A visita do Papa e a intolerância laicista

por jcerca em 13 de Maio de 2010

Tenho navegado um pouco pelo ciberespaço e por algumas redes sociais e fico impressionado com os comentários com que alguns supostos paladinos da “liberdade, do respeito e da tolerância” se insurgem de uma maneira tão baixa, tão primária, tão fundamentalista e tão irracional contra a visita do Papa Bento XVI ao nosso País.

Contestam, de uma maneira tão hipócrita como incoerente, a tolerância de ponto que o Governo deu, mas nunca os vi insurgirem-se contra a tolerância de ponto, por exemplo, no Carnaval, ou noutras ocasiões.

Insurgem-se contra as transmissões em directo dessa visita, mas será que alguma vez se revelaram contra a transmissão em directo de jogos de futebol, ou outros acontecimentos quaisquer?

Promovem petições ao Presidente da República contra esta visita oficial, mas ignoram ou insurgem-se contra a petição de milhares de cidadãos contra o casamento homossexual.

Condenam, revelando uma crassa ignorância histórica e exprimindo uma lamentável falta de civismo, a ocupação de espaços públicos, como o emblemático “Terreiro do Paço” para milhares de portugueses exprimirem a sua fé e a sua hospitalidade ao Chefe da Igreja Católica, mas calam-se relativamente a ocupação de espaços públicos, quer para manifestações desportivas, quer para concertos musicais. Será que teriam a mesma posição intolerante caso esse espaço, ou outro, fosse ocupado, por exemplo, para paradas gay de transexuais, lésbicas e afins?

Criticam as supostas despesas com a visita do Papa, não por ser um Chefe de Estado, mas apenas porque é simultaneamente Chefe de uma das instituições mais antigas do mundo, a Igreja Católica, mas esquecem-se das exorbitantes verbas gastas com estádios desportivos ou outras obras megalómenas.

E poderíamos continuar a enumerar as suas críticas, mas por aqui já se vê facilmente que a motivação das suas absurdas, hipócritas e incoerentes indignações se fundamentam, além de uma lamentável ignorância histórica, apenas num laicismo primário e num jacobismo fundamentalista, nada condizente com a vivência democrática que já teriam obrigação de terem adquirido, ao longo de 36 anos de regime democrático.

Em vez de proferirem tantos comentários onde apenas extravasam a sua raiva laicista, a sua intolerância fundamentalista e a sua irracional ignorância contra tudo o que tem a marca da religião, talvez lhes fizesse bem ao espírito terem assistido pela televisão ao impressionante testemunho de fé, de alegria e de Esperança que multidões de portugueses manifestaram ao longo da visita de Bento XVI ao nosso País.

Talvez tais transmissões os ajudassem um pouco a curarem-se  da sua intolerância religiosa, nada condizente com o respeito e a liberdade que falsamente apregoam.

José Cerca

 

 

 

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1 Júlio Geraldes 13 de Maio de 2010 às 13:43

Muito bem, José Cerca.
Parabéns pelo teu corajoso e lúcido artigo!

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2 joaquim toscano 13 de Maio de 2010 às 14:11

É isso mesmo
E a tolerancia, enquadrada a questão,
passa por aí.
O catolicismo em Portugal é genético?
Talvez já nem tanto…
Mas que o Homem não se vai esquecer tão cedo desta jornada…
Ai isso não vai (pelos melhores motivos).

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3 Rui Veiga 14 de Maio de 2010 às 18:06

Gostei muito do seu texto! Um abraço fraterno!

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4 Manuel Ventura 16 de Maio de 2010 às 12:36

Parabéns, amigo José Cerca.
Dificilmente alguém diria melhor!
Se esta gente pudesse, proibia as religiões e matava os crentes. Mas felizmente esses tempos por aqui já lá vão…

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5 Diogo Vidal 16 de Maio de 2010 às 15:26

