Numa iniciativa do Secretariado Nacional para os Bens Culturais da Igreja, o suplemento P2 do Jornal Público começou a publicar de 8 de Agosto até 1 de Dezembro um conjunto de 100 obras de arte sacra, pertencentes a diversas instituições eclesiais portuguesas. O objetivo desta iniciativa, é a divulgação do património eclesial português, dando a conhecer um vasto conjunto de obras sacras, que são expressão não só de arte, mas também de fé, ao longo dos séculos.
Além da fotografia de cada uma das peças será feita uma breve descrição da mesma, bem como referenciada a diocese e o local de origem, as dimensões, a época e os materiais de cada obra.
O Museu de Arte Sacra de Arouca, referência no panorama nacional pela riqueza do acervo que conseguiu preservar ao longo dos tempos, não poderia deixar de aderir também a esta iniciativa, ao lado de mais 20 instituições nacionais no âmbito da Arte Sacra.
Fará a seleção e a descrição das 4 peças do Museu de Arouca o Professor Dr.Manuel Joaquim da Rocha do Departamento de História da Arte da Universidade do Porto.
Serão estas as peças do Museu de arte sacra de Arouca que farão parte do conjunto de 100 obras de arte sacra a serem publicadas na Revista do Público:
O Díptico relicário, do séc. XII pertencente à coleção pessoal da rainha santa Mafalda.
A escultura jacente da Rainha Mafalda, em madeira, séc. XIII
O Anjo Custódio, André Gonçalves (Séc. XVIII), ou a Senhora da Anunciação do escultor Jacinto Vieira.
O Trono abacial da autoria de José Francisco de Paiva, construído por volta de 1793.
Ter Arouca presente com quatro peças, correspondendo a 4% do conjunto das obras divulgadas é, certamente, uma fatia relevante do Património Artístico Religioso que marca a nossa Identidade.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº171 de 12 de agosto de 2011
