LEONOR rima com amor, flor e também com dor

por jcerca em 28 de Julho de 2014

Estas três palavras podem muito bem resumir a curta mas rica vida da Leonor que partiu com 9 anos e cujo funeral, no dia 27 de Julho, veio como que acrescentar uma inesperada cena bem real à recriação histórica que nesse dia chegava ao fim na vila de Arouca.

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Três palavras que resumem toda a essência de uma vida, por mais curta que ela tenha sido.

Amor, a origem e essência da vida e que dá valor e sentido a qualquer existência humana.

Flor, a expressão da beleza e da candura que a vida da Leonor representou neste jardim da existência humana de onde foi colhida tão abruptamente.

Dor, sentimento inerente à vida humana e que tão profunda e duramente foi vivido por seus pais com esta inesperada separação da Leonor do convívio dos seus entes queridos.

Apesar da sua curta idade a Leonor teve uma vida muito rica e intensa, através das diversas actividades em que estava inserida, o que revela uma cuidadosa preocupação e um atento acompanhamento dos pais com a formação integral de sua filha.

Desde a escola à catequese, desde os bombeiros ao Movimento Juvenil Salesiano, desde a Banda Musical ao Coro infantil, a Leonor deixou marcas em todos aqueles que com ela conviveram, como ficou bem evidente através dos diversos testemunhos transmitidos durante a Missa de corpo presente, na igreja do Mosteiro de Arouca.

De entre esses testemunhos destaque-se o de alguém que mais conviveu diariamente com a Leonor, a sua professora Fátima Rodrigues Fonseca:

doc20140725194330_001“No percurso da nossa Leonor pelo 1º ciclo, fica o registo de uma excelente aluna, super empenhada e dedicada em todas as actividades escolares; fica o registo dos bons resultados, do bom comportamento…mas fica, sobretudo, a imagem de uma menina cheia de vida, de alegria, sempre com um sorriso no rosto e disposta a ajudar todos aqueles que precisavam.

Um dia chamou-me mamã, eu sorri, brinquei com ela e disse: “não me pareço nada com a drª Helena!”.

Então a Leonor levantou-se, veio até junto de mim, abraçou-me e disse:

- Sabes, professora, eu tenho 3 mães: a minha mãe Helena e tu aqui na Terra e a mãe Maria no Céu!”

Agora que eu e a Helena nada mais podemos fazer por ti, que seja a mãe Maria a fazê-lo por nós!”

Depois da Missa de corpo presente, cantada pelos Escuteiros e pelos jovens ADS, a pequena urna, coberta com a bandeira do Movimento Juvenil Salesiano, e o logótipo do coro dos Pequenos Cantores foi transportada para o cemitério de Santa Eulália, onde ficou em jazigo da família. A urna foi levada por membros do Movimento Juvenil Salesiano, sendo-lhe prestada homenagem fúnebre pelos Bombeiros Voluntários de Arouca.

PRefira-se que a pedido dos pais a Leonor foi vestida com a camisola e o lenço do MJS. Dois sacerdotes salesianos estiveram presentes nas cerimónias fúnebres, tendo os pais recebido também apoio e conforto espiritual de um outro sacerdote salesiano, poucas horas antes das máquinas lhe serem desligadas no Hospital de S.João.

A  alegria da Leonor, o seu sorriso, a sua bondade irão ficar para sempre, como recordação da sua curta mas intensa passagem por esta vida, onde soube ser Alegre, Dinâmica e Serviçal, de acordo com a pedagogia da santidade juvenil salesiana, vivida nos grupos ADS.

Apesar de destroçados pela dor profunda e imensurável que os atingiu, registe-se a grande serenidade que os pais da Leonor revelaram durante as cerimónias de despedida da sua filha, o que, humanamente, só poderá ser suportado por um grande sentimento de Fé e de Esperança perante os mistérios da vida humana.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº317 de 1 de agosto 2014

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Convívio na Serra da Freita

por jcerca em 19 de Julho de 2014

No cumprimento dos objectivos da Asarc que pretende proporcionar aos seus associados, momentos de cultura, convívio e lazer que contribuam para uma melhoria da qualidade de vida, um grupo de alunos desta instituição sénior passou  o dia 16 de julho na Serra da Freita.

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Esta jornada na Freita começou por uma caminhada até à Casa das pedras parideiras onde foi projectado um vídeo em 3D sobre este raro fenómeno geológico da Serra que, juntamente com as trilobites gigantes de Canelas, foram determinantes para a criação do Geoparque de Arouca.

Este foi o primeiro momento desportivo e cultural desta jornada na Serra da Freita que permitiu, não apenas saborear as belezas naturais que a serra sempre tem para oferecer a quem a visita, como também fornecer aos visitantes seniores interessantes conhecimentos sobre a origem do fenómeno das pedras parideiras e sobre outros geossítios existentes no planalto da Freita e que foram apresentados no Centro de interpretação das pedras parideiras no lugar da Castanheira.

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Depois desta componente cultural, o resto da jornada foi passado num dos abrigos da Freita onde teve lugar um agradável momento de convívio e de partilha de farnéis, animado por cantares e jogos de cartas.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº316 de 25 de julho 2014

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Concerto surpresa

por jcerca em 13 de Julho de 2014

Mesmo sem cartazes de divulgação afixados nos cafés, mesmo sem a criação de “eventos” colocados nas páginas das redes sociais, mesmo sem avisos publicitados nas missas o Concerto aconteceu, agradou e surpreendeu o público que congregou à sua volta.

