Da Anunciação à Redenção

por jcerca em 10 de Dezembro de 2012

Composta por 15 peças de escultura em bronze, barro, terracota, madeira e chapa, esta exposição, aberta ao público no passado dia 7 de dezembro, na sala do Capítulo do Mosteiro de Arouca, pretende exprimir artisticamente, pelas mãos de um dos mais famosos escultores portugueses, José Rodrigues, a figura central do Natal, desde o Mistério da Anunciação à Redenção. Da exposição fazem parte ainda 3 serigrafias sobre esta temática. Algumas das peças pertencem a coleções particulares e outras estão disponíveis para venda.

Presidente da Câmara cumprimenta Alfredo Vieira da Fundação José Rodrigues

A abertura da exposição contou com a presença, não só do Presidente da Câmara Municipal de Arouca, e da vereadora da cultura, como também de dois representantes da Fundação José Rodrigues. Por motivos de saúde o autor das peças não pôde estar presente.

Refira-se que esta é já a 3ª vez que José Rodrigues expõe no Convento de Arouca, sendo a primeira vez em 2000 com a exposição “Cristos”, depois em 2003 com “Um percurso na arte sacra” e agora com esta exposição “Da anunciação à Redenção”.

Organizada pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda esta exposição estará aberta ao público até dia 13 de janeiro e contou, para a sua montagem, com o apoio técnico da drª Sofia Vechina doutoranda em História da Arte Portuguesa na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e bolseira da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, com uma tese relacionada com o património religioso, tendo também experiência profissional em museologia.

Admirando um dos vários Cristos da exposição

Breves notas sobre o escultor

Nascido em Luanda em 1936, José Rodrigues concluiu em 1963 o curso de Escultura na Escola Superior de Belas-Artes do Porto, onde foi professor, tendo sido também um dos fundadores da Cooperativa Árvore.

Em 1994, foi condecorado com o grau de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, tendo recebido, ao longo da vida vários prémios como escultor e como cenógrafo. Colabora com arquitetos e paisagistas na realização de peças escultóricas para as suas obras.

Dedica-se ainda à medalhística, tendo, ao longo do tempo, executado mais de centena e meia de medalhas para diversas entidades.

Colabora também com escritores e poetas na ilustração de livros seus.

Tem concebido grande número de peças escultóricas para várias cidades do país e do estrangeiro. Tem participado em inúmeras exposições coletivas, em Portugal, Áustria, Espanha, Hungria, EUA, Alemanha, Luxemburgo, Bélgica, Macau, Brasil, Índia.

Está representado em várias coleções particulares e instituições, no país e estrangeiro.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº235 de 14 de dezembro de 2012

 

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OBRAS DE REGENERAÇÃO NA ZONA HISTÓRICA DE AROUCA

por jcerca em 6 de Dezembro de 2012

Última fase

O Mosteiro de Arouca foi “o verdadeiro centro nevrálgico” de todo projeto de regeneração urbana da zona histórica de Arouca. Foi certamente ele que condicionou todas as obras até agora já realizadas e será nele que se vai centrar a última fase deste projeto.

Se na primeira parte foi a Câmara Municipal de Arouca a principal entidade na realização, quer do projeto, quer das obras, será agora a Direção Regional de Cultura do Norte, em articulação com a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, a principal responsável pela execução desta última fase.

 

Futura entrada para o Museu, com atendimento, loja e multimédia

Embora as obras de intervenção no Mosteiro de Arouca já devessem ter começado, Discurso Directo soube, junto da Direção Regional de Cultura do Norte que o projeto já está pronto e já foi pedido ao Sr. Secretário de Estado da Cultura a abertura de procedimento para realização do concurso público necessário para execução da obra. Segundo a mesma fonte de informação, a DRCN conta abrir concurso no início do próximo ano, tendo como valor base 683 mil euros e cujo prazo de execução será de sete meses.

Segundo informações recebidas da Câmara, esta realizou na passada 4ªfeira uma reunião no Porto, com a Direção Regional de Cultura e a CCDRN, tendo ficado acordado que o concurso será lançado em Janeiro, a adjudicação até Março e as obras concluídas até Outubro.

Essas obras de intervenção servirão para criar uma estrutura de acolhimento aos visitantes do Mosteiro e do Museu de Arte Sacra e que será feita no espaço que, durante muitos anos, foi ocupado pela Associação do Centro Juvenil Salesiano.

Além da preparação desse espaço para acolhimento dos visitantes, outros espaços serão também recuperados, nomeadamente os parlatórios virados para o terreiro de Santa Mafalda. Será ainda efetuada uma intervenção para a melhoria das condições de visita, com a criação de acessibilidades para pessoas com mobilidade reduzida. Bem como a construção de sanitários.

A real Irmandade da Rainha Santa Mafalda

A entidade mais interessada na concretização destas obras é, certamente, a Real Irmandade responsável, não só pela gestão de grande parte dos espaços conventuais, como também pela guarda e preservação do valioso espólio do Museu de Arte Sacra.

