SIM À VIDA

por jcerca em 13 de Maio de 2011

Tem 11 anos e frequenta uma das muitas escolas espanholas, mais propriamente, na cidade de Cádiz.

O colégio onde estuda mandou-lhe  fazer um trabalho sobre uma notícia, tal como aos colegas da sua turma. Enquanto que uns escolheram o terramoto no Japão, outros  a Líbia, Carmen Quirós Foley, é assim que se chama esta adolescente, optou por escolher para tema da sua notícia “o número de crianças que em cada dia são impedidos de nascer em Espanha”.

Para dar mais destaque e prender a atenção para a sua notícia, a aluna elaborou uma apresentação no Power Point no computador do seu colégio a que deu o título “Sim à Vida”.

Ao aperceber-se, durante a apresentação do trabalho, da condenação do aborto, o professor interrompeu a projecção da aluna alegando tratar-se de um tema “demasiado elevado” para a turma, acabando mesmo por a repreender em público quando a aluna o informou de que ainda não tinha terminado a apresentação do seu trabalho.

A apresentação da aluna circula na internet e, através de imagens, apresenta as diversas fases do desenvolvimento do embrião com um, dois, três e quatro meses de gestação.

O trabalho termina com a referência à realidade do aborto em Espanha, onde em cada dia 317 crianças serão impedidas de nascer, o que equivale – refere a apresentação – que se feche um colégio em cada três dias, por falta de crianças.

Em vez de permitir o debate sobre tema tão atual este professor optou por interromper a apresentação do trabalho da sua aluna, dando assim um péssimo exemplo de falta de democracia e de uma intolerável manipulação ideológica.

Infelizmente para certos “iluminados” de esquerda que se armam em arautos da liberdade, o tema do aborto como crime contra a vida, é um tabu que não lhes convém discutir. No entanto, o aborto continua a ser das coisas mais monstruosas que as sociedades ditas “avançadas” permitem com a mais impressionante das naturalidades e a mais incrível indiferença de tanta gente.

E essa era a mensagem do trabalho desta adolescente mas cujo professor fez “abortar” em plena aula, impedindo-a de terminar a sua apresentação e exprimir o seu ponto de vista sobre esta temática.

José Cerca

Publicado no semanário “Discurso Directo” nº158 de 13 de maio de 2011

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