Por terras do ouro negro

por jcerca em 4 de Dezembro de 2011

Exposição fotográfica em Escariz

Depois da exposição fotográfica “Arouca em 4 tempos” de Nuno Cerca que esteve patente na Galeria da Biblioteca do Agrupamento de escolas de Escariz, teve lugar no dia 2 de dezembro a abertura de mais uma exposição fotográfica, com temática arouquense, intitulada “Por terras do ouro negro”.

Composta por cerca de 2 dezenas de fotos com diversos instantâneos captados nas minas de Regoufe por dois professores: António Garcia, diretor do Agrupamento de escolas de Escariz e Fortunato Silva, professor, recentemente aposentado, do Agrupamento de escolas de Arouca, esta exposição é mais uma iniciativa cultural promovida pela Biblioteca daquele Agrupamento.

A abertura da exposição foi precedida de um breve momento cultural levado a cabo por alunos daquele estabelecimento de ensino e composto pela interpretação a clarinete de dois temas musicais, intercalados da declamação de poemas de 3 poetas portugueses: Cruzeiro Seixas, Fernando Pessoa e Ana Hartheley.

Da exposição fotográfica à intervenção cívica

Tendo a fotografia como hobby, estes professores pretendem fazer desta exposição, não apenas um momento cultural e artístico, mas também um momento provocatório e de intervenção cívica, alertando os responsáveis concelhios para o lamentável estado de abandono que os complexos mineiros de Regoufe e de Rio de Frades apresentam desde há décadas, contribuindo assim para o desaparecimento e destruição de grande parte do seu espólio mineiro.

imagem apocalíptica do Complexo mineiro de Regoufe

É indiscutível que estes complexos mineiros assinalam um importante período, não só da história de Arouca, mas também de Portugal e mesmo da Europa.

Efetivamente, foi nesse espaço geográfico, extraindo o volfrâmio do ventre dessas serras arouquenses, que conviveram pacificamente as duas forças que no palco da guerra se degladiavam: os ingleses e os alemães.

Restos do equipamento mineiro

Só por esse motivo, de grande importância histórica, esses complexos mineiros bem deveriam já estar promovidos a núcleos museológicos, constituindo assim uma importante fonte de informação sobre um dos períodos mais negros da História da Europa  e tornando-se, ao mesmo tempo, um importante polo de atração turística e de desenvolvimento dentro do Geoparque Arouca.

Esperemos que esta exposição fotográfica, além de artística, seja também uma provocação para que, finalmente, se apresse a recuperação deste importante património geológico e histórico de Arouca, incompreensivelmente abandonado, desde há tantos anos.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº185 de 9 de dezembro de 2011

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Concerto de piano com homenagem ao fado

por jcerca em 2 de Dezembro de 2011

Quer com a vibrante sonoridade dos tubos do seu órgão ibérico, quer com os acordes de piano, ou com a harmonia das vozes que, por vezes, aí ecoam, o cadeiral do Mosteiro de Arouca, envolvido por um magnífico cenário de arte e de religiosidade, é sempre um espaço propício para, através da arte musical, nos ajudar a elevar o espírito, sobretudo em época de depressão económica.

Desta vez, e pelas mãos de dois jovens pianistas, Daniel Costa e Joana Vasconcelos e Sá,  o coro das freiras foi, na tarde do 1º de dezembro,  palco para um concerto de piano a 4 mãos.

O duo Costa e Sá, interpretando 16 peças, marcadamente românticas, de três compositores famosos do sec. XIX e XX, tais como Robert Schumann, Edvard Grieg e Gabriel Fauré, proporcionaram à numerosa plateia momentos de beleza artística e de elevação do espírito, através da arte musical.

Fado, património imaterial da Humanidade

Tendo o fado sido reconhecido pela Unesco, como património imaterial da Humanidade, Daniel Costa, no final do programa, quis associar-se a esse reconhecimento da Unesco que teve lugar na Indonésia, na semana passada, cantando um fado acompanhado ao piano por ele próprio.

Embora o fado seja, habitualmente, acompanhado à guitarra, Daniel Costa que também é um grande apreciador e intérprete do fado, arriscou cantá-lo, não de pé, mas sentado ao piano.

Para essa homenagem, o jovem pianista escolheu o fado alexandrino de Joaquim Campos, tendo como letra um poema de Fernando Pessoa “Contemplo o que não vejo”.

Com este raro momento de fado ao piano, com a aliança  de versos de Fernando Pessoa a algo que internacionalmente nos identifica e que recentemente foi reconhecido como património imaterial da humanidade, este concerto não poderia ter terminado da melhor maneira.

Depois deste momento extraprograma os pianistas foram agraciados com um ramo de flores e com a oferta da última e mais completa publicação sobre o Mosteiro de Arouca, tendo-lhes sido também entregue uma caixa com pão-de ló de Arouca, um dos nossos melhores embaixadores gastronómicos para quem nos visita.

A Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda agradece às professoras Dulcineia Loureiro e Rosa Morais, bem como à Casa A. Teixeira Pinto, de José Pedro Antão Gomes Tomé, todo o apoio prestado para a concretização deste concerto.

