BANDA MUSICAL DE AROUCA

por jcerca em 29 de Junho de 2014

Representará o País em Certame internacional

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Mais do que um concerto habitual aos que a Banda tem proporcionado, este foi um treino, aberto ao público, no auditório da Loja interativa de turismo, interpretando as 3 peças que a Banda Musical  de Arouca apresentará num concurso internacional que decorrerá em Espanha,  nos dias 17 a 20 de julho,  representando assim o nosso País.

Este concerto/treino decorreu na tarde de Domingo, dia 29 de Junho e começou com a projeção do vídeo promocional do Certame internacional de Bandas que terá lugar no Palácio da Música da cidade espanhola de Valência e que contará com a participação de 30 Bandas Musicais.

O maestro da Banda, João Dias, esclareceu, logo de início, que o reportório daquele Concerto/ensaio ficaria limitado às peças que a Banda Musical iria levar a Espanha nesse certame internacional, sendo duas delas completamente inéditas. Agradeceu ainda o apoio que a Banda tem recebido por parte da Câmara Municipal e também todo o calor e entusiasmo que o público tem dedicado a esta centenária instituição musical.

Por sua vez, o Presidente da Câmara, eng. Artur Neves, congratulou-se pelo excelente trabalho que a Banda Musical tem vindo a desempenhar, não só no Concelho, como pelo País fora, o que honra e dignifica o nosso Município.

Dado tratar-se de uma honra para Portugal e para Arouca a presença da Banda Musical de Arouca nesse certame internacional, Artur Neves informou que acompanhará esta nossa embaixatriz musical até àquela cidade espanhola.

Por aquilo que pudemos ouvir nesta apresentação pública, temos a certeza de que Portugal, e sobretudo Arouca, ficarão bem representados através da vibrante sonoridade que a banda Musical de Arouca levará até Valência, ao certame internacional de Bandas Musicais.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº313 de 4 de julho 2014

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A CAMINHO DE SANTIAGO

por jcerca em 21 de Junho de 2014

Convívio, fé e cultura assinalam passeio anual da Asarc
 

Indo ao encontro dos seus  objetivos, realizou-se nos dias 19 e 20 de Junho o passeio anual da  Academia Sénior de Arouca que levou, até à região da Galiza, cerca de 50 dos seus associados, entre alunos e familiares.

E se viajar é também uma forma de aprender e de conviver, isso ficou bem demonstrado ao longo destes dois dias de digressão pelo norte de Portugal e por aquela bela região de Espanha.

Depois de uma primeira paragem em Viana do Castelo para o pequeno-almoço e para apreciar a paisagem que se avista do famoso monte de Santa Luzia, sobre o estuário do rio Lima, a cerca de 220 metros de altitude e de onde se pode avistar um “dos mais belos panoramas do Mundo” como já em 1927 Harriet Adams escrevia na National Geographic Magazine, os turistas seniores pararam na cidade de Vigo para se atirarem à variadíssima mariscada com que o Oceano Atlântico presenteia aquela cidade espanhola.

No centro histórico de SantiagoApós esta pausa gastronómica seguiu-se para Santiago de Compostela, a cidade mundialmente ligada à memória do apóstolo Santiago e onde, mesmo à margem das certezas históricas, se crê existir o seu sepulcro.

Antes da chegada à cidade do Apóstolo e capital da Galiza algumas informações úteis sobre as origens dos famosos “caminhos de Santiago”, através de uma pequena digressão histórica, a cabo do Dr. Afonso Veiga, professor de História da Asarc.

Depois do tradicional abraço a Santiago e da visita ao seu hipotético túmulo, os visitantes percorreram a zona histórica da cidade, dirigindo-se depois para o hotel, fora da cidade e onde pernoitaram.

Na fila para o abraço a Santiago

A queimada

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Durante o jantar no hotel foram brindados com o ritual da preparação da famosa “queimada”, uma bebida típica da Galiza, com origem medieval, ou talvez céltica e que consiste em queimar num pote, com as luzes apagadas, aguardente e açúcar, com grãos de café ou casca de limão. Esta bebida serviria para esconjurar os maus espíritos e os malefícios das bruxas.

