Vivemos cada vez mais num mundo em que um certo tipo de fobia (medo) se vai instalando na sociedade, sem que muitas vezes nos apercebamos disso.
Refiro-me a uma fobia que vai sendo construída e espalhada por certos “fazedores de opinião” em determinados fóruns de informação e de opinião.
Trata-se da homofobia, insistentemente referida pelo lobigay e que pretende destruir uma das instituições mais antigas do mundo, através de redefinição do conceito de casamento. Quem for contra esta tentativa de redefinição que pretende fazer do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo uma das principais “conquistas civilizacionais” será logo apelidado de homofóbico. E da catalogação à aplicação de severas penalizações para quem for considerado homófico não demora muito, tal como o provou o célebre PNL 122 brasileiro que advogava mesmo prisão para o “crime” da homofobia.
E se no Brasil se defende a prisão para este “crime”, no Canadá, um grupo de ativistas homossexuais lançou um “banco de dados para o registo de ações homofóbicas”.
Qualquer crítica a atos ou atitudes homossexuais será interpretada como homofobia, e deverá ser denunciada a esse banco de dados e mais cedo ou mais tarde terá consequências para quem as proferir.
Quem, por exemplo, com base na Bíblia, ou apoiado nas suas convicções religiosas, apelidar a sodomia de pecado ou de desordem sexual, não tardará a ser apelidado de homofóbico por uma avalanche furiosa de ativistas homossexuais.
Sob a capa do multi-culturalismo uma outra fobia se está tentar espalhar pela Europa e que visa certamente contribuir para o avanço do domínio muçulmano naquilo a quem alguém já chama de “Eurábia”.
Se alguém se opuser ou criticar este avanço dominador do Islão na Europa é logo apelidado de islamofóbico, sujeitando-se às maiores ameaças e perseguições tão caraterísticas da “Sharia”, mesmo sabendo-se que a civilização ocidental corre perigo perante o crescimento contínuo de uma Europa islâmica.
Se alguém criticar, por exemplo, a pretensão de uma associação de imigrantes islâmicos na Suiça visando remover a Cruz branca da bandeira nacional, alegando que essa cruz ofende os imigrantes maometanos é logo apelidado de islamofóbico.
Poderíamos enumerar muitos outros casos destes tipos de fobia que são cada vez mais frequentes por esta Europa fora, mas por aqui nos ficamos.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº216 de 13 de julho de 2012