Os nossos deputados estão a trabalhar bem

por jcerca em 28 de Outubro de 2009

Casamento gay e nudismo

Ora aí está uma boa notícia sobre a eficiência de alguns partidos no nosso Parlamento. Mal começou o trabalho na nova Assembleia da Republica e alguns deputados, sentindo vivamente a urgência na resolução dos problemas nacionais, não perderam tempo e toca a mostrar trabalho. E que trabalho!

Primeiro foi o Bloco de Esquerda que nem deixou aquecer a sua bancada parlamentar para arregaçar as mangas e ir directo ao gravíssimo problema que aflige o país inteiro: o “casamento” entre homossexuais, mais conhecido por “casamento” gay.

Educação, desemprego, segurança social, pobreza, etc. etc….isso tem tempo. Comecemos pelo essencial que o resto virá por acréscimo.

E nem pensem auscultar a opinião dos portugueses. Nada disso! Então eles não são os nossos fiéis representantes no Parlamento? Era só o que faltava, não confiarem neles!

Depois, os Verdes (mas maduros na política!) que também não querem ficar atrás do BE, há que lançar mãos para a resolução de um outro gravíssimo problema da nossa sociedade: o nudismo. E vai daí, há que exigir que o nudismo colectivo seja uma prática livre nos locais onde já há esse hábito, de modo a “favorecer a auto-estima, o respeito pelos outros e pelo meio ambiente».

E como 1500 metros é muita distância, que até alguns binóculos não conseguem atingir, há que reduzir para 500 metros a distância entre as zonas de naturismo e as zonas urbanas mais próximas.

Ora digam-me lá, caros eleitores, se estes nossos deputados não mereceram mesmo os nossos votos, face à qualidade e urgência do trabalho já apresentado!

José Cerca

Publicado no Quinzenário “Jornal de Arouca” nº752  de 13 de Novembro de 2009

{ 12 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 joaquim toscano 28 de Outubro de 2009 às 17:29

Mas essa eficiência é a chamada…TdM ou como dizer de outro modo?
Claro que, mesmo com todo esse entusiasmo, os problemas nacionais resumem-se á grave crise da Gripe A e pouco mais,
Lisboa continua a ser Lisboa, o resto é o que sabemos…
E se todos os putativos candidatos a deputados imigrassem pra Lisboa, aquilo afundava…mesmo!
Tudo o resto parece música celestial, brilhantina política… ruído de fundo…
E a gente vai na digressão.
Temos de facto o que merecemos???

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2 Elenáro 28 de Outubro de 2009 às 19:02

Pode não ser um problema de vida ou de morte, mas é certamente um problema que não custa nada resolver. O casamento religioso não é afectado, apenas o casamento civil. Se for por uma questão de nome, como outros diriam, chamem-lhe vrenhak.

Agora não percebo o porquê que tanta exaltação por se começar por aqui? O problema da ADD é bem menos grave que o problema do caos economico que o país vive e não é por isso que se vai adiar até a economia estar de pé, ou é?

Quanto ao referendo… Ai, José, está enganado. Não há razão nenhuma para referendar o casamento homossexual. O casamento homossexual diz respeito a uma parte da população nacional. O resto não tem nada a haver. Seria a mesma coisa que pedir um referendo sobre o direito de voto das mulheres num país que só permite aos homens participarem em plebiscitos. Não faz sentido e só o pode defender quem tem interesse que o não ganhe. É intelectualmente desonesto defender referendos a direitos de minorias especialmente quando o resultado do referendo só as afecta a elas e não há maioria. O resto da vida continuará como sempre foi. Quem disser o contrário estará equivocado para dizer o mínimo. Os países nórdicos não sofrem de problemas sociais por causa desta questão. Ainda recentemente (e sem referendo) a Igreja da Suécia aprovou o matrimónio homossexual. Não me parece que os Suecos se sejam loucos para se atirarem dum precipício.

Peço desculpa pela frontalidade.

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3 José Roldão 29 de Outubro de 2009 às 0:14

Esse tipo de gente é mesmo assim, não perde tempo em “mostrar serviço”. Lembra do Obama? Uma das primeiras medidas, senão a primeira, foi em relação ao aborto.

No Brasil, já perdi a conta das tantas vezes que um projeto para “casamento” gay vai ao congresso e, mesmo votado contra, vem novamente a votação, às vezes passados apenas dois meses.