Nesse sentido tem feito várias diligências junto da DRCN de modo a inteirar-se sobre o andamento do projeto até porque esta instituição tem em mãos um outro projeto em fase final de elaboração e que tem a ver com a instalação da Biblioteca D.Domingos de Pinho Brandão, no espaço outrora ocupado, durante quase duas décadas, pelos ex-Colégio Salesiano, quer como salão de estudo, quer, mais tarde, como Salão de Espetáculos.

Efetivamente, embora este projeto seja independente das obras de regeneração e da responsabilidade total da Real Irmandade, ele deverá ser articulado com as futuras obras de regeneração, uma vez que a montagem do elevador nelas prevista, poderá servir também o acesso a essa futura Biblioteca que albergará todo o vasto espólio doado a esta Instituição pelo bispo e investigador arouquense D.Domingos de Pinho Brandão.

Embora o Mosteiro de Arouca, após o fracasso da instalação de uma Pousada Turística, continue com grandes espaços completamente vazios, a verdade é que estes dois projetos irão contribuir para um melhor aproveitamento de importantes áreas conventuais, postas assim ao serviço do turismo e da cultura.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº235 de 14 de dezembro de 2012

 

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Da Anunciação à Redenção

por jcerca em 1 de Dezembro de 2012

Exposição do escultor José Rodrigues

              O escultor José Rodrigues foi um dos fundadores da cooperativa Árvore, ajudou a fundar a Bienal de Cerveira e, entre muitos outros trabalhos, foi o autor do famoso cubo da Praça da Ribeira, no Porto.

            Hoje é considerado um dos maiores nomes das Artes Plásticas portuguesas, estando representado, a nível nacional e internacional, em diversos museus, para os quais realizou vários monumentos e esculturas.

       Para além da escultura, José Rodrigues também se dedica à ilustração para livros de escritores e poetas, produz cerâmica, realiza cenografias e já executou centenas de medalhas para diversas entidades.

            Este escultor, nascido em Luanda, mas residente no Porto, desde há muitos anos, é uma referência no panorama artístico das artes plásticas portuguesas e tem sido prestigiado pelo conjunto da sua obra com diversos  prémios.

            José Rodrigues já expôs no Convento de Arouca em 2003  com “Um Percurso na Arte Sacra”. Volta agora de novo com algumas peças expostas na Sala do Capítulo, estando algumas delas disponíveis para venda.

            A exposição, organizada pela Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, estará patente ao público de 7 de dezembro até ao dia 13 de janeiro 2013.

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº234 de 07 de dezembro de 2012

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MUSICAL D.BOSCO

por jcerca em 28 de Novembro de 2012

No próximo dia 8 de dezembro terá lugar no Auditório da Escola Secundária de Arouca, pelas 15.00h, o “Musical D.Bosco” realizado pela comunidade educativa do Colégio Salesiano de Mogofores.

Trata-se de um espetáculo essencialmente musical  em que se evocarão os principais momentos da vida de S.João Bosco, fundador dos Salesianos e nascido no norte de Itália em 1815.

Este Musical integra-se no bicentenário do nascimento de D.Bosco cujas  comemorações já estão em curso com a peregrinação das suas relíquias por todos os países onde está implantada a Obra Salesiana. Em Portugal essa peregrinação decorreu de 1 a 18 de setembro.

Este espetáculo integra-se ainda no encerramento do 50º aniversário do Centro Juvenil Salesiano de Arouca cujas comemorações se iniciaram no dia 25 de Fevereiro.

Estará presente, nesse dia, o Provincial dos Salesianos, Pe. Artur Pereira, que celebrará a Missa da Imaculada Conceição,  na Igreja do Mosteiro de Arouca, às 11.15, seguindo-se depois um almoço com toda a Família Salesiana de Arouca.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº234 de 07 de dezembro de 2012

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LANTERNAS COM LÃS TERNAS

por jcerca em 25 de Novembro de 2012

Exposição da “Semente de Futuro”

                Continua patente no átrio da Biblioteca Municipal de Arouca uma exposição de lanternas elaboradas com o recurso a lã de ovelha por grupos da Associação de Chave “Semente de Futuro”.

                Estas lanternas, agora expostas, foram construídas para serem usadas numa peça sobre S.Martinho e que foi apresentada em novembro de 2011, por esta Associação, com a orientação técnica do Teatro de Montemuro, no Convento de Arouca, por ocasião do Congresso Internacional sobre Geoturismo.

                Refira-se que a aposta no aproveitamento da lã para esta e outras aplicações é uma iniciativa, não só curiosa, como meritória da “Semente de Futuro”, dado que, tal como aconteceu com o linho de outrora, também a lã corre o risco de cair no esquecimento e no abandono de uma prática essencialmente rural e ligada à pastorícia.

                Juntamente com a exposição de diversos modelos de lanternas a “Semente de Futuro” faculta aos visitantes um pequeno desdobrável informativo que contém, não só diversos desenhos elaborados por Elvira Leite, como também uma “ementa” para, a partir deles, se elaborarem lanternas ornamentadas por lãs.

                Sendo a luz um motivo intrinsecamente natalício, pensamos que esta exposição poderá inspirar ou motivar os mais habilidosos em artesanato para a construção de lanternas como adornos familiares nesta quadra natalícia que se aproxima.

José Cerca

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