Depois de ter lido o seu texto penso que não disse nada de novo. Apenas constatou factos. Sou contra e afirmo solenemente que a visita do papa apenas veio servir de mais um encargo para o país. Também concordo com o dinheiro exorbitante gasto nos estádios de futebol, mas será esse um argumento convincente? Onde é que se insere os direitos dos homossexuais neste contexto? Não consigo perceber. Na minha opinião continuamos a viver numa era onde as aparências para o exterior são mais importantes e mais uma vez, como sempre, continuamos a gastar aquilo que não temos. 2oo mil euros gastos num altar. Milhões de crianças e adultos que morreram a fome enquanto a visita do papa e sem um 1 cêntimo para comer. Afinal meu senhor, qual a justificação para a visita do papa? A de ser uma das instituições mais antigas onde durante anos milhares de crianças sofrerem nas mãos desses supostos “pregadores da palavra de Deus”. Quando existem pessoas a viver em condições sub-humanas e os dirigentes da mais antiga igreja católica acenam uma vez por dia para milhares de pessoas e dizem a estas para ajudar o proximo e chegam à noite, ao seu modesto quarto no palácio do vaticano, vestem os seus pijamas bordados a ouro e lá fora, no mundo real, mesmo depois da fronteira com Roma, famílias dormem debaixo de cartões.
Afinal que veio mudar a visita do papa? Afinal qual é o papel da igreja no meio disto tudo? Quem são eles afinal para disserem o que fazer com são os próprios a contradizer?
Em suma, digo que isto não pode continuar e pior, as pessoas continuarem a achar correcto e continuarem a tapar o sol com a peneira.

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6 Cristina Ribas 16 de Maio de 2010 às 18:27

Parabéns José Cerca, pelo texto.

Diogo Vidal, a fome não existe no mundo por Bento XVI ter vindo a Portugal nem o suposto dinheiro gasto no altar, que foi totalmente oferecido e não pago por nós, serviria para que a fome deixasse de existir no mundo. Mas os valores e as convicções que o Papa representa, esses sim, esses podem fazer com que a fome deixe de existir no mundo!

Há fome porque há governantes desonestos, porque há corrupção assumida, porque não há consciência social, porque queremos que a lei defenda os nossos interesses, porque há manipulação…

Os valores cristãos não são de um grupo mas de toda a sociedade, são aqueles que podem dar a resposta à crise de valores que vivemos.

Veremos o que vai mudar mais com a visita de Papa, mas eu já fui testemunha de pessoas que foram tocadas por Bento XVI. O que há a mudar é o coração da humanidade. Se mudarmos o nosso coração mudaremos o mundo, é isso que é preciso.

Bento XVI representa também a fraternidade, este olhar de igual para igual, este olhar fraterno, amigo, companheiro, cúmplice de quem sente que é com o outro e que também é para o outro. E saudou todos os portugueses, independentemente da religião e crenças.

Que os valores cristãos possam de facto mudar a nossa sociedade e o nosso Portugal!

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7 João P. Marques 17 de Maio de 2010 às 5:50

Concordo consigo, Diogo.
É perfeitamente injustificável um estado assumidamente laico continuar a promover qualquer religião que seja, servindo-se para isso de fundos originados pelos contribuintes.

Os argumentos aqui contidos expressando reacções de intolerância perante os homossexuais (que são exactamente os mesmos cidadãos portugueses que merecem os mesmos direitos de vida e de exprimir a sua injustiça dada a condição actual) são perfeitamente inválidos, pois são intolerantes face à condição supostamente democrática em que este país se insere.

Por último, se a visita do Papa é legítima aos fiéis, a expressão das injustiças e das vontades de vários grupos como as pessoas homossexuais é também legítima, pois os cidadãos têm o direito de expressar os seus interesses e viverem os seus objectivos e aspirações, livres de condições impostas por cidadãos retrógados e desconhecedores dos direitos humanos fundamentais.

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8 Ricky 17 de Maio de 2010 às 16:40

Cristina Ribas tem razão!
Todas as peças da liturgia foram pagas por benfeitores privados e não pelo Estado. Quanto ao Estado laico, penso que se estudarem um pouco de história, terão a grandeza de saber que terá sido mais querido pela Igreja do séc. XX que pelo poder (leia-se algo sobre a lei da separação de 1911). A minha perspectiva de Estado laico é uma outra com que – aliás – o “chefe esquerdino”, o primeiro ministro de Portugal disse concordar, no dia em que esteve no jubileu da Mesquita de Lisboa: um estado que não professa uma religião, mas que a todas elas sustém, quando representam um coeficiente significativo de cidadãos. Além disso, não se esqueça que Bento XVI além de chefe religioso visitou Portugal na qualidade de chefe de Estado que mantém relações diplomáticas com Portugal, a Santa Sé.
Talvez a precisão nos possa ajudar a compreender a história e a nossa realidade do dia a dia.