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Foi no passado domingo, 13 de Julho, no final da Missa, na praça Brandão de Vasconcelos. O Coral Mille Voci aproveitando a sua presença em Arouca para a realização do seu convívio de final de ano artístico, no monte da Senhora da Mó, quis oferecer aos arouquenses um mini concerto constituído por 4 das 11 canções do Cancioneiro de Arouca que integram o CD “Rainha Santa”, por eles editado e apresentado em Arouca, no cadeiral do Mosteiro, no dia 1 de maio de 2013.

Refira-se que no meio do público que assistia a este mini-concerto se encontrava o prof.  Fernando Valente, natural de Moldes e responsável pela harmonização para 4 vozes das canções do referido CD.

Em conversa com este compositor arouquense, viemos a saber que o Coral Mille Voci já tem em andamento um novo projecto musical com temas de Arouca.

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Este concerto surpresa foi, certamente um simpático gesto musical e polifónico deste coro que já deu provas de se ir apaixonando pelo rico património arouquense, a começar pelo património musical.

José Cerca

Fotos de Fernando Valente

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº315 de 18de julho 2014

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ASARC FAZ DO CANTO CORAL UM ATO DE CIDADANIA

por jcerca em 6 de Julho de 2014

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Se na Academia de Música se aprende e pratica música, na Academia Sénior de Arouca faz-se da música, nomeadamente do canto coral e polifónico, uma maneira cultural de ocupar o tempo livre, uma maneira salutar de conviver e também uma maneira social de praticar a cidadania.

Foi o que aconteceu no passado dia 2 de Julho quando o coro da ASARC se deslocou ao Centro Social da Casa do Povo de Alvarenga para aí apresentar, perante os seus utentes, algumas das muitas canções do Cancioneiro de Arouca, interpretadas sob a regência de Ramiro Fernandes, a quem se deve também a recolha e o arranjo musical de algumas dessas canções.

Casa do Povo_Alvarenga

No final da atuação, Edgar Soares, Presidente da Direção daquela instituição agradeceu este gesto musical do coro da ASARC e fez votos para que ele se voltasse a repetir mais vezes, pois esta é uma maneira de proporcionar aos utentes deste Centro Social momentos muito agradáveis em que a música pode ser veículo não só de beleza, como também de terapia para a solidão.

Como gesto de agradecimento por este momento musical Edgar Soares entregou ao Presidente da Direção da Academia Sénior, Bernardo do Carmo, uma publicação sobre as “Ordenanças no antigo concelho de Alvarenga” da autoria do alvarenguense António Madureira e também um trabalho de artesanato elaborado por alguns utentes daquela instituição.

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Seguidamente o coro da ASARC regressou a Arouca, onde teve mais uma atuação, desta vez no Lar da Santa Casa da Misericórdia, onde o Presidente da Direção, Vítor Brandão, se congratulou por esta iniciativa e manifestou o desejo de que ela se repetisse mais vezes para bem de todos aqueles que se deliciam com a beleza polifónica destes cantares que fazem parte do nosso rico património musical.

No final destas duas atuações o coro foi brindado com um lanche oferecido pela Santa Casa da Misericórdia de Arouca.

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Refira-se que estas atuações, abertas à comunidade, se inserem no protocolo estabelecido entre a Academia Sénior de Arouca e o programa Arouca Inclui da Adrimag. A última iniciativa deste género teve lugar, no dia 6 de Junho, na sede do Centro Cultural, Recreativo e Desportivo de Santa Maria do Monte.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº314 de 11 de julho 2014

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CONSAGRADA POR DEUS E PARA DEUS

por jcerca em 1 de Julho de 2014

Profissão religiosa de Lara Marli

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Realizou-se no passado dia 14 de Junho, em Ciudad Real (Espanha) a profissão religiosa da jovem arouquense Lara Marli Saavedra Tavares.

Filha de José de Almeida Tavares e de Maria do Céu Alves Saavedra, Lara Marli concluiu o Curso de enfermagem em 2010, na Escola Superior de Enfermagem  do Hospital de S.João no Porto, tendo posteriormente frequentado a casa das Religiosas de Maria Imaculada, em Córdova durante dois anos. De Córdova passou para Ciudad Real onde fez o Noviciado durante dois anos, acabando por professar com a idade de 25 anos.

Além de várias religiosas das diversas casas que a Congregação tem em Portugal, estiveram presentes nas cerimónias da profissão religiosa da Lara os seus pais, sua irmã Cátia e algumas das suas amigas mais próximas.

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Após a sua profissão a Lara passou a residir em Braga, numa das 5 casas que esta Congregação possui em Portugal e que estão localizadas em Braga, Porto, Fátima, Lisboa e Açores.

Refira-se que as Religiosas de Maria Imaculada, tradicionalmente chamadas “do serviço doméstico”, possuem 120 casas espalhadas por 20 países. Esta Congregação religiosa foi fundada em 1876 pela madre Vicenta Maria Lopez y Vicuña, nascida em Navarra em 1847, tendo sido canonizada pelo Papa Paulo VI em 25 de maio de 1975.

O primeiro contato desta jovem arouquense com  as Religiosas de Maria Imaculada inicou-se quando ela, ainda estudante universitária, frequentou um lar para Estudantes dirigido por estas religiosas na cidade do Porto.

Registe-se ainda que, desde muito jovem, a Lara se integrou ativamente na comunidade arouquense, fazendo parte da Banda Musical de Arouca onde tocou trompa e percussão, durante vários anos, tendo deixado esta associação musical em 2010. Além da música, praticou desporto, nomeadamente futebol feminino, participou em actividades dos Lyons, foi acólita na sua paróquia, fez parte do grupo dos ADS do Movimento Juvenil Salesiano, integrou a Assembleia de Escola na ESA e fez parte da pastoral universitária do Porto.

Desejamos a esta jovem religiosa arouquense as maiores felicidades para esta nova etapa da sua vida.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº313 de 4 de julho 2014

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