Que algumas minorias tenham suas preferências sexuais alteradas, vá lá, pois é um direito privado. O problema é quando querem impor a sexualidade deles, a todo custo. No Brasil, não se pode sequer olhar torto para um homossexual, muito menos falar algo de maneira duvidosa, pois logo vai a processo (contra a “homofobia”, isto é, contra qualquer coisa que se julgue assim).

Agora é lei: se um aluno de escola pública for homossexual, por exemplo, com nome João, e quiser que na chamada diária de seus professores conste que seu nome é “Maria”, tem que ser chamado assim; fora que os homossexuais podem ir às aulas com roupas femininas (homens e mulheres têm que ir de uniforme), ou seja, blusa curtinha e mini-saia. Acredite: é lei e um direito adquirido por eles; e só ficamos sabendo da existência de tais direitos quando já estavam sendo instalados nas escolas.

Portugal que se cuide e lute para manter os direitos iguais para todos, senão em breve estará como no Brasil, onde os direitos são prioridade para as minorias e ir contra, depois de instalados, é crime.

Na verdade, nem precisam ser direitos ou projetos aprovados e em vigor. O simples fato de existir um projeto tramitando no Senado basta para que, mesmo antes de aprovado, seja já exercido como se fosse Lei publicada.

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4 jcerca 29 de Outubro de 2009 às 18:36

Caro Elenaro
Se entende que é “intelectualmente desonesto defender referendos a direitos de minorias” está no seu pleno direito e não o contesto, embora seja quase consensual que a maioria do povo português votaria contra, caso fosse chamado a pronunciar-se sobre este assunto. Mesmo assim, concordo que ninguém terá que interferir na opção de vida de ninguém, desde que tal opção não colida com os direitos ou liberdades de outrém.
Agora o que não me parece correcto é que essas minorias (quase sempre ampliadas por certa comunicação social) pretendam equiparar-se em direitos, como se de um casal se tratasse, quando na verdade, nem social, nem biologicamente terá a ver com um casal, essa opção de vida.
Um casal, quer seja de pessoas, quer de animais,implica sempre a complementariedade de macho/fêmea, masculino/feminino, donde resulta, normamelmente, a reprodução biológica, condição essencial para a manutenção da espécie de qualquer ser vivo.
Por isso, não me venham chamar “casamento” à união de um homem com outro homem, ou de uma mulher com outra mulher. Casamento é a mais velha instituição que se conhece e da qual depende o equilíbrio demográfico de qualquer sociedade.
Por isso, não me venham agora adulterá-lo, quer nos seus princípios, sociais ou religiosos, quer nos seus seus conceitos bio-filosóficos.
Se alguém decide optar por um estilo de vida socialmente diferente da maioria, está no direito de o fazer. Agora, não exijam é equiparar-se aos direitos dessa maioria, quando as situações social e biologicamente são completamente diferentes.

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5 Elenáro 30 de Outubro de 2009 às 14:08

“Por isso, não me venham chamar “casamento” à união de um homem com outro homem, ou de uma mulher com outra mulher.”

Como já disse chamem-lhe vrenhak. O nome a mim do que lhe chamam pouco me interessa. O que me interessa é os direitos, para além dos fiscais que esses já estão regulamentados nas Uniões de Facto, de poderem tomar decisões, por exemplo, da vida um de um membro do par (sim, por ai concordo com a sua definição de casal). Se um membro do par estiver em coma vegetal, deveria ser a pessoa que esse membro escolheu amar a poder decidir se a máquina fica ligada ou não. O meu problema prende-se com estes direitos apenas.

Pessoalmente penso que a designação adoptada no Reino Unido, de Civil Partnership, a mais adequada. Daria qualquer coisa como Parceria Civil em português.

Não concordo com a definição do casamento enquanto instituição de reprodução. Muitos casais vão partem para a aventura de se casarem tendo à partida já decidido que não irão ter filhos. Deverão esses mesmo serem proibidos de se casarem? Se afinal é para reprodução… Eles não se vão reproduzir. O mesmo se poderá dizer para casais inférteis. Esta ideia do casamento para reprodução é grotesca hoje em dia, no sentido que está desligada da realidade.

No entanto, relembro uma coisa. O “casamento” que se fala é um contracto civil e com o estado. Nada de religioso, nem tradicional tem à sua mistura. Por isso o nome que lhe queiram chamar parece-me apenas uma questão lateral e não central ao problema em mãos.

