PEREGRINAÇÃO À TERRA SANTA

por jcerca em 19 de Setembro de 2008

Um regresso às origens do Cristianismo

Com a presença de 46 pessoas, a maior parte delas naturais de Arouca, decorreu, de 3 a 10 de Setembro, uma peregrinação à Terra Santa, organizada pelas Paróquias de Arouca, Santa Nazaré - Basílica da AnunciaçãoEulália e Rossas, sob a coordenação do respectivo Pároco, Pe. João Pedro Bizarro e com o apoio técnico e logístico da agência de viagens Geotur.

Acompanhado de um guia judeu que dominava perfeitamente, não só os conhecimentos históricos dos locais visitados, como também a língua portuguesa, apesar do sotaque brasileiro, o grupo de peregrinos percorreu, ao longo de uma semana, os principais lugares sagrados da Terra Santa, todos eles referenciados em diversas passagens da Bíblia.

Jafa, Cesareia,Haifa, Caná da Galileia, Nazaré, Cafarnaum, Monte Tabor, Belém, Jerusalém foram algumas dos espaços visitados com a evocação dos principais factos bíblicos a eles referenciados.

Para ajudar a reflexão bíblica e fazer a sua ligação aos locais visitados, foi entregue a cada um dos participantes um livrinho, organizado pela Paróquia, com as principais passagens bíblicas,referentes a cada um dos locais visitados, as quais foram sendo aprofundadas pelas excelentes explicações do guia Guiora, natural de Jerusalém.

Percorrer, à distância de mais de 2 mil anos, os principais lugares onde Jesus nasceu (Belém), onde viveu e exerceu o seu ministério apostólico (Nazaré) e sobretudo onde passou os últimos dias da sua vida terrena (Jerusalém) foi, sem dúvida, um privilégio emocionante que não terá deixado indiferente nenhum dos participantes, independentemente da maior ou menor vivência pessoal de cada um e não obstante as multidões de turistas ou de peregrinos, que quase sempre enchiam esses locais.

A travessia de barco do Mar da Galileia, também conhecido por lago de Genesaré, ou mar de Tiberíades, ao som do hino nacional e de outros cantos evocativos desse espaço bíblico; a evocação do baptismo de Jesus no próprio rio Jordão; o mergulhar nas águas quentes e densamente salgadas do Mar Morto, a cerca de 420 metros abaixo do nível do mar; a visita ao Museu de Israel e ao Museu do Livro, onde puderam ser admirados alguns dos mais famosos manuscritos bíblicos, descobertos em 1947 nas grutas de Qumram; a visita à maquete da cidade de Jerusalém no tempo de Cristo e a explicação das principais cenas da história do povo hebreu, representadas nos sete braços do Grande Candelabro (Menorah) situado frente ao Parlamento de Israel (Knesset) foram outros tantos momentos inesquecíveis que enriqueceram cultural e recreativamente este intenso peregrinar pelos principais lugares relacionados com a origem do Cristianismo.

Mas foi em Jerusalém, a cidade sagrada não só para os cristãos católicos, ortodoxos e protestantes, mas também para os judeus e muçulmanos que os peregrinos arouquenses puderam contactar com a convivência pacífica e ecuménica de homens e mulheres, diferentes na língua, na cultura e nas tradições, mas crentes num único e mesmo Deus.

Embora sejam diversas as maneiras de O invocar, ou diferentes os ritos para O adorar, a verdade é que todos acreditam, ao fim e ao cabo, no mesmo Deus de Abraão, de Isaac e de Jacob que há-de reunir todas as nações num só povo e fazer dele a grande família de Deus, unida pela fraternidade universal
sob a bênção do Pai comum.

Este tão profundo como intenso peregrinar pelos principais lugares sagrados da Terra Santa não poderia ter encontrado melhor espaço para terminar do que a visita ao Santo Sepulcro.

Foi aí que, após ter percorrido as principais e tradicionais estações da Via Sacra através das estreitas ruas de Jerusalém, que os peregrinos arouquenses tiveram a dita de celebrar a Eucaristia na Basílica do Santo Sepulcro, onde a tradição cristã afirma que Jesus Cristo foi crucificado, sepultado e de onde ressuscitou no Domingo de Páscoa.

Após a celebração da Eucaristia, seguiu-se a visita e veneração do Santo Sepulcro, considerado, certamente, um dos locais mais sagrados da cristandade e que por isso mesmo, terá constituído o ponto mais alto deste regresso às origens do Cristianismo.

José Cerca

Artigo publicado no Semanário “Discurso Directo”, nº20 de 19 de Setembro de 2008

{ 1 comentário }

REPAROS

por jcerca em 12 de Setembro de 2008

Silvas & Matagal Ldª

Desde há muito tempo que várias propriedades particulares, localizadas dentro da zona urbana da Vila de Arouca, apresentavam um aspecto desagradável, devido aos enormes silvados que, com o andar dos anos, as ocuparam na sua totalidade.

Refúgio de ratos, cobras e demais bicharada, alguns desses silvados avançavam até para a via pública, perturbando mesmo, em determinados locais, o trânsito de peões pelos passeios públicos.

Apercebendo-se dessa desagradável e incómoda poluição visual, a Câmara Municipal de Arouca notificou os respectivos proprietários para que limpassem os seus terrenos desses pujantes silvados.

Muitos deles já foram despoluídos dessa incómoda vegetação, mas outros há que continuam na mesma.

Largo abandonado

Na mesma continua, desde há décadas, o largo situado nas traseiras do edifício da Caixa de Crédito Agrícola de Arouca e frente à “Churrascaria Central” e ao antigo Café “Cheiro Verde”, hoje designado “AreaCaffe”.

