Um mundo estranhamente fóbico

por jcerca em 15 de Julho de 2012

Vivemos cada vez mais num mundo em que um certo  tipo de  fobia (medo) se vai instalando na sociedade, sem que muitas vezes nos apercebamos disso.

Refiro-me a uma fobia que vai sendo construída e espalhada por certos “fazedores de opinião” em determinados fóruns de informação e de opinião.

Trata-se da homofobia, insistentemente referida  pelo lobigay e que pretende destruir uma das instituições mais antigas do mundo, através de redefinição do conceito de casamento. Quem for contra esta tentativa de redefinição que pretende fazer do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo uma das principais “conquistas civilizacionais” será logo apelidado de homofóbico. E da catalogação à aplicação de severas penalizações para quem for considerado homófico não demora muito, tal como o provou o célebre PNL 122 brasileiro que advogava mesmo  prisão para o “crime” da homofobia.

E se no Brasil se defende a prisão para este “crime”, no Canadá, um grupo de ativistas homossexuais lançou um “banco de dados para o registo de ações homofóbicas”.

Qualquer crítica a atos ou atitudes homossexuais será interpretada como homofobia, e deverá ser denunciada a esse banco de dados e mais cedo ou mais tarde terá consequências para quem as proferir.

Quem, por exemplo, com base na Bíblia, ou apoiado nas suas convicções religiosas, apelidar a sodomia de pecado ou de desordem sexual, não tardará a ser apelidado de homofóbico por uma avalanche furiosa de ativistas homossexuais.

Sob a capa do multi-culturalismo uma outra fobia se está tentar espalhar pela Europa e que visa certamente contribuir para o avanço do domínio muçulmano naquilo a quem alguém já chama de  “Eurábia”.

Se alguém se opuser ou criticar  este avanço dominador do Islão na Europa é logo apelidado de  islamofóbico, sujeitando-se às maiores ameaças e perseguições tão caraterísticas da “Sharia”, mesmo sabendo-se que a civilização ocidental corre perigo perante o crescimento contínuo de uma Europa islâmica.

Se alguém criticar, por exemplo, a pretensão  de uma associação de imigrantes islâmicos na Suiça  visando remover a Cruz branca da bandeira nacional, alegando que essa  cruz ofende os imigrantes maometanos  é logo apelidado de islamofóbico.

Poderíamos enumerar muitos outros casos destes tipos de fobia que são cada vez mais frequentes por esta Europa fora, mas por aqui nos ficamos.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº216 de 13 de julho de 2012

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CLUBE PORTUENSE VISITA O MOSTEIRO DE AROUCA

por jcerca em 10 de Julho de 2012

O Museu de Arte Sacra, apesar da crise, continua a ser bastante procurado pelos turistas que visitam Arouca.

No sábado, dia 7 de julho, um ilustre grupo de associados do Clube Portuense, nos quais se incluía o arouquense arq.Arnaldo Brito, visitou o Mosteiro e o Museu de Arte Sacra de Arouca. A visita foi guiada pelo Dr. Afonso Veiga, membro da mesa da Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda.

Depois da saudação na entrada nobre do Mosteiro o grupo pode visitar não só os diversos espaços conventuais e o Museu, como também os túmulos da rainha Santa Mafalda.

Grupo do Clube Portuense nos Claustros do Convento de Arouca

No magnífico cadeiral do Mosteiro, os visitantes puderam apreciar a sonoridade do órgão ibérico, num gesto simpático do organista titular, Nicolas Roger, que ofereceu aos visitantes uma pequena demonstração das potencialidades sonoras do órgão de tubos.

No final da visita os visitantes puderam conhecer e adquirir algumas obras sobre o Mosteiro editadas pela Real Irmandade.

Curso Sénior da Universidade do Porto

Grupo do Curso Sénior da Universidade do Porto na Sala do Capítulo

Uma outra visita ao Mosteiro de Arouca teve lugar no dia 10 de julho e foi constituída por um grupo de 60 pessoas do Curso Sénior da Universidade do Porto.  O curso que desde 2006 funciona na  Faculdade de Letras é formado por pessoas aposentadas todas elas licenciadas em diversos áreas e que pretendem enriquecer as suas vidas com a partilha de experiências e a aquisição de novos conhecimentos. A visita foi organizada e orientada pelo prof. Dr.Luis Amaral da Universidade do Porto.

