“Educar os jovens para a justiça e para a paz”.
A importância da família e dos média
Abordando um dos temas que lhe é muito caro, a família, que o Papa considera como ”a primeira escola, onde se educa para a justiça e a paz”, Bento XVI reafirma que os pais são os primeiros educadores e que a família é célula originária da sociedade pois é nela “que os filhos aprendem os valores humanos e cristãos que permitem uma convivência construtiva e pacífica”.
Nesta sua mensagem, além dos jovens e da família o Papa dirige-se também aos responsáveis das instituições com tarefas educativas, bem como aos responsáveis políticos, pedindo-lhes que ajudem concretamente as famílias e as instituições educativas a exercerem o seu direito-dever de educar e solicitando-lhes que jamais deixem de dar um “adequado apoio à maternidade e à paternidade”.
Consciente da contribuição educativa dos media na sociedade atual, e conhecendo que a função dos meios de comunicação não é apenas informar, mas também formar o espírito dos seus destinatários, o Papa salienta a ligação estreitíssima que existe entre educação e comunicação, a qual pode influir positiva ou negativamente na formação da pessoa.
Nesta sua mensagem, ao falar da educação para a verdade e para a liberdade, para a justiça e para a paz, o Papa lembra que «a paz não é só ausência de guerra, nem se limita a assegurar o equilíbrio das forças adversas”. A paz é fruto da justiça e efeito da caridade e é, antes de mais nada, dom de Deus. No entanto, adverte Bento XVI, “a paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída”.
A mensagem do Papa para este 45º Dia Mundial da Paz termina com um forte apelo aos jovens que ele considera serem “ um dom precioso para a sociedade”:
“Diante das dificuldades, não vos deixeis invadir pelo desânimo, nem vos abandoneis a falsas soluções, que frequentemente se apresentam como o caminho mais fácil para superar os problemas. Não tenhais medo de vos empenhar, de enfrentar a fadiga e o sacrifício, de optar por caminhos que requerem fidelidade e constância, humildade e dedicação. Vivei com confiança a vossa juventude e os anseios profundos que sentis de felicidade, verdade, beleza e amor verdadeiro. Vivei intensamente esta fase da vida, tão rica e cheia de entusiasmo”.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº188 de 30 de dezembro de 2011
Publicado no “Jornal de Arouca” nº799 de 30 de dezembro de 2011
