Os segredos da fotografia nocturna

por jcerca em 25 de Julho de 2010

Munidos de máquinas reflex, de tripé e de uma grande curiosidade em aprender e experimentar técnicas e truques sobre fotografia nocturna, um grupo de amantes da fotografia realizou no dia 24 de Julho,  na sala da Esplanada do Hotel S.Pedro, um Workshop sobre fotografia nocturna.

A iniciativa foi da Associação “Olhares Contemporâneos” do Movimento Fotográfico de Arouca e o Workshop foi orientado por Nuno Cerca e Avelino Vieira.

Depois de apresentadas algumas técnicas e referidos os principais problemas relacionados com a captação da fotografia nocturna, foram referidas algumas dicas para tirar fotografias artísticas de noite.

Terminada a apresentação teórica foi a vez dos participantes percorrerem alguns espaços da Vila de Arouca para treinarem, experimentarem, observarem e comentarem entre si os diversos efeitos fotográficos obtidos com as suas câmaras.

Foi uma iniciativa interessante que teve a acompanhá-la uma agradável noite de verão, ainda por cima embelezada por uma belíssima lua cheia que acabaria por ser elemento sempre presente nos inúmeros disparos fotográficos daquela noite.

José Cerca

Fotos de Guilherme Roseler e Nuno Santos

Publicado in Quinzenário "Jornal de Arouca" nº769 de 30 Julho 2010

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Universidade de Verão em Arouca

por jcerca em 22 de Julho de 2010

A água como tema aglutinador

Sessão de encerramento no salão nobre da Câmara

Ocorreu no dia 22 de Julho, no salão nobre da Câmara Municipal de Arouca, a sessão de encerramento da 3ª edição da Universidade de Verão, que decorreu em Arouca de 30 de Junho a 22 de Julho.

Esta iniciativa da Universidade do Porto, em parceria com a Câmara Municipal de Arouca e com o apoio da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda tem conseguido concretizar, ao longo destas três edições, um interessante trabalho interdisciplinar, reunindo à volta de um mesmo tema um conjunto de professores e investigadores, não só da Universidade do Porto, como de outras universidades portuguesas. Abordando o tema nas mais diversas perspectivas, estes cursos têm assim contribuído para  um enriquecimento cultural bastante diversificado dos alunos que os frequentam.

A água como tema central

Embora estivesse previsto, na Universidade de Verão deste ano, um módulo sobre Geologia, este acabaria por não se realizar por falta de suficiente número de candidatos.

A turma no chafariz dos Claustros do Mosteiro de Arouca.

No entanto, tem sido o Curso de História de Arte, coordenado pelo professor Manuel Joaquim Moreira da Rocha, aquele que maior êxito tem alcançado, ao longo das 3 edições.

Frequentando esta ano por 19 alunos, sendo 50% fora de Arouca e um de França (Nice) o Curso, tendo como tema aglutinador a Água, conseguiu fornecer aos estudantes  perspectivas muito interessantes, quer no âmbito das arquitecturas hidráulicas em Mosteiros Cistercienses, quer das representações da água, não só na azulejaria nacional, como na pintura e ainda no âmbito das diversas simbologias ligadas à agua e referidas em inúmeros relatos bíblicos expressos, a maior parte deles, em interessantes representações iconográficas.

Um curso em contexto de Verão

Realizado em plena época de Verão, em que as férias são já uma realidade deveras apelativa, a organização destes cursos tem contemplado, na sua configuração científica e pedagógica, elementos que, sem  prejudicarem a sua exigência e seriedade científicas, têm conseguido aglutinar-lhe componentes aliciantes que, indo ao encontro das realidades culturais, paisagísticas e gastronómicas de Arouca, têm contribuído para que, neste cursos se aprenda com gosto, se conviva com prazer e se descubra com curiosidade o vasto património arouquense.

Apreciando os azulejos da Sala do Capítulo.

