Discurso Directo
Um novo Semanário em Arouca

Quase quatro meses após o encerramento ou suspensão do único Semanário que se publicava em Arouca, chega a casa de todos os arouquenses o número 0 de um novo Semanário intitulado “Discurso Directo” dirigido pelo advogado arouquense Victor Mendes. O seu lançamento público teve lugar hoje, dia da festa da Padroeira de Arouca, no auditório dos Bombeiros Voluntários de Arouca.
Pretendendo conciliar - no dizer do seu Director- a informação local tradicional das pequenas notícias sobre pessoas, instituições e freguesias, com a informação de grandes temas de reflexão sobre o nosso Concelho, este novo Semanário pretende “dar voz a todos” com uma única excepção que é a de não permitir, nas suas páginas, a publicação de textos ofensivos ou mal intencionados.
Efectivamente, sempre houve e, sobretudo na imprensa regional, pessoas que se servem desses órgãos de comunicação, não para exercerem a sua cidadania participando construtivamente na comunidade a que pertencem, mas servindo-se das suas páginas para ataques pessoais, por vezes, através de rebuscados textos que, de tão rebuscados e ambíguos, nem muitas vezes os pretendidos visados se apercebem desses camuflados ataques.
Permitir que, num órgão de comunicação social, situações dessas ocupem um espaço que é de todos, será, certamente, um risco e um perigo, mesmo quando para tal se invoque a liberdade de expressão. É que não se pode, de todo, misturar divergências de opiniões, que são sempre democraticamente saudáveis e enriquecedoras, com o insulto, a calúnia ou a intromissão na vida privada de qualquer cidadão.
Afastando liminarmente das suas páginas qualquer destas situações, o Estatuto Editorial deste Semanário preserva, assim, a defesa “da vida privada dos cidadãos” e “o bom nome dos leitores”.
Mesmo dando ” voz a todos os arouquenses” estamos certos de que este “Discurso Directo” orientando-se pelos princípios do seu Estatuto Editorial, jamais permitirá que nele tenham lugar textos em “Discurso-Indirecto” contra quem quer que seja.
José Cerca
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