Quanto à questão inicial das minorias, mantenho o que disse. Quando se trata de direitos das minorias é ridículo propor-se referendos pois se são minorias, nunca conseguirão por referendo ter direito aos seus direitos. As mulheres nunca teriam tido o direito de voto se tivesse sido por vontade dos homens na altura. Hoje ninguém contesta o facto das mulheres votarem mas à luz da época, teria sido o fim do mundo, e era sacrilégio dizer semelhante coisa. É por estas razões que não se pode fazer referendos quando se trata de questões de direitos das minorias. É distorcer os resultados. Seria a mesma coisa que se referendar os touros de morte em Barrancos a nível nacional. Se calhar hoje não os haveria… Há decisões que têm de ser politicas e não populares e muito menos religiosas.

Quanto ao voto ser contra… Bem no referendo ao aborto, o primeiro teve um não. O segundo um sim. Isto diz muito acerca das decisões populares. Honestamente, penso que são uma treta, mas pronto.

Em todo o caso, na questão pendente, os partidos de esquerda, BE e PS tinham no seu programa a legalização do casamento homossexual. Como o PS foi o partido escolhido para governar, logo também me parece que se tenham escolhido as suas opções politicas. Se houvesse uma tão grande oposição ao casamento homossexual teria havido menos votos no PS e BE. Questiono, por isso muito, essa questão do “não ganhar” logo à partida.

E relembro outra coisa. A homossexualidade não é uma escolha. Ninguém escolhe ser heterossexual. Simplesmente é-se. Da mesma maneira ninguém escolhe ser homossexual, é-se. E não me venham dizer que não pois está mais que cientificamente provado que não é uma escolha.

Quanto a serem empoladas pelos média… José, conhece mal a realidade. Muito mal mesmo. A experiência a mim diz-me até o contrário. O problema é que andam muitos escondidos, dentro do armário como se costuma dizer. O José está a julgar a quantidade de homossexuais pela quantidade de homossexuais assumidos. Esquece-se que a maior parte vive escondida com medo.

José Roldão

Claramente o senhor não sabe o que é homossexualidade. Confunde-a com transexualidade. Os homossexuais masculinos não têm pretensões em serem mulheres nem as mulheres homossexuais querem ser homens. Não confunda as coisas. Fica-lhe mal falar daquilo que, claramente não sabe o que é.

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6 José Roldão 30 de Outubro de 2009 às 16:44

Na verdade, Elenaro, não deveria confundir os assuntos tratados em meu comentário. Mostra-se desatento e um tanto afobado em tirar conclusões sobre o que eu conheço ou desconheço.

Se prestar atenção ao trecho que comentou (sobre o meu), verá que simplesmente passo a narrar o que tem ocorrido nas escolas públicas do Brasil. Não estou tentando definir os gêneros, mas pondo os resultados de uma política com ideologias revolucionárias, como a que vem sendo aplicada a todo custo no Brasil. É ingenuidade sua achar que a questão seja apenas o “casamento” homossexual e que tudo fica por aí mesmo. O que fiz foi narrar não uma opinião ou algo apenas teorizado, mas descrever já os fatos conseqüentes.

Dei a entender que não se trata apenas de questões de “direitos” homossexuais, mas que essa primeira conquista há de culminar em exigência de direitos exclusivos para todos os LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). Muitos destas minorias (e perceba que já aumenta o número em se tratando de LGBTs), sem perceberem, na maioria dos casos, estão sendo instrumentalizados politicamente. Porém, como o senhor vem tratando apenas de “homossexualismo”, e venha se esquecendo que a questão não se reduz a esse ponto, talvez tenha se perdido e acabou por aplicar o rumo de seus comentários aos meus, como se estivéssemos tratando do assunto sob o mesmo ponto de vista.

Longe disso. Eu estou tratando de algo evidente, e que já está sendo posto em prática no Brasil.

E o aviso que dei foi, em outras letras: cuidem-se, pois aqui tudo começou com a questão de “direitos” homossexuais. Depois veio o restante, como passei a narrar do que se tratava, em poucas linhas, bem resumidamente, claro. A situação é bem pior, de fato.