Depois de protegidos com a degustação desta “queimada” e animados com os seus efeitos, teve lugar a apresentação de algumas canções do Cancioneiro de Arouca interpretadas pelo coro da Asarc para dois grupos de turistas franceses que partilhavam o mesmo hotel e que receberam com entusiástico acolhimento a oferta deste momento musical.

 A cultura do marisco da Galiza

No dia seguinte, os viajantes seniores seguiram para uma das zonas turisticamente mais conhecidas da Galiza, a zona das rias baixas de onde é recolhida uma boa parte do marisco consumido naquela região do norte de Espanha.

Para compreender um pouco dessa actividade piscatória, o grupo teve ocasião de percorrer de barco,  pela ria de Arousa, na zona do Grove, nas proximidades de Sansenxo,  de modo a aproximar-se de algumas das numerosas plataformas ou bateiras, disseminadas pelas rias baixas e  onde se procede à  cultura  das ostras, das vieiras e à apanha do mexilhão.

Saindo do barco após o passeio pela ria de Arousa

Foi um passeio muito agradável e ao mesmo tempo instrutivo e degustativo, pois durante a viagem no Catamaran o grupo teve, não só a possibilidade de assistir à explicação, em português, dessa actividade, como também de provar abundantemente o mexilhão cozido a vapor e regado com vinho branco da Galiza.

A visita dos numerosos golfinhos que acompanharam esse passeio cultural e gastronómico e ainda a possibilidade que o barco oferecia de proporcionar uma vista submarina para as numerosas algas do fundo do mar enriqueceram este momento alto desta viagem de fim de ano organizada  pela Asarc.

No barco provando os mexilhões

Antes de continuarem viagem até à cidade de Pontevedra, os viajantes da Asarc tiveram ainda tempo para uma pequena visita ao museu da fábrica de cosméticos na ilha de Toja, onde puderam também comprar os famosos sabões Toja.

Terminada a visita ao Centro histórico de Pontevedra, o regresso de novo a Portugal com uma breve paragem em Valença para uma visita às suas famosas muralhas viradas para o rio Minho e para a cidade espanhola de Tui.

A “vaca das cordas” em Ponte de Lima

Tendo escolhido a cidade de Ponte de Lima para jantar, antes do regresso a Arouca, os viajantes da Academia Sénior, ao chegarem àquela cidade minhota, foram surpreendidos pela enorme multidão que enchia todo o seu centro histórico e a ponte antiga.

Tratava-se do início da famosa corrida da Vaca das cordas, uma tradição que data de 1646 e que tem lugar na véspera da festa do Corpo de Deus.

Corrida da vaca das cordas em Ponte de Lima

Sendo um tipo de corrida de touros ao ar livre, esta tradição, após  as tradicionais três voltas à igreja Matriz, termina com  Vaca às Postas servida na Praça principal (Largo do Chafariz) por dezenas de assadores que a distribuem ao  público que aí acorre.

vaca das cordas1Esta tradição tem origem numa lenda local que refere que a Igreja Matriz da primitiva vila era um templo pagão, onde se venerava uma deusa sob a forma de uma vaca. Quando o templo pagão foi transformado em igreja pelos cristãos, a imagem bovina da deusa foi retirada do nicho onde era venerada e, presa por cordas, sendo arrastada pelas ruas da vila até serem completadas três voltas ao templo.

Os turistas arouquenses não tiveram ocasião de saborear a vaca às postas, tendo-se virado para os famosos rojões ou o tradicional sarrabulho de Ponte de Lima. Mas a verdade e que o ambiente inesperado que foram encontrar naquela cidade Limiana contribui também para o enriquecimento cultural e o convívio gastronómico deste excelente e bem organizado passeio de fim de ano da Asarc.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº312 de 27 de junho 2014

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Integrado no protocolo estabelecido entre a ASARC –Academia Sénior de Arouca e o programa Arouca Inclui da Adrimag teve lugar, no dia 6 de Junho, no lugar de Santa Maria do Monte, da Freguesia de Santa Eulália, mais uma sessão aberta à comunidade e que ocorreu na sede do Centro Cultural, Recreativo e Desportivo daquela localidade.

