COMO HABITAR A TERRA E MERECER O FUTURO

por jcerca em 26 de Maio de 2017

Arouca, graças à iniciativa das “Conferências de Arouca” promovidas pela Associação Círculo Cultura e Democracia, tem beneficiado da presença de um conjunto de relevantes personalidades, nos mais diversos campos, que têm contribuído com as suas palestras para a enriquecimento cultural e social dos arouquenses e para a promoção do debate sobre temas da actualidade que têm percorrido os mais diversos campos.

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A última dessas conferências contou com a presença de um bem conhecido pensador, filósofo jornalista e comentador, com presença habitual nos mais diversos meios de comunicação social, desde a imprensa, à rádio e à televisão.

Referimo-nos ao professor catedrático de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Viriato Soromenho-Marques que, desde há vários anos, vem desempenhado diversas funções em organizações da sociedade civil e órgãos consultivos na área ambiental, tanto em Portugal como no quadro europeu, sendo também autor de uma vasta bibliografia sobre temas filosóficos, ambientais, políticos e estratégicos.

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A apresentação do Dr. Soromenho-Marques esteve a cargo do vereador da Câmara Municipal, Dr. Marcelo Pinho que começou por realçar o “trabalho notável levado a cabo pela Associação Circulo Cultura e Democracia nesta iniciativa das “Conferências de Arouca”.

Depois de passar em revista o seu vasto e variado currículo, Marcelo Pinho considerou o palestrante “um conhecedor profundo do mundo em que vivemos”, tendo sido já considerado, por algumas revistas, um dos 200 portugueses mais influentes e uma das 30 personalidades mais relevantes nas últimas décadas e com grande responsabilidade na construção da opinião pública.

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Tendo como tema geral desta sua Conferência “Como habitar a Terra e merecer o futuro”, Soromenho-Marques, ao longo da sua exposição, abordou algumas “tarefas de desafios da sustentabilidade num Mundo Globalizado”, considerando que o maior desafio que a humanidade enfrenta não pode significar uma rotura com a globalização, mas sim uma reforma revolucionária do processo de mundialização, colocando os mercados ao serviço do interesse universal da sobrevivência da civilização e das condições de habitabilidade do planeta Terra.

Partindo da constatação de um pessimismo cultural existente em boa parte da população mundial (15%) que acredita na ocorrência de catástrofes, ainda no seu tempo de vida, Soromenho-Marques passou em revista alguns dos fenómenos que contribuem para esse pessimismo, nomeadamente a crise do ambiente à dimensão planetária, com as suas alterações climáticas e o efeito estufa na atmosfera, bem como a biodiversidade e a segurança alimentar. Por outro lado, a fragmentação da violência, com os frequentes atos de terrorismo, as diversas guerras civis e o aumento de refugiados para a Europa fazem com que estejamos a passar da “era do risco” para a “era da incerteza”, agravada pela crise económica e financeira e pela insegurança hídrica, alimentar e energética.

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Feito este diagnóstico e esta constatação, o conferencista abordou, de uma maneira clara mas muito profunda, “uma nova perspectiva para a governança global”, defendendo a necessidade de uma cooperação para gerir os bens comuns; apostando no imperativo de regular e humanizar a globalização e acentuando a necessidade do combate à pobreza e à desigualdade.

Para reforçar essa sua perspectiva global citou o Papa Francisco que, na sua encíclica “Ladato si” (Louvado sejais), defende que “Uma ecologia integral é feita também de simples gestos quotidianos, pelos quais quebramos a lógica da violência, da exploração, do egoísmo. Pelo contrário, o mundo do consumo exacerbado é, simultaneamente, o mundo que maltrata a vida em todas as suas formas ”.

Viriato Soromenho-Marques concluiu a sua reflexão socorrendo-se de mais uma citação em que Franklin  Roosevelt  afirma que “Aprendemos que não podemos viver em paz sozinhos; que o nosso bem-estar depende do bem-estar de outras nações longínquas (…) Aprendemos a ser cidadãos do mundo, membros da comunidade humana”.

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Terminada a sua exposição, coube ao Prof. Doutor Victor Martins do ISEG, da Universidade de Lisboa, tecer alguns comentários sobre a mesma, abrindo depois o debate à plateia, debate esse que só não se prolongou por mais tempo devido ao adiantado da hora, pois o tema abordado não deixou de ser aliciante para todos os que tiveram ocasião de assistirem a mais esta “Conferência de Arouca”, a 16ª promovida pela Associação Círculo Cultura e Democracia.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº444 de 2 de junho de 2017

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CORO DA ORDEM DOS MÉDICOS ATUA EM AROUCA

por jcerca em 22 de Maio de 2017

Tendo como cenário de fundo o retábulo barroco do altar-mor da igreja conventual de Arouca, realizou-se, ao final da tarde do dia 20 de maio, um concerto pelo coro da Ordem dos Médicos do Porto, dirigido pela drª Luisa Vilarinho.

