MISSA DO RIO JÁ FAZ PARTE DAS MEMÓRIAS DA PARADINHA

por jcerca em 9 de Agosto de 2021

Iniciada há 28 anos, pelo alvarenguense Pe. José Agostinho teve lugar no dia 7 de agosto junto ao rio Paiva, no emblemático lugar da Paradinha, mais uma edição da tradicional “Missa do Rio”, este ano animada musicalmente pelo pe. Antonino da Congregação dos Dehonianos a que pertence o Pe. José Agostinho.
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Este ano o evento foi enriquecido também com a pré-apresentação da primeira publicação sobre a Paradinha: “Memórias da Paradinha” escrita em co-autoria por Norvinda Assunção e José Cerca.
A breve apresentação foi feita pelo prof.  Dario Tomé, cunhado de Norvinda Assunção.
Esta publicação já está disponível nas livrarias de Arouca. Vai também estar presente na Feira do Livro de Lisboa na estante da Editora SÍTIO DO LIVRO. A Feira do livro deste ano começa dia 26 de agosto e termina a 12 de setembro, no Parque Eduardo VII.
SINTESE DO LIVRO
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Banhada pelos rios Paiva e Paivó, considerados durante muitos anos como os rios menos poluídos da Europa, a Paradinha, tal como muitas aldeias do interior do País, começou a sofrer, sobretudo a partir dos anos 80, uma progressiva desertificação, a ponto de ficar totalmente abandonada por volta de 1990. Este abandono teve como consequência o início de uma progressiva e rápida degradação das habitações, todas elas construídas em xisto, com cobertura em ardósia, materiais esses que abundam na região.

Por volta de 1995 e já quando muitas das habitações se encontravam em processo de degradação acentuada, começaram a surgir várias pessoas interessadas em comprar as casas e recuperá-las para habitação de fim-de-semana ou de férias. Foi então que, tal como a Fénix renascida das cinzas, também esta aldeia começou, lentamente, a erguer-se das suas ruínas, transformando-se progressivamente e recebendo boas condições para a prática de um turismo de natureza saudável e ordenado.

 “Memórias da Paradinha” apresenta aos seus leitores a dupla vida desta aldeia que desde 2012 está integrada na rede das Aldeias de Portugal.

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Guiados por Norvinda Assunção que aí nasceu, casou e viveu durante parte da sua vida, evocar-se-ão as memórias de um passado vivido nesta aldeia, em contato íntimo com a natureza e de acordo com as tradições populares desta comunidade rural, com destaque para o fabrico das velas de cera, não fosse ela a neta do famoso “cereeiro da Paradinha”.

Por sua vez, José Cerca, um apaixonado pelo vasto património de Arouca, dar-nos-á conta deste renascer da Paradinha, com referência aos diversos equipamentos que foram surgindo, não só dentro da aldeia, como também nas suas imediações, e que muito contribuíram para o seu renascimento.

Entre outros, refira-se a criação do Arouca Gepark em 2009, com 41 geossítios, dois dos quais dentro da área territorial da Paradinha. A abertura dos “Passadiços do Paiva”, em 20 de junho de 2015.A inauguração da famosa ponte suspensa, a 516 Arouca, no dia 2 de maio de 2021. E ainda a construção de um empreendimento turístico, para alojamento em condomínio fechado.

Quem hoje visita a Paradinha desconhecerá como era a vida nesta aldeia, antes deste feliz renascer. Por isso, poderá encontra nestas “Memórias da Paradinha” e neste regresso ao passado uma ajuda para melhor se compreender o presente desta ressuscitada aldeia de xisto e se adivinhar o seu futuro como excelente espaço para a fruição de um equilibrado e saudável turismo de natureza.

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