A força dos lobbigays

por jcerca em 29 de Janeiro de 2010

Sem pretender minimamente ter  a imaginação criativa e, por vezes, divertida, que o escritor moçambicano, Mia Couto, tem na invenção de novos vocábulos, presentes em quase todas as suas obras, atrevo-me a usar  esta palavra “lobbigays”. Não é que ela seja bonita nem divertida, mas poderá exprimir uma força escondida, mas bem presente, sobretudo nos meios de comunicação social.

É por demais evidente aos olhos de toda a gente , que, sob a capa da tolerância e da liberdade, a força do lobbi gay se implantou nos principais órgãos de comunicação social portugueses, impondo à opinião pública uma realidade que, nem de longe, nem de perto, tem a proporção ou a importância que falsamente se lhe pretende dar, através da ampliação que certos média lhe pretendem  conferir.

É a insistente presença de notícias, algumas delas até encenadas, sobre casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

Foi a desproporcionada, para não dizer despropositada, transmissão em directo da Assembleia da República, quando o Parlamento debateu o projecto de lei sobre o “casamento” homossexual.

É a infiltração no mundo da blogosfera de comentadores gays, ou pelo menos, de  defensores desta “modernidade”, muitas vezes os mesmos, em diferentes espaços virtuais, e quase sempre com os mesmos estafados argumentos.

Foi a divulgação, dias antes do debate parlamentar, de um parecer do Colégio  de Psiquiatria da Ordem dos Médicos sustentando que não há qualquer tratamento para a homossexualidade.

Foi a publicação, em nome da liberdade de expressão, mas que não deixa de ser provocatória, do polémico calendário com obras de arte sacra, especialmente aparições da Virgem Maria, interpretadas por transexuais.

Foi a alteração, logo a seguir ao debate parlamentar sobre o projecto de lei do casamento homossexual, da definição do vocábulo “Casamento” em dicionários on line, retirando-lhe a expressão de “sexo diferente” que sempre esteve incluída na definição milenar de casamento.

Foi a introdução de produtos para lésbicas e gays em Exposições de noivos, logo a seguir à aprovação do “casamento” homossexual, como se para tal houvesse um grande universo de potenciais clientes.

Foi a abertura a “casais” homossexuais na tradicional cerimónia dos casamentos de Santo António, numa atitude de irreverência desvirtuante de tão antiga e popular cerimónia.

E é, ainda a recentemente anunciada publicidade sobre a utilização de preservativos nas relações entre pessoas do mesmo sexo, a ser transmitida em diversos canais, desde a televisão à rádio, desde a imprensa aos terminais Multi Banco.

E não me digam que tudo isto é pura coincidência!

Há, sem dúvida, toda uma orquestração de bastidores, na escolha dos momentos oportunos e faseados, para o lançamento de informação sobre tais temas fracturantes, como se se tratasse de um problema de grande relevância na sociedade portuguesa, como se pretende insinuar na opinião pública.

A isto chama-se  a força dos lobbigays.

José Cerca

{ 3 comentários… lê abaixo ouadiciona }

1 inquieto 10 de Fevereiro de 2010 ás 4:47

é um facto, de facto!

mas, professor, aqueles que abertamente tanto o assunto defendem, não sabem, na verdade, daquilo que estão a falar.

Haverá concerteza interesses do negócio da comunicação, pois levanta muitas vozes e isso venderá notícias.
Há concerteza interresse político, pois condiciona a agenda de discussão.

mas vamos deixar a poeira da discussão assentar, e depois explicar a estes seres, que manifestamente não sei como os classificar, que por mais voltas que deêm ao pensamento nunca encontrarão uma explicação sensata para aquilo em que dizem acreditar. Sobretudo se pretenderem uma sociedade equlibrada e sensata para os futuros filhos, dos OUTROS. Sim porque filhos deles, nunca. Não haverá F** nenhum, ao abrigo de qualquer que seja a moldura jurídica, que lhes possa reconhecer filhos.
Isto não é uma questão ideológica, muito menos, política, filosófica ou outra coisa qualquer.
É uma questão MORAL!

quem não entender isto…

um abraço
inquieto

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2 HeartBeats 16 de Fevereiro de 2010 ás 7:11

Burros velhos não aprendem línguas. Enquanto opiniões se confundirem com ideias e enquanto a inflexibilidade mental se confundir com dissertacao… O homem sempre foi uma espécie condenada, pela possibilidade de se reinventar sem modelos precedentes. Um pequeno deus que cria civilizacao e cultura. E quem não sabe de onde vem o casamento e a tradição nunca poderá compreender a homem. E preciso criar argumentos, disseca-los, compreender a sua verdade ultima e não bater na mesma tecla vezes e vezes sem fim. E preciso ser humanista e pensar que reacção visceral e diferente de ter razão. Isto não e sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo, é sobre a voz que não acrescenta nem retira. O lobby é um exemplo da força capitalista, imperialista. Mas se o enfermeiro, o político, o padre, o heterossexual ofendido, o futebolista e a mulher femininista têm direito a lobbies, porque razão os lgbt não deverão ter? Porque estão a ganhar aos outros lobbies? Certamente, um décimo (admitamos estatísticas com alguma validade) dos portugueses terá algum poder. Combater esse poder. Para salvar a família? Penso existirem demandas mais urgentes. A educação cada vez mais descurada e entregue à televisão, os relacionamentos superficiais, o desrespeito pelos idosos, a falta de entreajuda no casal e a perda do sentimento de familia. É ser-se ingénuo se se acredito no calor de determinadas coisas, é não distinguir sintomatologia de etiologia.

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3 HeartBeats 16 de Fevereiro de 2010 ás 7:14

“se acreditar no valor” permitam-me a correcção

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