DA DESILUSÃO À ABSTENÇÃO

por jcerca em 14 de Maio de 2014

eleicoes

Votar é um direito e um dever

A experiência de eleições anteriores diz-nos que a abstenção tem sido e continuará a ser  o maior partido em Portugal.

Face à desilusão que os partidos políticos, quer do arco do governo, quer da oposição, têm vindo a provocar na maioria dos cidadãos; face à crise que tem vindo a reduzir substancialmente as condições de vida da grande maioria das famílias portuguesas; face à degradação, não só do nível de vida, como também dos valores que constituem a matriz cultural e moral do nosso País; face à corrupção que, desde há muito, grassa impunemente no País e perante o esbanjamento de fundos vindos da União Europeia, que pouco ou nada contribuíram para o desenvolvimento das regiões mais carenciadas do País; face a tudo isto e considerando que as eleições europeias pouco ou nada dizem a muitos eleitores, prevê-se que a abstenção nas eleições para o Parlamento europeu, a terem lugar no próximo dia 25 de Maio, irão atingir o record de abstenção.

Apesar de serem 15 os partidos portugueses que concorrem a essas eleições, a verdade é que a mensagem de muitos deles dificilmente chegará ao conhecimento da maior parte dos eleitores, não só devido ao alheamento de grande parte dos cidadãos, mas também porque, inexplicavelmente, nem todos esses partidos terão o mesmo acesso aos canais de informação nacional.

Por outro lado, é do conhecimento público o despesismo absurdo, bem como a qualidade questionável do trabalho legislativo produzido pelo exagerado número de deputados do PE o que aumenta o descrédito de grande parte dos cidadãos, não só nacionais, como europeus, sobre a eficácia deste órgão.

Apesar da indiferença ou da atitude crítica de grande parte dos cidadãos sobre o Parlamento Europeu, pensamos que a abstenção no próximo ato eleitoral será negativa para a expressão de um direito e de um dever que não pode ser desprezado: o direito e o dever de escolhermos quem nos governe, quer seja num órgão mais amplo, como o Parlamento europeu, quer seja em órgãos de âmbito nacional.

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Na verdade, a abstenção é uma opção errada pois além de traduzir uma atitude de comodismo ou de desinteresse, exprime também o não exercício do direito de voto e uma violação do dever cívico de votar. E, apesar de poder exprimir alguma contestação, tal como o voto nulo ou em branco, a verdade é que, não ficarão lugares vazios no Parlamento devido, quer à abstenção, quer aos votos nulos ou em branco. Por isso, é preferível sempre votar, pois nenhuma destas modalidades elege ou impede a eleição de ninguém.

Por mais criticável que tenha sido o funcionamento deste órgão europeu, pensamos que, para a sua renovação são precisas vozes novas que tenham a coragem, não só de combater a corrupção, como também de defenderem os valores que sempre constituíram a matriz cultural e moral da Europa, como sejam os valores cristãos da vida, da família, da educação e da justiça e que têm vindo a ser progressivamente atacados por determinadas forças com assento nesse órgão europeu.

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E para mim, de entre os vários partidos concorrentes às eleições, há um que me oferece mais garantias na defesa desses valores e que poderá ser, para muitos eleitores, uma boa e necessária alternativa à abstenção: o PPV – Portugal Pró Vida.

José Cerca

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