CANTAR AS JANEIRAS

por jcerca em 28 de Novembro de 2010

Lançamento de CD  da Escola de Música de Moldes

Editado pela Escola de Música de Moldes e integrado nas comemorações do seu 25º aniversário, teve lugar no dia 27 de Novembro a apresentação pública do CD “Cantar as Janeiras”, composto por 10 canções tradicionais arouquenses sobre as Janeiras, recolhidas por Ramiro Fernandes e Rui Botelho, em diversos lugares do Concelho de Arouca.

A edição deste CD teve o apoio da Adrimag, através de fundos comunitários e foi acompanhada da publicação de um caderno com as letras, as músicas e os respectivos arranjos para coro e instrumental Orff feitos pelo compositor Plácido Carvalho.

O local escolhido para a apresentação deste CD foi o cadeiral do Coro das freiras, no Mosteiro de Arouca. Associaram-se a este lançamento o Conjunto Etnográfico de Moldes de danças e cantares arouquenses e o Orfeão  de Arouca  que interpretaram alguns temas polifónicos do seu reportório, antes da actuação do grupo coral e instrumental da Escola de Música de Moldes.

Fundada em 1984, a Escola de Música de Moldes tem funcionado em estreita ligação com a Paróquia de Moldes e com o apoio da Junta de Freguesia de Moldes. Os objectivos que nortearam a sua criação são contribuir para a descoberta da riqueza que é a música, fomentar a aprendizagem básica de educação musical e desenvolver as capacidades de ser e viver em grupo.

O projecto agora concretizado na gravação deste CD é uma iniciativa louvável no sentido em que contribuiu para a preservação de um vasto espólio musical popular arouquense que está cada vez mais em vias de se perder.

Grupo coral e instrumental da Escola de Música de Moldes

No final do concerto foi oferecido um ramo de flores e um CD acompanhado do respectivo caderno musical, não só aos dois grupos arouquenses que se associaram a este lançamento, mas também àquelas pessoas que maior apoio técnico-musical deram para a edição deste CD, nomeadamente Raquel Cerca, Ramiro Fernandes e Plácido Carvalho.

José Cerca

Publicado no "Jornal de Arouca" nº775 de 30 de Novembro 2010

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O Islão na Europa

por jcerca em 20 de Novembro de 2010

Uma decisão corajosa

Face à pretensão do Governo Saudita em construir mesquitas na Noruega, financiadas, não só pelo Governo, como também por ricos doadores privados, totalizando dezenas de milhões de euros,  o Ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês Jonas Gahr Støre tomou a decisão de recusar esse financiamento alegando que seria «paradoxal e contraproducente aceitar um financiamento vindo de um País que não aceita a liberdade religiosa ».

Embora a lei norueguesa permita aos países estrangeiros apoiar financeiramente as comunidades religiosas, a verdade é que o Ministro dos negócios estrangeiros não apenas recusou aprovar esse financiamento, como justificou essa sua decisão argumentando que tal «aprovação seria tanto mais  paradoxal quanto se sabe que pretender estabelecer uma comunidade cristã na Arábia Saudita, é considerado um crime.»
Perante a passividade que se vai notando na Europa face ao avanço do Islão, muitas vezes acompanhado de atitudes de intolerância e discriminação religiosa, como a denunciada pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, são necessárias atitudes corajosas como a sua, sem medo das represálias a que o fundamentalismo islâmico lança mão com frequência.

Perseguição religiosa

Por todo o mundo são cada vez mais numerosos e frequentes os casos de perseguição religiosa, por parte de muçulmanos,  a pessoas que professam uma religião diferente da sua, nomeadamente a cristã.

E um dos casos recentes  mais escandalosos é o de Asia Bibi injustamente condenada a morte no Paquistão, alegadamente, por blasfémia, mas o verdadeiro motivo está apenas no facto dela ser cristã e ter recusado converter-se ao islamismo, tal como a tentou convencer o próprio juiz que a está a julgar. De facto, o juiz, ao prometer-lhe que  “se te converteres ao islão, salvar-te-emos a vida”,  Ásia Bibi ter-lhe-á respondido  “que preferia morrer como cristã do  que sair da prisão como  muçulmana».
Esta atitude, vinda sobretudo da parte de um juiz, é totalmente condenável e revela, só por si,  a falta de liberdade religiosa que se vive naquele País.

Representando apenas 4% da população, a comunidade cristã do Paquistão, consciente da sua situação minoritária frente a uma maioria muçulmana, confia no apoio internacional para que o caso de Asia Bibi possa ser reaberto e a condenação à morte anulada.

Perseguição aos cristãos

Este caso chocante da condenação à morte de Ásia Bibi, levou mesmo o pensador ateu, Bernard-Henri Lévy, intelectual francês considerado como uma respeitável referência da Nova Esquerda, a tomar posição a favor desta paquistanesa, escrevendo mesmo no diário italiano “Corriere della sera” que  “é necessário defender os cristãos perseguidos em todo o mundo”.
E afirma mesmo nesse artigo que hoje os cristãos constituem à escala planetária “a comunidade mais constante, violenta e impunemente perseguida”.

José Cerca

Publicado no "Jornal de Arouca" nº775 de 30 de Novembro 2010

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Maratona fotográfica de Outono

por jcerca em 14 de Novembro de 2010

Organizado pela Associação “Olhares contemporâneos” do Movimento Fotográfico de Arouca realizou-se no dia 13 de Novembro mais uma maratona fotográfica, percorrendo diversas freguesias do concelho de Arouca.