Mesmo em plena Vila de Arouca, dentro da sua zona histórica e apesar se der um local de intensa passagem diária entre a Avenida 25 de Abril e a Alameda D. Domingos de Pinho Brandão, não se compreende como é que este espaço, que bem mereceria um adequado ajardinamento, se encontra completamente cheio de matagal e de lixo.

Desconhecemos a quem pertença a gestão desse espaço e ignoramos se o mesmo seja privado ou público. De qualquer modo aqui fica este Reparo com o objectivo de uma rápida limpeza e de um adequado ajardinamento desse espaço que, tal como se encontra, desde há muito, choca qualquer turista que por lá passe, devido ao seu desagradável aspecto em que se encontra.

José Cerca

Artigo publicado no Semanário “Discurso Directo”, nº19 de 12 de Setembro de 2008

{ 0 comentários }

Peregrinação à Terra Santa – o Blog

por jcerca em 13 de Agosto de 2008

Terá lugar de 3 a 10 de Setembro de 2008, em pleno Ano Paulino, uma peregrinação à Terra Santa, organizada pela Paróquia de Arouca e pela Geotur, sob a coordenação do Pe. João Pedro Bizarro. Inscreveram-se 48 pessoas, das paróquias de Arouca, Santa Eulália e Rossas.

Neste Blog poderá encontrar informações sobre a peregrinação e alguns relatos sobre a mesma.

{ 0 comentários }

Sobre o novo Acordo Ortográfico

por jcerca em 1 de Agosto de 2008

Já Camões escrevia,no sec.XVI, num dos seus mais conhecidos sonetos que “Todo o mundo é composto de mudança”:

“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades”

É óbvio que a esta mudança, tão artisticamente comprovada pelo nosso épico, a Língua Portuguesa não pode, de modo algum, subtrair-se. A própria evolução semântica, verificada ao longo dos séculos, nos comprova que qualquer idioma é um sistema vivo e não estático, que vai evoluindo ao longo dos séculos, introduzindo novos vocábulos, deixando morrer outros, ou atribuindo significados diferentes a muitos deles.

Vem isto a propósito do tão polémico “Acordo Ortográfico” que tem despoletado as mais díspares posições, colocando, de um lado, quem é radicalmente contrário á sua aprovação, e do outro, quem o apoie incondicionalmente.

Toda e qualquer mudança, seja ela a que nível for, é sempre passível, quer de apoios entusiásticos, quer de resistências à inovação. Sempre assim tem sido e o “acordo ortográfico” não será excepção, como se tem visto, aliás, em inúmeras opiniões espalhadas pelos mais diversos órgãos de comunicação social e por inúmeros blogs disseminadas no ciberespaço.

Como cidadão e como professor de Português parece-me que este acordo tem sido visto, por alguns comentadores e até por certos investigadores, apenas circunscrito ao rectângulo português, esquecendo-se de o situar no âmbito da grande comunidade lusófona que é a CPLP que engloba milhões de falantes, usando o mesmo idioma, o qual, mercê do enorme e tão variado espaço geográfico por ela ocupado, exigirá acordos num determinado conjunto de vocábulos, de modo a tornar o seu uso o mais abrangente possível. E este processo de globalização da terceira Língua mais falada no ocidente é irreversível, não obstante toda a polémica que ele tenha vindo a desencadear.

É fundamentalmente esta a filosofia subjacente a este acordo ortográfico. E como tal, apesar de o mesmo implicar pesados investimentos editoriais, estou perfeitamente aberto á sua implementação com a certeza de que dele não surgirá nenhum cataclismo linguístico. E como, desde há muito, toda a gente escreve farmácia sem a marca etimológica do ph, também se passará a escrever batismo, ótimo, adoção, atual, redação elétrico e muitos outros vocábulos, despidos agora dos apêndices etimológicos que, durante muitas décadas, os acompanharam, atestando a sua evolução semântica e fonética.

Tal como os mil réis deram lugar ao escudo e este se apagou perante o euro, sem grandes dramatismos, o mesmo acontecerá com as novas mudanças ortográficas preconizadas com a entrada em vigor do novo acordo ortográfico, que, afinal, já não é tão novo como isso, pois foi assinado em 1990.
José Cerca

Artigo publicado no Semanário “Discurso Directo”, nº13 de 1 de Agosto de 2008

{ 3 comentários }

Escola Segura

por jcerca em 31 de Julho de 2008

Alerta crianças em tempo de férias

Promovida pelo Centro Juvenil Salesiano de Arouca, Associação Cultural e Recreativa, através da sua secção de Tempos Livres, teve lugar no dia 24 de Julho, na Escola Secundária de Arouca, uma palestra sobre Segurança e na qual participaram 154 crianças e adolescentes, a frequentarem actividades de Ocupação de Tempos Livres, em diversas instituições de Arouca.

A sessão que despertou muito interesse junto das crianças foi conduzida por dois elementos da “Escola Segura” de Oliveira de Azeméis, e contou ainda com a presença do senhor Comandante do posto local da GNR.

Depois da projecção de um filme que abordou diversas situações de segurança, comuns a todos os destinatários desta palestra, foi estabelecido um diálogo entre o público e os elementos da “Escola Segura” que acabaram por esclarecer e reforçar alguns dos muitos conselhos referidos ao longo do documentário elaborado pela própria “Escola Segura”.

Sendo a Ocupação de Tempos Livres, um período não só de lazer e de convívio, mas também propício a aprendizagens diversificadas, congratulamo-nos com esta oportuna iniciativa que terá, certamente contribuído para equipar as crianças e adolescentes de atitudes e comportamentos de defesa pessoal, nas mais diversas situações por elas vividas em casa, na escola, na via pública, ou na sociedade em geral.

José Cerca

Notícia publicada no “Jornal de Arouca” nº de 1 de Agosto de 2008

{ 0 comentários }