Grupo de cramois de Santa Maria do Monte Grupo de cramois de Santa Maria do Monte

Esta sessão de cariz cultural, social e de convívio com a população local iniciou–se com a atuação do grupo de Cramóis de Santa Maria do Monte, constituído por 12 vozes femininas que, através de uma harmoniosa polifonia deliciaram os ouvidos de todos os presentes.

Após as palavras de saudação e de boas vindas proferidas por Albino Vieira, em nome da Associação anfitriã, o presidente da ASARC, Bernardo do Carmo, explicou resumidamente os objectivos desta sessão, através da qual se pretende descentralizar as atividades da Academia, proporcionando, junto das populações locais, momentos culturais e de convívio, que podem promover uma aprendizagem informal ao longo da vida.

O coro da Asarc interpretando canções do Cancioneiro de Arouca O coro da Asarc interpretando canções do Cancioneiro de Arouca

Na sequência desse objectivo cultural, Afonso Veiga, professor de História da Academia Sénior de Arouca, divagou sobre alguns temas da história local, considerando Arouca como uma terra de cultura e possuidora de um grande património histórico.

Nessa sua rápida digressão histórica, referiu-se ao castro de S.João de Valinhas, ao memorial de Santo António, bem como à Batalha de Arouca que terá tido lugar nos campos de Santa Eulália em 1102, travada entre o rei mouro de Lamego,  Echa Martim e o conde D. Henrique, ajudado pelas gentes de Egas Moniz.

Os muçulmanos foram vencidos e Echa Martim  converteu-se ao Cristianismo, acaban-do D. Henrique por o nomear senhor de Lamego.

Asarc_SMMonte (3) Afonso Veiga na sua digressão histórica

Na sua abordagem histórica, Afonso Veiga apresentou ainda alguns dados estatísticos sobre a evolução populacional na freguesia de Santa Eulália e referiu que a capela da Senhora do Monte possui uma das peças religiosas mais antigas do Concelho.

Após a partilha destes interessantes dados históricos teve lugar a atuação do coro da Academia Sénior, que interpretou algumas canções populares de Arouca recolhidas pelo seu maestro, prof. Ramiro Fernandes. Durante essa atuação foram lidos pequenos excertos de autores que escreveram sobre Arouca, nomeadamente Aquilino Ribeiro que situa em Santa Eulália um dos episódios mais interessantes da sua novela o Malhadinhas.

Lendo excertos literários durante a atuação do coro da Asarc Lendo excertos literários durante a atuação do coro da Asarc

Esta sessão terminou com um Porto d’honra oferecido pela Associação anfitriã e pela Adrimag a todos os presentes.

 José Cerca

Fotos de Zeferino Brandão

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº310 de 13 de junho 2014

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ENCONTRO DE COROS

por jcerca em 7 de Junho de 2014

Cerca de uma centena de vozes encheu, no dia 7 de Junho, o amplo refeitório do Mosteiro de Arouca, que já funcionou como capela, na altura em que os Salesianos trabalharam em Arouca, de onde saíram em 1982.

Interpretando um variado reportório de música polifónica, quer de índole religiosa, quer de cariz popular,, estas vozes atuaram em 3 grupos distintos que integraram o programa do VII Encontro de coros Nádia Oliveira, organizado pelo Orfeão de Arouca.

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O primeiro grupo a atuar foi o coro Laudate Dominum de Vizela, dirigido pelo maestro Pedro Marques e que teve o acompanhamento musical da Orquestra de sopros da Banda Musical de Arouca.

Seguiu-se o Coral de Gulpilhares de Vila Nova de Gaia, fundado em 1981 e que atuou sob a direcção do maestro  Joaquim Ramiro Lopes.

Ambos os grupos visitantes entusiasmaram  os ouvintes com a interpretação vibrante das diversas peças interpretadas.