Foi assim que, sempre sob a orientação da temática da água, se realizaram algumas visitas de estudo à cerca do Convento, ao Museu de Arte Sacra e à Serra da Freita, onde a contemplação da sua emblemática Frecha da Mijarela e a observação dos diversos cursos de água que formam o rio Caima, constituíram um momento de lazer e de convívio deveras apreciado por todos os participantes e  para o qual contribuiu o acompanhamento e a explicação científica da Drª Daniela Rocha da Associação Geoparque Arouca.

Apreciada, como não poderia deixar de ser, foi também a prova de doçaria conventual que teve lugar na Cozinha do Mosteiro, num dos dias do Curso.

A água, da arte à música e ao cinema.

Mas se a água levou os estudantes à observação da sua representação, quer em obras de pintura, presentes no Museu de Arte sacra, quer na rica azulejaria da Sala do Capítulo, a verdade é que, foi no imponente cadeiral do coro das freiras que os participantes puderam usufruir de um relaxante

Cantando a"frecha da Mijarela" em Santa Maria do Monte.

momento musical, apreciando os diversos registos, alguns dos quais imitando a água e que o Dr. Ivo Brandão conseguiu fazer vibrar através dos tubos do magnífico órgão ibérico datado de 1743 e que imponentemente pontifica neste belo espaço conventual que é o coro das freiras.

Embora com características totalmente diferentes, mas também muito apreciado, foi o momento musical que o Grupo de Cantares de Santa Maria do Monte ofereceu, na sua própria sede, aos estudantes da Universidade de Verão, exprimindo assim a sua abertura e colaboração, através da Câmara Municipal de Arouca, com a Universidade de Verão.

A frecha da Mijarela

Na frecha da Mijarela

Constituindo uma das belezas naturais da Serra da Freita mais visitadas, a frecha da Mijarela, em que as águas do rio Caima de despenham por cerca de 80 metros de profundidade, havia de ser,  ao longo dos quatro dias que durou este módulo do Curso de Verão, um importante elemento de referência presente, não só numa das canções do Cancioneiro de Arouca, interpretada em Santa Maria do Monte, como também o cenário final e mais dramático do filme “A frecha da Mijarela” realizado em 1921 por Rino Lupo, nos  estúdios da Invicta Filmes e inspirado no mesmo conto de Abel Botelho publicado em “Mulheres da Beira”em 1898.

A projecção comentada deste filme mudo pelo Dr. Hugo Barreira constituiu uma das sessões que mais curiosidade despertaria nos alunos pelas imagens raras de Arouca com cerca de 90 anos.

Do turismo cultural ao turismo científico

Foi com a presença da Vice-reitora da Universidade do Porto, profª Maria de Lurdes Correia Fernandes e da vereadora da Cultura Drª Margarida Belém, em representação do Presidente da Câmara, que teve lugar o encerramento desta 3º edição da Universidade de Verão.

Provando a doçaria conventual na cozinha do Mosteiro

Agradecendo à Câmara Municipal o apoio logístico e financeiro, a Vice-reitora acentuaria o empenho da Universidade do Porto em continuar com a sua politica de ligação a localidades mais distantes, como é o caso de Arouca, mas possuidora de uma grande riqueza patrimonial e de uma biodiversidade assinalável que importa desenvolver e aprofundar.

Por sua vez, a vereadora da Câmara manifestou o interesse da Autarquia em continuar a apoiar este tipo de iniciativas que promove não só um turismo cultural, como também um turismo do conhecimento, fazendo de Arouca cada vez mais uma importante plataforma do conhecimento científico, cada vez mais valorizado pelo raro património geológico que possui e que a integração do Geoparque Arouca na rede europeia de Geoparks é disso um importante certificado internacional que urge rentabilizar quer cientifica, quer cultural e turisticamente.

José Cerca.

Publicado in Semanário "Discurso Directo" nº117 de 30 de Julho 2010

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CENTRO JUVENIL SALESIANO

por jcerca em 11 de Julho de 2010

 Convívio encerra actividades

Presidente do CJSA assando as febras

Sardinhas assadas, febras grelhadas e caldo verde foram pretexto para o Centro Juvenil Salesiano de Arouca reunir, em alegre convívio, os seus associados para encerramento das actividades, levadas a efeito por esta Associação juvenil, ao longo deste ano.