São gestos de “mecenato cultural” como estes que vão permitindo a realização em Arouca de espetáculos deste nível artístico que honram Arouca e dignificam o magnífico espaço em que ocorrem.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº185 de 9 de dezembro de 2011
Publicado no “Jornal de Arouca” nº798 de 15 de dezembro de 2011

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EDUCAÇÃO EM MUSEUS

por jcerca em 26 de Novembro de 2011

Organizado pela Câmara Municipal de Arouca teve lugar no passado dia 25 de Novembro na Biblioteca Municipal, um colóquio sobre Educação em Museus com o objetivo de refletir criticamente sobre a relação entre a educação do museu e a sociedade, propor formas originais de repensar o estados dos serviços educativos em Portugal, analisar as dificuldades dos serviços educativos dos museus e partilhar experiências existentes nesse âmbito.

Com a presença de alunos, professores e técnicos em museologia, além de um público interessado nestes assuntos e que encheu o auditório da biblioteca, este colóquio composto por 7 comunicações, proporcionou uma reflexão muito interessante sobre o porquê do serviço educativo nos museus e a abordagem dos museus como espaço de conhecimento e de aprendizagem nos tempos de hoje.

Foram ainda apresentadas algumas experiências vividas em alguns museus, nomeadamente no Museu Marítimo de Ílhavo, no Museu Romântico da Quinta da Macieirinha no Porto, no Museu de Alverca, no museu de Arte contemporânea de Elvas e no Centro Cultural de Vila Flor em Guimarães.

O contributo do Museu Municipal de Arouca para o desenvolvimento dos programas educativos do Geoparque de Arouca foi outra interessante partilha que contribuiu, simultaneamente, para a divulgação das potencialidades turísticas deste território geoparqueano. Fez parte ainda do programa deste Colóquio uma visita ao Museu Municipal de Arouca.

Foram moderadores dos debates que este coloquio proporcionou o Dr. Armando Coelho, Presidente do Departamento de Ciências e Técnicas do Património e simultaneamente Diretor do Curso de Doutoramento em Museologia da Faculdade de Letras da Universidade do Porto e a Drªa Genoveva Oliveira da Universidade de Évora.

A conceção de Museu como um simples depósito de arte, ou de mera exposição de alfaias etnográficas está cada vez mais ultrapassada e a realização deste colóquio, numa terra em que existem 3 unidades museológicas, cada uma delas com as suas especificidades, constituiu um contributo importante para repensar, projetar e dinamizar o importante papel histórico e educativo dos museus, seja qual for o âmbito dos seus espólios.

José Cerca

Publicado no “Jornal de Arouca” nº797 de 30 de novembro de 2011
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº184 de 2 de dezembro de 2011

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Carrinha de valores assaltada à mão armada

por jcerca em 25 de Novembro de 2011

Carrinha frente à agência do BPI no momento do assalto.

Foi mesmo em frente à agência do BPI em Arouca, mesmo ao lado do Pingo Doce, que se deu o assalto à mão armada de uma carrinha de transporte de valores, na manhã do dia 25 de novembro.

Eram cerca das 9.15h quando dois indivíduos encapuzados se apoderaram do respetivo cofre, no momento em que estaria a ser transportado  do banco do BPI para a carrinha da Esegur. Os assaltantes fugiram em direção à variante  mas, segundos depois, quando estavam prestes a passar diante do Museu Municipal, o cofre foi lançado fora, possivelmente por ter sido acionado automaticamente um dispositivo de proteção que terá tingido de tinta vermelha as notas, inutilizando-as.

O cofre guardado pela GNR perto do Museu Municipal

Pouco tempo depois chegaram os agentes da GNR que guardaram o cofre caído no chão até chegarem os agentes da Judiciária. No chão ficou uma mancha vermelha, não de sangue, mas de tinta, atestando a nula rentabilidade do assalto.

Mancha de tinta vermelha deixada no chão, no local do cofre abandonado

O assalto acabaria por ser noticiado na Noticiário das 13.00h da RTP1.

 

José Cerca

 Publicado no “Jornal de Arouca” nº797 de 30 de novembro de 2011

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CONCERTO DE PIANO

por jcerca em 22 de Novembro de 2011

Duo Costa e Sá

No próximo dia 1 de dezembro pelas 16.00h terá lugar no cadeiral do Mosteiro de Arouca um concerto de piano, pelos pianistas Daniel Costa e Joana Vasconcelos e Sá  que interpretarão peças de compositores famosos do sec. XIX e XX, tais como Robert Schumann, Edvard Grieg e Gabriel Fauré.

Uma excelente ocasião para os amantes da arte musical apreciarem trechos musicais de grandes compositores, interpretados por dois jovens pianistas portugueses, no magnífico coro das freiras.

Programa

Robert Schumann (1810-1856) – Bilder aos Osten Op. 66  

I – Lebhaft

II – Nicht schnell und sehr gesangvoll zu spielen

III – Im Volkston – Etwas lebhafter – Langsammer

IV – Nicht schnell

V – Lebhaft

VI – Reuig andächtig – Erstes Tempo

Edvard Grieg  (1843-1907)- Norwegische Tänze Op 35                                  

I – Allegro Marcato                                       

II – Allegretto Tranquillo e Grazioso

III – Allegro moderato alla marcia

IV – Allegro Molto

Gabriel Fauré (1845 – 1924) – Suite Dolly Op. 56                                

I – Berceuse 

II-“Messieu Aoul!”

III – Le jardin de Dolly

IV – Ketty-Valse

V-Tendresse 

VI – Le pas espagnol

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº183 de 25 de novembro de 2011

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