Embora dedicado ao tema do Outono, esta 4ª maratona fotográfica acabaria por receber da meteorologia algumas cambiantes bem acentuadas de Inverno. Mesmo assim, com esta composição mista de tonalidades de Outono com algumas cambiantes de Inverno, esta maratona acabaria por atingir os seus objectivos, não só de captação de imagens outonais, como também de convívio entre os seus participantes.

Depois de percorrer as localidades de Várzea, Tropeço, Mansores, Cabeçais, Fermedo, S.Miguel do Mato e Escariz, a maratona viria a terminar, mesmo com a adversidade do tempo, com piquenique, seguido de  um magusto na Serra da Freita.

Refira-se que da captação de fotos ao longo destas 4 maratonas será, futuramente, feita uma selecção para a edição de um conjunto de postais sobre o Concelho de Arouca.

José Cerca

Publicado no "Jornal de Arouca" nº775 de 30 de Novembro 2010

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Coro Casa da Música

por jcerca em 13 de Novembro de 2010

CORO CASA DA MÚSICA

Interpreta Música Sacra  no Mosteiro de Arouca

Com a dotação dos 200 lugares disponíveis no cadeiral do Mosteiro de Arouca completamente esgotados, teve lugar no dia 13 de Novembro um concerto de Música Sacra pelo Coro Casa da Música do Porto.

Emoldurado por um magnífico cenário barroco que reveste todo o cadeiral do Mosteiro de Arouca, dificilmente seria possível encontrar-se tão grande harmonia entre a polifonia deste excelente Coro e o espaço físico em que ele actuou pela primeira vez.

O Concerto foi quase todo ele preenchido com a execução de peças de dois ilustres compositores portugueses, naturais do Alentejo, tendo o primeiro, Manuel Cardoso, nascido em Fronteira e o segundo, Diogo Melgás, em Cuba do Alentejo.

O reportório deste concerto contemplou ainda duas peças para órgão de Pedro de Araújo, um dos mais importantes organistas portugueses do sec.XVII e que foram interpretadas por Jonathan Ayerst, no órgão do Mosteiro.

Constituído por 24 vozes este coro deu o seu primeiro concerto em 2009, sob a direcção do seu maestro titular Paul Hillier, que é considerado uma referência incontornável da música coral a nível internacional.

Refira-se, no que se refere ao aspecto organizativo, a rigorosa pontualidade com que o concerto começou e o encerramento das entradas, logo após o seu início, para não perturbar a execução polifónica deste coro.

Possuindo o Mosteiro de Arouca espaços culturalmente ricos e de óptimas condições acústicas, é de louvar e de incentivar esta parceria de animação cultural entre a Casa da Música e a Real Irmandade da Rainha Santa Mafalda, com apoios, não só da Câmara Municipal de Arouca, mas também do Ministério da Cultura e de alguns programas comunitários para o desenvolvimento da região Norte.

José Cerca
Fotos: Avelino Vieira

Publicado no "Jornal de Arouca" nº775 de 30 de Novembro 2010

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NETdenúncias

por jcerca em 11 de Novembro de 2010

A denúncia de fraudes on-line é um meio prático e moderno que o Ministério Público de muitos países já colocou à disposição dos cidadãos para fazerem denúncias sobre fraudes, prática de crimes, desvios de dinheiros públicos, irregularidades no funcionamento dos serviços de saúde, transportes coletivos, escolas, segurança, agressões ao meio ambiente, a crianças, adolescentes, idosos e deficientes, ao consumidor, enfim, sobre um sem número de violações aos direitos do cidadão.

Embora esta prática já exista em diversos países só agora a Procuradoria-Geral da República disponibilizou, no seu site da net, –  http://www.pgr.pt/ – uma página para a denúncia de actos de corrupção,fraudes, tráfico de influências e má gestão de dinheiros públicos em Portugal. Basta entrar no sítio e clicar no menu: Corrupção-denuncie aqui.

Partindo do princípio que combater e eliminar a corrupção é uma responsabilidade de todos e que quem não denuncia, conhecendo os factos relevantes, tem também a sua quota de culpa, esta medida, agora implementada, poderá ser também uma maneira dos cidadãos exercerem a sua cidadania, muito embora se possa também correr o risco da denuncia falsa ou caluniosa.

Mesmo correndo esse risco a verdade é que, desde agora, será mais fácil para  todos aqueles que se sentirem directamente afectados pela prática de actos de corrupção ou que disponham de informação privilegiada sobre tais situações poderem utilizar este meio para contactarem com as autoridades responsáveis pela investigação.

Os factos comunicados serão objecto de apreciação pelos Magistrados do Ministério Público no DCIAP.

Ao denunciante será atribuída uma chave de acesso para posteriormente aceder à sua comunicação e tomar conhecimento da investigação e outros dados que lhe interessam.

Embora o autor da denúncia possa manter o anonimato, será conveniente que se identifique, tendo, no entanto, a garantia  de que, durante a investigação, o seu nome não será  exposto publicamente.

Esperemos que esta medida contribua para diminuir o grau de corrupção em Portugal que continua a manter-se como um dos países da Europa Ocidental em pior posição no ranking anual sobre a percepção da corrupção.

José Cerca

Publicado no "Jornal de Arouca" nº775 de 30 de Novembro 2010

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