Além dos atletas das diversas modalidades e seus treinadores, estiveram também presentes os jovens integrados no Movimento Juvenil Salesiano, através dos grupos ADS e ClubeBosco, bem como os respectivos animadores.

 Discoteca ao ar livre

Música, dança, ritmo, jogos, enfim, muito movimento e alegria, bem ao

A animação no pátio do Convento

estilo salesiano, foram os ingredientes principais deste convívio que teve lugar  em dependências do Mosteiro de Arouca, outrora ocupadas pelo Colégio Salesiano e que, naquele sábado, voltaram a sentir a animação juvenil tão característica em ambientes salesianos.

Enquanto que na cerca do Mosteiro se assavam as sardinhas e as febras, o pátio interior do Mosteiro transformou-se em autêntica discoteca ao ar livre onde a música e o ritmo contagiaram todos os jovens, adolescentes e crianças do Centro Juvenil.
 
Convívio internacional

Para esta animação juvenil muito contribuiu a colaboração de alguns elementos de um grupo de 19 estudantes europeus alojados no Mosteiro de Arouca, desde há alguns meses, ao abrigo do programa “European Voluntary Service”.

Embora a língua pudesse constituir uma barreira, a verdade é que a integração destes jovens de diversas nacionalidades resultou muito bem pois a música, a dança e a mímica funcionaram como linguagem acessível a todos e a sua excelente criatividade e simpatia acabaram por contagiar todos os participantes.

Estando em Arouca desde há cerca de 3 meses, estes jovens, oriundos de diversas países europeus, Bulgária (4), Turquia (8)Islândia (3), Astónia (3) e França (1), têm vindo a desenvolver algumas actividades de animação sócio-cultural em diversos locais e nalgumas instituições de Arouca.

O búlgaro Dimitar animando o convívio

Muito embora a maior parte destes jovens não domine ainda suficientemente a língua portuguesa, à excepção do Búlgaro Dimitar, a verdade é que as potencialidades multi-culturais deste grupo de jovens bem poderiam ser melhor aproveitadas em mútuo benefício quer dos próprios jovens, quer da comunidade local.

Esperamos que este alerta contribua para uma melhor rentabilização destes interessantes recursos humanos, durante o resto de tempo que este grupo permaneça em Arouca.

 José Cerca

Publicado in Semanário "Discurso Directo" nº115 de 16 Julho 2010
Publicado in Quinzenário "Jornal de Arouca" nº769 de 30 Julho 2010

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Saramago e a Playboy

por jcerca em 8 de Julho de 2010

Polémico durante a sua vida, o nome de Saramago continua a ser polémico mesmo após a sua cremação.

Com o objectivo de homenagear o polémico escritor quis a edição portuguesa de Julho da revista Playboy apresentar na sua capa Cristo rodeado de mulheres nuas ao lado do título de um dos livros de Saramago que mais polémica causou: «O Evangelho Segundo Jesus Cristo».

Evidentemente que esta capa em nada dignifica José Saramago, goste-se ou não se goste do polémico escritor. Estranha-se, no entanto é que os  seus apaniguados defensores não se tenham insurgido contra este vergonhoso aproveitamento, a pretexto de uma homenagem e de um «ensaio original» e «único» sobre o escritor. Mas como se trata de mais um ataque à religião está perfeitamente explicado o seu conivente silêncio.

Quem parece não ter gostado desta suposta homenagem foi «A Playboy Entertainment” que ameaça mesmo rescindir contrato com a edição portuguesa da revista devido à capa do seu último número já nas bancas.

José Cerca

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Com um convite redigido num divertido latim macarrónico, teve lugar no dia 3 de Julho de 2010 mais um encontro de Antigos Alunos Salesianos que passaram pelas casas de formação (Seminários) de Arouca, Mogofores e Manique.