Ambos os grupos de visitantes ficaram surpreendidos pela riqueza do espólio existente no Museu de Arte sacra e pelo estado de conservação deste Monumento Nacional, tendo alguns deles deixado, no livro de visitas, comentários muito positivos.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº216 de 13 de julho de 2012

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ASARC ENCERRA ATIVIDADES COM PASSEIO CULTURAL

por jcerca em 9 de Julho de 2012

No passado dia 4 de Julho a Academia Sénior finalizou as suas atividades escolares com um passeio/visita de estudo, a Guimarães, Cidade Europeia da Cultura e a Braga.

O dia esteve magnífico apesar de alguns chuviscos matinais. A visita a Guimarães, berço da nacionalidade, começou  pelo palácio dos Paços do Duque de Bragança, tendo como  guia o professor de história, Afonso Veiga. Nesse palácio os visitantes tiveram ainda ocasião de visitarem uma  exposição de pintura subordinada ao tema “100 Anos de Arte Portuguesa”, onde estavam presentes obras de alguns dos nossos mais conhecidos artistas plásticos, tais como, entre muitos outros, José Malhoa, Paula Rego, Júlio Resende, Bordalo Pinheiro, Vieira da Silva, Graça Morais e Júlio Pomar.

Seguiu-se a visita ao castelo e capela de S.Miguel, onde se crê ter sido batizado D.Afonso Henriques. Hora de almoço a contento de cada um, seguido de passeio pedestre por alguns pontos da cidade quer para compras, quer para outras visitas na zona histórica da cidade, tal como o Museu de Alberto Sampaio onde se encontrava a exposição temporária “Angelorum-Anjos em Portugal”.

Neste Museu, para além de todo o seu rico espólio de Arte Sacra, está patente a maior cruz processional de Portugal, em prata dourada medindo 1,54m e pesando 16.250kg.Além desta peça valiosa é também neste Museu que se encontra uma verdadeira relíquia nacional que é a veste militar que D.João I usou na batalha de Aljubarrota e que ele  terá oferecido a Santa Maria de Guimarães, em cumprimento de um voto.

 Às 15 horas reencontro para a partida até à “Bracara Augusta” onde se visitou o Sameiro, o Bom Jesus e a Sé Catedral.

Além de cultural, foi um dia de convívio, cheio de emoções e de muita alegria, como ficou demonstrado durante a viagem de regresso a Arouca, totalmente preenchida com cantares durante a hora e meia que durou a viagem a qual, além dos cantos foi também enriquecida com um magnífico pôr de sol que se foi vislumbrando ao longo de todo o percurso.

Uma bela forma de terminar o 2º ano das atividades da ASARC e de assinalar também, de uma maneira cultural e social, o Ano Europeu do envelhecimento ativo que este está a decorrer.

Ana Paula Valente Cecílio

 

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº216 de 13 de julho de 2012
Publicado no “Jornal de Arouca” nº810 de 16 de julho 2012

 

Publicado no “Jornal de Arouca” nº810 de 16 de julho 2012

 

 

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PRAÇA BRANDÃO DE VASCONCELOS

por jcerca em 6 de Julho de 2012

Mega concerto inaugura anfiteatro

Estão praticamente concluídas as obras de intervenção que mais polémica levantaram em todo o projeto de regeneração da zona histórica de Arouca.

Sendo uma zona historicamente muito sensível e aquela que maior transformação visual iria receber, seria naturalmente de esperar alguma polémica que, embora tardiamente e “fora do prazo de validade”, acabaria por surgir, sem contudo provocar qualquer perturbação no prosseguimento das obras.

 

A nova praça pronta para receber o 1º concerto no dia 3 de agosto.

À medida que as obras iam avançando também a opinião de muitos arouquenses se foram modificando e hoje poucos serão aqueles que manterão ainda uma inalterada oposição a estas obras e uma cerrada crítica à sua realização.