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9 jcerca 17 de Maio de 2010 às 10:35

Em resposta aos comentários do Diogo Vidal do João Marques parece-me que a resposta da Cristina Ribas foi suficientemente elucidativa e esclarecedora.
Se o meu texto não disse nada de novo ao Diogo e “apenas constatou factos”, a verdade é o que o seu apenas inventou factos e forjou retorcidas conclusões, embrulhadas numa hipócrita demagogia.
Por isso mesmo nem sequer me vou dar ao trabalho de as rebater.
Apenas gostaria de anexar a este comentário um outro que acabei de ler de alguém que até se diz ateu mas tem uma postura bem diferente quer da sua, quer do João Marques. Diz assim o seu autor, António Cunha:

“Para certas pessoas a liberdade só tem um “hemisfério”. O esquerdo !
Aliás para muito “democrata” de esquerda a liberdade só o será se for consonante com o seu pensamento.
Sou Ateu, e por isso mesmo nada me move na defesa do Papa, no entanto acho estranho este ódio ao catolicismo. E acho verdadeiramente vergonhosa a hipocrisia para com as outras religiões que são muitos mais perigosas e nefastas para as pessoas.
O que estas pessoas contestam não é a fé nem o divino é o poder que a igreja tem sobre as pessoas. O que alguns comentadores querem é “libertar” o povo das garras da igreja para que o “pastor” Anacleto as possa converter para o seu pasto”.

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10 Diogo Vidal 17 de Maio de 2010 às 13:43

Quanto a tudo o que li vejo que o desconhecimento do real reina em grande número. Quanto ao dinheiro do altar gasto é evidente que não foi oferecido, é evidente que foi com o dinheiro dos contribuintes, basta pensar de onde é que vem as receitas de uma autarquia, não vem do vento como deve saber.
E já agora gostaria de referir uma coisa. Eu acredito que existe algo superior que nos comanda, não sei se é aquela imagem que nos mostram mas que existe algo existe. Apenas afirmo que Deus está de tal modo mal representado na terra que revolta qualquer um que tenha o minimo de bom senso.
Como posso concordar com o que disseram quando olho para tras e vejo um rasto de corrupção e hipocrisia deixado pela igreja e que ainda perdura até aos nossos dias. Não me digam que ficaram muito chocados com o caso de pedofilia na Igreja? Como devem saber isto sempre existiu mas os abafamentos por parte dos altos cargos superiores da igreja católica nunca vieram ao de cima. Mas agora sim. Chega de se sentirem tão culpados por nao corresponderem ao que a igreja católica prega, mas só prega porque na prática…
Eu costumo dizer que mais vale um bom ateu que um mau cristao, pois isso de ir a uma missa e rezar muito pedir por todos e chegar cá fora esquecer tudo e voltar ao mesmo penso que não vale de nada.
O que deve ser feito deve ser agora na terra, ajudar o proximo e fazer o bem. Não é a rezar que vou para o ceu. Como é que podemos permitir que uma instituição cheia de riqueza, com os seus proprios bancos e cheia de corrupção se mantenha e continue a manipular a população.
Dizer não chega, benzer não chega, rezar não chega. É preciso actuar e se pensam que a visita do papa veio mudar alguma coisa, penso que nao, o povo ja esqueceu tudo. Se calhar veio mudar, mas para pior as finanças do país.
Como podem não referir os casos de pedofilia? Penso que isso tão desumano e tenho-vos a dizer que a vossa indiferença me tocou bastante.
Se os valores cristãos fossem os mesmos de outrora até podia concordar com a sua mensagem mas penso que os actuais não vão mudar nada.
Segundo a igreja católica, pecado é o uso dos metodos contracepctivos, pecado é ver televisão entre outros.
Para mim pecado e violar crianças, pecado e haver corrupção numa instituição de valores morais tão elevados e antigos.
Porque não se recompensa os voluntarios que em troco de nada dedicam as suas vidas a ajudar o proximo.
Que eu saiba não e o papa que vai mudar o mundo pois ele apenas diz e muito convincente de que temos de ajudar e tal. E ele ?
Por fim gostaria que me respondesse a uma questao.
O que fez o papa, na pratica para merecer tanta pompa e circunstância?
Acabou com a fome?
Não me parece.
Fez algo para acabar com ela?não me parece.