Sobre meu conhecimento sobre os gêneros, engana-se profundamente. Inclusive, este é um dos temas publicados em um espaço que mantenho. Parece-me que poderia ampliar seu conhecimento além da homossexualidade, pois a coisa não se resume, simploriamente, a este aspecto. Sugiro, para começo, a leitura destes textos:

Leia sobre a ideologia do gênero, «SEXO E GÊNERO» que consta neste link, logo abaixo da notícia destacada:
http://joseroldao.com/2009/05/13/fim-da-diferenca-natural-entre-os-sexos-ideologia-do-genero-devera-ser-aplicada-nas-escolas/

Sugiro também outro, EDUCAÇÃO SEXUAL, dividido em três partes:

INTRODUÇÃO:
http://joseroldao.com/2009/05/30/educacao-sexual-introducao/
PARTE I:
http://joseroldao.com/2009/05/30/educacao-sexual-parte-i/
e PARTE II:
http://joseroldao.com/2009/06/01/educacao-sexual-parte-ii-final/

Depois de ler estes artigos, poderá compreender do que eu estava falando. Poderá também avaliar que uma má leitura e interpretação pode levar a conclusões completamente equivocadas a respeito do conhecimento alheio.

Em algumas vezes ocorre que não são os outros que não sabem do que estão falando, mas nós que não somos capazes de avaliar corretamente a amplitude do que estava escrito. Então, acabamos por julgar o outro através da estreiteza de nossa visão sobre um assunto que é tão amplo e no qual cada parte é fundamental para a compreensão correta de todo o problema.

Na verdade, posso ter errado em supor que entenderia as causa, se eu escrevesse sobre os efeitos.

Nossa diferença de análise foi que eu estou partindo da experiência concreta dos efeitos de tais leis em uma sociedade de fato, onde tais coisas já passaram dos estágios iniciais. Enquanto o senhor ainda permanece ao nível de teorizações e suposições, na verdade, levantando uma visão atomística da situação, colocando até mesmo em questão uma “suposta” maioria homossexual “dentro do armário”, ou seja, uma mera hipótese imaginária e sem comprovação alguma.

Não estou lidando com suposições, mas com fatos.

Não se iluda supondo que a coisa tramita apenas ao nível de “direitos” de um gênero, senão dá a entender que está falando sobre o que desconhece completamente, e isso não fica bem a ninguém.

Responder

7 José Roldão 30 de Outubro de 2009 às 17:02

Elenaro,

Quanto ao termo homossexual, da forma que usei ao tratar dos alunos da escola, deve ser entendido como a forma mais realista de ser tratado, aliás, é tratado assim nos estatutos da Lei que permite que se vistam de mulher e obtenham um nome feminino nas chamadas.

O transexual pode querer mudar de sexo ou mesmo se travestir do sexo oposto, no entanto, sua conduta, em se tratando de sexo, é homossexual. Não se trata de definir o gênero apenas pela forma externa (como aquele indivíduo se apresenta aos outros), mas da “opção” de sexualidade adotada. Um homem que muda de sexo ou que se traveste ao modo do sexo oposto quer mudar exteriormente a si mesmo para conformar com sua opção interior.

Responder

8 Elenáro 30 de Outubro de 2009 às 19:50

Lamento, mas continua a confundir as coisas. Travestis, transexuais, homossexuais são três coisas bem diferentes. Nenhuma implica a outra. Essa história que falou de um rapaz se querer chamar Maria é que despoletou o meu comentário pois nenhum homem sexual quererá mudar de sexo. Ao querer fazê-lo passa para o patamar do transexual.

O travesti é aquele que gosta de se mascarar. No sentido aqui em causa, de mulher, no caso dos homens ou de homens no caso de mulheres. Sim, porque há travestis mulheres também. Mas isso não implica que eles sejam transexuais e/ou homossexuais.

Termina dizendo que um transexual tem uma conduta homossexual. Eu digo-lhe, assumido que isso é verdade, o que é inteiramente discutível do ponto de vista cientifico, o oposto é inteiramente falso. Raros são os casos de homossexuais que têm qualquer apetência para se disfarçarem do sexo oposto.

Lamento mas continua com os factos trocados. E pior, se me diz que o que disse é tratado da mesma maneira na Lei, então quem fez as leis não sabe do que está a falar também.