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Este VII Encontro de Coros terminou com a atuação do grupo anfitrião, o Orfeão de Arouca.

Fundo em 1985, este grupo atuou sob a direcção do seu maestro, Ivo Brandão e foi acompanhado pelo Ensemble “Sky Notes”  de S.João da Madeira.

No final da atuação, o grupo anfitrião ofereceu aos grupos participantes e às orquestras acompanhantes algumas lembranças pela sua participação neste VII Encontro de coros.

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A vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Arouca, Drª Margarida Belém encerrou o encontro agradecendo ao grupo organizador e aos grupos visitantes a realização deste evento musical, realçando o papel do Orfeão de Arouca e de numerosos outros grupos arouquenses, na dinamização cultural de Arouca.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº310 de 13 de junho 2014

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DA DESILUSÃO À ABSTENÇÃO

por jcerca em 14 de Maio de 2014

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Votar é um direito e um dever

A experiência de eleições anteriores diz-nos que a abstenção tem sido e continuará a ser  o maior partido em Portugal.

Face à desilusão que os partidos políticos, quer do arco do governo, quer da oposição, têm vindo a provocar na maioria dos cidadãos; face à crise que tem vindo a reduzir substancialmente as condições de vida da grande maioria das famílias portuguesas; face à degradação, não só do nível de vida, como também dos valores que constituem a matriz cultural e moral do nosso País; face à corrupção que, desde há muito, grassa impunemente no País e perante o esbanjamento de fundos vindos da União Europeia, que pouco ou nada contribuíram para o desenvolvimento das regiões mais carenciadas do País; face a tudo isto e considerando que as eleições europeias pouco ou nada dizem a muitos eleitores, prevê-se que a abstenção nas eleições para o Parlamento europeu, a terem lugar no próximo dia 25 de Maio, irão atingir o record de abstenção.

Apesar de serem 15 os partidos portugueses que concorrem a essas eleições, a verdade é que a mensagem de muitos deles dificilmente chegará ao conhecimento da maior parte dos eleitores, não só devido ao alheamento de grande parte dos cidadãos, mas também porque, inexplicavelmente, nem todos esses partidos terão o mesmo acesso aos canais de informação nacional.

Por outro lado, é do conhecimento público o despesismo absurdo, bem como a qualidade questionável do trabalho legislativo produzido pelo exagerado número de deputados do PE o que aumenta o descrédito de grande parte dos cidadãos, não só nacionais, como europeus, sobre a eficácia deste órgão.

Apesar da indiferença ou da atitude crítica de grande parte dos cidadãos sobre o Parlamento Europeu, pensamos que a abstenção no próximo ato eleitoral será negativa para a expressão de um direito e de um dever que não pode ser desprezado: o direito e o dever de escolhermos quem nos governe, quer seja num órgão mais amplo, como o Parlamento europeu, quer seja em órgãos de âmbito nacional.

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Na verdade, a abstenção é uma opção errada pois além de traduzir uma atitude de comodismo ou de desinteresse, exprime também o não exercício do direito de voto e uma violação do dever cívico de votar. E, apesar de poder exprimir alguma contestação, tal como o voto nulo ou em branco, a verdade é que, não ficarão lugares vazios no Parlamento devido, quer à abstenção, quer aos votos nulos ou em branco. Por isso, é preferível sempre votar, pois nenhuma destas modalidades elege ou impede a eleição de ninguém.

Por mais criticável que tenha sido o funcionamento deste órgão europeu, pensamos que, para a sua renovação são precisas vozes novas que tenham a coragem, não só de combater a corrupção, como também de defenderem os valores que sempre constituíram a matriz cultural e moral da Europa, como sejam os valores cristãos da vida, da família, da educação e da justiça e que têm vindo a ser progressivamente atacados por determinadas forças com assento nesse órgão europeu.

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E para mim, de entre os vários partidos concorrentes às eleições, há um que me oferece mais garantias na defesa desses valores e que poderá ser, para muitos eleitores, uma boa e necessária alternativa à abstenção: o PPV – Portugal Pró Vida.

José Cerca

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