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11 Diogo Vidal 17 de Maio de 2010 às 14:25

Não vou acrescentar mais nada. Apenas digo que a maneira como eu e o senhor Joao Marques fomos abordados e entendidos demonstra uma grande falta de educação por parte da dona cristina e do senho jose.
O problema de portugal são as ideias ultrapassadas que continuam a perdurar.
Enquanto olharem para tras e não para o futuro e para o que tem de ser feito o país nao evoluirá.
Este site apenas comprovou aquilo que eu pensava.
Os cursos e as licenciaturas não fazem as pessoas nem as tornam melhores que as outros.
Apenas lhes confere aquilo que ambicionam ser mas que não conseguem.

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12 Diogo Vidal 17 de Maio de 2010 às 15:23

Desculpe voltar a ocupar espaço no seu blogue mas gostava que me respondesse a questão que coloquei?

Fez o papa algo pelo mundo que merecesse tanta pompa e circunstância?

Obrigado pela sua compreensao

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13 jcerca 17 de Maio de 2010 às 16:57

Mais uma vez o comentário do sr. Diogo Vidal não dizendo “nada de novo” apenas retoma os chavões, já mais que gastos, por quem não tem outros argumentos sérios e fundamentados para atacar a Igreja Católica.
Ele é a homossexualidade que, em si, nada teria a ver com a visita do Papa a não ser como pretexto para mais uma vez se criticar a posição clara e inequívoca de Bento XVI sobre este assunto.
Ele é a pedofilia, como se esse fosse um problema exclusivo existente dentro da Igreja quando se sabe estatisticamente que ele ocorre, em muito maior percentagem, noutras instituições e até mesmo dentro de ambientes familiares. Mas mesmo que fosse apenas um só caso ocorrido no seio da Igreja já seria de condenar, e sobre isso a posição e actuação de Bento XVI tem sido notoriamente inequívoca, e só mentes perversas pretenderão fazer dele responsável por essas lamentáveis e totalmente condenáveis falhas humanas.
Ele é a contabilidade mesquinha de certos “economistas” demagogos preocupados com o dinheiro gasto na visita papal e hipocritamente condoídos com “milhões de crianças e de adultos que morrem de fome”.
E poderíamos continuar por aí fora mas seria supérfluo e pura perda de tempo, pois pessoas como o sr. Diogo Vidal sofrem de um tal fundamentalismo laicista que não conseguem ver nada mais para além de meia dúzia de chavões decorados na sua gramática laicista contra a Igreja Católica.
Decoraram esses chavões mas esquecem-se que a Igreja não é só o Papa, os Bispos ou os padres. A igreja são milhões de pessoas em todo o mundo que, nas mais diversas actividades e nos mais diversos países dedicam as suas energias e muitos deles as suas vidas a favor de crianças, jovens, idosos, doentes, pobres e marginalizados.
A igreja são milhares de pessoas que dirigem instituições culturais ou sociais cujo objectivo é a promoção da dignidade humana de milhares de pessoas.
A igreja são todas aquelas pessoas que não têm vergonha nem receio de orientarem a sua acção social ou profissional dentro dos valores humanistas e cristãos.
Tal como uns tantos iluminados da nossa praça política, também o sr. Diogo Vidal não viu com bons olhos a deferência e o respeito político que o Governo, a classe política e muitos agentes do mundo da arte, da ciência e da cultura manifestaram perante a visita oficial do Chefe de Estado do Vaticano e simultaneamente Chefe da Igreja Católica ao nosso País. E são esses dados objectivos que ainda mais espicaçam a sua cega luta contra a Igreja Católica.
E se nem as multidões de pessoas que livre, alegre e espontaneamente acorreram a escutar a mensagem de Esperança que Bento XVI dirigiu a todos os homens, independentemente da sua fé ou religião, lhe diz nada, que pelo menos o faça pensar no absurdo da sua anacrónica e irracional crítica sobre a visita do papa a Portugal como atestam os seus comentários que eu respeito (por isso aqui lhos publico) mas com os quais de modo algum poderei concordar.
PS- A descabida referência a habilitações académicas com que o seu comentário termina constitue mais uma pincelada para definir a sua estatura moral e atestar mais uma vez a sua falta de argumentos válidos e objectivos.
Também não vejo onde é que houve falta de respeito, quer da minha parte, quer muito menos da parte de Cristina Ribas.

