Desperdício alimentar, é um desperdício a lamentar

por jcerca em 9 de Novembro de 2010

Perante a crise económica que se vive no nosso País, tem aumentado o número de pedidos de ajuda, nomeadamente alimentar, junto das instituições de solidariedade social, com destaque para a Caritas, para o Banco Alimentar contra a fome e para dezenas de instituições paroquiais,  criadas sob a inspiração da Igreja Católica.

Indiferentes a esta situação, por vezes dramática e que afecta muitas famílias portuguesas, os nossos políticos lá vão aumentando os impostos, uns directa e muitos outros indirectamente, mas que acabam todos eles por agravar a situação económico-social de toda uma classe média.

Por mais contraproducente que isto pareça, a verdade é que existe ainda neste país uma lei que obriga a que todos os dias milhares de refeições em perfeitas condições de serem consumidas, sejam deitadas ao lixo. E isto acontece não só em supermercados, ou nas grandes superfícies, mas sobretudo em refeitórios de grandes empresas, quer sejam hospitais, escolas, ou mesmo empresas de catering.

Sendo o ano 2010  designado como o  Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social, não se  consegue compreender como ainda  é possível, hoje em dia, continuar a deitar-se tantas toneladas de alimentos para o lixo.

Além de um escândalo social, face a tanta gente a passar dificuldades alimentares, este desperdício alimentar tem que ser urgentemente transformado num benefício social que possa minimizar as dificuldades de muitos cidadãos portugueses que passam fome.

Leis que obrigam a lançar ao lixo alimentos que poderão matar a fome a muita gente, são leis iníquas e feitas por legisladores sem qualquer sensibilidade social e humana.

Perante esta escandalosa situação, mantida a coberto de uma norma comunitária de 2002, supostamente criada à margem do mundo real, António Costa Pereira iniciou há dois anos, diligências, não só no campo da politica, mas também da comunicação social, com o intuito de inverter esta situação escandalosa.

Nesse sentido, além de enviar cartas ao Presidente da República, ao Governo e aos deputados das diversas forças políticas, criou também na rede social do FaceBook uma página para  “Acabar com o Desperdício Alimentar”.

Embora as respostas politicas tenham sido morosas e pouco concretas, este cidadão, no exercício do seu direito de cidadania, não desistiu e avançou mesmo com uma petição na Internet, dirigida à Assembleia da República.

Esta petição já conta com mais de 6 mil subscritores e pretendem os seus promotores entregá-la, até ao Natal, na Assembleia da República, no sentido da lei vir a ser alterada, de forma a que as refeições das cantinas das empresas, escolas, universidades e restaurantes sejam socialmente aproveitadas a favor de quem precisa, em vez de atiradas para o lixo.

 

Publicado no  “Jornal de Arouca” nº774 de 15.11.2010

José Cerca

 

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O Muro da Vergonha

por jcerca em 26 de Outubro de 2010

Tem 28 metros de comprimento por 1 metro e 65 de altura e foi erguido, na passada 6ª feira, entre as habitações de José da Rocha Bessa (sacristão na Paróquia de Arouca) e  de Joaquim Rodrigues (ex-sacristão em França) estando esta última desabitada, desde a sua construção, há vários anos.

Existindo nos  alicerces deste muro uma longa e antiga disputa judicial, entre os seus proprietários, devido ao desentendimento quanto à linha demarcatória entre estas duas propriedades, a construção do referido muro foi acompanhada de alguns incidentes que culminaram na madrugada de 2ª feira com o seu total derrube.

Refira-se que, logo que o muro começou a ser erguido, Joaquim Rodrigues terá colocado o seu carro sobre um troço dos alicerces, de modo a impedir a construção do referido muro da discórdia.

Removida a viatura a peso, pelos construtores, o muro continuou a ser erguido até ao fim, mas teve apenas dois dias de vida, pois mal o proprietário que o mandou erguer , saiu de casa pelas 6.00h da manhã de 2ª feira, todo o muro foi derrubado por uma retro-escavadora, já localizada, acabando mesmo por danificar a betoneira dos construtores.