“questão uma “suposta” maioria homossexual “dentro do armário”, ou seja, uma mera hipótese imaginária e sem comprovação alguma. ”

Só não vê quem não quer. E imagino que no seu caso, não queira ver. Lamento que esteja a ser “fechadinho” e que acredita que todos os homossexuais são, como hei-de dizer, excêntricos e assumidos. Até lhe dava alguns exemplos de famosos mas acho que não vale a pena. Poderá encontrá-los facilmente você mesmo se a isso estiver disposto.

Sugiro-lhe o seguinte. Em vez de me falar em termos teóricos desconhecendo a realidade, faça o seguinte exercício. Parta à aventura e vá conhecer a comunidade homossexual. Aliás, como disse, a comunidade LGBT. Veja a realidade em vez de me falar com preconceitos e teorias.

E ainda lhe acrescento o seguinte. O meu contacto com a comunidade LGBT através das instituições que direitos humanos a que pertenço proporcionam-me um contacto bem mais realista do que se passa do que a sua visão meramente teórica. Faça o exercício que lhe disse. Talvez mude de opinião. E se não mudar, então sairá com a sua mais fortalecida com provas da realidade.

E lamento, mas quem está equivocado é na realidade, você.

E quanto aos direitos que referiu, bem só os homossexuais é que estão em causa com a questão do casamento. Não se está a discutir mais nenhum tipo de casamento. Logo se é desse que se está a falar, então só podemos falar de homossexualidade. Quem andou a trocar e juntar conceitos foi você, que pôs homossexuais e transexuais no mesmo saco como se fossem todos o mesmo.

E eu interpretei muito bem o que disse. Aparentemente, você é que ou não soube expressar o que queria verdadeiramente dizer, ou então simplesmente não se sabe expressar e não sabe do que fala.

Já dei uma vista de olhos pelos seus links. Como são muito extensos terei de perder tempo a ler na totalidade. Assim que o fizer, se achar que fui injusto naquilo que eu disse, tratarei de fazer o reparo. Mas sem ler e tomando apenas em consideração o que disse aqui, não estarei equivocado não.

Cumprimentos.

Responder

9 Carlos Pinho 30 de Outubro de 2009 às 19:57

Resumindo: o casamento gay.é pura e simplesmente anormal

Responder

10 José Roldão 30 de Outubro de 2009 às 21:10

Sem problemas, Elenaro.

Infelizmente, não tenho muito tempo disponível estes dias para continuar um debate e desenvolver além. Na verdade, fiz apenas um comentário inicial à matéria publicada e se dei seguimento a discussão foi por conta do julgamento apressado que me fez; no entanto percebo que não vamos adiante, então, encerremos por aqui.

Mesmo que após a leitura dos textos que indiquei o faça mudar de opinião a respeito, não precisa expor nada para mim. Não foi essa a intenção de os indicar, mas a nível de informação mais abrangente e endosso.

Fique na paz.

Responder

11 joaquim toscano 31 de Outubro de 2009 às 16:09

Casamento: Contrato Natural entre homem e mulher…
Gay…, eu sou de vez em quando… sou pendular:
Tem dias em que ando alegre, de cabeça levantada,
E tem dias em que ando chateado, cabisbaixo,
Acabrunhado com os problemas do dia-a-dia (pra não dizer com a puta da vida, porque isso só em desabafo: A Vida é dom de DEUS e, como diziam os antigos “Que Deus nos conserve em juízo perfeito até á hora da morte…”
O resto meus queridos gladiadores…
É a consequência da evolução semântica, política, civilizacional…
Mas etimologicamente “casamento” igual a “fazer casa”?
Ya… quem puder…então, que as faça e de modo feliz.

Responder

12 Eu 25 de Novembro de 2009 às 9:33

Boa tarde a todos,
Sempre que vejo informações vinculadas a esta area gosto de comentar! O povo Português, e a MEDIA passam informações erronêas e que levam ao povo ainda a misturar mais o que pouco entendem destas pessoas.

Posso ver que existam já pessoas que compreendam as differenças e isso me deixa muito FELIZ! Primeiro Transexuais são differentes de Travestis e diferentes de Homosexuais!

Ja estou cansada de escrever, mas vai outra vez:

Então esclarecendo essas cabecinhas:
O que falamos é de Identidade de Genêro e Orientação Sexual (Completamente DISTINTAS uma da outra).