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Fez a apresentação do coro o maestro António Costa que, depois de agradecer os diversos apoios que permitiram a realização deste concerto, num espaço tão belo como o é a igreja do Mosteiro de Arouca,  referiu que a organização deste evento esteve a cargo da Malong, uma associação sem fins lucrativos que foi fundada para promover  e organizar a realização dos Concertos “Sons da Água” no lugar da Paradinha, na época do verão.

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António Costa aproveitou  a ocasião para informar também que a próxima iniciativa desta associação terá lugar  no dia 3 e 4 de junho na Paradinha, com a realização de diversos ateliers de pintura, escultura e cerâmica que, através de diversos artistas contemporâneos, pretendem colocar «arte na paisagem», neste belo lugar onde os rios Paivó e Paiva se encontram.

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Este concerto musical consistiu numa viagem pela história da música e pelos vários géneros musicais, do século XV à actualidade, sendo também enriquecido com a participação de duas bailarinas (Mariana Tato e Teresa Saraiva) que atuaram no corredor central da igreja  acrescentando, assim, ao concerto musical novas formas estéticas.coro ordem dos médicos (1)

No final do concerto, e por insistência dos aplausos do público, foi repetido mais um tema musical, o que provou o agrado geral que tal concerto teve junto do vasto público que a ele assistiu, muito embora, grande parte do mesmo fosse de fora de Arouca.

Após o concerto seguiu-se o jantar no refeitório do Convento de Arouca e que foi oferecido pela Gertal. O transporte e a divulgação do concerto esteve a cargo da Câmara Municipal de Arouca.

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José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº444 de 2 de junho de 2017

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MENÇÃO HONROSA PARA AROUCA

por jcerca em 7 de Maio de 2017

Grupo de Jovens ADS do Centro Juvenil Salesiano de Arouca recebeu uma menção honrosa no Festival Clip D. Bosco 2017.

Este ano foi no Colégio Salesiano de Lisboa que se realizou, no dia 30 de abril de 2017, o Festival Clip Dom Bosco 2017, no qual participaram 5 curtas-metragens sobre o tema “Desafia-te#Fazer Maravilhas”, em sintonia com o tema pastoral 2016/2017 e o Centenário das Aparições de Fátima. O vencedor desta 5ª edição do festival, foi a curta-metragem “Procurasse”, realizado pela casa salesiana de Lisboa. Arouca recebeu, pela segunda vez, uma menção honrosa com a curta-metragem “Renascer”, que neste momento já conta com cerca de 2500 visualizações no canal Youtube.IMG_2916

O júri foi constituído pela Irmã Lídia Santos: Filha de Maria Auxiliadora, coordenadora provincial da comunicação; Fátima Lopes: Apresentadora / jornalista da TVI; João Ramalho. Fotógrafo e orientador de Workshops de produção audiovisual; Carlos Ribeiro: Educador e animador pastoral nos Salesianos de Évora.

Este Festival, onde Arouca esteve representada por 9 elementos, decorreu num ambiente muito alegre e descontraído. Nas suas intervenções o júri teceu largos elogios à curta de Arouca, destacando-se as palavras da apresentadora da TVI, Fátima Lopes, que realçou, entre outros aspetos, a mensagem de sensibilização associada à temática dos incêndios que o filme aborda e uma demonstração absoluta de fé.

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Para os jovens de Arouca o envolvimento das pessoas nas redes sociais, à volta desta iniciativa, foi muito positivo pois constituiu uma maneira de se darem a conhecer e de demostrarem aquilo de que são capazes. Foi um trabalho feito com alma e coração que ajuda a promover a partilha dos valores salesianos e também dar a conhecer o lema do grupo ADS (Alegre, Dinâmico e Serviçal) como D. Bosco ensinou.

O grupo agradece ao Centro Juvenil Salesiano de Arouca (Associação à qual pertence), aos Bombeiros Voluntários de Arouca, à Câmara Municipal de Arouca, ao Cine Clube de Arouca e ao Hélder Antunes pelo apoio prestado a este projeto. 