A GNR já tomou conta da ocorrência, no próprio local, tendo enviado para o Ministério Público uma queixa,  entretanto entregue contra o presumível autor de tão lamentável acto.

Removido o material poucas horas depois do derrube, o muro voltou a ser novamente erguido, aguardando-se, com alguma expectativa, o desenrolar da situação.

Refira-se que a demarcação, rigorosamente cumprida pelos construtores, foi feita pelo tribunal, no local, e confirmada pela Câmara Municipal de Arouca.

Refira-se ainda, que a conselho do seu advogado, Joaquim Rodrigues terá retirado o processo litigioso por ele colocado em tribunal contra o seu vizinho, preferindo trocar a justiça do tribunal, pela sua própria justiça, o que faz deste muro da discórdia um autêntico muro da vergonha, a vergonha do seu autor, por tão lamentáveis atitudes.

Perante tais actos, só se espera que a justiça do tribunal seja rápida e eficiente.

 

José Cerca

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I Festival da Canção Jovem

por jcerca em 25 de Outubro de 2010

“Amar é levar no sorriso o dom de Te anunciar aos outros”
 (refrão da melhor letra)

Organizado pela Vigararia de Arouca-Vale de Cambra e integrado no Programa da Diocese do Porto “Missão 2100” decorreu, no passado Domingo, dia 24 de Outubro, em Vale de Cambra, o I Festival Vicarial da Canção Jovem.

Membros do júri do festival

Tendo  por objectivos incentivar a criação poética e musical, a partir do Evangelho, promovendo os valores da cidadania e os valores humano-cristãos, este I Festival da Canção Jovem conseguiu apresentar um conjunto de canções, com melodias muito bem conseguidas e atractivas, veiculando mensagens vincadamente evangelizadoras, até porque o tema geral deste Festival era a “corresponsabilidade para a Nova Evangelização”.

Com o pavilhão Ilídio Pedro completamente cheio, este Festival proporcionou ao vasto público aí presente uma tarde alegre e  bem animada.

Pavilhão com lotação esgotada

Além das 7 canções concorrentes, algumas delas de fora da Vigararia, mas convidadas pela organização, muito contribuiu também para a animação musical e evangélica daquela tarde, a presença do Pe.Luís Vieira, da Sociedade Missionária da Boa Nova, de Cucujães.

Interpretando diversas canções da sua autoria, quer antes, quer após a apresentação das canções concorrentes, o Pe. Luís Vieira conseguiu pôr toda a vasta plateia a cantar, criando um ambiente de grande alegria e entusiasmo. Refira-se que entre o numeroso público se encontrava também D. João Lavrador, Bispo auxiliar do Porto, acompanhado de vários sacerdotes da Vigararia.

O júri constituído por 3 professores ligados às áreas da Música, da Língua Portuguesa e da Religião e Moral Católicas e ainda pelo maestro da Banda Musical de Vale de Cambra e pelo respectivo pároco, embora considerando que todos foram vencedores neste I Festival da Canção Jovem, decidiu distinguir como melhor letra a da canção “Levar-te num sorriso” da autoria de Angélica Sousa e que foi interpretada pelo grupo de Macieira de Cambra.

Canção vencedora - grupo de Rossas (Arouca)

Por sua vez,  a canção “Segue o Caminho” com letra de Tiago Martins e Tiago Peres e música de Armindo Fernandes e Tiago Martins e que foi interpretada por um dos grupos de Rossas (Arouca) foi considerada a vencedora deste I Festival da Canção Jovem.

No final do Festival, o Pe. José Araújo, em nome do júri e da organização deste evento, congratulou-se pela qualidade das melodias e das letras apresentadas e agradeceu a toda a vasta equipa que conseguiu por de pé este I Festival da Canção Jovem, garantindo que outros se seguirão no futuro.

A equipa de coordenação do Festival

José Cerca

Fotos de Marco Marques da Foto David Marques (Vale de Cambra)
Mais fotos podem ser vistas e encomendadas aqui:
www.fdmarques.com

 

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Libertação dos mineiros chilenos

por jcerca em 18 de Outubro de 2010

A base silenciosa de um grande êxito

Segundo o engenheiro que fez a perfuração do buraco para resgatar os 33 mineiros a “fé e a oração estiveram na base do sucesso” que resgatou, de cerca de 700 metros de profundidade, os 33 reféns que aí estiveram retidos durante mais de 2 meses.