Orientação Sexual = Homosexual, Bisexual ou Heterosexual.
Identidade de Genêro = Travesti, Cross Dresser, Drag Queen e não gosto muito de inserir ca (só por mero simplificativo do processo, sendo que só vejo uma pessoa transexual enquanto vive a sua vida prévia e decorre a sua transição, depois não e mais Transexual, mas sim um homem ou mulher normal como qualquer outro na sociedade! ), nós os Transexuais.

É então de ressaltar que podemos ter pessoas por exemplo:
Cissexuais e Homossexuais
Cissexuais e Heterosexuais
Transexuais e Homossexuias
Transexuais e Heterossexuias
etc…
É de notar que travestis e drag queens podem ser homossexuias ou heterosexuais. Existem Pais de familia que se travestem quase que diariamente, mas que vivem com familia. Pessoas cissexuais homossexuias ou chamadas perjorativamente de “GAYS”, não se vestem nem gostam de se vestir de mulheres ou passar por tal, porque não tem problemas com sua Identidade de Genêro.

Travestis podem desejar ser mulheres, mas por tudo não passam de ser homens com mamas, o que tambem devem ser respeitados! Quando questionados se pretendem ou não fazer a cirurgia genital a resposta é sempre clara e definitiva.

Só quem realmente almeja a sua vida inteira, faz mudança de sexo é na verdade os transexuais que são minorias das minorias. Nunca olham para tras, nunca hesitam e têm um forte espirito que os nutre a alma. Desejam fazer a tão sonhada cirurgia de troca de sexo como chamada pelo povo e vão a qualquer lugar para consegui-la!

Portanto muito cuidado ao por Transexuais e Homossexuais no mesmo barco… SÃO MUITO DIFERENTES e enquanto homossexuais e travestis passam por si na rua e da para perceber, os transexuais podem chegar a dormir na sua cama e nunca sabera a diferença porque na realidade são homens ou mulheres, mas que algum motivo na gestação ou etc alguma coisa não correu bem.

Agora estando claro esta parte, sejamos claros no resto:
Casamento homossexual
O Casamento Homossexual, so vai agradar o homossexual. Nada vai fazer para os Transexuais. Agora, claro é mais facil aprovar o casamento homossexual, porque existem mais pessoas homossexuais que transexuais… Homossexuais em Portugal mais ou menos 1 Milhão e Transexuias no mesmo Portugal 1 MIL. É uma diferença significativa.
Não sou contra, e que se aprovem os casamentos, mas que vejam as minorias das minorias que são mais necessitadas e precisam de ajuda mais urgente.

Na continuação para clarificar a confusão:
Os Transexuais precisam é de uma Lei de Identidade de Genêro. (MUITO MAIS URGENTE E GRAVE que qualquer CASAMENTO). O Transexual, uma vez transicionado não quer relembrar e viver a sua experiencia de vida passada que deixou. Ele não pode viver sem documentos (e essa lei pode auxilia-lo a conseguir os seus documentos mais rápidos e sem humilhações), não pode trabalhar, viver sua vida diaria, sem ser ridicularizado contantemente. Isto não é opção de vida, mas sim uma situação psicologica ou transtorno psicologico. E o tratamento é MUDANÇA DE SEXO! Não quer ouvir o seu nome e muito mais o seu sexo natal, e portanto deseja que isso seja reparado imediatamente nos seus registos. Ai entramos no processo judicial, que é uma nova dor de cabeça de discriminação, preconceito, ignorancia, burocratico, penoso e insensivel, etc….. Um processo que deveria ser quase que na sua totalidade SÓ clinico, passa por tribunais a ações contra o estado para 1 unico individuo ter o seu direito consagrado…. Olhemos no final quanto rico é o estado Português!

Uma vez conseguido seu tão sonhado nome e sexo (podendo levar alguns anos, e vivendo-se sabe-se la como se não tiver familia e amigos) desaparece ALEGRE e LIVRE, em Paz para viver a sua vida na Sociedade sem causar nenhum problema ou prejudicio.

Só uma breve explicação sobre as diferenças… Têm muitas leituras sobre estes assuntos aqui falados! E deixo aqui escrito tambem, que esta “ignorância” e a livre “inocencia” de falar, sem saber que pode estar a prejudicar directamente o outro, tambem é a mesma no Brasil. Enquanto outros paises avançam para frente, nós debatemos sobre estes temas, como se fosse coisa nova!
:-) Acordem….

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