 

Victor Cruz

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DIA VICARIAL DA LITURGIA

por jcerca em 1 de Maio de 2017

 Formar para celebrar

Realizou-se na tarde do passado Domingo 30 de abril, no santuário de Santo António, em Vale de Cambra, o 1º dia vicarial da liturgia que reuniu, em tarde de formação, muitos dos agentes que desempenham os diversos serviços litúrgicos, na Vigararia de Arouca-Vale de Cambra.

Depois das palavras de receção  e acolhimento a todas os participantes, proferidas pelo assessor vicarial da liturgia, Pe. José Joaquim, da paróquia de Carregosa, este resumiu os objetivos desta tarde formativa neste slogan: formar para celebrar.

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E como o objectivo deste dia vicarial da liturgia era mesmo formar passou-se, de imediato, à constituição de 5 grupos, de acordo com os diversos serviços litúrgicos, cada um deles acompanhado do respectivo formador.

Do grupo dos leitores encarregou-se Joaquim Marçal. Os ministros extraordinários da comunhão e os animadores das assembleias dominicais na ausência do presbítero estiveram a cargo do diácono Álvaro Chaves. Os acólitos foram orientados pelo pe. José Emanuel Pereira e as zeladoras dos altares, comissões de capelas e sacristães, pelo diácono António Avelino. Os coralistas dos diversos coros das comunidades paroquiais foram,  simultaneamente, formados e ensaiados pelo Dr. Emanuel Pacheco.

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Esta tarde de formação culminou com a celebração da Eucaristia que foi presidida por D. António Augusto Azevedo acompanhado por diversos presbíteros e diáconos desta Vigararia.

Cuidadosamente preparada pelos diversos serviços litúrgicos esta Celebração do III Domingo pascal foi brilhantemente animada pelo numeroso coro dirigido por Emanuel Pacheco e acompanhado de um pequeno instrumental.

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Antes da bênção final o Pe. José Manuel Araújo, Vigário e anfitrião deste encontro, agradeceu a presença do senhor Bispo, bem como dos diversos presbíteros e diáconos da Vigararia, como sinal de comunhão eclesial. Felicitou ainda o assessor vigarial da liturgia pela concretização desta iniciativa e agradeceu aos diversos animadores o seu contributo para que todos os diversos agentes litúrgicos da vigararia tomassem consciência da importância  e da necessidade do “formar para celebrar”.

José Cerca
Publicado no jornal “Discurso Directo” nº442 de 5 de maio de 2017

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Foram cinco os trechos musicais interpretados, pela primeira vez, pela Banda Musical de Arouca, para o vasto público que acorreu ao Auditório da Loja Intereativa para apreciar a qualidade artística desta centenária Banda, através deste Concerto de Apresentação que teve lugar na tarde do dia 23 de abril.

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Com 191 anos de actividade musical local e nacional, através da participação em numerosas festas e romarias pelo País fora, ou na participação de numerosos eventos concelhios, a Banda Musical de Arouca tem sido, não apenas um pólo de dinamização cultural no Concelho de Arouca, como também um embaixador cultural de Arouca, dentro e fora do nosso País, através da sua participação em concursos nacionais e internacionais de relevo.

Composta actualmente por cerca de 80 elementos esta Banda Musical tem vindo a ser  regenerada pela entrada de diversos novos elementos nos últimos anos, oriundos da sua Escola de Música, o que lhe permite apresentar uma média etária bastante baixa, conferindo-lhe, assim, uma característica visual bastante juvenil, embelezada ainda por numerosos jovens rostos femininos.

Este excelente Concerto de Apresentação, que tem nos seus bastidores centenas de horas de ensaio, serviu para, uma vez mais, a Banda Musical de Arouca evidenciar a sua elevada qualidade artística.

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Aberto com a marcha “Pérola” do compositor português Ângelo Moreira, foi com o pasodoble “Las Arenas” de Manuel Morales Martinez que este Concerto de Apresentação terminou, no entanto a exigência das palmas do público obrigou a acrescentar a este reportório de estreias mais uma peça que encerrou com Clave de oiro este Concerto da BMA, dirigido pelo seu maestro João Dias.

No final do Concerto foi entregue, pelo Presidente da Assembleia Geral, o crachá da Banda a uma nova percussionista, a Alexandra, que passará a enriquecer os quadros desta instituição musical e artística.

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Num pequeno folheto em que se fazia um breve historial da actividade desta Banda foi apresentada a calendarização da atuação da BMA, sendo 28 os eventos em que ela participará, até ao final deste ano.

José Cerca

Publicado no jornal “Discurso Directo” nº442 de 5 de maio de 2017

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