Claro que para determinada comunicação social estes aspectos não são, nem podem ser, objecto de notícia, muito embora eles traduzam um corajoso e convicto testemunho de quem fez esta afirmação.

Greg Hall é o dono da empresa Drillers Supply International, responsável pela perfuração que permitiu o resgate dos 33 mineiros.

Este engenheiro americano, que se assume como um católico convicto afirmou que “a fé para superar os obstáculos e a oração diária foram as chaves do êxito da sua missão.”

Hall, que a 12 de Fevereiro será ordenado diácono permanente, exprimiu a sua emoção perante o êxito da operação de resgate afirmando que “foi um árduo trabalho, mas que valeu a pena porque agora estes 33 mineiros já se podem reunir com as suas famílias. Foi uma sensação maravilhosa  ter contribuído para o resgate destas vidas humanas.”

A empresa de Hall trabalha no Chile desde há 20 anos e especializou-se na perfuração de rocha dura e o Ministério das Minas de Chile escolheu-a

para perfurar o túnel de 622 metros, por onde saíram os mineiros, no passado dia 13 de Outubro.

Quando souberam que a sua empresa tinha sido escolhida para a tarefa do resgate, tanto o engenheiro como a sua esposa Angélica  sentiram ” o peso do mundo” sobre os seus ombros. Efectivamente, tudo o que sabiam sobre perfuração teve que ser alterado porque era a primeira vez que utilizavam os seus conhecimentos para resgatar vidas humanas. A perfuração tinha que ser muito precisa, muito cuidadosa, para que não provocasse nenhum desmoronamento no interior da mina. “Foi uma tarefa muito tensa”- confessou o engenheiro, esclarecendo que procurou manter-se, emocionalmente, afastado da situação dos mineiros “para não perder a concentração numa tarefa assaz complicada e delicada” a qual, para além da oração, envolveu muitas capacidades, muito planeamento e preparação para fazer as coisas o mais perfeitas possível.

“Os momentos em que tudo parecia falhar – confessa o engenheiro – eram momentos para a oração”.

José Cerca

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Solidariedade com o Jorge Duarte

por jcerca em 15 de Outubro de 2010

Simpático, sempre sorridente, o Jorge Duarte além dos amigos que tem no Centro Juvenil Salesiano, no grupo do MJS/ADS, encontrou também muitos amigos não apenas virtuais, mas também reais, na rede social do FaceBook que têm desencadeado apelos e campanhas de solidariedade para com este jovem com algumas limitações a nível da sua motricidade.

Uma das últimas campanhas foi promovida pelo Motoclube de Arouca que, através do seu Presidente, Edgar Rocha promoveu um encontro de motards de vários pontos do País com passeio panorâmico até Alvarenga, incluindo almoço num restaurante local para angariação de fundos para a causa deste jovem a necessitar de uma intervenção cirúrgica.

Posteriormente, também a comissão de festas de Santa Luzia (Arouca) quis aderir a esta causa e nos dias de festas de Sª Luzia, deste ano, montou uma barraquinha de comes e bebes, tendo o lucro da mesma sido destinado a esta campanha de solidariedade para com o Jorge Duarte.

Recentemente, no Facebook, o Motoclube de Arouca lançou o desafio para encontrar alguém que levasse o Jorge ao Estádio da Luz para acompanhar a equipa do Arouca. Em pouco tempo surgiu um voluntário, o prof. João Martins que, em resposta a este desafio virtual, se dispôs a levar ao Jorge ao Estádio da Luz.

São estes pequenos grandes gestos que contribuem para humanizar a nossa sociedade, dignificando aqueles que, generosamente, os assumem.

José Cerca

Publicado no  “Jornal de Arouca” nº772 de 15.10.2010
Publicado no semanário  “Discurso Directo” nº128 de 15.10.2010

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