Não teve celebrante, mas teve maestro esta “Missa Brevis” do compositor Jacob De Haan que constituiu o Concerto de Páscoa, embora realizado em plena Quaresma e que teve lugar no sábado, 16 de março, na igreja do Mosteiro de Arouca.
Nascido na Holanda, em 1959, Jacob De Haan é um dos mais populares compositores atuais para sopros e cujas peças têm atingido fama mundial.
Uma dessas peças é a “Missa Brevis” que foi “concelebrada” pelo Orfeão de Arouca, pelo Coro de Câmara de S.João da Madeira e pela orquestra de sopros da Academia de Música de Arouca, sob a regência do maestro Alcides Paiva, professor dessa Escola.
Composta por 35 elementos muito jovens, esta foi a primeira vez que a Orquestra de sopros da Academia atuou em conjunto com grupos corais e o resultado parece ter sido muito auspicioso, pelo que se espera desta promissora banda um papel importante na dinamização musical de Arouca, concelho onde a música representa uma importante mais valia cultural, formativa e recreativa.
No final desta “Missa Brevis” e após um breve momento de “ação de graças” em que o público ovacionou a interpretação destas três coletividades que levaram a efeito este Concerto de Páscoa, foi de novo interpretado o “Benedictus”, agora sob a regência de Joana Castro, do Coro de Câmara de S.João da Madeira.
E como não há Missa sem flores, mesmo estando-se em período quaresmal, foi oferecido aos dirigentes das três coletividades um ramo de flores como agradecimento por este momento de arte musical, quer vocal, quer instrumental, que em conjunto e de uma maneira muito harmoniosa, ofereceram ao numeroso público presente na ampla igreja do Mosteiro de Arouca.
José Cerca
Publicado no semanário “Discurso Directo” nº249 de 22 de março de 2013


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Foi sem duvída um espetáculo maravilhoso, até porque os miúdos tem de 10 a 15 anos …