Efetivamente, toda a zona da antiga praça, dominada pelo seu fontanário central, recebeu não só um novo visual, como também novas funcionalidades que farão da mais antiga praça da Vila, agora renovada, um polo de animação musical e de convívio social.

Montagem dos postes de iluminação.

Acabamentos finais

Enquanto as obras na Avenida 25 de Abril estão a chegar ao fim, dão-se os últimos retoques nas obras de regeneração que tiveram como objetivo requalificar a zona histórica de Arouca. Montam-se os novos postes de iluminação, colocam-se os portões que fecharão todo o terreiro de Santa Mafalda e até o edifício da antiga Câmara, ao lado da capela da Misericórdia recebe uma nova pintura e uma lavagem no telhado.

Pormenor digno de registo pela sua simbologia em todo este projeto de regeneração foi a colocação da coroa em pedra, encimando o portal do terreiro, qual cereja que faltava ao bolo.

A destoar de todas estas obras de regeneração urbana  que se estenderam por toda a área envolvente ao Mosteiro,  abrangendo não só a polémica Praça Brandão de Vasconcelos, mas  também a Travessa da Ribeira, o Terreiro de Santa Mafalda, o Parque Municipal, o Pátio das Laranjeiras e a Avenida 25 de Abril, a destoar de todo este conjunto de obras ficará a intervenção no pombal do parque municipal que, embora não fazendo parte do projeto de regeneração, seria desejável que tivessem a sua conclusão em simultâneo com as restantes obras.

Mega concerto

Para assinalar a conclusão das obras de regeneração terá lugar, no dia 3 de agosto, a partir das 22:00h, no novo anfiteatro da renovada Praça Brandão de Vasconcelos, um concerto de inauguração onde atuarão três das mais representativas associações musicais do Concelho: a Banda Musical de Arouca, o Grupo Coral de Urrô e o Orfeão de Arouca. O mega concerto  contará ainda com a participação dos solistas Magda Brandão (soprano) e Ricardo Neves (tenor).

A coroação das obras de regeneração. A cereja que faltava sobre o bolo!

Com este concerto, organizado pela Câmara Municipal de Arouca, pretende-se assinalar a reabertura do espaço urbano aos arouquenses, após cerca de 15 meses de obras que conferiram ao centro histórico de Arouca um novo visual, mais moderno e funcional, que bem depressa fará esquecer a polémica que surgiu no início das mesmas.

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº810 de 16 de julho 2012

 

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Jornada na Serra da Freita

por jcerca em 29 de Junho de 2012

Conhecer, caminhar e conviver foram estas as três principais linhas de orientação que levaram um grupo de alunos da ASARC a passarem o dia 25 de junho na Serra da Freita.

Sob a orientação cognitiva do prof de História, Dr. Afonso Veiga, esta jornada na Serra da Freita começou por uma visita a dois dos monumentos megalíticos localizados na serra, a portela da Anta e a mamoa de Monte Calvo, bem como a observação de um dos fenómenos geológicos da Serra, as pedras boroas e a contemplação de uma das mais famosas belezas da Serra, a frecha da Mijarela.

Um outro momento de interesse histórico foi a interpretação de duas lápides antigas, junto ao cemitério de Albergaria da Serra, contendo inscrições gravadas em pedra e referentes à existência de uma albergaria que serviria de apoio e de repouso aos transeuntes que utilizavam o caminho entre Coimbra e Lamego e que terá dado origem ao nome desta localidade serrana.

Depois de conhecerem estas dados históricos e porque o dia estava excelente e a Serra convidava a fazê-lo, deu-se início a uma caminhada, seguindo partes de alguns dos percursos pedestres da Serra da Freita. Esta caminhada conduziu os pedestrianistas a um dos abrigos da Freita onde teve lugar um agradável momento de convívio e de partilha de farnéis.

No Ano Europeu do Envelhecimento ativo e do relacionamento entre gerações, esta jornada da ASARC na Serra da Freita, que contou também com a presença de alguns netos, foi a demonstração prática como é possível e desejável pôr em ação a temática e os objetivos deste Ano Europeu, envolvendo cultura, exercício físico e convívio social.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº215 de 16de julho de 2012

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