GALA DE ÓPERA ARREBATA PÚBLICO

por jcerca em 16 de Maio de 2016

Com um magnífico elenco artístico composto por duas excelentes vozes do Teatro Nacional de S.Carlos, Sandra Medeiros (soprano) e Luís Rodrigues  (tenor); uma orquestra com um brilhante currículo ao longo dos seus 43 anos de vida, a Orquestra Sinfónica Juvenil de Lisboa; e um coro polifónico local com uma já notável acção na dinamização cultural, o Orfeão de Arouca; com este excepcional elenco dirigido pelo maestro arouquense António Costa, esta Gala de Ópera, promovida pela Câmara Municipal de Arouca, tinha todos os requisitos para se tornar um brilhante espectáculo que encheu por completo a igreja do Mosteiro de Arouca, na tarde deste domingo de Pentecostes.

Concerto 2ª

Composto por 10 excertos de 4 famosos compositores dos sec. XVIII-XIX, Mozart, Verdi, Rossini e Puccini,  o reportório executado por este elenco artístico continha trechos de várias óperas mundialmente conhecidas e que fazem parte do património musical  mundial, tais como “As bodas de Fígaro”, ou “A flauta Mágica” de Mozart, “O Trovador” ou a “Traviata” de Verdi, ou ainda “O barbeiro de Sevilha” de Rossini.

Se as vozes do soprano ou de tenor, executadas em modo individual ou em dueto, deliciaram o vasto público presente, a interpretação de “O coro dos ciganos” da ópera  “O Trovador” de Verdi, levada a cabo pelo Orfeão de Arouca, acompanhado pela Orquestra Sinfónica Juvenil, constituiu um dos momentos mais empolgantes desta Gala de Ópera.

Este espetáculo terminou com o conhecido trecho “Brindisi” da Ópera Traviata e que foi interpretado por todos os intervenientes nesta excelente Gala de Ópera, dirigida pelo maestro António Costa.

1ªpag Concerto

Perante o entusiasmo e a insistência dos aplausos do público foi repetido o divertido trecho “Papageno/Papagena” da Fluta Mágica de Mozart, interpretado, em dueto, pelas vozes de Sandra Medeiros e Luís Rodrigues.

Em sentido metafórico poderíamos dizer que, neste Domingo de Pentecostes, o Espírito Santo desceu na igreja do Convento de Arouca, não sob a forma de línguas de fogo, ou de uma pomba, mas sim na forma polifónica de arrebatadores acordes musicais que encheram todo aquele belíssimo espaço barroco e penetraram deliciosamente no espírito do vasto público que o enchia.

José Cerca

Fotos Carlos Pinho

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº406

de 20 de maio de 2016

Publicado no semanário “Voz Portucalense” nº19   

de 18 de maio de 2016

 

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