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14 jcerca 17 de Maio de 2010 às 17:34

Respondendo a sua interpelação, caro Diogo Vidal, quero dizer-lhe que aquilo que os grandes pensadores e líderes podem fazer pelo Mundo reside, sobretudo na sua profunda visão dos problemas da sociedade e na capacidade de influência que a sua doutrina, a sua filosofia, ou os seus ensinamentos poderão exercer sobre as pessoas e nomeadamente sobre os dirigentes politicos.
E é indiscutível que o Papa é seguramente daquelas personalidades mundiais cujo pensamento exerce uma grande influência não só no âmbito da religião, mas também no mundo da política, da cultura, da economia e no diálogo inter religioso e inter cultural.
Basta ler, para não irmos mais longe na História da Igreja, as últimas Encíclicas de Bento XVI e ver as implicações que os seus ensinamentos têm no mundo de hoje. Mas se quiser ser mais concreto e circunstancial sugiro-lhe que leia todos os discursos proferidos por Bento XVI durante a sua visita a Portugal. Uma breve pesquisa pela net lhos fará chegar a si.
Pode ser que depois dessa leitura a tal “pompa e circunstância” que tanto o incomodam talvez acabe até por lhe parecer a dequada e proporcional a um homem profundamente humano e culto e cuja mensagem contribuirá, sem dúvida, para a construção de um mundo mais pacífico e de uma sociedade mais justa.

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15 Diogo Vidal 18 de Maio de 2010 às 13:55

Depois de ter visto a sua resposta tenho apenas a dizer que a maneira como se referiu a mim passando a citar “ele é pedofilia, ele e homossexualidade” é no meu entender de muito mau tom e de lamentar.
Passando aquilo que interessa, o senhor José cerca tenta que a sua boa maneira de escrever disfarce o que se passa de modo a dar a entender aos outros leitores que o senhor é quem está correcto.
Mas a verdade senhor José cerca é que a igreja não é uma instituição imaculada que não comete crimes. A verdade é que esta os comete mas como esta instituição é supostamente tão respeitadora dos valores morais que defende os casos nunca vem ao de cima.
Mas como estamos numa época e crise, os podres vem sempre ao de cima e a Igreja não foi excepção visto ter-se aguentado durante muito tempo como a santa igreja.
O senhor tenta dizer que não é só na igreja que existe pedofilia, mas José a verdade é que existe e não há volta a dar. Não vale a pena dizer que existem mais casos noutros ambientes, pois a igreja também pratica este crime. Pois é senhor José o pleonasmo e o eufemismo não serve.
Voltando ao caso da homossexualidade, a igreja é contra o matrimónio destes seres humanos tão iguais a nós apenas a orientação sexual é que muda tal como eu sou contra a igreja e o senhor a favor.
Eu pergunto muitas vezes a quem é contra este matrimónio que direito tem essa pessoas de decidir sobre a vida das outras, penso eu nenhum. Logo a igreja também não tem nada a ver com isso. Julgo que Deus não disse ser isto pecado.
Quanto ao caso dos métodos contraceptivos, visto que o senhor não quer falar sobre isso julgo ou melhor, quem tem bom senso julga que a opinião da igreja é tão absurda que só por si vale acabar com todo o respeito que nós ainda tínhamos para com essa instituição.
Mas pelos vistos para muitas pessoas continuar a haver sida no Mundo não é problema.
Numa coisa tenho de concordar consigo. É verdade que a igreja e as suas palavras tem grande força nas pessoas mas isso deve-se a maioritariamente católicos serem os cidadãos do nosso país. A força que a igreja usa chama-se manipulação de uma população , tal como eu digo nada melhor do que uma população analfabeta, passo a expressão para se cometerem as maior barbaridades possíveis.
Em suma e para terminar como o senhor diz esta grande luta contra a igreja católica apenas lhe digo mais uma vez que não sou contra a igreja em si mas sim contra quem a dirige e pratica tais actos de puro desrespeito para com quem os defende e os segue.
Senhor José pense comigo. Se a igreja fosse assim tão boa como o senhor diz esta não ficaria nem gastaria em si milhares de euros em roupas e aposentos de luxo e distribuiria toda a sua riqueza entre os pobres.
Para a pregação da palavra e dos valores morais não são precisos altares de luxo, roupas de luxo e acessórios de luxo.
O que é preciso tal como Jesus fazia é serem dignos e realmente acreditarem nos valores que transmitem.

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