Institutus Salesianus Mogofororum

Foi em Mogofores que, desde há 5 anos começaram a ter lugar, de uma maneira mais regular e alargada, estes encontros, graças ao trabalho de José Oliveira (Fátima) que conseguiu reunir, numa base de dados, muitos dos contactos de tanta gente que, durante tantos anos, andou dispersa e que esta iniciativa acabaria, em boa hora, por reunir, pelo menos, uma vez por ano.
Depois de Mogofores já se realizaram idênticos encontros em Fátima, em Arouca e em Vila Real.
Atendendo à localização central de Mogofores e considerando que esta casa é aquela que acolheu a maior parte dos participantes nestes encontros, comparativamente a Arouca e Manique, ficou estabelecido que, a partir de agora, ela seria a “Casa Mãe” de futuros encontros, a realizarem-se no primeiro sábado de Julho de cada ano.
O próximo encontro ficou assim marcado para o dia 2 de Julho de 2011. 

Desfolhando o livro de memórias

Cada um de nós possui um livro de memórias que, quando desfolhado, nos traz à recordação momentos que foram ficando aí registados, ao longo da nossa vida.

Regresso ao passado registado em fotos

Este tipo de encontros constitui um momento propício para o desfolhar dessas páginas arquivadas na memória de todos nós, como, de facto, se tem vindo a verificar, ao longo destes 5 encontros.
Mas se a evocação do passado tem sido uma componente forte e predominante nestes encontros, não podemos também deixar de referir a dimensão da gratidão, do louvor e do reconhecimento que a maior parte dos presentes sente necessidade de, de uma maneira ou doutra, exprimir.

E é no momento celebrativo da Eucaristia, sempre presente nestes encontros, que esta dimensão da gratidão, quer vertical, quer horizontal, habitualmente se manifesta.

Da celebração ao convívio 

Presidida pelo Provincial dos Salesianos, Pe. João de Brito, acolitado pelo Director da Casa salesiana de Mogofores, Pe. José Augusto Fernandes e pelo Delegado nacional da Família Salesiana, Pe. Rocha Monteiro, bem como de outros sacerdotes salesianos, a Celebração da Eucaristia foi, certamente, um momento forte e central deste encontro que foi musicalmente animada por um pequeno Grupo coral de antigos alunos, criado “ad hoc”  e acompanhado ao órgão pelo José Quinteiro, sob a batuta do Fernando Taveira.

Momentus centralis encontrorum

Refira-se que este grupo coral bairradino haveria ainda de oferecer a todos os participantes alguns belos momentos musicais que tiveram lugar durante o almoço-convívio servido nos claustros do Colégio Salesiano, tendo como cenário de fundo a emblemática torre do Santuário de Nossa Senhora Auxiliadora. 

Concurso de quadras

Não se tendo concretizado o “torneus triangularis futebolorum between quattor equipae” tal como estava anunciado no macarrónico “Programorum”, teve lugar, durante o  excelente “Repastus”, um concurso de quadras subordinado ao mote “Mas que grata recordação”.

O júri decidiu atribuir o prémio vencedor a esta quadra que teve como autor Antero do Quintal (pseudónimo):

D. Bosco no coração / Saltimbanco d’alegria / A vida toda num dia / Mas que grata recordação!

O júri atribuiu ainda menções honrosas a algumas das muitas quadras deste concurso:

Mogofores, Mogofores, / De grata recordação / Tu és um dos meus amores / Amores do coração;

Depois de um lauto almoço / falha, falha a inspiração / mas a amizade sentida / deixa grata recordação;

Tempos idos, outros tempos /Já marcados pela saudade / são estes curtos momentos / que renovam a Amizade;

Depois de tantos anos / Mas que grata recordação! / Regressar aos Salesianos /Que bem faz ao coração!

Regressar a Mogofores, /Mas que grata recordação! / Seja lá por onde fores / D.Bosco levarás no coração.

 José Cerca

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