sua sabedoria!

Ana Oliveira

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3 A.M. 4 de Julho de 2009 ás 11:50

Simplesmente fabulosa! A história, a arte narrativa, “a poesia da prosa” do Sr. José Quaresma dos Santos, e o tilintar do coração, o embevecimento do olhar, a doçura da saudade, … dele e … nossa ao ouvi-lo!
Escreva Senhor José Quaresma dos Santos ou, pelo menos, alguém grave e escreva outras coisas que, tenho a certeza, guardará nas entranhas da mente.

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4 Pedro Santos 6 de Julho de 2009 ás 16:07

Para quem como eu já conhece o Sr. Quaresma à doze anos convivendo com ele todos os dias a nivel profissional, sabe que ele é mesmo assim.
Para cada situação tem uma história do antigamente, e acima de todo tem o dom da palavra contada.
Parabens e que continue assim por muitos anos.

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5 Pedro Sousa 14 de Julho de 2009 ás 18:52

É pá… existe mais um arouquense a viver em Pedroso para além de mim??

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6 Mafalda Santos 22 de Julho de 2009 ás 13:43

PARABÉNS Pai! Estás muito bem. Beijinho*

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